APARTAMENTO DE REINSERÇÃO SOCIAL DIANOVA: uma resposta de reinserção social

Concluído o Tratamento, de per se um factor crítico de sucesso, a reinserção social e profissional é condição sine qua non para uma plena integração e factor condicionante de eventual recaída. Nesta fase igualmente crítica, a pessoa reabilitada coloca-se questões fundamentais:

  • E agora, que perspectivas tenho face ao futuro?
  • Onde posso dirigir-me para solicitar apoio técnico e/ou financeiro?
  • Que medidas estão à minha disposição para iniciar uma actividade de qualificação ou laboral?

Consciente da importância que a Reinserção assume no processo de consolidação do tratamento e perante as dificuldades sentidas por alguns dos utentes em situação de extrema exclusão social, a Dianova disponibiliza uma resposta integrada: o Apartamento de Reinserção Social, protocolado pelo Instituto de Segurança Social, I.P., para 6 Utentes.

Esta Unidade permite uma intervenção global na reorganização do plano socioprofissional dos toxicodependentes em fase conclusiva de tratamento, como medida facilitadora e/ou regresso ao mercado de trabalho, promovendo-se a igualdade de oportunidades de emprego.

Localizada na Quinta das Lapas, em Monte Redondo – Torres Vedras, o programa tem uma duração média de 6 meses, com acompanhamento psicossocial.

admissão de Utentes obedece a critérios específicos, nomeadamente:

  • Ter cumprido um programa de tratamento, com credenciação do mesmo;
  • Demonstração de motivação e vontade própria de adesão;
  • Aceitação das regras de funcionamento;
  • Delineação de Projecto de Vida.

Se está em vias de processo de conclusão de tratamento da toxicodependência e carece de uma resposta de reinserção social contacte-nos através do te. 261 312 300 ou saiba mais em http://dianova.pt/os-nossos-servicos/apartamento-de-reinsercao-social

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1º Congresso Internacional sobre Drogas & Dependências | Dianova presente como Oradora

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A Dianova irá participar como Oradora no Primeiro Congresso Internacional sobre Drogas & Dependências promovido pelo Instituto Superior Ciências Educativas (ISCE), nos dias 23-24-25 Maio, Auditório do Campus Educativo do ISCE (Rua Bento Jesus Caraça, 12, Serra da Amoreira – Odivelas).

A presença da Dianova acontecerá especificamente a 23 de Maio entre as 14h30-16h00 numa apresentação conjunta – Rui Martins | Dianova e Prof.ª Doutora Susana Henriques | Investigadora e Coordenadora do estudo no CIES-ISCTE-IUL) – e será focalizada nas conclusões preliminares do Estudo de Follow-up Científico “Trajectórias: da dependência à reintegração social” 2009-2013.

 

Ver Programa e Inscrições emhttp://www.cidp.isce.pt/ | http://www.slideshare.net/Dianova/programa-congresso-isce-2013

Relatório OEDT | Reintegração social de toxicodependentes em tratamento “frequentemente negligenciada”

 

Taxas altas de desemprego e baixo aproveitamento escolar dificultam a reintegração social dos consumidores de droga em tratamento na União Europeia. Esta é uma das principais conclusões de um relatório do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) publicado hoje.  

Estima-se que, cada ano, na União Europeia, um milhão de consumidores de drogas esteja a receber alguma forma de tratamento para problemas relacionados com drogas. Em comunicado de imprensa, o OEDT considera que esta realidade se deve aos “investimentos consideráveis [realizados] desde os anos 1990”, altura em que se tornou numa prioridade na política das drogas “um melhor acesso ao tratamento”.

Por outro lado, mantêm-se as preocupações com a inclusão na sociedade das pessoas em tratamento, prática que segundo este observatório é “frequentemente negligenciada”.

Os últimos dados deste organismo da União Europeia alusivos aos pacientes que entram em tratamento revelam que mais de metade se encontra desempregado (56%).

O baixo aproveitamento escolar é também uma das tendências que afecta este “grupo vulnerável”, com 4 em 10 pessoas a terem completado apenas o ensino primário ou um nível escolar inferior.

O OEDT admite que “o tratamento desempenha um papel significante em ajudar os consumidores de droga a cessar, ou pelo menos a controlar, o uso de substâncias”, mas alerta que “negligenciar as necessidades sociais pode minar as possibilidades de uma recuperação de longo prazo”. Os últimos dados desta agência apontam ainda para cerca de 10% de clientes em tratamento que dizem não ter “alojamento estável”.

Estas informações integram o relatório “Reintegração social e Emprego: Provas e intervenções para Consumidores em Tratamento”, publicado hoje o OEDT, sedeado em Lisboa.

 

Um relatório para influenciar legisladores e profissionais da área

Este documento alista ainda um rol de “conclusões para a prática e política” desenhadas para auxiliar os legisladores e os profissionais que actuam na área da toxicodependência a desenvolverem “estratégias coerentes e inclusivas para promover a reintegração social”.

“Dado o papel crucial da reintegração social na limitação e na superação dos problemas relacionados com drogas, a longo-prazo, é bastante necessária uma melhor compreensão destas intervenções na Europa”, pode-se ler no comunicado.

O consumo de drogas agrava frequentemente as já difíceis condições de vida de indivíduos excluídos, fazendo dos esforços de integração um desafio real para a pessoa em questão e para aqueles que estão a prestar apoio. Este aspecto é particularmente relevante durante o actual período de dificuldades económicas na Europa, com elevados níveis de desemprego entre os cidadãos europeus mais jovens”, assinala Wolfgang Götz, director da OEDT, no âmbito da publicação deste relatório.

Abstinentes sujeitos a recaídas no actual contexto económico

As dificuldades económicas motivadas por esta conjuntura de crise estão a levar dezenas de portuguesas a pedirem ajuda nos centros de tratamento de álcool e droga, a maior parte dos quais por recaída. A tendência é ascendente e de difícil e delicada detecção. Já em 2009, as admissões de tratamento na rede do Instituto de Droga e Toxicodependência (IDT) subiram para 10 mil, um cenário que se agravou pelo constante retrocesso económico e pelos cortes e subtilezas previstas no próximo orçamento de estado.

“É algo que se sente empiricamente, sobretudo no álcool”, sustenta o presidente do Instituto, João Goulão. Apesar da subjectividade desta tese que não é suportada pelas causas dos pedidos de ajuda, Ana Feijão, directora da Unidade de Alcoologia de Coimbra, reforça esta observação: “Mais do que casos de pessoas que vêm cá pela primeira vez, estamos a falar de recaídas que se devem ao stress e à pressão. São doentes que estavam bem!”

Os casos sucedem-se um atrás do outro, havendo relatos de suicídios, violência doméstica e procura desenfreada por antidepressivos. Ana Feijão concretiza: “Um doente nosso suicidou-se porque não aguentou a pressão. Tinha um negócio e havia muitas pessoas a dever-lhe dinheiro. Há dois meses suicidou-se um doente que estava abstinente. As pessoas sabem que o álcool mata rapidamente e recorrem à bebida para terem coragem para se matar. É terrível.”

Outros agentes preventivos na área vêm reproduzindo sinais preocupantes que levam a crer um fenómeno social de sérios contornos, com desemprego, tráfico de substâncias e agravamento de dependências, na ordem do dia. “Existem pessoas que não tendo dinheiro para bens essenciais não vão deixar de consumir ou vão ter recaídas. Se a vida for estável, elas conseguem manter-se, de outra forma lembram-se mais das drogas e podem recair”, conclui o vice presidente do IDT, Manuel Cardoso.

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