CENTRO DE ATENDIMENTO DAS TAIPAS: Aqui trata-se gente, não santos!

Passa pouco das 10.30 da manhã e Joaquim Gonçalves é um dos últimos doentes na sala de espera. Quando chega a sua vez, aproximase do pequeno guichet rasgado na parede e recolhe o copo de plástico de café que lhe estendem do outro lado. Bebe o líquido espesso e viscoso, com cheiro enjoativo a xarope, recolhe os sete frascos que lhe puseram à frente, e ala trabalhar que já se faz tarde.

Há sete anos que Joaquim cumpre aquele ritual. Vai ao Centro de Atendimento de Toxicodependentes das Taipas (CAT) tomar a metadona do dia e leva consigo as doses para o resto da semana. Depois de uma década de “má vida”, uma definição onde inclui “roubos, assaltos” e uma passagem pela prisão, resolveu deixar a “cocaína e o cavalo”. “Estava saturado da vida que levava”, diz-nos, um tanto irrequieto pelo adiantado da hora. A família há muito que vinha fazendo pressão para o tratamento, “mas isso não chega. Tem de ser a própria pessoa”. O seu querer chegou em 2004.

O tempo é à medida de cada um

A vontade é, de resto, o único requisito para ser aceite no CAT das Taipas, um serviço que se mudou da rua lhe deu o nome de baptismo, no Bairro Alto, para o tranquilo complexo do Júlio de Matos, na Avenida do Brasil.

“Cerca de 90% das pessoas chega-nos por iniciativa própria”, estima Miguel Vasconcelos, psiquiatra e coordenador da área de tratamento. Joaquim é um dos 2.247 doentes registados no CAT, e faz parte dum universo minoritário de 520 pessoas que recebe a metadona – “está reservada para os casos mais difíceis, que não conseguem parar com os consumos”, e tem a sua administração dependente do pessoal médico, um activo que vai escasseando.

Os sete anos que toma o opiáceo (“toma, não consome”, corrigiu-nos o dr. Miguel, para garantir que cada conceito é usado de forma consciente no lugar próprio) estão acima da média de um tratamento de substituição, que costuma rondar os quatro a cinco anos. Mas nestes assuntos o tempo é à medida de cada um.

Os santos não são gente

Até porque pelo meio pode haver percalços. “Isto não são programas para santos. São programas para pessoas reais”, o que significa que as reincidências no consumo (agora sim, “consumo”) não são de estranhar nem de recriminar.

Este pragmatismo na abordagem da problemática das drogas é uma das razões que granjeou a Portugal elogiosas referências em relatórios da especialidade e despertou a curiosidade de inúmeros estudiosos e jornalistas internacionais. “Se há recaídas é porque a vida mudou, porque a dose é insuficiente” ou por uma infinitude de outras razões. Uma coisa é certa: “As pessoas nunca são expulsas. Se não estiverem reiteradamente bem neste programa provavelmente vão para as carrinhas”, que fezem distribuição de seringas, metadona, alimentação e higiene, dentro de uma lógica de redução de riscos que faz parte dos eixos de intervenção do Instituto da Droga e da Toxicodependência. Mas nunca são mandadas para a rua sem apoio”, garante-nos, enquanto espreita à passagem o relatório das análises de três doentes que, por sinal, não apresentavam vestígios de consumo de substâncias psicoactivas. Continuar a ler

A realidade do consumo de drogas nas populações escolares

RESUMO

Objectivos: Caracterizar o consumo de drogas ilícitas dos estudantes açorianos do terceiro ciclo e avaliar os seus conhecimentos sobre a temática.

Tipo de estudo: Observacional, transversal descritivo.

Local: Escolas com ensino de terceiro ciclo da Região Autónoma dos Açores.

População: Estudantes do terceiro ciclo.

Métodos: Aplicação de um inquérito a uma amostra de conveniência, composta pelos alunos do 9.” ano de cinco escolas da Região.

Resultados: Foram incluídos no estudo 602 adolescentes, 307 do sexo feminino, com uma média etária de 15,2 (14-18) anos. Todos os inquiridos afirmaram já ter ouvido falar de drogas (76,4% na escola e 47% em casa), 62,3% já viram amigos consumir, a 38% já foi oferecida droga e 25,6% já experimentaram (55,8% dos rapazes e 44,2% das raparigas). A idade média de início de utilização foi de 14,4 anos, a droga mais utilizada foi a cannabis, o principal local de consumo foi em bar/discoteca mas 41% já viram consumir na escola e 46,8% dos consumidores já o fizeram neste local. Quase 43% dos alunos experimentaram uma ou duas vezes, 44,2% consomem ao fim-de-semana, 9,7% duas a três vezes por semana e 3,2% todos os dias. Os principais motivos de consumo foram a curiosidade e a oferta de um amigo.

Conclusões: Este estudo sugere que a prevalência do consumo de droga entre os adolescentes açorianos é elevada, superior a qualquer outra região do país e à média europeia. Questiona-se a adequação da informação adquirida pelos alunos, tendo em conta que ocorre maioritariamente na escola. De realçar que o consumo ocorreu, sobretudo, em bares e discotecas, abrindo perspectivas de intervenção nas áreas de lazer.

Os resultados alertam para a necessidade de informação e formação adequadas, sensibilizando os jovens para os efeitos nocivos do consumo de estupefacientes e promovendo estilos de vida saudáveis.

Palavras-chave: Drogas Ilícitas; Adolescentes; Comportamentos.

INTRODUÇÃO

O consumo de drogas transformou-se numa preocupação mundial, particularmente nos países industrializados, em função da sua grande prevalência e dos riscos que pode acarretar. A adolescência é uma etapa do desenvolvimento que suscita grandes preocupações quanto ao consumo de drogas pois constitui uma época de exposição e vulnerabilidade às mesmas.

Os vários Estados têm fomentado o estudo e o controlo do fenómeno do consumo de drogas com o objectivo de definir políticas de intervenção.

O European School Surveyon Alcohol and Drugs (ES- PAD) é um projecto com inquéritos realizados a cada 4 anos em 35 países europeus, que conta com o apoio do Grupo Pompidou do Conselho da Europa e do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT). O estudo realizado em 2007 concluiu que, em Portugal Continental, 18% dos rapazes e 10% das raparigas de 16 anos de idade já experimentaram o consumo de drogas ilícitas pelo menos uma vez. A média europeia de consumo de drogas foi de 23% no sexo masculino e 17% no sexo feminino.

O Inquérito Nacional em Meio Escolar, realizado em 2006, revelou um consumo de cannabis de 10% dos alunos do 3.° ciclo e de 32% dos alunos do ensino secundário da Região Autónoma dos Açores, superior à prevalência de qualquer outra região do país para os mesmos grupos etários.2 Notou-se uma diminuição do consumo em relação ao mesmo estudo em 2001 em todas as regiões, excepto nos alunos açorianos do ensino secundário, em que a prevalência se manteve igual (32%). Os objectivos deste estudo foram caracterizar o consumo de drogas ilícitas dos estudantes açorianos do 3º ciclo e avaliar os seus conhecimentos sobre a temática.

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Entrevista: “Estavam à nossa espera mais de 100 crianças e adolescentes…”

Correio dos Açores (CA): Que razões levaram o Hospital do Divino Espírito Santo a criar uma Unidade de Psiquiatria de infância e da adolescência? Qual a sua missão? De que meios dispõe a unidade?

Bruno Seixas (BS): A Unidade de Pedopsiquiatria foi criada para colmatar uma lacuna regional a nível da prestação de cuidados de saúde mental. Até Maio de 2011 o atendimento médico especializado de crianças e adolescentes com problemas nesta área era feito por Pedopsiquiatras que se deslocavam periodicamente ao nosso hospital, situação que inevitavelmente resultava em atrasos e descontinuidade nos acompanhamentos, para além de impossibilitar o desejável, digo mesmo, imprescindível trabalho numa perspectiva multidisciplinar. Iniciamos a nossa actividade no Hospital com objectivos ambiciosos ao nível do desenvolvimento de intervenções preventivas, do diagnóstico e tratamento de perturbações psíquicas/doenças mentais em crianças e adolescentes (até aos 15 anos, numa primeira fase). Vimos encetando contactos com serviços e organismos públicos, no sentido de agilizar a referenciação a esta consulta e procuraremos sensibilizar/formar técnicos e apoiar intervenções descentralizadas, ao nível dos Cuidados de Saúde Primários.
A Unidade conta com um Médico Pedopsiquiatra residente e funciona em estreita colaboração com vários profissionais adstritos, até à data, a serviços como a Pediatria, Psiquiatria, Medicina Física e de Reabilitação e o Serviço Social.

CA: Que densidade de crianças e jovens têm procurado o Hospital e que, agora, são tratados nesta unidade? Quem procura mais uma unidade com estas características?

BS: À nossa chegada havia um grupo a que teríamos antes de mais que dar resposta: as mais de 100 crianças e adolescentes que tinham sido acompanhadas por outros médicos desta especialidade e que aguardavam novo agendamento de consulta. Arrumar a casa foi e vem sendo a nossa prioridade, ao mesmo tempo que procuramos dar resposta em tempo útil a novos pedidos e não descuramos situações de maior gravidade. Em Pedopsiquiatria, como motivos mais frequentes de consulta registamos um continuum que vai das Perturbações de Comportamento às Perturbações do Humor e aos Problemas Escolares de aprendizagem.

CA: Há já indícios nos Açores do abuso intencional por crianças e jovens de medicamentos e drogas de prescrição como analgésicos, tranquilizantes, estimulantes e sedativos com o objectivo de obterem um zumbido? Podem estar a acontecer situações destas sem que os pais se apercebam?…

BS: O consumo excessivo de fármacos, sobretudo em adolescentes, é um problema com que já nos deparámos e que uma vez identificado exige o diagnóstico de comorbilidades psiquiátricas, dos motivos que conduziram ao abuso/intoxicação e a caracterização de factores de risco que possam conduzir a um prognóstico desfavorável. Cabe aos pais um papel importante na prevenção destas situações, evitando/regulando o acesso de uma criança ou adolescente à medicação psiquiátrica (e não só) que eventualmente exista em casa.

CA: Há casos graves do abuso deste tipo de medicamentos? Há situações de abuso que podem levar à morte. Já ocorreu alguma situação tão extrema no Hospital do Divino Espírito Santo?

BS: As intoxicações voluntárias com medicação são situações graves, que podem colocar em risco a vida, mesmo quando não surgem associadas a ideação suicida. Nas situações de intoxicação aguda (e voluntária) registadas na Urgência Pediátrica do Hospital desde a nossa chegada iniciámos de forma célere processos terapêuticos em ambulatório, nesta especialidade e pelas Psicólogas com que colaboramos, até à data com bons resultados (leia-se sem novas situações de intoxicação).

Apertar medidas de controlo na venda de bebidas alcoólicas Continuar a ler

O estado mexicano onde divulgar informações falsas no Facebook da prisão

Maria de Jesus Bravo Pagola, 34 anos, e Gilberto Martínez Vera, de 48, foram detidos no dia 26 de Agosto, após terem alegadamente partilhado no Twitter e no Facebook informações sobre gangues de droga, responsáveis por levar a cabo sequestros e tiroteios nas escolas da cidade mexicana de Veracruz. Nas mensagens, Bravo informava que cinco crianças tinha sido raptadas, que havia ameaças de bomba e que vários homens dentro de um helicóptero tinham disparado contra uma escola primária. “Mantenham-se calmos. Pensem que as crianças devem estar em suas casas. Vão lá buscá-las”, alertou a antiga funcionária pública. Nada do que foi descrito aconteceu, mas as informações lançaram o pânico nas ruas da cidade.

Perante a confusão instalada, o governador de Veracruz, Javier Duarte, acusou a dupla de “terrorismo”, o que em termos legais significa uma pena até 30 anos de prisão. Mas, pressionado pela opinião pública e por grupos defensores dos direitos humanos, Duarte propôs a introdução de uma lei menos dura no código penal do Estado, que foi aprovada na terça-feira. Os mais críticos em relação à resposta do governo dizem que a medida poderá sufocar a liberdade nas redes sociais, muito usadas no México para partilhar informações sobre violência, numa altura em que as pessoas não confiam no que é avançado pelo governo ou pelos meios de comunicação social.

Na quarta-feira, quase um mês depois, as autoridades mexicanas retiraram as queixas contra os dois mexicanos acusados de terrorismo e sabotagem. “Graças a Deus”, gritou Maria assim que lhe comunicaram a ordem de libertação. “Quantas mortes é que a minha acção produziu? Não há crime. Não magoei ninguém. Aquilo que tentei fazer foi travar a violência”, afirmou à CNN.

Se, por um lado, a sua detenção provou, pelo nível de contestação, a união dos utilizadores das redes sociais em defesa da liberdade de expressão, por outro foi um bom exemplo de como a divulgação de informações incorrectas pode acabar mal. E é neste dilema que se encontram as autoridades mexicanas. Com a elevada criminalidade no México, muitos jornalistas já foram perseguidos e mortos, alguns decapitados, e muitos órgãos de comunicação deixaram de publicar notícias sobre homicídios e desordens nas zonas de conflito.

As redes sociais acabam por preencher este vácuo. “Está a tornar-se um padrão em muitas cidades onde existe violência generalizada”, explicou Carlos Lauria, coordenador para as Américas da Comissão de Protecção de Jornalistas, ao “Washington Post”. “Os gangues criminosos exercem controlo sobre a imprensa. Os media param. E na ausência de notícias os cidadãos comuns viram-se para o Twitter e para o Facebook para preencher esse vazio”, acrescentou. Continuar a ler

Grupo de profissionais Suecos da área social visitam Dianova

No passado dia 6 de Setembro, entre as 10 e as 13h, um grupo de 6 profissionais da área social da Suécia realizou uma visita de carácter institucional e cultural à Dianova Portugal, durante a qual tiveram a oportunidade de trocar impressões com cidadãos suecos que se encontram em programa de tratamento na Comunidade Terapêutica Quinta das Lapas.

Após a recepção de boas vindas, foi realizada uma breve apresentação corporativa e sobre os resultados da área de tratamento, o Grupo efectuou uma visita arquitectónico-patrimonial e ambiental ao Solar e Jardins da Quinta das Lapas, a que se seguiu uma visita à Comunidade Terapêutica e conversas informais com os Utentes suecos em tratamento.

De acordo com Ana Delgado, responsável pela gestão da visita, “a visita ao espaço do bosque e da Comunidade Terapêutica foi muito positivo e correspondeu ou superou as expectativas do grupo. Valorizaram muito o espaço físico e tranquilidade do ambiente envolvente, mas também a nossa dinâmica e a forma como estruturamos o Programa Terapêutico. Colocaram algumas questões práticas e específicas, procurando comparar procedimentos e know-how. A conversa informal que mantiveram com alguns dos nossos Utentes suecos foi muito enriquecedora e até emocionante; sentiram que os Utentes estavam bem integrados quer na dinâmica, quer na filosofia do Programa; e valorizaram o trabalho que estão desenvolver connosco.” Continuar a ler

Visitas de Estudo Internacionais Dianova ao abrigo do programa europeu “Aprendizagem ao Longo da Vida”

A Dianova, através dos departamentos de Inovação & Desenvolvimento e Formação & Gestão de Projectos, candidatou-se ao «Programa Aprendizagem ao Longo da Vida – Programa Transversal/ Visitas de Estudo» da Comissão Europeia http://ec.europa.eu/education/lifelong-learning-programme/doc78_en.htm com o objectivo de colher boas práticas a nível internacional e contactar com especialistas em áreas de interesse para a Organização, potenciando os seus projectos. Na sua sequência, foram aprovadas e financiadas as 2 visitas de estudo que foram realizadas no mês de Setembro pela Susana Almeida e Ana Santos.

Em 2011, o foco dos Colaboradores da Dianova neste Programa centra-se na participação em fóruns de interesse com vista ao desenvolvimento do Projecto Parque Aventura Emotiva 3G®.

O sub-programa “Visitas de Estudo” é direccionado a especialistas das áreas da educação e formação e o principal objectivo é a definição de políticas e a cooperação a nível europeu no domínio da aprendizagem ao longo da vida, designadamente no contexto do Processo de Lisboa e de Copenhaga e do Programa de Trabalho “Educação e Formação 2010”.

As acções consistem em visitas de curta duração (de 3 ou de 5 dias), onde um pequeno grupo de especialistas realiza o intercâmbio de informações relevantes no que respeita a temática em estudo, discute prioridades a nível nacional e internacional, procura soluções e práticas inovadoras e promove a qualidade e a transparência nos sistemas de educação e formação. Este Programa é co-financiado pela Comissão Europeia e pelo Estado Português, sob a coordenação da Direcção-geral de Educação e Cultura.

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Centro de Formação Dianova: calendário de Cursos para o 4º Trimestre 2011

Centro de Formação Dianova informa que o Calendarização de Cursos para o 4º trimestre – Outubro, Novembro e Dezembro – a realizar em Torres Vedras e Alverca já se encontra disponível para consulta.

São cerca de 45 cursos de formação dirigidos a profissionais de Empresas, Terceiro Sector, Comunidade Educativa e Público em Geral, entre os quais Introdução à Qualidade nas Organizações Sociais I: sensibilização para a Qualidade e Modelos Existentes; Gestão Orçamental em Organizações Sociais; Gestão Eficaz de Reuniões; Comunicação Interna: como fazer ouvir, informar e envolver o Colaborador; Liderança e Trabalho em Equipa; Gestão da Motivação e Estilos de Liderança; Oficina de Redes Sociais; Prevenção e Intervenção Bullying Escolar; Coaching e Mentoring para gestores; Gestão e Negociação de Conflitos.

Consulte aqui Calendário de Cursos e Inscreva-se no que melhor corresponder às suas necessidades e/ou desenvolvimento de competências.

Evento Galp Voluntária “Voluntariado Empresarial – Fazer Acontecer” no Greenfest

A Galp Energia, através da Galp Voluntária, vai estar presente no GREENFEST’11, com a sessão “Voluntariado Empresarial – Fazer Acontecer”, que se realizará no dia 28 de setembro, às 14h30, no Centro de Congressos do Estoril. Inscreva-se, enviando um e-mail paragalp.voluntaria@galpenergia.com. O acesso é gratuito, mas limitado aos lugares disponíveis.

Consulte o programa neste link: http://www.greenfestival.pt/2011/programacaoAgendaDetalhes.aspx?dia=28&idEvento=22

Evento Crowdfunding: uma alternativa de financiamento para Novas Ideias e Empresas

CATÓLICA-LISBON School of Business & Economics, em parceria com o PPL – Crowdfunding Portugal, tem o prazer de o/a convidar para o primeiro evento internacional a realizar em Portugal sobre o tema do crowdfunding. O evento, Crowdfunding: Alternativa de Financiamento de Novas Ideias e Empresas, terá lugar na Quarta-feira, 28 de Setembro das 17h30 até às 20h30 na sala 511 do edifício da CATÓLICA-LISBON.

O objectivo principal deste evento é apresentar o conceito de crowdfunding e discutir o seu potencial para apoiar ideias criativas e fomentar projectos inovadores em Portugal.

Dois prestigiados convidados internacionais apresentarão as suas plataformas de referência em Inglaterra e Holanda, que incluem investimentos por capitais próprios. Serão também apresentados os projectos que podem ser apoiados na plataforma PPL. Adicionalmente, será realizado um “speed networking coctkail”, que permitirá aos participantes conhecer pessoalmente os nossos convidados internacionais, os promotores dos projectos, bem como a equipa do PPL (nascida no seio do The Lisbon MBA – Católica / Nova). 

Agenda:

17:30-20:00

– Boas Vindas

– O que é o Crowdfunding?

– Keynote speaker: Korstiaan Zandvliet * (Fundador e CEO symbid.com)

– Keynote speaker: Darren Westlake * (Fundador e CEO crowdcube.com)

– Apresentação do PPL – Crowdfunding Portugal (ppl.com.pt)

– Apresentação de projectos do PPL pelos seus promotores

– Speed Networking Cocktail (oportunidade para conhecer os promotores dos projectos do PPL)

Inscrições:

A inscrição neste evento é gratuita, através do link: http://www2.clsbe.lisboa.ucp.pt/formularios/20110909a.shtml

Drogas sintéticas ultrapassam cocaína e heroína

As drogas sintéticas ultrapassaram a heroína e a cocaína e são agora o segundo tipo de droga mais consumido no mundo, revelou a Organização das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (ONUDC), no seu relatório anual publicado ontem. “Depois da cannabis, os estimulantes do tipo anfetaminas (ATS) são a segunda droga mais utilizada no mundo”, sublinha o relatório. “O mercado das drogas sintéticas evoluiu de uma indústria de fabrico ‘caseiro’ em pequena escala para um mercado do tipo das drogas como a cocaína e a heroína, com um nível muito maior de integração e com grupos do crime organizado envolvidos em toda a cadeia de produção e de distribuição”, disse em comunicado, o director executivo da ONUDC, Yuri Fedotov.

O relatório alerta para o facto de as ATS serem fáceis de fabricar exigindo um investimento relativamente pequeno, ao contrário das drogas fabricadas à base de plantas, como é o caso da cocaína e dos opiáceos. No Sudeste asiático, a região mais afectada pelo consumo das ATS (principalmente metanfetaminas, anfetaminas e ecstasy), o número de pastilhas ilegais apreendidas pelas autoridades policiais passou de 32 milhões em 2008 para 93 milhões em 2009 e 133 milhões no ano passado. O relatório da INUDC também alerta para uma tendência crescente na Ásia de consumidores que se injectam com drogas sintéticas o que acarreta novas e perigosas consequências para a saúde.

Na América Latina e na África ocidental foram descobertos os primeiros laboratórios clandestinos de ATS. E na Europa, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia aumentou o consumo de novos compostos sintéticos não regulados que imitam os efeitos das substâncias ilícitas e escapam ao controlo das regras internacionais.

Fonte: Público