CENTRO APOIO PSICOSSOCIAL +SAÚDE… ACESSÍVEL A TODOS

O CAP+Saúde surge como uma preocupação da Dianova em disponibilizar uma intervenção terapêutica e psicossocial acessível e de qualidade à Comunidade em geral e sobretudo às Pessoas em maior situação de carência económica e vulnerabilidade social e/ou emocional.

Localizado em Lisboa (junto ao Hospital D. Estefânia e com gabinete em Monte Redondo – Torres Vedras), oferece 6 serviços com uma Equipa de 5 profissionais experientes dirigidos a Jovens, Adultos e Famílias, com o objectivo de promover oportunidades para uma nova aprendizagem adaptativa, de auto-realização e de satisfação pessoal.

  1. Avaliação Psicológica: Conhece a causa dos seus Problemas que o/a perturbam?
  2. Acompanhamento Psicológico / Psicoterapêutico: Encontra-se emocional ou socialmente vulnerável?
  3. Intervenção na Adolescência: Com que frequência te revês no mito do “super-homem”?
  4. Orientação Vocacional e Profissional: Já sabes que área vocacional queres prosseguir?
  5. Avaliação e Intervenção em Necessidades Educativas Especiais: O seu filho/a sofre de dificuldades de aprendizagem?
  6. Intervenção Familiar: Dificuldades de comunicação e relação familiar?

Marque a sua Consulta através do tel. 261 312 300 ou 919 031 678 ou visite-nos em www.apoiopsicossocial.dianova.pt

Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância: Campanha nacional sobre rodas

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Abril é o Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância. Até dia 30, vários concelhos do país vão assinalá-lo, através de uma campanha de sensibilização, desdobrada em iniciativas culturais e educacionais e co-organizada pela Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco [CNPCJR], pelas autarquias e associações a trabalhar nesta área.

Consciencializar a comunidade para a importância da prevenção dos maus-tratos na infância, do fortalecimento das famílias no sentido de uma parentalidade positiva e ainda do fundamental envolvimento comunitário”. É este o objectivo da campanha que reúne mais de 70 Comissões de Protecção de Crianças e Jovens que, localmente, estão a promover actividades – entre ciclos de cinema, debates, caminhadas e produção de laços azuis, símbolo da causa. Trofa, Santo Tirso, Lisboa, Vizela estão entre outros municípios que se associaram à campanha a nível nacional.

Hoje, dia 5, por exemplo, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras, Lisboa, tem lugar a primeira sessão de quatro de um ciclo de cinema alusivo ao tema, com a projecção de “Jaime” [1999], um filme de António Pedro Vasconcelos. Destinadas à comunidade em geral, crianças e jovens, e técnicos da área da protecção da infância, estas sessões de cinema são sempre seguidas de um debate. Na abertura, esta noite, pelas 20 horas, estarão presentes, além do realizador de “Jaime”, a vereadora municipal Helena Roseta, Armando Leandro, da CNPCJR, e Margarida Martins, da Associação de Mulheres Contra a Violência.

“Laço Branco”, de Michael Haneke, e “Sangue do Meu Sangue”, de João Canijo, são os filmes que se seguem no âmbito deste ciclo de cinema, que termina a 23 de Abril com a projecção de curtas-metragens realizadas por crianças e adolescentes de várias escolas e outras entidades do país, no âmbito das oficinas de iniciação ao cinema orientadas pela Associação Os Filhos de Lumière. Durante o mês de Abril, haverá ainda tempo para uma “Semana do Filme nas Escolas”, destinada a alunos dos 2º e 3º ciclos das escolas do concelho de Lisboa.

A norte, em Santo Tirso, para este domingo, dia 7, está agendada uma Caminhada pela Prevenção, que consistirá num passeio pedonal pelas margens do Rio Ave. Acções de sensibilização nas escolas, eventos sociais e desportivos, bem como a divulgação na comunicação social de notícias e artigos sobre o trabalho desenvolvido no concelho na área da prevenção e acompanhamento das crianças em perigo, são algumas das várias iniciativas preparadas no âmbito do Mês de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância.

Em Vizela, também a nível curricular, este drama pessoal, familiar e social não será esquecido. Numa entrada do blogue da Biblioteca da Escola Básica Caldas de Vizela pode-se ler que “um panfleto informativo da CPCJ será lido e interpretado nas aulas de Educação Moral Religiosa e Católica, seguindo-se a visualização do filme ‘O Bom Rebelde’. Serão [ainda] produzidos laços azuis”. Todo o material produzido durante este mês será posteriormente divulgado pela CPCJ na Feira do Livro promovida pela Câmara de Vizela, acrescenta o blogue.

Estudo da DECO alerta para a venda ilegal de tabaco a menores

 

A edição de Agosto/Setembro da revista Teste Saúde traz à baila a questão da venda ilegal de tabaco a menores de 18 anos, recorrendo a um estudo realizado em cinco municípios do país, pela DECO – Associação da Defesa do Consumidor, com a colaboração de adolescentes no terreno. Das 105 lojas visitadas, apenas 33 cumpriram a lei, isto é, recusaram vender tabaco a menores entre os 13 e os 16 anos.

O estudo anónimo – “sem pretensões de representatividade estatística”, segundo a DECO – foi realizado entre Março e Abril de 2012 nos municípios de Lisboa, Porto, Coimbra, Faro e Évora, com o objectivo de testar o cumprimento da lei que proíbe a venda de tabaco a menores em mão ou através do accionamento de uma máquina de dispensa automática.

O processo de trabalho in loco era elementar. Dois adolescentes, não identificados como colaboradores da DECO, sob supervisão de um adulto, entravam em estabelecimentos comerciais que vendiam tabaco [os nomes dos locais visitados podem ser consultado aqui], pediam um maço de cigarros e procuravam o aviso de “Venda proibida a menores”. Após cada visita, relatavam o episódio num inquérito.

Os registos dão conta de 59 lojas que exibiam em local bem visível o aviso da interdição de venda a menores, mas em apenas 16 destes estabelecimentos não se efectuou negócio. Dos 38 locais com máquina de dispensa automática, apenas 15 rejeitaram a venda aos menores envolvidos no estudo.

 

O que diz a lei?

No Artigo 15.º da Lei n.º 37/2007, a proibição de venda de produtos do tabaco é dirigida “a menores com idade inferior a 18 anos, a comprovar, quando necessário, por qualquer documento identificativo com fotografia”. A legislação diz ainda que é proibida a comercialização através de máquinas de venda automática, sempre que estas não estejam munidas de um dispositivo electrónico ou outro sistema bloqueador que impeça o seu acesso a menores de 18 anos”. O incumprimento do artigo 15 determina a aplicação de uma “sanção acessória de interdição de venda de qualquer produto do tabaco”.

Segundo o artigo a que a Dianova teve acesso, a ser publicado em Agosto na Teste Saúde, as atitudes registadas durante o estudo contribuem para o “alastrar do tabagismo entre os jovens, cujo organismo, ainda em desenvolvimento, é particularmente sensível aos efeitos nefastos do fumo”.

Em 32 das 105 lojas visitadas, os funcionários questionaram a idade ou um cartão de identificação aos potenciais compradores. Em seis destas ocasiões, a venda foi efectuada, apesar da menoridade assumida e conferida.

Faro e Coimbra foram os concelhos em que o acesso ao tabaco pelos adolescentes se tornou mais difícil: metade das lojas ofereceram resistência à venda. Já em Lisboa e no Porto, quase três quartos dos comerciantes desrespeitaram a lei. Em Évora, 87% dos estabelecimentos aceitaram vender cigarros a menores.

 

DECO pede fiscalização eficaz da lei e sensibilização dos infractores

Algumas dispensas de maços de cigarros foram acompanhadas de mensagens dos funcionários das lojas como “Sabem que a venda a menores é proibida?” ou “É para o pai, não é? [com um piscar de olho]”, “Posso vender, mas tenham cuidado, escondam-no” ou “Vendo, mas contra a minha vontade”.

De modo a combater situações destas e fazer cumprir a lei, a DECO exige “fiscalização eficaz e punições exemplares para os infractores” e defende a sensibilização dos vendedores sobre “os efeitos do fumo na saúde, em especial nos jovens” e o alerta para a responsabilidade que têm os comerciantes prevaricadores no “processo que conduz à dependência”.

A associação dos consumidores propõe ainda a proibição de venda de tabaco nas zonas circundantes a escolas do ensino básico e secundário, como já é de lei com o álcool. “O acesso fácil aos produtos” está na lista de factores determinantes para a iniciação ao tabagismo, além da curiosidade e da influência dos amigos.

O artigo “Tabaco: Venda ilegal” dá ainda conta dos métodos mais eficazes para deixar de fumar, “com base na literatura científica”, e dos respectivos preços. Contém ainda testemunhos de três ex-fumadores e informação sobre substitutos de nicotina. Neste contexto, o cigarro electrónico é desaconselhado como tratamento, não havendo garantias de qualidade, segurança e eficácia no seu uso.

FÓRUM GULBENKIAN DE SAÚDE 2011: Labirintos da Adolescência (Roads to Whatever)

Adolescência é o período do desenvolvimento humano em que se projecta uma multiplicidade de estímulos físicos, afectivos e sociais e ocorre uma complexa maturação somática e psíquica que condiciona a evolução da personalidade, os comportamentos e as doenças dos jovens.

Há informação científica nova, fascinante, no campo da neurobiologia e da endocrinologia do cérebro e das suas relações com as condutas sociais e os seus desvios, a saúde mental e os seus distúrbios.

O Fórum Gulbenkian de Saúde 2011 “Labirintos da Adolescência” tem como objectivo promover a informação e o debate sobre os problemas que afectam o desenvolvimento, os comportamentos e as patologias, identificando acções e estratégias para uma formação mais saudável e feliz dos adolescentes.

PROGRAMA

EXPOSIÇÃO LABIRINTOS

Mais informações no site da Gulbenkian

INFORMAÇÕES E CONTACTOS
Av. de Berna, 45A
1067-001 Lisboa
Telf: +351217823560
forum.saude@gulbenkian.pt

A realidade do consumo de drogas nas populações escolares

RESUMO

Objectivos: Caracterizar o consumo de drogas ilícitas dos estudantes açorianos do terceiro ciclo e avaliar os seus conhecimentos sobre a temática.

Tipo de estudo: Observacional, transversal descritivo.

Local: Escolas com ensino de terceiro ciclo da Região Autónoma dos Açores.

População: Estudantes do terceiro ciclo.

Métodos: Aplicação de um inquérito a uma amostra de conveniência, composta pelos alunos do 9.” ano de cinco escolas da Região.

Resultados: Foram incluídos no estudo 602 adolescentes, 307 do sexo feminino, com uma média etária de 15,2 (14-18) anos. Todos os inquiridos afirmaram já ter ouvido falar de drogas (76,4% na escola e 47% em casa), 62,3% já viram amigos consumir, a 38% já foi oferecida droga e 25,6% já experimentaram (55,8% dos rapazes e 44,2% das raparigas). A idade média de início de utilização foi de 14,4 anos, a droga mais utilizada foi a cannabis, o principal local de consumo foi em bar/discoteca mas 41% já viram consumir na escola e 46,8% dos consumidores já o fizeram neste local. Quase 43% dos alunos experimentaram uma ou duas vezes, 44,2% consomem ao fim-de-semana, 9,7% duas a três vezes por semana e 3,2% todos os dias. Os principais motivos de consumo foram a curiosidade e a oferta de um amigo.

Conclusões: Este estudo sugere que a prevalência do consumo de droga entre os adolescentes açorianos é elevada, superior a qualquer outra região do país e à média europeia. Questiona-se a adequação da informação adquirida pelos alunos, tendo em conta que ocorre maioritariamente na escola. De realçar que o consumo ocorreu, sobretudo, em bares e discotecas, abrindo perspectivas de intervenção nas áreas de lazer.

Os resultados alertam para a necessidade de informação e formação adequadas, sensibilizando os jovens para os efeitos nocivos do consumo de estupefacientes e promovendo estilos de vida saudáveis.

Palavras-chave: Drogas Ilícitas; Adolescentes; Comportamentos.

INTRODUÇÃO

O consumo de drogas transformou-se numa preocupação mundial, particularmente nos países industrializados, em função da sua grande prevalência e dos riscos que pode acarretar. A adolescência é uma etapa do desenvolvimento que suscita grandes preocupações quanto ao consumo de drogas pois constitui uma época de exposição e vulnerabilidade às mesmas.

Os vários Estados têm fomentado o estudo e o controlo do fenómeno do consumo de drogas com o objectivo de definir políticas de intervenção.

O European School Surveyon Alcohol and Drugs (ES- PAD) é um projecto com inquéritos realizados a cada 4 anos em 35 países europeus, que conta com o apoio do Grupo Pompidou do Conselho da Europa e do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT). O estudo realizado em 2007 concluiu que, em Portugal Continental, 18% dos rapazes e 10% das raparigas de 16 anos de idade já experimentaram o consumo de drogas ilícitas pelo menos uma vez. A média europeia de consumo de drogas foi de 23% no sexo masculino e 17% no sexo feminino.

O Inquérito Nacional em Meio Escolar, realizado em 2006, revelou um consumo de cannabis de 10% dos alunos do 3.° ciclo e de 32% dos alunos do ensino secundário da Região Autónoma dos Açores, superior à prevalência de qualquer outra região do país para os mesmos grupos etários.2 Notou-se uma diminuição do consumo em relação ao mesmo estudo em 2001 em todas as regiões, excepto nos alunos açorianos do ensino secundário, em que a prevalência se manteve igual (32%). Os objectivos deste estudo foram caracterizar o consumo de drogas ilícitas dos estudantes açorianos do 3º ciclo e avaliar os seus conhecimentos sobre a temática.

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Pais em dificuldades estão a “entregar” os filhos

“Já não consigo fazer nada. Por favor tome conta dela.” Foi com este desabafo que a mãe, cansada de ver a filha ausentar se de noite para sair com más companhias e de não ter controlo sobre ela, foi à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lisboa/Centro (CPCJ) “deixar” a filha adolescente. O mesmo fez o pai de duas meninas, de dois e quatro anos, após concluir que não tinha condições financeiras para cuidar delas. “Trouxe-as pela mão e disse: ‘já não as quero’, contam na comissão. Teresa Espírito Santo, presidente da CPCJ de Lisboa/Centro diz que só nos últimos dois ou três meses, chegaram cerca de dez casos destes. “Há pais que se demitiram completamente das responsabilidades. E vêm determinados a que sejamos nós a acolher os filhos”, diz, sublinhando que já ouviu frases do tipo: “A Drª representa o Estado tem obrigação de tomar conta dela.”

O relatório das comissões de protecção de crianças e jovens revela que os pais já são a terceira entidade que mais sinaliza situações de risco (8,4% do total), logo a seguir às escolas e à polícia, que denunciam metade dos casos. Só em 2010, houve 2731 situações destas, embora nem todas tenham as mesmas características. Há pais que “entregam” os filhos porque não conseguem impor-lhes regras e limites, principalmente na adolescência. Assistem aos seus comportamentos desviantes – droga álcool prostituição -, e temem que caiam na delinquência. Por vezes, vêem a denúncia como o “susto” capaz de suscitar mudanças de atitude. Mas a resolução do problema é complicada, argumenta a técnica, “pois cresceram num ambiente perverso, estão tão deformados de valores e emoções, que são difíceis de recuperar”.

Outros pais vão “depositar” os filhos porque têm carências financeiras e consideram ser dever do Estado assumir a sua responsabilidade. “Um fenómeno novo com um ou dois anos, e em crescimento”, garante Teresa Espírito Santo, questionando-se onde terão as famílias construído esta percepção. Há ainda casos em que a comissão é utilizada pelos progenitores como meio para atingir um fim. Seja acusar o outro de não cuidar do filho ou fazer tudo para levar o tribunal a rever as condições da sua guarda. Muitos são casos típicos de alienação parental, em que os pais, da classe média e alta, vêm munidos de advogados e usam os filhos “como arma de arremesso, colocando-os num jogo perigoso”.

Ler a notícia completa na edição física do DN

Droga apreendida a jovens finalistas

A PSP de Viseu, numa operação conduzida no fim-de-semana, segundo informação do comando distrital, apreendeu 400 doses de haxixe em buscas efectuadas em autocarros que transportavam estudantes em direcção a Espanha.

Na Guarda, a GNR, numa operação levada a cabo na fronteira de Vilar Formoso, também no fim-de-semana, deteve pelo menos, três estudantes no âmbito de uma operação de controlo de grupos de alunos que seguem para Espanha em viagens de finalistas.

O tenente-coronel Cunha Rasteiro, chefe da secção de investigação criminal do Comando Territorial da GNR da Guarda, disse à Lusa que os jovens foram detetados na posse de estupefacientes durante a fiscalização a 38 autocarros que transportavam estudantes para a costa mediterrânica de Espanha.

Os estudantes, que seguiam em quatro autocarros diferentes, detinham «meio milhar de doses individuais de ecstasy, haxixe e cannabis», que foram apreendidas pela GNR, indicou Cunha Rasteiro.

Ler o artigo completo em sol.pt

Dados comportamentais sobre a juventude portuguesa

Não saem à noite, não fumam, não bebem e começam a vida sexual mais tarde. De manhã, tomam o pequeno-almoço. Na escola não se envolvem em lutas e gostam dos seus professores. Em casa, estão à frente da televisão ou do computador e, talvez por isso, praticam menos exercício físico. Há mais um senão: o consumo de drogas aumentou ligeiramente entre os adolescentes e jovens portugueses dos 6.º, 8.º e 10.º anos.

Estes são os resultados preliminares do estudo coordenado por Margarida Gaspar de Matos para o Health Behaviour in School-aged Children, que é apresentado hoje, em Lisboa. Os resultados finais serão conhecidos em Abril. Trata-se de um estudo colaborativo da Organização Mundial de Saúde (OMS), feito de quatro em quatro anos, com o objectivo de estudar os estilos de vida e os comportamentos adolescentes. Os dados portugueses foram recolhidos para o relatório de 2012, onde se reúne a informação de outros 43 países.

“Há questões que fazem muito barulho [como o bullying] mas que não são universais. Há realidades que são só da nossa rua”, justifica Margarida Gaspar de Matos. Por isso, apesar da crise económica, “cada vez há menos miséria cultural e económica em Portugal”. “Há nichos preocupantes mas residuais, pelo menos no modo como os alunos percebem e nos relatam os factos”, aponta a professora da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade Técnica de Lisboa.

Ler artigo completo em: publico.pt

Nova lei criminaliza bullying na escola

A criminalização do bullying enquanto acto tipificado foi aprovada ontem na reunião de conselho de ministros para gáudio dos representantes dos professores. Legislando sobre a problemática da violência ficou estipulada uma pena até cinco anos para o jovem que incorrer nestas práticas, podendo ser agravada entre três a dez anos se daí resultar a morte da vítima.

O documento pro forma será agora discutido entre os parceiros sociais, antes de ser submetido à Assembleia da República. Nele constam “os maus tratos físicos ou psíquicos, incluindo castigos corporais, privações da liberdade e ofensas sexuais a qualquer membro da comunidade escolar a que também pertença o agressor”.

O julgamento do acto praticado irá variar consoante a gravidade da situação, com os responsáveis escolares incumbidos de medidas escolares como a suspensão do aluno, previstas para casos mais pacíficos, de acordo com o estatuto do aluno. As punições poderão compreender penas de prisão “de um a cinco anos”, desde que o agressor seja criminalmente imputável, ou seja, tenha mais de 16 anos e “entre dois e oito anos”, sempre que se verifique ofensa grave à integridade física.

Ainda segundo o Ministério da Educação, se o crime for praticado por jovens dos 12 aos 16 anos, apesar de estes serem inimputáveis para efeitos de lei penal, “a criação do crime de violência escolar permitirá a aplicação de medidas tutelares educativas”.

Esta alteração de fundo, promovida, entre outros, pelo procurador-geral da República, Pinto Monteiro que alertou para a tendência recente no aumento dos inquéritos por violência escolar, é saudada pelos responsáveis educativos. Na reacção, o presidente da Associação Nacional de Professores, João Grancho, aplaudiu a iniciativa. “Passaremos a ter outros instrumentos de resposta que funcionam nos dois sentidos: quer na perspectiva sancionatória, quer na dimensão preventiva, porque se acaba com o sentimento de impunidade”.

Do lado da Federação Nacional de Educação, João Dias da Silva considera que a criminalização da violência escolar se justifica, “até pelas ferramentas poderosíssimas que hoje existem associadas ao bullying“.

Mais informações em: