Operação “livros amarelos” da PSP em Portugal chega ao fim com sucesso

Escutas telefónicas a uma rede de tráfico de droga, sediada nas Manteigadas, conduziu os investigadores criminais da PSP de Setúbal a uma operação bem sucedida de desmantelamento a um gang. A investigação criminal durou 4 meses e culminou numa ronda de buscas, anteontem, em Palmela, Pinhal Novo e Setúbal. Foram apreendidos um total de 5601 doses de haxixe, heroína e cocaína, 200 pés de liamba, duas armas de fogo, cinco facas, 15 munições, um carro e 1184,77 euros em dinheiro. A quadrilha que usava códigos como “Livros Amarelos” para iludir as escutas policiais era composta na sua maioria por indivíduos de nacionalidade cabo-verdiana, cabecilhas do grupo. Seis homens e uma mulher com idades entre 28 e 54 anos foram presos.

Já em São João da Talha, Loures, foram queimadas 40 toneladas de droga apreendida. A droga transportada, sem incidentes, resulta de acções de várias forças e serviços de segurança. Algumas são amostras recolhidas no âmbito de processos-crime para o Laboratório de Polícia Científica analisar. Entre a droga ontem queimada no meio de várias toneladas de lixo doméstico estavam 4136 quilos de haxixe 40 5quilos de cocaína 11,1 quilos de liamba e 1,3 quilos de heroína, disse o responsável pela Unidade Contra o Tráfico de Estupefacientes José Ferreira. A droga é destruída por uma questão de “gestão de espaço na caixa forte” que recebe os “estupefacientes dos diferentes órgãos de polícia criminal” referiu.

Desmantelado o maior laboratório de cannabis da Europa

A Unidade Nacional de Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária detectou e desactivou o maior laboratório de cannabis da Europa, situado em Sarilhos Grandes, concelho do Montijo. O volume de negócios que saía daquele espaço podia chegar aos dois milhões de euros por ano, o equivalente a mais de 200 mil euros mensais. Os detentores desta máquina de fazer dinheiro eram quatro ingleses implicados no rapto e tortura de um dealer escocês, de nome James Ross, que supostamente teria feito chantagem pela exigência de uma maior “margem de lucro”. Os traficantes ingleses foram detidos no Algarve, tendo um deles, em liberdade, regressado ao laboratório para tentar recuperar um pónei. “Meteu-se no carro e desapareceu”, deixou escapar Américo Balseiro.

“Os quatro detidos pela PJ eram perigosos e violentos, cadastrados com um historial de crimes contra a vida, explosões, roubos, incêndios, posse de armas de fogo e tráfico agravado”, adiantou o director da UNCT. Dois deles eram procurados em Inglaterra, um dos quais será um recluso evadido. Em Portugal tinham quatro sítios: uma roulotte em Monchique, uma casa no Barrocal, Messines (onde foram detidos), uma plantação de cannabis em Ferreira do Alentejo e o tal laboratório no Montijo. Foram apreendidos três automóveis e quatro armas de fogo ao grupo.

O laboratório que já estava estabelecido há alguns meses nas instalações de uma antiga empresa de gesso da região, produzia cannabis em copos de plástico, que depois transformavam numa droga de alta qualidade designada por super skunk. Esta qualidade da planta produzida através de complexos sistemas de luzes, condicionadores de ar e irrigação, funcionando permanentemente e de forma automatizada, deram origem à produção de um elevado teor do princípio activo THC (tetra-hidrocanabinol), tornando o super skunk quatro vezes mais forte do que o tradicional.

Segundo o director da UNCT, não havia colaboradores portugueses nesta rede de produção e tráfico de droga que era maioritariamente distribuída no Reino Unido. Os quatro detidos, com idades entre 24 e 47 anos, são acusados dos crimes de rapto, sequestro qualificado, ofensas à integridade física graves, roubo qualificado, tráfico internacional de estupefacientes e associação criminosa. James Ross ficou sem uma orelha e vários dedos superiores e inferiores depois do espancamento e tortura.

China mostra-se interessada na compra da dívida portuguesa

A República Popular da China já demonstrou a sua disponibilidade em comprar títulos do tesouro português, para ajudar na recuperação da crise económica que assola o país. O presidente, Hu Jintao, que deverá vir a Lisboa numa visita de estado no dia 7 de Novembro, pondera investir na dívida pública portuguesa para restabelecer a normalidade das transacções comerciais entre os dois países. Os asiáticos pretendem com isto, limitar a três por cento a valorização da divisa chinesa para evitar que os Estados Unidos consigam reunir uma coligação para obrigar Pequim a valorizar o yuan, a moeda chinesa. No cardápio de beneficiência encontram-se também Grécia, Itália e Irlanda, para que se concerte um bloco de pressão europeia, deixando um diferencial de 3 a 5% no sector de exportação chinês.

Mais informações em:

Proposta 19 vai ser referendada em Golden State

Depois da legalização para fins medicinais com autorização médica em 1996, o estado da Califórnia volta a ser pioneiro na discussão sobre o dossier cannabis, nas suas fronteiras. Como já foi anunciado anteriormente, os Californianos voltam às urnas no próximo dia 2 de Novembro para dar o seu veredicto. Esta questão da posse, consumo e cultivo desta planta psicoactiva, já tinha sido reprovada com praticamente o dobro dos votos, corria o ano de 1972. Neste momento são já 1400 os estabelecimentos chamados de dispensários que fornecem marijuana terapêutica. A Proposta 19, assim se chama esta medida, já contagiou os estados da Dakota do Sul e Arizona para a livre transacção da droga que abonaria uma forte receita para as suas contas públicas.

De facto, os argumentos económicos conjugados com a possível diminuição da criminalidade e narcotráfico, constituem-se como a bandeira da campanha do “sim”. Estes factores estariam interligados com a actuação das forças policiais que se concentrariam no combate a crimes mais graves, o que depreende uma considerável poupança que outrora era veiculada para a criminalização desta droga.

Esta semana, o investidor e milionário George Soros fez a maior doação individual para a campanha pelo “sim”, no valor de um milhão de dólares. Segundo o Los Angeles Times, a campanha a favor da Proposta 19, recebeu dez vezes mais dinheiro do que a do “não” – 2,8 milhões de dólares contra 250 mil.

Do outro lado da barricada e com uma forte influência na resolução final, a Administração Obama pela voz do seu procurador-geral já fez saber que se opõe a esta medida pela legislação federal em vigor. O combate ao narcotráfico e o supracitado efeito de contágio são as razões atendíveis. O partido rebulicano local e o “seu” governador são conservadores e incompatíveis com esta ideia. Ambos já manifestaram a sua posição oficial enquanto o partido democrata local se absteve, bastante céptico perante as consequências que partiriam deste pressuposto. Quanto à Câmara do Comércio estadual, a visão é temerária pelo incapacidade de sancionar subordinados sob o efeito de drogas e pela sua recorrência.

Mais informações em:

Orçamento de estado continua suspenso

Os dois maiores partidos políticos falharam as negociações tendo em vista um acordo para o orçamento de estado de 2011. O PS fica assim refém das posições dos outros partidos e da bancada do PSD que ainda não revelou qual será a sua orientação de voto oficial. Espera-se uma decisão ainda no final desta noite da parte dos sociais-democratas.

As razões para o insucesso das negociações tiveram que ver, segundo Eduardo Catroga, com a intransigência do Governo em aceitar compensações pelo aumento da taxa do IVA para os 23 por cento. Houve ainda “um ponto de divergência em termos da competitividade e do emprego”, acrescentou o ex-ministro das Finanças no final da ronda negocial que decorreu esta manhã na Assembleia da República.

Eduardo Catroga afirmou hoje ter sentido que “não existiu vontade política de avançar com medidas adicionais que implicassem maior esforço em relação à despesa”. “O Governo quer sacrificar cada vez mais as famílias e as empresas. Não quer fazer o seu trabalho de casa”, reforçou.

Do outro lado da moeda, Teixeira dos Santos expressou a sua desilusão pela não resolução do diferendo, ao dizer que o Governo aceitou as exigências do PSD para manter as actuais taxas de IVA nos produtos alimentares e de não reduzir as deduções de IRS aos contribuintes do terceiro escalão, mas mesmo assim não houve acordo.

Segundo o ministro, o PSD recusou sempre avançar com propostas de corte de despesa que compensassem a perda de receitas que as suas propostas implicavam, de modo a que o Governo pudesse continuar a comprometer-se com o objectivo de um défice público de 4,6 por cento em 2010. O ministro acusou também os socais-democratas de não levarem a sério este objectivo de défice, pretendendo um valor mais elevado.

“Uma Estufa sem papoilas”

A TSF deslocou-se às instalações da Dianova Portugal no que resultou a reportagem, “Uma Estufa sem papoilas”, realizada no âmbito do Prémio Mota Engil, da qual a Dianova integra a short list das 10 finalistas. Especializada na prevenção, tratamento e reinserção a nível da toxicodependência, a DIANOVA decidiu criar, em Abril de 2000, uma empresa de inserção invulgar: os Viveiros de Floricultura. Perto de Torres Vedras, é ali que mais de uma dezena de ex-toxicodependentes enterra o passado das drogas e planta uma nova vida. O projecto mereceu um lugar nos dez finalistas do Prémio Manuel António da Mota, destinado a instituições de solidariedade social. Um trabalho de Joana de Sousa Dias, Ana António e Luís Borges. A Viveiros constitui-se adicionalmente ao seu objectivo de reintegração sócio-profissional como uma das fontes diversificadas de geração de receitas que contribuem para a Sustentabilidade da Dianova visando incrementar o seu fim último: gerar Valor Social! Fiquem então com a reportagem.