APARTAMENTO DE REINSERÇÃO SOCIAL DIANOVA: uma resposta de reinserção social

Concluído o Tratamento, de per se um factor crítico de sucesso, a reinserção social e profissional é condição sine qua non para uma plena integração e factor condicionante de eventual recaída. Nesta fase igualmente crítica, a pessoa reabilitada coloca-se questões fundamentais:

  • E agora, que perspectivas tenho face ao futuro?
  • Onde posso dirigir-me para solicitar apoio técnico e/ou financeiro?
  • Que medidas estão à minha disposição para iniciar uma actividade de qualificação ou laboral?

Consciente da importância que a Reinserção assume no processo de consolidação do tratamento e perante as dificuldades sentidas por alguns dos utentes em situação de extrema exclusão social, a Dianova disponibiliza uma resposta integrada: o Apartamento de Reinserção Social, protocolado pelo Instituto de Segurança Social, I.P., para 6 Utentes.

Esta Unidade permite uma intervenção global na reorganização do plano socioprofissional dos toxicodependentes em fase conclusiva de tratamento, como medida facilitadora e/ou regresso ao mercado de trabalho, promovendo-se a igualdade de oportunidades de emprego.

Localizada na Quinta das Lapas, em Monte Redondo – Torres Vedras, o programa tem uma duração média de 6 meses, com acompanhamento psicossocial.

admissão de Utentes obedece a critérios específicos, nomeadamente:

  • Ter cumprido um programa de tratamento, com credenciação do mesmo;
  • Demonstração de motivação e vontade própria de adesão;
  • Aceitação das regras de funcionamento;
  • Delineação de Projecto de Vida.

Se está em vias de processo de conclusão de tratamento da toxicodependência e carece de uma resposta de reinserção social contacte-nos através do te. 261 312 300 ou saiba mais em http://dianova.pt/os-nossos-servicos/apartamento-de-reinsercao-social

Relatório OEDT | Reintegração social de toxicodependentes em tratamento “frequentemente negligenciada”

 

Taxas altas de desemprego e baixo aproveitamento escolar dificultam a reintegração social dos consumidores de droga em tratamento na União Europeia. Esta é uma das principais conclusões de um relatório do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) publicado hoje.  

Estima-se que, cada ano, na União Europeia, um milhão de consumidores de drogas esteja a receber alguma forma de tratamento para problemas relacionados com drogas. Em comunicado de imprensa, o OEDT considera que esta realidade se deve aos “investimentos consideráveis [realizados] desde os anos 1990”, altura em que se tornou numa prioridade na política das drogas “um melhor acesso ao tratamento”.

Por outro lado, mantêm-se as preocupações com a inclusão na sociedade das pessoas em tratamento, prática que segundo este observatório é “frequentemente negligenciada”.

Os últimos dados deste organismo da União Europeia alusivos aos pacientes que entram em tratamento revelam que mais de metade se encontra desempregado (56%).

O baixo aproveitamento escolar é também uma das tendências que afecta este “grupo vulnerável”, com 4 em 10 pessoas a terem completado apenas o ensino primário ou um nível escolar inferior.

O OEDT admite que “o tratamento desempenha um papel significante em ajudar os consumidores de droga a cessar, ou pelo menos a controlar, o uso de substâncias”, mas alerta que “negligenciar as necessidades sociais pode minar as possibilidades de uma recuperação de longo prazo”. Os últimos dados desta agência apontam ainda para cerca de 10% de clientes em tratamento que dizem não ter “alojamento estável”.

Estas informações integram o relatório “Reintegração social e Emprego: Provas e intervenções para Consumidores em Tratamento”, publicado hoje o OEDT, sedeado em Lisboa.

 

Um relatório para influenciar legisladores e profissionais da área

Este documento alista ainda um rol de “conclusões para a prática e política” desenhadas para auxiliar os legisladores e os profissionais que actuam na área da toxicodependência a desenvolverem “estratégias coerentes e inclusivas para promover a reintegração social”.

“Dado o papel crucial da reintegração social na limitação e na superação dos problemas relacionados com drogas, a longo-prazo, é bastante necessária uma melhor compreensão destas intervenções na Europa”, pode-se ler no comunicado.

O consumo de drogas agrava frequentemente as já difíceis condições de vida de indivíduos excluídos, fazendo dos esforços de integração um desafio real para a pessoa em questão e para aqueles que estão a prestar apoio. Este aspecto é particularmente relevante durante o actual período de dificuldades económicas na Europa, com elevados níveis de desemprego entre os cidadãos europeus mais jovens”, assinala Wolfgang Götz, director da OEDT, no âmbito da publicação deste relatório.

VIDA DE JOVENS: EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL E INSERÇÃO SÓCIOPROFISSIONAL NO SUBÚRBIO

INTRODUÇÃO

A demanda por mão-de-obra mais escolarizada e mais qualificada é uma das exigências da economia mundial que, desde fins da década de 1980, é regida pelo neoliberalismo. Outros fatores considerados pelos estudiosos, como a redução do papel do Estado nas áreas sociais (a educação é um exemplo), a reestruturação do trabalho, o desemprego estrutural e o aumento do emprego informal vieram afetar dramaticamente a juventude dos setores mais empobrecidos da sociedade. Certamente, os reflexos produzidos a partir da articulação desses fatores mostram-se mais perversos nos países de economia periférica tal como é o caso do Brasil.
No país, os jovens representam um contingente significativo, aproximadamente 34.081.330 de pessoas na faixa etária de 15 a 24 anos (IBGE, 2000). No entanto, mais de três décadas distanciam o Brasil dos países ricos no que tange a políticas públicas destinadas a este segmento.
À luz dessas considerações, a educação é fator estratégico na inserção sócioprofissional do jovem, tanto nos países ricos quanto pobres (DELORS, 1996; ESCOT, 1999). No caso brasileiro, o aprofundamento do caráter dual do financiamento do sistema de ensino (público e privado) evidencia o fortalecimento do binômio educação pública / baixos padrões de qualidade. Tal fato acentua as desigualdades na formação dos jovens das camadas mais pobres da população (CHARLOT, 2000; FREIRE, 2002; KUENZER, 2000).

Ler o estudo completo aqui

Ideia pioneira em reinserção social empregue em Leiria

Dez arrumadores vão trabalhar nos espaços verdes do município de Leiria no âmbito de um protocolo a celebrar brevemente entre a Câmara, Centro Distrital de Segurança Social, PSP e a Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, a iniciativa pretende “dar mais segurança e tranquilidade às pessoas que utilizam os parques de estacionamento” da sede do concelho que “se sentem incomodadas, muitas vezes, com o facto de, além de pagarem o “ticket” de estacionamento, terem também que dar uma moedinha com receio de que possa haver danos nas suas viaturas”.

“Queremos ter uma cidade livre, uma cidade onde o cidadão usufrua dos seus direitos, que não passam seguramente por este tipo de situações”, disse Raul Castro, adiantando que a autarquia tem recebido “muitas queixas” devido à presença dos arrumadores, cujo número total na cidade não está quantificado pelo município.

Para o autarca, a iniciativa é, também, uma “aposta na inserção” destes cidadãos: “É uma oportunidade que lhes estamos a dar e que deviam aproveitar”, referiu.

“Agora, dependerá da boa vontade deles”, anotou, adiantando que, numa abordagem já efectuada, houve reacções positivas, mas também o contrário ao projecto.

Neste último caso, segundo Raul Castro, o receio prende-se com o facto dos arrumadores entenderem que “o chamado pé-de-meia que arranjam com essas gratificações e que utilizam, nomeadamente, para a dependência das drogas poderá ficar em risco se tiverem de trabalhar”.

Os dez arrumadores, de ambos os sexos, já estão seleccionados. São pessoas sinalizadas pela Segurança Social, estando a receber o Rendimento Social de Inserção, explicou, por sua vez, a vereadora com o pelouro da Acção Social do município, Lurdes Machado.

Sete destes são utentes do Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência, diz Lurdes Machado, acrescentando que o grupo vai realizar trabalhos de jardinagem, durante um ano.

Fonte: jn.pt