Sete detidos a caminho do “Andanças” por posse e tráfico de droga

A GNR deteve, por posse e tráfico de droga, sete pessoas que, no fim-de-semana, se deslocavam para o Festival Andanças que está a decorrer, desde ontem, em Carvalhais, S. Pedro do Sul. Os suspeitos, com idades entre 22 e os 30 anos de idade, estavam na posse de 58,4 gramas de haxixe e 1,1 gramas de canábis. A droga estava escondida no vestuário, dentro das viaturas e nos autocarros em que se deslocavam os participantes do festival.

Durante a operação de fiscalização que envolveu 33 militares, foram também detidos dois indivíduos com idades entre os 22 e 26 anos de idade por posse de armas brancas. A GNR promete apertar a fiscalização nas principais vias de acesso ao festival internacional de dança e música popular. A posse e tráfico de estupefacientes, armas e condução sob efeito de álcool vão merecer atenção reforçada por parte dos militares.

À semelhança do que tem sucedido em anos anteriores, a GNR voltou a colocar um posto móvel junto à entrada principal do evento, com o objectivo de garantir a segurança aos cerca de 20 mil participantes esperados até ao próximo domingo. As detenções por posse e tráfico de droga têm sido habituais na zona durante a realização do festival, mas têm vindo a diminuir ao longo dos últimos três anos, de acordo com os dados avançados pelo gabinete de relações públicas da GNR. Em 2009, foram detidas 24 pessoas, enquanto que no ano passado o número baixou para metade.

Fonte: Jornal de Notícias

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Empreendedorismo Social

A idéia “do empreendimento social” é bola da vez. É uma frase que serve bem a nossa época. Combina a paixão de uma missão social com uma imagem de empresa voltada para a modernidade, para inovação e da determinação associada geralmente com, por exemplo, actividades voltadas para a sociedade.
O tempo é, certamente, colaborador por excelência para aproximação dos empreendedores aos problemas sociais. Muitos esforços governamentais e privados têm sido desenvolvidos para superação dos problemas sociais.
Muitas instituições sociais são vistas frequentemente como ineficientes e ineficazes. Os empreendedores sociais são necessários para desenvolver novos modelos para a área social
O discurso do empreendimento social pode ser algo novo, mas o fenómeno não é. Sempre tivemos empreendedores sociais, mesmo se nós não os chamava-mos assim. Construíram originalmente muitas instituições que dignificam os seus criadores.
Entretanto, além de inovador, não visam lucros, o empreendimento social pode incluir riscos como qualquer outro negócio. Os empreendedores sociais procuram sempre os métodos os mais eficazes de servir a suas missões sociais.
O conceito de “empreendimento social” vem ganhando popularidade, significando que a responsabilidade social dos empreendedores vem crescendo cada vez mais. Isto pode ser uma viragem histórica na percepção da questão social no Brasil e em Portugal.
Muitos associam o empreendimento social exclusivamente com as organizações que não visam lucros. Outros a usam para descrever qualquer organização que não vise o lucro.
O que é realmente um empreendimento social? Que faz um indivíduo para ser um empreendedor social? Para responder a estas perguntas, devemos começar a olhar as raízes do termo “empreendedor”.
No senso comum, empreendedor é associado com alguém que começa a criar um negócio, mas esta é uma definição muito limitada de um termo que tenha um histórico tão rico e muito significativo na história do crescimento e desenvolvimento económico.
O termo “empreendedor” surgiu na economia francesa nos séculos 17 e 18. Em francês, significa alguém que “empreende,” não um “gerente” no sentido de um director, mas um indivíduo que empreende um projecto ou uma actividade significativa.
Mais especificamente, veio a ser usado para identificar pessoas que estimularam o progresso económico encontrando novas e melhores maneiras de fazer coisas.
Por volta do século 19, Jean Say, economista francês, definiu empreendedor como uma pessoa que “desloca os recursos económicos de uma área de mais baixo rendimento para uma área de produtividade mais elevada e de rendimento maior”. Os empreendedores criam o valor.

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Números comprovam que diploma não é sinónimo de emprego

São cada vez mais no mercado de trabalho, mas o seu bilhete de entrada para o “maravilhoso” mundo dos que conseguem emprego tem sido pago, sobretudo, à custa da precariedade. Na última década, o número de diplomados com vínculos precários – contratos a termo, recibos verdes ou outras formas atípicas de contrato, sem contar com os estágios não remunerados e os bolseiros – mais do que duplicou.

Eram 83 mil no final do terceiro trimestre de 2000 e no final de Setembro do ano passado chegavam já aos 190 mil. E é a muitos destes – e a muitos dos que engrossam os números do desemprego – que a canção dos Deolinda Parva que sou assentou que nem uma luva. Nas redes sociais, nas escolas, nas universidades, os mais jovens reviram-se naquele público que, quando há duas semanas nos coliseus do Porto e de Lisboa ouviu “Já é uma sorte eu poder estagiar”, aplaudiu de pé a voz de Ana Bacalhau.

A precarização do trabalho não é um problema exclusivo dos que têm formação superior. É um problema dos jovens e dos que entraram no mundo do trabalho nos últimos anos. Mas os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) não deixam margem para dúvidas: é entre os que saem das universidades e dos institutos politécnicos que os contratos a termo ou os recibos verdes mais têm crescido – 129 por cento – em comparação com o crescimento de 5,8 por cento verificado entre os que não foram além do ensino básico ou secundário.

A canção dos Deolinda é “um grito de revolta”, nas palavras do reitor da Universidade de Lisboa, António Nóvoa. “É um grito contra duas ideologias muito marcantes nos últimos anos em Portugal: a ideologia do capital humano, que trouxe aquilo a que designamos a armadilha do diploma, como se o facto de ter um fosse, por si só, um factor de sucesso e emprego – e hoje as pessoas percebem que não é, e passam de um diploma para outro diploma. Mas também contra a ideologia da precarização – deste manter as pessoas numa zona cinzenta, do recibo verde, do estágio, da bolsa, sem que lhes seja dada uma oportunidade de carreira.”

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