Exercício físico pode reduzir vontade de fumar, defende estudo britânico

“Há uma forte evidência de que a actividade física reduz drasticamente o desejo de fumar”. É esta a conclusão principal de um estudo realizado pela Universidade de Exeter, no Reino Unido, e publicado no jornal especializado Addiction. O tema não é novo na área da investigação, nem é consensual.

 

 

Os investigadores analisaram os dados de 19 ensaios clínicos prévios e descobriram que os fumadores que tinham a esperança de deixar de fumar e que reservavam algum do seu tempo para fazer exercício físico tinham mais facilidade em reduzir o desejo de fumar. Não é, contudo, claro que este dado se tenha traduzido numa maior probabilidade de estes deixarem totalmente o hábito.

“O exercício parece claramente trazer benefícios temporários e como tal pode ser altamente recomendado”, afirmou Adrian Taylor, um professor de Exercício e Psicologia da Saúde da Universidade de Exeter que dirigiu o estudo, citado pela Agência Reuters.

Nas experiências realizadas a posteriori da interpretação dos ensaios clínicos, os fumadores participantes do estudo ficaram aleatoriamente comprometidos com um exercício – marcha em passo acelerado ou andar de bicicleta – ou com algum tipo de actividade “passiva” – como ver um vídeo ou estar sentado sossegadamente.

Nenhum dos fumadores que participaram no estudo estava inserido num qualquer programa de cessação tabágica ou a consumir produtos de substituição da nicotina, tais como pastilhas.

A equipa de investigadores descobriu que os fumadores envolvidos afirmaram que tiveram menos desejo de fumar – depois de exercitarem o corpo – do que tinham antes de se submeterem a este estudo.

O que ficou por descobrir foi o motivo por detrás desta tendência, embora Taylor aponte uma hipótese: O exercício pode servir como distracção e estimula o estado de espírito das pessoas. Posto isto, estas podem não sentir tanta necessidade de fumar para se sentirem melhor, defende o coordenador do estudo. Porém, um estudo de 2006, também efectuado em duas universidades britânicas (Bristol e Surrey) chegava, por sua vez, à conclusão contrária. O efeito do exercício na redução do desejo de fumar não era causado pela distracção cognitiva, defendia essa investigação.

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Mulheres começam a fumar mais cedo, homens fumam mais

Dois quintos dos homens dos países desenvolvidos consomem tabaco. O Egipto está nos antípodas da Polónia quanto ao consumo de tabaco no feminino. Eis alguns dados incluídos num estudo internacional apresentado hoje no Lancet, publicação especializada no ramo da saúde.

 

O estudo sobre o consumo de tabaco entre adultos foi realizado entre 2008 e 2010 pela University at Buffalo School of Public Health and Health Professions de Nova Iorque e debruçou-se sobre variáveis como o género, os países e o acesso a tratamentos efectivos de cessação tabágica.

“Apesar de 1,1 mil milhões de pessoas terem sido abrangidas pela adopção de políticas mais efectivas de controlo do tabaco desde 2008, 83% da população mundial não está abrangida por mais de duas destas políticas”, lembra, citado pela agência Reuters, Gary Giovino, que liderou a investigação. Entre estas medidas, incluem-se legislação no sentido de banir o fumo em espaços públicos, a proibição da publicidade ao tabaco e a inclusão de avisos gráficos nos maços de tabaco.

Estes dados são divulgados inclusive numa altura em que Comissão Europeia está atenta ao exemplo australiano de eliminar os logotipos das marcas de tabaco dos maços (a lei australiana entra em vigor a 1 de Dezembro de 2012), uma iniciativa legislativa em linha com as recomendações da Organização Mundial da Saúde, que está a ser acompanhada de perto por países como Inglaterra, Noruega, Canadá e Nova Zelândia. Segundo o portal Euractiv.com, Antony Gravili, porta-voz da Comissão Europeia, afirmou ontem que “estão a ser discutidas várias coisas, incluindo a possibilidade de um embalamento genérico “.

Na Austrália, as principais tabaqueiras do mundo – a British American Tobacco, a Imperial Tobacco, a Philip Morris e a  Japan Tobacco –  viram goradas as expectativas de declaração de inconstitucionalidade da nova lei pelo tribunal superior do país.

 

Contrastes de padrões de consumo de tabaco

A equipa de investigação nova-iorquina comparou padrões de consumo de tabaco e estudou a cessação em pessoas de 15 anos para cima em 14 países em vias de desenvolvimento e emergentes, entre os quais China, Índia, Bangladesh,  México, Filipinas, Tailândia, Turquia, Ucrânia, Uruguai e Vietname. Estes dados foram comparados com os da Inglaterra e dos Estados Unidos.

Registaram-se taxas de consumo díspares. Entre os homens a média ficou na ordem dos 41%, contra 5% nas mulheres. Uma larga variação na prevalência do fumo entre as nações foi observada: 22% de homens no Brasil, cerca de 60% na Rússia, a título de exemplo. A maioria dos países desenvolvidos tem baixas taxas de desistência, assinala o estudo revelado nesta sexta-feira.

Outros contrastes: As taxas de fumo no feminino vão dos 0,5% no Egipto até cerca de 25% na Polónia. Por sua vez, o estudo revela que Estados Unidos e Inglaterra apresentam taxas de consumo entre as mulheres entre os 16% e os 21%, respectivamente.

O estudo dá conta ainda de que cerca de 64% dos consumidores fumam cigarros manufacturados, embora o tabaco de mascar e o tabaco em pó sejam bastante consumidos na Índia e no Bangladesh.

Nos lugares cimeiros da lista dos países com mais fumadores incluem-se a China (301 milhões) e a Índia (cerca de 275 milhões).

A investigação chama a atenção ainda para uma iniciação cada vez mais precoce do fumo entre a população feminina, para elevadas taxas de consumo entre os homens, ao contrário do que acontece com as taxas de cessação.

Reforçar “a visão de que os esforços para prevenir a iniciação e para promover a cessação do consumo de tabaco é necessário para reduzir a morbilidade e a mortalidade associadas” é uma das sugestões dos autores do estudo.

Por sua vez, Matthew L. Myers, presidente da campanha para Crianças Livres do Tabaco, sediada nos Estados Unidos, já comentou os novos dados: “Sem uma acção urgente, o consumo de tabaco ceifará mil milhões de vidas neste século”. O activista exortou também os países mais pobres a “agir agora”.

Em 2030, se esta tendência se mantiver, prevê-se que o tabaco possa matar 8 milhões de pessoas por ano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que o tabaco mata mais de metade dos seus consumidores. Cerca de 6 milhões de pessoas morrem por ano em todo o mundo, com mortes relacionadas com o tabaco, incluindo mais de 600 mil fumadores passivos. As estatísticas são da OMS.

Estudo da DECO alerta para a venda ilegal de tabaco a menores

 

A edição de Agosto/Setembro da revista Teste Saúde traz à baila a questão da venda ilegal de tabaco a menores de 18 anos, recorrendo a um estudo realizado em cinco municípios do país, pela DECO – Associação da Defesa do Consumidor, com a colaboração de adolescentes no terreno. Das 105 lojas visitadas, apenas 33 cumpriram a lei, isto é, recusaram vender tabaco a menores entre os 13 e os 16 anos.

O estudo anónimo – “sem pretensões de representatividade estatística”, segundo a DECO – foi realizado entre Março e Abril de 2012 nos municípios de Lisboa, Porto, Coimbra, Faro e Évora, com o objectivo de testar o cumprimento da lei que proíbe a venda de tabaco a menores em mão ou através do accionamento de uma máquina de dispensa automática.

O processo de trabalho in loco era elementar. Dois adolescentes, não identificados como colaboradores da DECO, sob supervisão de um adulto, entravam em estabelecimentos comerciais que vendiam tabaco [os nomes dos locais visitados podem ser consultado aqui], pediam um maço de cigarros e procuravam o aviso de “Venda proibida a menores”. Após cada visita, relatavam o episódio num inquérito.

Os registos dão conta de 59 lojas que exibiam em local bem visível o aviso da interdição de venda a menores, mas em apenas 16 destes estabelecimentos não se efectuou negócio. Dos 38 locais com máquina de dispensa automática, apenas 15 rejeitaram a venda aos menores envolvidos no estudo.

 

O que diz a lei?

No Artigo 15.º da Lei n.º 37/2007, a proibição de venda de produtos do tabaco é dirigida “a menores com idade inferior a 18 anos, a comprovar, quando necessário, por qualquer documento identificativo com fotografia”. A legislação diz ainda que é proibida a comercialização através de máquinas de venda automática, sempre que estas não estejam munidas de um dispositivo electrónico ou outro sistema bloqueador que impeça o seu acesso a menores de 18 anos”. O incumprimento do artigo 15 determina a aplicação de uma “sanção acessória de interdição de venda de qualquer produto do tabaco”.

Segundo o artigo a que a Dianova teve acesso, a ser publicado em Agosto na Teste Saúde, as atitudes registadas durante o estudo contribuem para o “alastrar do tabagismo entre os jovens, cujo organismo, ainda em desenvolvimento, é particularmente sensível aos efeitos nefastos do fumo”.

Em 32 das 105 lojas visitadas, os funcionários questionaram a idade ou um cartão de identificação aos potenciais compradores. Em seis destas ocasiões, a venda foi efectuada, apesar da menoridade assumida e conferida.

Faro e Coimbra foram os concelhos em que o acesso ao tabaco pelos adolescentes se tornou mais difícil: metade das lojas ofereceram resistência à venda. Já em Lisboa e no Porto, quase três quartos dos comerciantes desrespeitaram a lei. Em Évora, 87% dos estabelecimentos aceitaram vender cigarros a menores.

 

DECO pede fiscalização eficaz da lei e sensibilização dos infractores

Algumas dispensas de maços de cigarros foram acompanhadas de mensagens dos funcionários das lojas como “Sabem que a venda a menores é proibida?” ou “É para o pai, não é? [com um piscar de olho]”, “Posso vender, mas tenham cuidado, escondam-no” ou “Vendo, mas contra a minha vontade”.

De modo a combater situações destas e fazer cumprir a lei, a DECO exige “fiscalização eficaz e punições exemplares para os infractores” e defende a sensibilização dos vendedores sobre “os efeitos do fumo na saúde, em especial nos jovens” e o alerta para a responsabilidade que têm os comerciantes prevaricadores no “processo que conduz à dependência”.

A associação dos consumidores propõe ainda a proibição de venda de tabaco nas zonas circundantes a escolas do ensino básico e secundário, como já é de lei com o álcool. “O acesso fácil aos produtos” está na lista de factores determinantes para a iniciação ao tabagismo, além da curiosidade e da influência dos amigos.

O artigo “Tabaco: Venda ilegal” dá ainda conta dos métodos mais eficazes para deixar de fumar, “com base na literatura científica”, e dos respectivos preços. Contém ainda testemunhos de três ex-fumadores e informação sobre substitutos de nicotina. Neste contexto, o cigarro electrónico é desaconselhado como tratamento, não havendo garantias de qualidade, segurança e eficácia no seu uso.

Metade das mortes prematuras entre os homens seriam “evitáveis”

Sentem-se melhor do que as mulheres, vão menos ao médico de família, são mais vezes vítimas de acidentes rodoviários e de trabalho, fazem menos rastreios e descuidam a saúde mental. Um relatório sobre o estado de saúde dos homens na Europa, divulgado ontem pela Comissão Europeia, defende que metade das mortes prematuras entre os homens seriam evitáveis porque assentam em estilos de vida e comportamentos de risco.

A análise incluiu Portugal e revela que, apesar de em capítulos como a avaliação periódica da hipertensão e colesterol os homens portugueses estarem bastante acima da média, numa das principais causas de morte – o AVC -, o país surge ao lado da Grécia com os piores indicadores. O objectivo do estudo, lê-se no documento publicado no site do Ministério da Saúde, é lançar as bases para um reforço da actividade no campo da saúde masculina e apontar os principais desafios. A conclusão dos investigadores, que compararam dados estatísticos nacionais e os resultados de eurobarómetros, é que o facto de todos os anos morrerem duas vezes mais homens em idade activa do que mulheres (630 mil contra 300 mil) não tem uma explicação exclusivamente genética ou biológica A nível europeu -e na faixa etária dos 15 aos 44 anos ataxa de mortalidade chega a ser 236% maior. “A situação persiste na maioria das condições que, em termos biológicos, deviam afectar homens e mulheres da mesma forma”, escrevem os investigadores.

TABACO

O fumo lidera os factores de risco evitáveis. Segundo o relatório, estima-se que 15% de todas as mortes na União Europeia estejam ligadas ao tabaco – cerca de meio milhão de mortes prematuras por ano. A desvantagem dos homens, embora a diferença tenha vindo a cair nos últimos anos, ainda é clara: nos estudos europeus, 63% dos homens foram fumadores ou experimentaram tabaco em algum momento das suas vidas contra 45% das mulheres. O consumo de álcool tem a mesma leitura, que acaba por traduzir-se no impacto das doenças hepáticas crónicas: em 23 dos 31 países avaliados a taxa de mortalidade associada ao consumo de álcool é duas vezes maior entre os homens.

Outros problemas como a obesidade ou a diabete tipo 2, que têm aumentado a nível global, parecem estar a ter um crescimento mais galopante na população masculina, concluem os investigadores. Na faixa etária dos 15 aos 24 anos, que acaba por ditar a saúde futura, 22% dos homens têm excesso de peso (IMC superior a 25) contra 14% das mulheres. O subdiagjióstico de doenças mentais é considerado preocupante: na Europa há duas vezes mais mulheres admitidas nos serviços com depressão do que homens.

UM PROBLEMA DE PERCEPÇÃO

Além de traçarem um retrato pior da saúde masculina – onde se inclui ainda uma maior incidência de doenças infecciosas -, o facto de cerca 95% das vítimas de acidentes de trabalho serem homens, o relatório da Comissão Europeia identifica alguns problemas mais enraizados Nos sucessivos eurobarómetros os homens tendem a classificar melhor o seu estado de saúde, o que tendo em conta as estatísticas não reflecte a realidade. Embora façam mais exames ao coração do que as mulheres, a participação em rastreios do cancro é de 6% contra 16% entre as mulheres. Como justificação, os investigadores dizem que os moldes de acesso aos cuidados de saúde e a ausência de campanhas direccionadas (sabia por exemplo que a osteoporose afecta um quinto dos homens com mais de 50 anos) podem estar a afastar os homens dos cuidados de saúde. O facto de algumas consultas só estarem disponíveis durante o horário de trabalho e a percepção dos tempos de espera são algumas das barreiras apontadas. Outra mais curiosa, e que poderá fazer algum sentido, é a “falta de compreensão do processo de marcação de consultas e negociação com recepcionistas mulheres.”

Fonte: Ionline

Infarmed desaconselha uso de cigarros eletrónicos

A autoridade nacional do medicamento (Infarmed) desaconselha o uso de cigarros eletrónicos alegando que estes, tal como os convencionais, podem induzir dependência, independentemente da quantidade de nicotina dispensada. Numa circular divulgada hoje na Internet, o Infarmed indica que, até ao momento, “não tem qualquer autorização ou registo para este tipo de produtos, nem como medicamento, nem como dispositivo médico”. Assim, é desaconselhada a utilização deste tipo de produtos, por não ser possível assegurar a sua qualidade, segurança e eficácia/desempenho.

O enquadramento do cigarro eletrónico enquanto medicamento, dispositivo médico ou produto de consumo geral, depende do seu conteúdo em nicotina, da sua indicação de uso, e se essa é, ou não, uma finalidade médica. E lembra que “os fins médicos devem ser devidamente fundamentados, com dados clínicos e científicos, e esses dados têm que ser submetidos às autoridades competentes para avaliação”.

Cigarros eletrónicos inúteis para deixar de fumar

Já no ano passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) havia esclarecido que não considera os cigarros eletrónicos como um sistema de ajuda ao abandono do tabagismo e que os mesmos contêm aditivos químicos que podem ser tóxicos. Os cigarros eletrónicos apresentados como uma solução para deixar de fumar “sabotam as estratégias da OMS” de luta contra o tabaco, segundo a organização. Os cigarros eletrónicos são “uma ferramenta para sabotar as estratégias destinadas a encorajar as pessoas a deixar de fumar”, defendeu Eduardo Bianco, diretor regional da Aliança para a Convenção Quadro da OMS pela luta anti-tabaco (CCLAT). Continuar a ler

Tabaqueiras processam Governo norte-americano

Cinco tabaqueiras processaram a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos por as obrigar a publicar imagens mais chocantes e maiores dos malefícios do tabaco nos maços de cigarros a partir de 2012. RJ Reynolds Tobacco, Lorillard Tobacco, Commonwealth Brands, Liggett Group e Santa Fe Natural Tobacco foram as empresas que na terça-feira apresentaram uma ação legal num tribunal federal de Washington contra a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla inglesa) dos EUA.

Estas tabaqueiras alegam que as novas regras para a venda de maços de tabaco, que entrarão em vigor em setembro de 2012, violam a sua liberdade de expressão, direito consagrado na Constituição, por obrigarem à promoção da mensagem anti-tabaco do governo, ao mesmo tempo que se queixam do elevado custo da impressão dos novos maços.

A lei prevê que os maços de tabaco apresentem imagens mais gráficas que alertem para os malefícios do consumo do tabaco, como cadáveres, pulmões doentes e dentes podres, que deverão cubrir a parte superior dos dois lados dos maços de tabaco e 20% da publicidade neles impressa, situação contestada pelas tabaqueiras por alegarem que essas imagens terão um tamanho maior do que o seu próprio logótipo.

“Depressão, desencorajamento e medo” dos consumidores

Os maços de cigarros terão de apresentar uma das nove imagens selecionadas por cientistas e internautas entre um total de 36. Para as tabaqueiras, as novas regras contribuirão para a “depressão, desencorajamento e medo” dos consumidores na aquisição dos seus produtos, refere a ação legal apresentada pelas cinco empresas que pretende evitar a sua entrada em vigor. “O governo pode exigir advertências simples e que não sejam controversas, mas não que um maço de cigarros sirva como meio para promover a sua campanha anti-tabaco”, afirmou o advogado que representa as tabaqueiras.

As tabaqueiras perderam uma ação semelhante no ano passado em Kentucky, com o juiz a deliberar que o Governo tem o direito de obrigar as empresas a divulgarem nos maços de cigarros imagens chocantes dos malefícios do tabaco, tendo sido depois apresentado recurso e o processo ainda corre na Justiça. Um das maiores tabaqueiras dos EUA, a Altria – empresa-mãe da Philip Morris e produtora dos cigarros Marlboro – não se juntou a nenhuma destas ações legais contra a FDA.

Mais de 220 mil pessoas nos EUA deverão ser diagnosticadas este ano com cancro do pulmão, segundo a Sociedade Americana de Cancro. Nos EUA, o tabaco é responsável pela morte de 443 mil pessoas todos os anos e de 1.200 por dia.

Ler mais: Expresso

Fumar tornou-se um hábito incontrolável na China

A China introduziu uma lei que proíbe fumar em locais públicos, mas a medida terá poucas repercussões nos níveis de tabagismo no país. Além do hábito estar enraizado entre a sociedade chinesa, a lei não prevê quaisquer punições para quem cometa o delito. Os cerca de 300 milhões de fumadores na China perfazem o mais sério problema de tabagismo à escala mundial, diz o Centro de Controlo de Doenças chinês, que aponta para a morte anual de um milhão de pessoas devido a causas relacionadas com o tabaco.

De acordo com o Daily Telegraph, a lei que agora proíbe os chineses de fumar em locais públicos fechados – como hotéis, restaurantes, bares ou discotecas -, terá poucos efeitos práticos. Apesar da medida responder às pressões da Organização Mundial de Saúde para que a China cumprisse o acordo anti-tabaco, a eficácia da restrição será reduzida devido a um obstáculo: a cultura.

O hábito de fumar na China encontra-se enraizado tanto na sua cultura como na sociedade, onde um maço de tabaco custa menos de 60 cêntimos, dois terços dos médicos fumam e atletas olímpicos participam em campanhas publicitárias de marcas de tabaco. O próprio Ministério da Saúde já admitiu que é incapaz de inserir a proibição de fumar nos seus escritórios.

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