Programa de troca de seringas é para continuar

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A troca de seringas vai continuar e eventualmente ser reforçada, garantiu o coordenador do programa de combate à Sida, citado pela agência Lusa. Este anúncio é feito na sequência do fim do contrato, nesta terça-feira, entre o Ministério da Saúde e a Associação Nacional das Farmácias (ANF) – organismo que entretanto manifestou indisponibilidade para gerir o projecto a partir de 2013.

“Não haverá interrupções” no programa operacional de troca de seringas pela população toxicodependente que acontece – não só, mas também – nas farmácias portuguesas desde 1993. Esta garantia foi dada, ontem, por António Diniz, coordenador do Programa Nacional de Prevenção e Controlo para a Infecção VIH/Sida.

“Estamos a fazer todas as diligências para que no mais curto espaço de tempo seja agilizado” o processo de transição de gestão do programa, asseverou Diniz. Nesta quarta-feira, na Comissão Parlamentar de Saúde, o vice-presidente da ANF, Paulo Duarte, afirmou que o organismo a que preside não quer “continuar com a gestão diária deste programa”incumbência que consistia em assegurar a administração de kits de seringas, disponibilizando parte deles nas farmácias e distribuindo outra por Organizações Não Governamentais que trabalham na área da toxicodependência.

Duarte lembrou aos parlamentares que as farmácias ainda têm material em stock que poderá ser distribuído até finais de Dezembro, altura em que a ANF deixa de gerir o projecto. Por essa altura, António Diniz diz que já haverá uma resposta para o problema.

Os contornos da nova gestão ainda não são públicos, mas o coordenador do programa de combate à Sida já sabe como é que este projecto vai ser continuado e eventualmente reforçado, depois de ter reunido com “estruturas do Ministério da Saúde”.

António Diniz elogiou a participação da ANF neste projecto, mas recordou que as trocas realizadas nas farmácias eram inferiores às realizadas por ONGs no terreno.

Apesar de lembrar que não lucrou “um cêntimo com isto” e que o Ministério da Saúde deve 600 mil euros referentes a 2012 às farmácias no âmbito desta programa, a ANF admitiu que a troca de seringas poderá continuar a ter lugar em farmácias, desde que não seja responsável pela gestão do programa.

 

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Primeiro comprimido que reduz risco de infecção por VIH aprovado nos EUA

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira a comercialização de uma pílula para proteger indivíduos em risco extremo de infecção pelo VIH. O medicamento chama-se Truvada, é de toma diária e não é para qualquer bolso. Um estudo publicado recentemente no New England Journal of Medicine conclui que o medicamento é eficaz. A Fundação Aids Healthcare considera a decisão “imprudente”.

Em nota à imprensa, o órgão governamental dos Estados Unidos responsável pela aprovação de novos medicamentos no país, confirma que será colocada no mercado a “primeira droga para reduzir o risco da infecção pelo VIH por via sexual”.

O Truvada é dirigido a indivíduos cujo parceiro esteja infectado, integrando, segundo a FDA, “uma estratégia de prevenção que inclui outros métodos, tal como as práticas de sexo seguro, o aconselhamento sobre a redução de risco e o teste regular ao VIH”.

Até aqui o Truvada já podia ser administrado em combinação com outros anti-retrovirais no tratamento de adultos e adolescentes de doze anos para cima infectados pelo vírus da imunodeficiência humana.

A FDA alerta, no entanto, que este comprimido de toma diária “apenas deve ser tomado por indivíduos confirmados como sendo VIH negativo antes da prescrição da droga”, sendo contraindicada a indivíduos com estatuto VIH positivo ou que desconhecem o seu estatuto serológico.

As reacções a esta aprovação não se fizeram esperar e a maior organização de apoio a pessoas seropositivas a operar nos cinco continentes – a Aids Healthcare Foundation – faz parte do coro das críticas, tendo chamado inclusive a atenção para provas que revelam que este medicamento pode danificar os rins.

Em comunicado de imprensa, o presidente desta fundação, Michael Weinstein, considera esta decisão “completamente imprudente e um passo que em última análise irá fazer-nos recuar anos nos esforços para a prevenção do VIH”, admitindo que o passo dado na segunda-feira “roça [a algo equivalente à] negligência médica, que resultará infelizmente em novas infecções, resistências [do vírus] ao medicamento e sérios efeitos secundários para muitas pessoas”.

A lista de efeitos secundários gerais do novo comprimido inclui diarreia, dores e perda de peso, mas a FDA considera que os benefícios para as pessoas com alto risco de serem contaminadas pelo VIH suplantam os danos colaterais.

Um centro de investigação clínica da Universidade de Washington recrutou a partir de 2008 no Quénia e no Uganda mais de 4700 casais – em que um elemento tinha sido infectado pelo VIH e outro não – para testar o medicamento. O estudo Partners PrEP (Profilaxia Pré-exposição) foi considerado um dos mais abrangentes da história das experiências de prevenção nesta área.

Publicado recentemente no New England Journal Of Medicine, o estudo conclui que o uso do Truvada foi eficaz, ao evitar a infecção em 75% dos casos analisados.

O Truvada deve ser tomado diariamente para uma prevenção eficaz, o que será um fardo pesado para os americanos sem seguro de saúde. A despesa anual com este medicamento rondará os 11,5 mil euros.

O novo comprimido resulta de uma combinação de dois medicamentos anti-retrovirais usados no tratamento de VIH – a emtricitabina e o tenofovir.

Consumo de droga ameaça saúde pública

O director do Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência sublinha que «o consumo de droga continua a constituir uma importante ameaça para a saúde pública», registando-se anualmente entre sete e oito mil mortes por overdose na União Europeia.

Na sua mensagem a propósito do «Dia Internacional contra o abuso e o Tráfico de Ilícito de Drogas», a assinalar domingo, Wolfgang Gotz refere também que o panorama actual da droga na Europa «está a mudar», verificando-se «um aumento dos problemas associados ao consumo de drogas estimulantes, como a cocaína, e de novas substâncias que, cada vez mais, têm vindo a surgir no mercado europeu».

Na opinião do director do OEDT, «a prevenção e o tratamento da toxicodependência são dois grandes pilares da resposta europeia a este problema», sublinhando que, a partir dos anos 90, uma das principais conquistas da abordagem europeia tem sido o desenvolvimento gradual dos cuidados prestados aos consumidores de droga.

Todos os anos, na UE, pelo menos um milhão de pessoas recebe tratamento associado a problemas de consumo de droga e, paralelamente, são trocadas ou distribuídas aos toxicodependentes entre 50 e 100 milhões de agulhas e de seringas limpas, conjunto de «medidas que contribuíram para uma redução das novas infecções por VIH e para uma diminuição, em geral, dos níveis de consumo de droga injectável».

«Esta evolução não se verificou apenas em termos quantitativos, mas também a nível qualitativo. Actualmente, a base científica das intervenções é mais sólida e a avaliação tornou-se um elemento crucial da política da droga em muitos países», afirma Wolfgang Gotz, em comunicado citado pela Lusa.

Leia a notícia completa em TVI24.iol.pt

Mais de 25 mil testes de VIH/SIDA em 2010 na Madeira

O Serviço Regional de Saúde da Madeira efectuou, no ano passado, 25 700 testes de VIH/SIDA, mais 8500 que em 2009. O número foi ontem avançado pelo secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, na sessão de abertura do Simpósio “Prevenção da Infecção pelo VIH/SIDA”, que decorreu no auditório do Centro de Segurança Social da Madeira e que contou a presença da médica Cristina Valente, especialista em doenças infecciosas, do Centro Hospitalar de Coimbra.

Embora o VIH/SIDA ainda não tenha cura, nem uma vacina, Jardim Ramos, fez questão de salientar que o facto de o número de testes efectuados estar a aumentar de ano para ano, “é um sinal claro do esforço que tem sido feito pelos serviços de saúde e revelador de uma atitude mais preocupada por parte da população que voluntariamente acede aos meios de diagnóstico”.

O governante adiantou que, nos últimos 10 anos, foram registados, na RAM, um total de 495 casos de VIH/SIDA, 374 dos quais, do sexo masculino e 121 dos sexo feminino. Neste período, ocorreram 81 mortes por SIDA, sendo que a notificação dos casos tem permitido registar 25 novos casos de VIH por ano Francisco Jardim Ramos relembrou que apesar do VIH/SIDA ser uma das principais causas de morte na população jovem e activa, os números registados na Região demonstram uma taxa de sobrevida destes doentes bastante satisfatória.

“A sobrevida associada a esta doença tem sido o principal sucesso a registar, o qual, se deve fundamentalmente a um diagnóstico precoce da doença e a aplicação imediata dos tratamentos anti-retrovirais”, congratulou-se, acrescentando que o combate ao VIH/SIDA tem de continuar a ser feito no domínio da prevenção.

Fonte: Diário Cidade

2.ªs JORNADAS ÉTICO-JURÍDICAS SOBRE A INFECÇÃO VIH-SIDA “Os Profissionais de Saúde, os Hospitais e o VIH/SIDA”

FUNDAÇÃO PORTUGUESA “A COMUNIDADE CONTRA A SIDA”

CENTRO DE DIREITO BIOMÉDICO

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE BIOÉTICA

SERVIÇO DE BIOÉTICA E DE ÉTICA MÉDICA DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DO PORTO

2.ªs JORNADAS ÉTICO-JURÍDICAS SOBRE A INFECÇÃO VIH-SIDA
“Os Profissionais de Saúde, os Hospitais e o VIH/SIDA”

Biblioteca Almeida Garrett, Porto
1 de Abril de 2011

Com o Alto Patrocínio de Sua Excelência,
o Presidente da República Continuar a ler

Conferência sobre Sida: Prevenção, Informação e Diagnóstico

O presidente da Associação para o Estudo Clínico da Sida e director do Hospital Joaquim Urbano, Paulo Sarmento e Castro, defendeu hoje a generalização do teste VIH a nível nacional, seguindo, assim, o exemplo de países como a França que estão a apostar na realização de rastreios à população.
“É preciso generalizar a realização de testes de HIV a nível nacional” para mais precocemente se tratar a doença, declarou Paulo Sarmento e Castro na Conferência Sida Prevenção, Informação e Diagnóstico, que se realizou hoje de manhã no Centro Cultural de Belém.
Paulo Sarmento e Castro destacou os enormes avanços que a doença tem conhecido em Portugal, mas há ainda muita coisa que falta fazer. “É preciso insistir na prevenção; é preciso convencer as pessoas a fazer o teste, discutindo-o com o seu médico no centro de saúde”, sublinhou. Mas o presidente da Associação para o Estudo Clínico da Sida não esqueceu a cooperação e nesse sentido pediu um compromisso para que todas as estruturas se mobilizem na luta contra o vírus VIH/Sida em África e em algumas zonas da Ásia, onde falta ainda muita coisa. A título de exemplo, disse que em Moçambique apenas um terço dos portadores do vírus da sida recebem tratamento e que 16 por cento das grávidas estão infectadas.

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Tratar a sida custa por ano 200 milhões

Os tratamentos dos doentes com sida são dos mais caros para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), representando uma despesa anual de 200 milhões de euros – cerca de 10 mil euros por cada paciente, segundo a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida.
Os custos com estes doentes são totalmente suportados pelo Estado. Os medicamentos são gratuitos para as pessoas infectadas com o vírus da imunodeficiência humana (VIH), assim como os cuidados de saúde – actualmente estão em tratamento cerca de 22 500 doentes com sida.
O elevado custo das terapêuticas deve-se ao investimento que a indústria farmacêutica faz na procura de novos fármacos para combater a infecção, que na maioria das vezes é fatal. Em todo o Mundo, há apenas um genérico do AZT, um dos primeiros anti-retrovirais que surgiram no mercado internacional, que só pode ser administrado nos hospitais.
“A crise económica que o País atravessa pode levar as administrações das unidades de saúde a cortar a despesa nos medicamentos.” O alerta é feito pelo especialista em sida, Eugénio Teófilo, do Hospital dos Capuchos, em Lisboa. “Poderá haver o risco de quererem cortar na despesa com os medicamentos, mas depois teremos mais internamentos. Não se pode fazer cortes cegos, a vida humana não tem preço”, sublinha o médico.

Ler o resto da notícia na edição em papel do Jornal Correio da Manhã.