APARTAMENTO DE REINSERÇÃO SOCIAL DIANOVA: uma resposta de reinserção social

Concluído o Tratamento, de per se um factor crítico de sucesso, a reinserção social e profissional é condição sine qua non para uma plena integração e factor condicionante de eventual recaída. Nesta fase igualmente crítica, a pessoa reabilitada coloca-se questões fundamentais:

  • E agora, que perspectivas tenho face ao futuro?
  • Onde posso dirigir-me para solicitar apoio técnico e/ou financeiro?
  • Que medidas estão à minha disposição para iniciar uma actividade de qualificação ou laboral?

Consciente da importância que a Reinserção assume no processo de consolidação do tratamento e perante as dificuldades sentidas por alguns dos utentes em situação de extrema exclusão social, a Dianova disponibiliza uma resposta integrada: o Apartamento de Reinserção Social, protocolado pelo Instituto de Segurança Social, I.P., para 6 Utentes.

Esta Unidade permite uma intervenção global na reorganização do plano socioprofissional dos toxicodependentes em fase conclusiva de tratamento, como medida facilitadora e/ou regresso ao mercado de trabalho, promovendo-se a igualdade de oportunidades de emprego.

Localizada na Quinta das Lapas, em Monte Redondo – Torres Vedras, o programa tem uma duração média de 6 meses, com acompanhamento psicossocial.

admissão de Utentes obedece a critérios específicos, nomeadamente:

  • Ter cumprido um programa de tratamento, com credenciação do mesmo;
  • Demonstração de motivação e vontade própria de adesão;
  • Aceitação das regras de funcionamento;
  • Delineação de Projecto de Vida.

Se está em vias de processo de conclusão de tratamento da toxicodependência e carece de uma resposta de reinserção social contacte-nos através do te. 261 312 300 ou saiba mais em http://dianova.pt/os-nossos-servicos/apartamento-de-reinsercao-social

CENTRO APOIO PSICOSSOCIAL +SAÚDE… ACESSÍVEL A TODOS

O CAP+Saúde surge como uma preocupação da Dianova em disponibilizar uma intervenção terapêutica e psicossocial acessível e de qualidade à Comunidade em geral e sobretudo às Pessoas em maior situação de carência económica e vulnerabilidade social e/ou emocional.

Localizado em Lisboa (junto ao Hospital D. Estefânia e com gabinete em Monte Redondo – Torres Vedras), oferece 6 serviços com uma Equipa de 5 profissionais experientes dirigidos a Jovens, Adultos e Famílias, com o objectivo de promover oportunidades para uma nova aprendizagem adaptativa, de auto-realização e de satisfação pessoal.

  1. Avaliação Psicológica: Conhece a causa dos seus Problemas que o/a perturbam?
  2. Acompanhamento Psicológico / Psicoterapêutico: Encontra-se emocional ou socialmente vulnerável?
  3. Intervenção na Adolescência: Com que frequência te revês no mito do “super-homem”?
  4. Orientação Vocacional e Profissional: Já sabes que área vocacional queres prosseguir?
  5. Avaliação e Intervenção em Necessidades Educativas Especiais: O seu filho/a sofre de dificuldades de aprendizagem?
  6. Intervenção Familiar: Dificuldades de comunicação e relação familiar?

Marque a sua Consulta através do tel. 261 312 300 ou 919 031 678 ou visite-nos em www.apoiopsicossocial.dianova.pt

OCDE: Portugal é dos países mais desiguais no acesso à educação

60% dos jovens de famílias com poucas habilitações não terminam o ensino secundário em Portugal, estando o nosso país entre os piores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) neste domínio, conclui um relatório recente desta entidade.

Esta é uma das principais notas negativas do “Education at a Lance 2011”, um relatório exaustivo dos indicadores para a educação publicado recentemente.

Em 2009, em 28 de 33 países da OCDE, 60% ou mais pessoas entre os 25 e os 64 anos completaram pelo menos o ensino secundário.

Por sua vez, Portugal encontra-se no leque dos países em que mais de metade do grupo deste intervalo de idades não completou os estudos do secundário, a par do Brasil, do México e da Turquia.

Apesar da melhoria geral das qualificações em Portugal, a origem social das famílias ainda condiciona o percurso escolar da geração seguinte, conclui o estudo. Quer para baixo, quer para cima: Portugal regista a mais alta probabilidade de um jovem cujos pais tenham estudos superiores entrar na universidade.

Em contrapartida, a Suécia, Finlândia, Irlanda e Austrália são os países da OCDE onde mais jovens de meios desfavorecidos concluem o ensino superior.

 

Governo decide mais do que as escolas

Numa altura em que o ministro da Educação anunciou o objectivo de aumentar a quota de alunos no ensino vocacional, um dado confirma a tendência anunciada por Nuno Crato. Na última década, o ensino profissional tem crescido entre pessoas dos 25 aos 34 anos em Portugal, à semelhança do que acontece na Grécia e em Itália. Por sua vez, Islândia, Noruega e Polónia estão entre os países da OCDE em que menos jovens escolheram o ensino vocacional.

A OCDE conclui ainda que, em Portugal, 78% das decisões relacionadas com o ensino são tomadas pelo executivo e não pelas escolas, um valor muito acima da média da OCDE (24%).

O desemprego entre licenciados aumentou de 2,7% em 2000 para 3,8% em 2012.

 

Outros objectos de análise num relatório de cerca de 600 páginas

“Nos países da OCDE, os governos têm estado a trabalhar com orçamentos públicos encolhidos, ao mesmo tempo que vão desenhando políticas para tornar a educação mais eficaz e mais atenta às exigências crescente”. É esta a introdução a um relatório com quase 600 páginas, que expõe um vasto conjunto de indicadores que comparam sistemas de educação e que permitem “medir o actual estado da educação internacionalmente”.

Quem participa na educação? Quanto se gasta nela? Como é que os sistemas de educação operam? Estas são as perguntas que são respondidas em “Education at a Lance 2011”, através de um vasto leque de resultados educacionais, comparando, por exemplo, a performance dos estudantes em assuntos-chave como o impacto da educação nos vencimentos e nas oportunidades de emprego para os adultos.

A análise foca-se ainda nas reformas das propinas implementadas desde 1995, contém indicadores sobre as áreas da educação escolhidas pelos estudantes, dados sobre o envolvimento dos estudantes na leitura e indicadores sobre a integração no mercado laboral dos estudantes dos programas vocacionais e académicos.

Boston, uma cidade em modo “networking”?

Imagine que vive numa cidade com um terceiro sector omnipresente, altamente competitivo, onde cada organização se encontra sob a pressão constante de competir para aumentar a sua influência na comunidade, com financiamentos limitados e líderes hostis entre si.

Essa cidade pode ser Boston, a maior cidade do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. Ou melhor, esta cidade podia ser Boston, até a Barr Foundation – habituada a actuar nas áreas da educação e das artes – começar a propor, a partir de 2004, aos directores executivos de algumas destas organizações sem fins lucrativos um programa sabático de três meses com os seus próprios concorrentes, longe da sua área de acção. E “longe” pode significar o estado de Chiapas, no México, mas também Haiti, Brasil,  Zimbabué ou África do Sul.

O objectivo da Barr Fellows Network, através deste programa de transformação social, é reduzir o sentido de competição e desconfiança entre os líderes e respectivas organizações, de modo a potenciar a cooperação entre agentes de mudança da cidade e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida de Boston e da sua população.

Os executivos da Barr Foundation notaram, pela sua experiência e pelo estudo de outras iniciativas colectivas, que a maior barreira ao impacto social reside geralmente a nível individual. Apostaram, assim, num projecto para revigorar os líderes longe do seu habitat natural e alimentar relações individuais. Oito anos depois de lançado o Barr Fellowship, e apesar das reticências de vários participantes na fase inicial do período sabático, a ideia de que as redes de mudança social são animadas não pelas organizações, mas pelas pessoas, ganhou sustentação prática.

Em 2010 vinte e quarto líderes rumaram a Chiapas, México, zona montanhosa, rica em florestas tropicais e habitada por populações indígenas consideráveis. Desligaram-se das suas organizações por completo, dos seus telemóveis e dos seus papéis habituais. Inicialmente, as relações entre estes eram distantes ou nulas, noutros casos hostis. O plano de actividades incluiu encontros com activistas locais e líderes indígenas, que construíram escolas e clínicas para a população e governam 32 municípios sem apoio do governo mexicano. Os visitantes ocidentais foram inteirados de como é praticada a mudança social em situações de extrema pobreza e risco político, situação que faz rever as suas perspectivas de organizações sem fins lucrativos nos Estados Unidos.

Gibrán Riviera, mediador do Interaction Institute for Social Change, comenta o ambiente sentido nestas jornadas intensivas e disruptivas no hemisfério sul: “As relações mediadas por identidades organizacionais são frequentemente limitadas ao formal e ao transacionável. Esta jornada de aprendizagem [conduziu os líderes das organizações presentes] a uma ligação mais profunda e mais humana”. Os riscos desta operação eram elevados: relações que punham em causa crenças pessoais, questões ideológicas, de etnia e classe. Pat Brandes, consultor estratégico da fundação que engendrou esta rede, diz que esta experiência “contracultural” desbloqueou o desconforto. “O controlo foi substituído pela confiança. Os líderes estão a ultrapassar fronteiras (…). Esta é uma aprendizagem crítica para a nossa sociedade multirracial e multiétnica”.

Este “empurrão” dado pela Barr Foundation já teve alguns efeitos práticos, depois do programa ter abrangido, em oito anos, 48 participantes. As candidaturas a bolsas propostas pela administração Obama têm sido melhor coordenadas e preparadas, mais de duas dezenas atribuídas, porque as organizações conhecem-se melhor e cooperam mais. “O poder desta rede é o de fazer estabelecer relações profundas que fazem de Boston um melhor lugar”, afirma John Barros, director executivo da organizaçã0 Dudley Street Neighborhood Iniciative  e participante no programa sabático de 2007.

A monitorização e análise da evolução comportamental desta rede criada em 2004 têm sido realizadas regularmente por avaliadores externos e internos, por via da participação em inquéritos online e entrevistas. Nesta avaliação, os indivíduos que participaram nestes programas sabáticos reportaram que atiraram para trás das costas o ego, o conflito e a ideologia para gerar uma “coragem colectiva”. A nível geral, a influência junto do poder aumentou. A rede ultrapassa as preocupações iniciais das organizações. Um participante do programa da Barr Foundation de 2007, Meizuh Lui, conclui: “A solidariedade fez crescer a conectividade local, podemos perceber melhor as causas na origem da pobreza e da desigualdade”.

Texto escrito a partir de ““Networking A City” , artigo publicado na Standford Social Innovation Review

Visitas de Estudo Internacionais Dianova ao abrigo do programa europeu “Aprendizagem ao Longo da Vida”

A Dianova, através dos departamentos de Inovação & Desenvolvimento e Formação & Gestão de Projectos, candidatou-se ao «Programa Aprendizagem ao Longo da Vida – Programa Transversal/ Visitas de Estudo» da Comissão Europeia http://ec.europa.eu/education/lifelong-learning-programme/doc78_en.htm com o objectivo de colher boas práticas a nível internacional e contactar com especialistas em áreas de interesse para a Organização, potenciando os seus projectos. Na sua sequência, foram aprovadas e financiadas as 2 visitas de estudo que foram realizadas no mês de Setembro pela Susana Almeida e Ana Santos.

Em 2011, o foco dos Colaboradores da Dianova neste Programa centra-se na participação em fóruns de interesse com vista ao desenvolvimento do Projecto Parque Aventura Emotiva 3G®.

O sub-programa “Visitas de Estudo” é direccionado a especialistas das áreas da educação e formação e o principal objectivo é a definição de políticas e a cooperação a nível europeu no domínio da aprendizagem ao longo da vida, designadamente no contexto do Processo de Lisboa e de Copenhaga e do Programa de Trabalho “Educação e Formação 2010”.

As acções consistem em visitas de curta duração (de 3 ou de 5 dias), onde um pequeno grupo de especialistas realiza o intercâmbio de informações relevantes no que respeita a temática em estudo, discute prioridades a nível nacional e internacional, procura soluções e práticas inovadoras e promove a qualidade e a transparência nos sistemas de educação e formação. Este Programa é co-financiado pela Comissão Europeia e pelo Estado Português, sob a coordenação da Direcção-geral de Educação e Cultura.

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