ZERO MORTES E URGÊNCIAS COM TRAVÃO A NOVAS DROGAS

Diário de Notícias | 21-04-2014

 

Um ano depois da publicação da portaria que proibiu a produção e venda de 159 novas drogas, chega a altura de fazer um balanço e de apurar que mudanças trouxe esta medida. Salientamos que só o ano passado houve registo de 46 urgências hospitalares relacionadas com estas drogas e com os estabelecimentos que as disponibilizavam. Estes, conhecidos por, “Smart Shops”, comercializavam diversos tipos de drogas em forma de sais de banho, fungos, incensos, entre outros. Optou-se pela adoção deste decreto-lei depois de se registarem ocorrências hospitalares relacionadas com problemas cardíacos, surtos psicóticos e outros problemas graves.

 

Segundo o subdiretor-geral do SICAD, Manuel Cardoso, “não houve casos notificados de situações de risco associadas ao seu consumo”, referindo que esta se tratou de uma “medida de sucesso” que permitiu chegar a zero ocorrências hospitalares relacionadas com o consumo deste tipo de drogas. De acordo com o secretário de Estado do Ministro da Saúde, Fernando Costa, “o negócio legal de drogas acabou. Sabemos bem que haverá sempre um negócio ilegal difícil de combater, mas ficou claro que as substâncias ‘legais’, não sendo proibidas, eram igualmente tóxicas e tinham enorme risco para o consumidor.”

 

A verdade é que a maioria das lojas do país fecharam, mantendo-se apenas duas ou três que vendem, atualmente, cachimbos mas não as substâncias ditas legais. Manuel Cardoso salienta que houve um cumprimento por parte dos vendedores e que os próprios consumidores chegaram à conclusão que aquelas substâncias não eram seguras. No entanto, admite que “haverá sempre venda ilegal.” Há sempre este risco, bem como a venda destas novas drogas, no entanto tem havido uma tentativa de maior vigilância por parte das autoridades competentes.

 

A primeira loja desta género a abrir em Portugal foi em Aveiro e continua aberta ao público, mas agora apenas são comercializados cachimbos e outro tipo de acessórios. O dono da loja, Carlos Marabuto, admite a ruína do negócio depois da aprovação do decreto-lei e revela que “os preços baixaram 50% mas as vendas caíram 90%”. Revela ainda que durante os seis anos em que estas substâncias foram permitidas a faturação era excelente e foi o suficiente para pagar a sua casa.

 

Os números parecem animadores e o decreto-lei, apesar de não ter a capacidade de eliminar todas as substâncias prejudiciais à saúde, conseguiu acabar com muitas e reduzir, pelo menos, as idas às urgências.

ImagemFonte (foto): http://www.boletimdenoticias.com/2013/04/18/drogas-legais-ja-nao-sao-legais/

 

Farmácias voltam a trocar seringas

FARMÁCIAS VOLTAM A TROCAR SERINGAS | O Ministério da Saúde estabeleceu ontem um acordo com a Associação Nacional de Farmácias no sentido de retomar este programa, suspenso à um ano.

A Dianova partilha esta notícia de grande relevância para evitar o contágio de HIV entre consumidores de droga por via injetável. Esta medida arrancou há 20 anos e é considerada umas das mais bem-sucedidas no que concerne ao contágio de HIV.

O programa de troca de seringas está prevista para Maio e com duração de um ano, depois de ter sido suspensa no final de 2012. Nessa altura, eram os Centros de Saúde que deveriam assegurava a troca de seringas, mas na realidade eram os centros de respostas integradas e as equipas de rua que o faziam.

Ainda no seguimento desta medida, haverá também um acompanhamento dos diabéticos, procedendo-se à medição dos níveis de glicemia e a consultas de aconselhamento, com início entre Junho e Julho.

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Fonte (Foto): https://www.indice.eu/pt/noticias/saude/NACIONAL/troca-de-seringas-disponivel-nos-centros-de-saude/

UNODC – World Drug Report 2013

Em Abril assinalamos o mês da Cocaína. A Dianova partilha consigo alguns conteúdos relativos a esta droga, elaborados pelo UNODC – United Nations Office on Drugs and Crime.

“A área global de cultivo de cocaína atingiu os 155.600 ha em 2011, praticamente inalterado em relação ao ano anterior, mas 14% menor do que em 2007 e 30 por cento menor do que em 2000. As estimativas das quantidades de cocaína manufacturadas, expresso em quantidades 100% puras, variou entre 776 e 1051 toneladas em 2011, um valor praticamente inalterado quando comparado com o ano anterior.” 

Confira estes e outros conteúdos num estudo feito pela UNODC.

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Uma Volta a Portugal em Álcool

O site Dinheiro Vivo publicou dois estudos acerca do consumo de álcool em Portugal. A Dianova partilha consigo estes estudos.

Portugal bebe 2,5 milhões de litros de álcool por dia encontrando-se em 34º lugar no Ranking Mundial do Consumo de Bebidas Alcoólicas | Dinheiro Vivo 04/04/2014 | Consulte a infografia para saber mais sobre outros dados deste estudo, nomeadamente qual o tipo de bebidas mais consumidas. http://files.dinheirovivo.pt/01/consumoalcool/consumoalcool.html

Quanto bebem os portugueses por dia | Dinheiro Vivo 04/04/2014 | Durante o ano de 2012, foram consumidos quase 924 milhões de litros de bebidas alcoólicas em Portugal. Ou seja, por dia, os portugueses beberam 2,5 milhões de litros, um valor que está em queda em relação aos anos anteriores. Confira a investigação elaborada pela Internacional Wine and Spirit Research sobre o consumo de álcool no mundo. http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/Artigo/CIECO334061.html?page=1

 

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Consigne 0,5% do seu IRS à Dianova Portugal

Caso ainda não tenha decidido a quem vai consignar os 0,5% do vosso IRS este ano, porque não doá-los à Dianova Portugal? A Dianova e as Pessoas que beneficiam dos nossos programas agradecem:)

 

A consignação de IRS é uma possibilidade que todos os contribuintes têm ao seu dispor, e consiste em decidir doar 0,5% da colecta de imposto para uma Organização Social, em vez de reverter para os cofres do Estado. Ao doarem estão a fazer um investimento social que irá beneficiar mais do que a Dianova sobretudo as Pessoas que beneficiam dos nossos Programas.

 

Salientamos que nos últimos 5 anos beneficiaram dos nossos diversos programas nas áreas de Promoção de Saúde & PrevençãoTratamentoReinserção SocialDesenvolvimento ComunitárioApoio Psicossocial e Formação 28.432 crianças, jovens e adultos.

 

Sejam solidários e contribuam para a Dianova, uma Organização Social de propósito Sustentável que visa, entre outras áreas de intervenção, ajudar as Pessoas com problemática de Toxicodependência e capacitar & formar Pessoas e Organizações rumo à sua Autonomia e Integração Social.

 

Este é um acto de cidadania que garantidamente nos ajudará a melhorar e aumentar o alcance dos nossos programas de educação e promoção de saúde e do qual beneficiarão milhares de jovens e adultos.

 

Para realizar este acto basta uma cruz solidária no Anexo H da vossa declaração de IRS, no campo 901,o NIF da Associação Dianova Portugal 501 601 163.

 

A Dianova agradece desde já a sua solidária contribuição!

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Consigne os 0,5% do seu IRS à Dianova Portugal

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Consumo da Cocaína é mais elevado na Europa Central e Ocidental

A cocaína é consumida por 17 milhões de pessoas entre os 15-64 anos, equivalente a 0,37% da população mundial dentro deste intervalo etário. Consumo este dominado pelos mercados Norte Americano  e Europa Ocidental e Central, de acordo com dados estatísticos UNODC 2013 http://www.unodc.org/unodc/secured/wdr/wdr2013/World_Drug_Report_2013.pdf

Em Portugal, a cocaína surgiu em 2012 como a terceira droga preferencialmente consumida pelos portugueses, na população total (15-64 anos) e na população jovem adulta (15-34 anos), com prevalências entre os 0,2% e 1,4% (ao longo da vida e nos últimos 12 meses) da população. Verificou-se uma diminuição das taxas de continuidade do consumo na população total (18,3%) e na jovem adulta (31,2%), de acordo com dados estatísticos do SICAD 2012 http://www.sicad.pt/BK/EstatisticaInvestigacao/Documents/Tendencias_Cocaina_RA_2012.pdfImagem

 

Efeitos predominantes

A cocaína age sobre uma das áreas chave do cérebro relacionada com o prazer, bloqueando a eliminação da dopamina da sinapse causando a acumulação da mesma, gerando uma estimulação contínua dos neurónios receptores, o que provoca um estado de euforia. O seu abuso provoca tolerância, necessitando assim o cérebro de doses maiores e mais frequentes para obter o prazer inicial.

 

Os efeitos sentem quase imediatamente ao seu uso e desaparecem em minutos ou horas, gerando sensação de euforia, energia, alerta mental particularmente a nível de visão, audição e olfacto. O seu uso pode diminuir temporariamente os desejos de comer e dormir. Alguns consumidores sentem que sob o seu efeito os ajudam a realizar tarefas físicas e intelectuais de forma mais rápida.

 

A curto prazo, os seus efeitos fisiológicos são contracção dos vasos sanguíneos, dilatação das pupilas e aumento da temperatura, do ritmo cardíaco e da tensão arterial. Em grandes quantidades pode levar a comportamento mais extravagante e violento, com tremores, vertigens, espasmos musculares, paranóia e, em doses consecutivas, a reacção tóxica similar ao envenenamento por anfetamina. Em raras ocasiões, a morte súbita ocasionada por paragens cardíacas ou convulsões seguidas de paragem respiratória.

 

A longo prazo, regista-se para além da dependência, intranquilidade, irritação, ansiedade e alucinações auditivas. Salientam-se ainda efeitos neurológicos que produzem embolias, convulsões e dores de cabeça; complicações gastrointestinais que causam dores abdominais e náuseas; irregularidades cardíacas, aceleração do ritmo cardíaco e respiratório, podendo os sintomas físicos incluir visão nublada, dores no peito, febre, convulsões e coma.

 

A interacção entre cocaína e álcool é potencialmente perigosa uma vez que o organismo converte-as em etileno de cocaína que tem um efeito no cérebro mais tóxico. Ainda a registar a transmissão de HIV/Sida e Hepatites, quer pela partilha de seringas não esterilizadas, por via de gravidez (sabendo-se que os neonatos de mães cocainómanas têm baixo peso neonatal, cabeças de circunferência menor e tamanho mais pequeno) e da sua utilização com fins recreativos e relações sexuais não protegidas.

 

Tratamento. Em caso de abstinência, o tratamento resume-se aos sintomas, uma vez que as síndromes major agudas vão desaparecendo com o passar dos dias. Contudo, deve-se proporcionar medidas de apoio como exame físico e neurológico, análise toxicológica, história do padrão de abuso de substâncias psicoactivas e perturbações psiquiátricas anteriores, alimentação e repouso.

 

Em caso de perturbações psicóticas a patologia tende a desaparecer no espaço de dias a 1 semana. Deve-se proceder a despiste de sinais de patologia física grave, monitorização das funções vitais e tensão arterial elevada, ambiente calmo e auto-confiante dada a possibilidade de comportamento agressivo delirante (podendo recorrer-se a medicação para controlar o comportamento), administração de fármacos para controlo da ansiedade ou hiperactividade. Após alta, deve ser derivado para unidade de reabilitação de droga (tratamento de modificação do comportamento, terapia cognitivo-comportamental ou comunidade terapêutica que incluem programas de reabilitação vocacional e outros serviços de apoio, tais como a Comunidade Terapêutica Quinta das Lapas Dianova) visando a resolução do problema e tratar eventuais perturbações psiquiátricas.

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