Conferência sobre Sida: Prevenção, Informação e Diagnóstico

O presidente da Associação para o Estudo Clínico da Sida e director do Hospital Joaquim Urbano, Paulo Sarmento e Castro, defendeu hoje a generalização do teste VIH a nível nacional, seguindo, assim, o exemplo de países como a França que estão a apostar na realização de rastreios à população.
“É preciso generalizar a realização de testes de HIV a nível nacional” para mais precocemente se tratar a doença, declarou Paulo Sarmento e Castro na Conferência Sida Prevenção, Informação e Diagnóstico, que se realizou hoje de manhã no Centro Cultural de Belém.
Paulo Sarmento e Castro destacou os enormes avanços que a doença tem conhecido em Portugal, mas há ainda muita coisa que falta fazer. “É preciso insistir na prevenção; é preciso convencer as pessoas a fazer o teste, discutindo-o com o seu médico no centro de saúde”, sublinhou. Mas o presidente da Associação para o Estudo Clínico da Sida não esqueceu a cooperação e nesse sentido pediu um compromisso para que todas as estruturas se mobilizem na luta contra o vírus VIH/Sida em África e em algumas zonas da Ásia, onde falta ainda muita coisa. A título de exemplo, disse que em Moçambique apenas um terço dos portadores do vírus da sida recebem tratamento e que 16 por cento das grávidas estão infectadas.

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IDT apela a revisão constitucional para fiscalizar a venda de álcool

A proibição de venda de álcool até pode passar dos 16 para os 18 anos, mas nada mudará sem que haja uma fiscalização efectiva. O Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) sabe disso e o vice-presidente Manuel Cardoso adianta que as falhas na legislação – como a obrigatoriedade de o vendedor ser apanhado em flagrante para poder ser multado – “terão de ser revistas”. “É algo que teremos que fazer paulatinamente”, no próximo ano, afirma.
Até lá, o responsável refere que o trabalho para reduzir o consumo de álcool em menores será sobretudo “na mudança de consciências dos profissionais da restauração, dos pais e dos jovens”, para que entendam os malefícios da ingestão de bebidas antes da maioridade.
A concretização do plano nacional de combate ao álcool, publicado em Maio, passa agora por fazer aprovar a nova rede de referenciação para tratamento dos consumidores problemáticos – que está à espera de luz verde ministerial. “A ideia é que cada unidade em cada ponto do país saiba exactamente para onde enviar um paciente para tratamento”, sublinha.

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Tratar a sida custa por ano 200 milhões

Os tratamentos dos doentes com sida são dos mais caros para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), representando uma despesa anual de 200 milhões de euros – cerca de 10 mil euros por cada paciente, segundo a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida.
Os custos com estes doentes são totalmente suportados pelo Estado. Os medicamentos são gratuitos para as pessoas infectadas com o vírus da imunodeficiência humana (VIH), assim como os cuidados de saúde – actualmente estão em tratamento cerca de 22 500 doentes com sida.
O elevado custo das terapêuticas deve-se ao investimento que a indústria farmacêutica faz na procura de novos fármacos para combater a infecção, que na maioria das vezes é fatal. Em todo o Mundo, há apenas um genérico do AZT, um dos primeiros anti-retrovirais que surgiram no mercado internacional, que só pode ser administrado nos hospitais.
“A crise económica que o País atravessa pode levar as administrações das unidades de saúde a cortar a despesa nos medicamentos.” O alerta é feito pelo especialista em sida, Eugénio Teófilo, do Hospital dos Capuchos, em Lisboa. “Poderá haver o risco de quererem cortar na despesa com os medicamentos, mas depois teremos mais internamentos. Não se pode fazer cortes cegos, a vida humana não tem preço”, sublinha o médico.

Ler o resto da notícia na edição em papel do Jornal Correio da Manhã.

Excessos no consumo contrastam com redução de consumidores

Portugal continua a ser um dos maiores consumidores mundiais de bebidas alcoólicas. E se ao longo dos anos as quantidades ingeridas têm diminuído, os excessos continuam preocupantes.
A quantidade de álcool consumida em Portugal está a diminuir. Os responsáveis ligados ao sector da produção de bebidas alcoólicas falam num decréscimo que se verifica há já vários anos e que tende a manter-se. Como explicações para o fenómeno, referem maiores preocupações dos consumidores com a saúde, hábitos que se foram alterando de geração em geração e a actual crise económica e financeira. Manuel Cardoso, vice-presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT), não nega uma diminuição, mas sublinha a necessidade de uma leitura dos dados. Assim, a quantidade total de álcool consumida em Portugal pode até estar a diminuir, mas os valores por consumidor continuam elevados e os hábitos de consumo preocupantes.

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Revista de imprensa.

De forma a evitar a transmissão de VIH e hepatite C, utilizadores terão acesso a palhinhas e cachimbos gratuitos
Depois da troca de seringas, a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida vai distribuir um novo kit de prevenção da doença em 2011,a que chamou Kit Snif. Como o nome indica, é um conjunto de materiais assépticos para consumir droga inalada, como a cocaína. Em breve, vai ser testado outro kit, mas com cachimbos e boquilhas descartáveis.

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Os técnicos da associação ‘ARRISCA’ encontram alguns deles completamente embriagados pelas três e quatro horas da madrugada deitados nas ruas de Ponta Delgada. Grande parte utilizou o dinheiro que os pais lhes deram no consumo de álcool. Ao todo, segundo um estudo do sociólogo Alberto Peixoto, agora tornado público, são 32 mil as crianças açorianas que bebem regularmente álcool. Este é um dos dramas da sociedade açoriana.
Dos cerca de 136 mil açorianos que bebem hoje regularmente álcool, 24,5% têm menos de 15 anos revela um estudo do sociólogo Alberto Peixoto tornado agora público. Contas feitas, há cerca de 32 mil crianças (menos de 15 anos) a consumir regularmente álcool nos Açores.

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É, dizem, um trabalho extremamente desgastante. No Centro de Atendimento a Toxicodependentes (CAT), uma pequena equipa tenta, todos os dias, dar aos toxicodependentes uma hipótese para terem uma vida melhor. A paixão com que o fazem faz esquecer todas as dificuldades. “É um trabalho que vicia”, diz Maria de Jesus Pereira, directora do CAT de Matosinhos.
Durante anos, o único ponto onde os toxicodependentes recebiam algum tipo de apoio situava-se no Centro de Estudos e Profilaxia da Droga (CEPD), na Avenida da Boavista. No entanto, rapidamente as suas instalações se tornaram manifestamente insuficientes. Havia, então, a necessidade de descentralizar o apoio aos toxicodependentes, nomeadamente por mais concelhos da Área Metropolitana do Porto. À solução encontrada deram-lhe o nome de Centro de Atendimento a Toxicodependentes. Espaços onde o toxicodependente é atendido por profissionais e onde inicia o tratamento consoante a sua situação.

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Consumo de drogas e álcool é uma realidade cada vez mais prematura

Metade dos alunos das áreas metropolitanas, entre os 12 e 18 anos, já ingeriu bebidas fortes, um em cada dez usou drogas e há uma ligação “forte”, em 91,4% dos casos, entre estes consumos e comportamentos desviantes. As conclusões são de um estudo da Escola de Criminologia do Porto e foram apresentadas ontem, no âmbito do 72º Curso Internacional de Criminologia, que decorre até amanhã naquela cidade.

Segundo a co-autora do estudo Josefina Castro, confirma-se uma “elevada” prevalência de consumo de álcool entre os alunos das duas áreas metropolitanas – 50,5% admitiram a ingestão de bebidas fortes.
Cerca de 11,4% referiram que já consumiram drogas, sobretudo canábis
(10,9%), com maior prevalência na Área Metropolitana de Lisboa (14%), contra (8,2%) na Área Metropolitana do Porto.

“Quando comparamos estes dados com um inquérito internacional de 2005, verificamos que há um aumento da prevalência no consumo de canábis e um aumento, ainda que menos significativo, nas drogas duras”, disse a docente da Escola de Criminologia. Há uma ligação “forte” entre consumos de drogas ou álcool e atitudes desviantes, diz. Os comportamentos criminais mais confessados foram condução sem carta (21,2%), furto em loja (18,4%) e agressão sem arma (18,4%). Lisboa surge com mais comportamentos delinquentes (54,3%) do que o Porto (44,6%). A excepção está nas agressões à integridade física, equivalente nas duas áreas metropolitanas.

O estudo acrescenta que a humilhação é a experiência mais traumática sofrida pelos jovens. Seguem-se a ameaça de agressão e o furto. Os rapazes são mais violentos do que as raparigas, mas são também as principais vítimas de violência.

Ler o editorial do Destak aqui; consultar mais informação aqui.

Freguesia de Agualva manifesta-se contra instalação de centro de toxicodependentes

Moradores e a junta de freguesia de Agualva, Sintra, protestaram hoje contra a instalação de um centro para toxicodependentes tendo os ânimos ficado exaltados quando um elemento da oposição (CDU) e favorável ao projecto falava aos jornalistas.

Os cerca de 40 moradores que estavam a protestar começaram aos gritos quando o representante da CDU na Assembleia de Freguesia de Agualva, Rui Ramos, se deslocou ao local e explicou aos jornalistas que os partidos da oposição estão favoráveis à instalação do centro de recuperação naquele local. Por entre empurrões e gritos, muitos populares disseram a Rui Ramos para abandonar o local, impedindo as entrevistas. “Aqui não há política. O senhor é que devia morar aqui”, gritaram alguns dos manifestantes.

Em causa está a instalação do Centro de Respostas Integradas de Sintra do Instituto da Droga e da Toxicodependência, com capacidade para 500 utentes, que deverá entrar em funcionamento em 2011, e cuja construção arrancou em Setembro. Os moradores alegam que o equipamento vai perturbar um bairro “calmo” onde faltam lugares de estacionamento, que tem duas escolas na proximidade, e propõem a instalação de um centro para idosos no local.

Os moradores foram unânimes na necessidade de criar um equipamento deste género, mas discordam da localização:

“Vão trazer os toxicodependentes para uma zona que já é conhecida pelo consumo e venda de droga? Isto não faz sentido”, defende Cristina Carvalho, 50 anos. João Sousa, 70 anos, apoia-a. “Depois das 22 horas, aqui perto, são só carros a entrar e a sair com droga. De manhã, estão lá dezenas de garrafas de cerveja de 1,5 litros”, diz o reformado, morador no bairro há perto de 40 anos.

Helena Ferreira, 45 anos, teme os assaltos e os actos de vandalismo na localidade. “A recuperação de um toxicodependente não é um processo fácil e tenho medo que surjam muitas situações complicada”. “Este não é o sítio correcto”, continua a escriturária, “Há uma escola ao cimo da rua e outra no fundo. Além disso, onde é que os 40 funcionários vão pôr os carros? Já nem temos lugar para os nossos.”

Rui Castelhano defende a construção do Centro de Respostas Integradas noutro local. Considera que a construção do equipamento devia ter sido pensada tendo em conta o sítio onde está inserido e critica a falta de envolvimento da população no processo, garantindo que a própria Junta de Agualva só soube da obra no início de Agosto e ainda hoje aguarda que a Câmara de Sintra ou o IDT lhe enviem o projecto.

Ler a notícia completa em: publico.pt; jn.pt