Bolsas de estímulo atribuidas a investigadores Portugueses

O Programa de Estímulo à Investigação distingue anualmente propostas de investigação em áreas científicas, no âmbito das disciplinas básicas: Matemática, Física, Química e Ciências da Terra e do Espaço, apoiando a sua execução em centros de investigação portugueses.

Em 2010, o Programa abrangeu áreas como Geometria Diferencial, Física das Nanoestruturas, Novos Materiais na Química e Ciências da Terra. Aos investigadores é atribuída uma bolsa no valor de 2500 euros e a cada uma das instituições onde desenvolvem os seus trabalhos dez mil euros.

Entre as instituições distinguidas estão o Centro de Álgebra da Universidade de Lisboa, a Universidade de Aveiro, o Centro de Química da Universidade do Minho, o Centro de Geofísica da Universidade de Évora e o Instituto Dom Luiz, da Universidade de Lisboa.

A sessão em que serão distinguidos investigadores e instituições será presidida pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, na Fundação Calouste Gulbenkian. Na mesma sessão serão ainda distinguidos dois investigadores no âmbito do Programa para a Internacionalização das Ciências Sociais.

Este programa destina-se a investigadores portugueses e estrangeiros, com idade inferior a 40 anos, que trabalhem em instituições portuguesas. No concurso de 2010 foram admitidos artigos publicados, ou aceites para publicação, em revistas internacionais de referência entre os anos de 2006 e 2008.

Aos investigadores Nina Wiesehomeier, autora de “Presidents, Parties, and Policy Competition”, publicado em 2009 na Revista The Journal of Politics, e Luís Francisco Aguiar-Conraria, autor de “Referendum design, quorum rules and turnout”, publicado em 2009 na Revista Public Choice, será atribuída uma distinção no valor de cinco mil euros.

Fonte: Publico

Editorial: O álcool mata cada vez mais

Se exceptuarmos os acidentes com transportes, as doenças relacionadas com o álcool são a principal causa das mortes antes dos 70 anos em Portugal. E, se pensarmos que o consumo de bebidas também está na origem de boa parte dos acidentes de trânsito, então torna-se óbvio que o problema é enorme e merece uma abordagem frontal por parte das autoridades. Afinal não é possível ficar indiferente a dados como os revelados pelo INE relativos a 2009: os portugueses perderam 23 323 anos de vida devido ao consumo de álcool e entre consumidores a redução de esperança de vida é de 10 a 12 anos em relação ao que seria caso não bebessem.

É velho o dilema do consumo do álcool e muitas sociedades ao longo dos séculos tiveram de lidar com ele. No mundo islâmico é em regra proibido, na Índia existem províncias inteiras onde está interdito comercializar bebidas alcoólicas e nos Estados Unidos, em pleno século XXI, subsistem condados onde ainda reina a velha “lei seca”. Cada país procura a sua solução para manter o consumo dentro de níveis aceitáveis e são famosos os pesados impostos nos países escandinavos sobre tudo o que contém álcool, desde a cerveja ao whisky, passando pelo vinho. E na Rússia, onde o vodka é rei, as autoridades estão mesmo dispostas a aplicar um conjunto de regras – desde restrições à publicidade passando à perseguição implacável dos produtores ilegais – destinado a reduzir para metade o consumo de álcool até 2020. Num país que vê a sua população diminuir todos os anos, o Kremlin não pode ficar impassível a assistir a 23 mil mortes anuais por envenenamento alcoólico, mais 75 mil devido a doenças relacionadas com as bebidas.

A nível global, a OMS também tem lançado o seu alerta. Num relatório já deste ano, calcula que 4% das mortes a nível mundial se devem à ingestão exagerada de álcool, ou seja, mais do que as mortes causadas pela sida ou pela tuberculose. Em números absolutos estamos a falar de 2,5 milhões de mortes. E, se olharmos para o grupo etário entre os 15 e os 19, então as 320 mil mortes anuais correspondem a 9% do total dessa idade.

Fonte: DN

Barragem do Tua começa hoje a ser construída

A barragem de Foz Tua, que começou hoje a ser construída em Trás-os-Montes, envolve um investimento de 305 milhões de euros, vai criar quatro mil postos de trabalho directos e indirectos e deverá começar a produzir energia em 2015.

Os dados são da EDP, a concessionária do empreendimento adjudicado ao agrupamento de empresas Mota-Engil/Somague/MSF, que deverá ter a obra concluída em quatro anos.
A barragem situa-se no troço inferior do rio Tua, na confluência dos concelhos de Carrazeda de Ansiães e Alijó, próximo do rio Douro, abrangendo os concelhos de Alijó e Murça, no Distrito de Vila Real, e Mirandela, Carrazeda de Ansiães e Vila Flor, no Distrito de Bragança.

O paredão em betão do tipo abóbada de dupla curvatura terá 108 metros de altura máxima e 275 metros de desenvolvimento de coroamento, a cerca de um quilómetro da foz do rio Tua.
Dispõe ainda de um descarregador de cheias inserido no corpo da barragem equipado com comportas, de uma descarga de fundo e de um dispositivo para libertação de caudal ecológico.

A central da barragem será subterrânea em poço, localizada na margem direita, cerca de 500 metros a jusante da barragem, com um edifício de descarga e comando situado à superfície.
A sua localização ficará a montante do encontro direito da ponte rodoviária Edgar Cardoso, que liga os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães e simultaneamente os dois distritos.

A empreitada contempla ainda um circuito hidráulico subterrâneo, na margem direita, com uma extensão de 700 metros, constituído por dois túneis independentes.

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Artigo de opinião – “Europa: que sustentabilidade?”

Ante uma complexa conjuntura internacional, os europeus esperam que da Cimeira de líderes da Zona Euro, agendada para 11 de Março, e do Conselho Europeu, agendado para os dias 24 e 25 de Março, saiam sinais inequívocos que demonstrem uma capacidade de resposta à crise sistémica que persiste na Europa, assegurando crescimento económico sustentável e que, conjuntamente, proponha uma vigorosa refundação da identidade europeia.

Como se sabe, a União Europeia – em especial a Zona Euro – vive o pior momento da sua existência, sendo, por esta razão, imperioso recuperar os ideais do seu projecto político e cimentar o futuro. Aliás, a Europa não poderá sobreviver sem efectivar esse projecto político.

Como indagava o notável ensaísta português António Sérgio: “Conhecem a lenda do relógio de Estrasburgo? O conselho municipal, temendo que o construtor fizesse segundo, mais estupendo ainda, para qualquer outra cidade, resolveu-se a arrancar-lhe os olhos; pediu-lhe então o relojoeiro que lhe deixassem ao menos tocar na obra pela última vez; e, chegando-se a ela, tirou ao mecanismo uma virola. Cegaram-no depois. Mas o relógio já não andava: todas as rodas giravam bem, mas não engrenavam entre si (…)”. Em suma, desaparecida a unidade, a máquina facilmente se desarranja.

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Droga miau miau a preços de saldo e prestes a entrar no filão das ilegais

A ‘droga legal’ mefedrona vai ser proibida brevemente em Portugal. Até lá, está a ser vendida em lojas com valores bastante baixos.
Apesar de ser comercializada sob a capa de produto para plantas ou incensos, a mefedrona é consumida para efeitos recreativos em todo o mundo e em Portugal por cada vez mais jovens que procuram efeitos semelhantes aos das drogas ilegais como a cocaína, ecstasy e LSD.

O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) confirmou à agência Lusa que esta substância está prestes a ser proibida em Portugal, tal como aconteceu em outros países, depois de o seu consumo ter sido associado a mortes e problemas de saúde graves.
João Goulão reconheceu as dificuldades de as autoridades europeias acompanharem com legislação adequada o aparecimento de novas drogas no mercado. Até lá, o vazio legal permite que uma substância cientificamente associada a problemas de saúde possa ser vendida legalmente.

Só a inclusão desta substância na lista de produtos controlados, como defende a autoridade que regula o sector do medicamento, impedirá a comercialização. O Infarmed confirmou à Lusa que está a «ultimar o projecto de proposta de lei, a apresentar pelo Governo à Assembleia da República», para incluir a mefedrona nessa lista.
«Após a aprovação e entrada em vigor da nova tabela, o Infarmed irá controlar todo o seu circuito legal e esta substância só poderá ser vendida pelas entidades por si licenciadas», adiantou este organismo do Ministério da Saúde.

Em Portugal há pelo menos oito lojas que vendem legalmente este tipo de substâncias, uma das quais está já a preparar-se para a proibição da mefedrona, fazendo promoções para quem comprar em grandes quantidades.
Nesta loja, situada no Bairro Alto, em Lisboa, há até um aviso que anuncia a iminência da proibição e convida os clientes a aproveitarem os saldos.

Com ou sem descontos, este e outros produtos são muito procurados por quem acredita estar a consumir uma droga que «não faz mal».
«Quando soubemos que existia uma loja que vendia estes produtos ficámos muito contentes, pois pensámos que esta droga não podia fazer mal e dava uma boa pedrada», contou à Lusa Francisca Alves, 21 anos.

Francisca só experimentou uma vez um produto, classificado como adubo. Ela e os amigos foram à loja e pediram um produto que desse «uma grande pedrada».

Fonte: Sol.pt

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Portugal em segundo lugar no top das desigualdades da União Europeia

Portugal apresenta o segundo valor mais alto no índice de desigualdade social da União Europeia, indica o livro “Desigualdades Sociais 2010 – Estudos e Indicadores”, lançado hoje, quinta-feira, pelo Observatório das Desigualdades.

O livro indica que a Letónia é o país com mais desigualdade na distribuição de rendimentos, mas logo a seguir vêm, ex-aequo, Portugal, Bulgária e Roménia, refere o estudo apresentado no Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, em Lisboa.

No que toca às diferenças de rendimento total entre os mais ricos e os mais pobres Portugal está no quarto lugar da lista dos países mais desiguais.

O rendimento dos 20 por cento da população mais ricos é 6,1 vezes superior ao dos 20 por cento mais pobres, concluiu a equipa coordenada pelo investigador Renato Miguel do Carmo.

Usando dados de 2007, os responsáveis pela investigação concluíram também que 18 por cento da população estava em risco de pobreza em 2007, com especial incidência para os jovens até aos 17 anos (23 por cento em risco) e para os idosos com mais de 65 anos (22 por cento).

“A baixa escolaridade, o desemprego, a monoparentalidade, o número elevado de filhos e viver só são fatores que contribuem para elevar a taxa de risco de pobreza”, indica-se no livro.

Um dos factores que mais contribui para aumentar este risco de pobreza é o desemprego, que no último trimestre de 2009 afectava mais 504 mil portugueses, contando com os inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional.

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Associação Sol acusada de infligir maus tratos a crianças

Segundo notícia divulgada hoje pela edição online do Expresso, três funcionárias da instituição apresentaram queixa na esquadra do Calvário da PSP por maus tratos infligidos a crianças internadas na instituição, entre os seis meses e os 15 anos.

De acordo com o Expresso, as queixosas são uma auxiliar de acção educativa, a motorista e uma empregada de limpeza, com vários anos de casa. As três funcionárias terão sido despedidas depois de terem denunciado a situação.

“Não foram despedidas, simplesmente terminam o contrato em Março, não o vamos renovar e entraram de férias”, diz Teresa Almeida, presidente da Sol, que nega quaisquer maus tratos às crianças: “São vistas regularmente por médicos e não foram detectados quaisquer indícios de violência. Quem quiser pode confirmar. As queixas não têm qualquer credibilidade”.

As acusadas são uma auxiliar de acção educativa, uma psicóloga e a directora da Casa Sol, que não sofreram qualquer sanção por parte da instituição até à data. Mas em Janeiro, uma outra auxiliar de acção educativa, denunciada pelas mesmas queixosas, foi suspensa sob suspeita de maus tratos. “Está a decorrer um processo interno de averiguações e se as suspeitas foram confirmadas será despedida”, diz a presidente da Sol.

Fonte: publico.pt