[Apresentação | Livro] “Resgate das famílias e empresas do sobreendividamento crónico”, 2/5, Teatro do Bairro

Capa livro Resgate Sobreendividamento 2013

 

CONVITE | apresentação e lançamento oficial pelo Frei Fernando Ventura e pelo autor João Gil Pedreira do livro “Resgate das famílias e empresas do sobreendividamento crónico”, Teatro do Bairro | Lisboa, 2 de Maio de 2013 – 18:00 (Rua Luz Soriano, 63, Bairro Alto), e que conta com a colaboração da Dianova.
Sinopse:

Partindo do entendimento de que famílias, empresas e Estados defrontam um adversário comum que responde pelo nome de dívida, o autor propõe ao longo deste livro uma mudança de perspetiva e de abordagem à problemática do sobreendividamento.

A pergunta-chave dessa mudança poderá ser sintetizada da seguinte forma: porque estaremos nós a resgatar bancos e Estados, reestruturando a economia para servir os interesses da dívida, e não estaremos antes a resgatar a economia (leia-se famílias e empresas), reestruturando os Estados e os bancos para servir o bem comum?

Centrado nesta questão, João Gil Pedreira propõe um plano sistémico e integrado para resgatar as famílias e empresas do sobreendividamento crónico, que não constitui apenas uma forma de libertar e relançar a economia do mundo ocidental, mas igualmente o caminho para se começar a inverter ciclos viciosos de endividamento estatal, com vista à solvabilidade, à sustentabilidade e ao desenvolvimento de todas as entidades que constituem o nosso vasto ecossistema económico.

Recordando, no entanto, como mote a afirmação proferida por Winston Churchill em Novembro de 1942: «Agora, isso não é o fim. Nem é o princípio do fim. Mas é, talvez, o fim do princípio».

Anúncios

Empreendedorismo e Franchising em Portugal

Autor: Marco Lamas
Portugal partilha uma realidade comum às restantes economias europeias. Como refere um estudo do IAPMEI (2008), as PME são dominantes na estrutura empresarial nacional, representando 99,6% das sociedades do país e criando 3/4 (75,2%) dos empregos (setor privado). Efetivamente, as PME, nomeadamente as micro e pequenas empresas, assumem-se como pilar das estruturas empresariais, contribuindo para o desenvolvimento económico e social.

A assumpção do risco por parte dos seus responsáveis, a flexibilidade e a inovação que as caracteriza, na busca consciente de soluções e na criação de emprego determinam a sua importância. O Franchising tem um papel fundamental nesta área, promovendo a criação de inúmeras microempresas.

O protagonismo do Franchising é cada vez maior em Portugal; o número de marcas, em particular de marcas nacionais, a criação de emprego e o volume de negócios tem vindo a crescer, acentuando-se esse crescimento no período de 2006 a 2009 como revelam as recentes estatísticas divulgadas (setembro, 2010 – EFF e associações nacionais de Franchising). Apesar deste crescimento, tal como noutros setores da economia, continuamos a ter um elevado número de insucesso e falência nos primeiros anos de atividade.

Sabemos que existem inúmeras vantagens e desvantagens associadas ao modelo de negócio do Franchising, tal como em qualquer outro modelo de negócio; das principais causas de insucesso, salientamos aqui a falta de formação e, por inerência, de competências necessárias para a gestão e expansão de uma empresa franchisada e mesmo franchisadora. A verdade é que a maior parte das empresas franchisadoras, na venda da franquia, incluem já uma Formação inicial. Todavia, apesar dos manuais e conteúdos das formações apresentarem, em alguns casos, uma qualidade de referência, preferencialmente, incidem no know-how e na assistência técnica, específicos do produto/serviço a comercializar, esquecendo componentes fundamentais – a comportamental e a técnica que sustentam o próprio know-how.

Consideramos, pois, que é necessária uma aposta por parte dos franchisadores e dos franchisados numa formação técnica, nas suas múltiplas vertentes – Estratégia, Finanças, Projetos de investimento, Marketing, etc. A aposta numa formação técnica possibilitará o desenvolvimento de competências empresariais, as quais implicam também uma formação comportamental que promova, em paralelo, o desenvolvimento de competências empreendedoras – Liderança, Motivação, Trabalho de equipa, entre outras, potenciando processos e procedimentos de gestão e, consequentemente, viabilizando o aumento das vendas.

A formação será sempre a alavanca para a diferença, que se procura para o tecido empresarial e para uma cultura empreendedora, ainda incipiente, que se quer e deseja fortalecida. O facto da União Europeia e da UNESCO, apontarem para a necessidade de um espírito e de uma cultura empreendedora reforçam esta ideia.

Fonte: Ptjornal

Terceiro Sector e Economia Social e Solidária: algumas pistas para reflexão.

Este texto sobre Economia Social e Terceiro Sector é consequência e exercício reflexivo, sustentado em vivências como animador de proces­sos de desenvolvimento local, na participação e discussão em grupos de trabalho e ainda da necessária leitura. É, em si, um exercício de apren­dizagem, de actividade construtiva a partir de experiências reflec­tidas e de múltiplas interacções com pessoas mais capazes. Escrevendo, agudiza-se a reflexão e processa-se uma organização interna que, para um animador, poderá (?) contribuir para uma melhor intervenção e com­preensão dos processos onde a Economia Social (e Solidária), emer­ge ou se pode fazer emergir.

Assim neste trabalho, gostaria de perceber se falamos do mesmo quan­do empregamos a designação “Terceiro Sector”, “Economia Social”, Economia Solidária” ou melhor, “Economia Social e Solidária”.

Se o “social” está na agenda da actualidade, se as grandes empre­sas introduzem nas suas estratégias conceitos como responsabilidade social e responsabilidade ambiental (negócio e biodiversidade), será que estamos na presença de uma preocupação baseada em valores hu­manos, éticos e de desenvolvimento sustentável? Ou será que as em­presas tendem a encontrar formas de responder às exigências dos consumidores, cada vez mais esclarecidos, e se modelam ao mercado num esforço de constante inovação, continuando com a sua visão de lucro, rentabilidade, eficácia produtiva, criando novas necessidades de consumo ou impondo o seu crescimento exponencial?

O que representa este apelo ao social, esta entrada numa área que, durante muito tempo, foi espaço e experiência alternativas?

Esta aproximação ao social terá alterado o conceito de Trabalho/Emprego como expressão de actividade e realização humanas, dando um novo sentido ao conceito Trabalho, ultrapassando a ideia de simples factor de produção de bens, nem sempre necessários ou úteis

Apesar desta aproximação, irá a Economia continuar como o su­premo princípio e fim de toda a actividade produtiva, acentuando a con­flitualidade com o Homem e com o Ambiente, associando o acto pro­dutivo a uma relação de destruição “…que se manifesta sob a forma de atentados aos seres vivos, quer se trate do Homem (fadiga, stress, acidentes de trabalho, desemprego, pobreza, exclusão) ou da Biosfera (re­tiradas maciças, poluições contínuas e acidentais)” – Maréchal, 1999: p. 178)?

Poderemos simplesmente compreender o Terceiro Sector na pura acepção do conceito, ou seja como o Terceiro, porque existem outros dois: o Público e o Privado?

Ler o texto integral em ANIMAR

Ética Empresarial e Responsabilidade Social

É certo ligar o sucesso ou fracasso de uma organização ao seu comportamento ético? Tenho convicção de que sim! Ser ético, hoje, não é mais uma opção. Para pessoas e organizações, é  uma questão de sobrevivência. Com a velocidade com que se processam as transformações, há necessidade de valores internalizados para que haja alinhamento no momento das decisões, que exijam rapidez. Hoje não se pode avaliar uma empresa com os padrões tangíveis de ontem, pois referenciais intangíveis, como marca, imagem, prestígio e confiabilidade, decidem a preferência e garantem a continuidade.

A ética ganha respeitabilidade como forte diferencial de qualidade e conceito público, mas será que já se formou a consciência ética no comando das organizações?

Algumas questões básicas precisam ser devidamente equacionadas para um melhor entendimento sobre a eficácia da ética nos negócios. A ética é determinada pela cultura ?

Numa tribo de canibais, é ético comer o semelhante. Por ser lei, é ético? Por ser costume, é ético? Justifica-se uma “ética de conveniência”?

O discurso ético e a prática das organizações fazem lembrar o axioma popular: de boas intenções o inferno está cheio.

No entanto, julgo estarmos a viver um momento importante de renascimento moral, no esboçar de uma nova consciencialização. Nesse sentido, as boas intenções são válidas como início de processo.

A consciencialização tem esse mérito: provoca desconforto com relação às situações negativas vigentes. É imprescindível, todavia, que existam alternativas concretas, atitudes e comportamentos que denotem mudanças significativas. Surge daí o compromisso das lideranças.

Continuar a ler o ensaio de Francisco Gomes de Matos aqui.