Dianova lança Revista EXIT #28

A 28ª edição da Revista EXIT Jan-Dez 2012,dedicada ao tema “Investimento Social & Impacto de Investimento“, já está disponível para leitura online.

Treze especialistas internacionais e nacionais colaboram com esta edição, mantendo-se as entrevistas e artigos internacionais na versão original (inglês). A saber:

Jonathan Jenkins, Chief Executive, The Social Investment Business (United Kingdom); Craig Bida, Vice President, Cone Communications (USA); Yannis Freris, Director of Corporate Communication and Sustainable Development,Gefyra (Greece); Neil Reeder, Co-ordinator Social Impact Bonds, Young Foundation (United Kingdom); Kevin Donellan, Executive Vice President and Chief Communications Officer, AARP (USA); Gabi Blumberg, Social Investment Manager, Investing for Good (United Kingdom).
Pedro Domingos, Managing Director & Co-founder, PPL Crowdfunding Portugal (Portugal); Ana Ai Quintas, CEO and Founder, Vitamimos (Portugal); Rosa Neto, Directora Geral Cercica (Portugal); Nuno Delicado, Founding Partner, Pluris Value, and Teacher, INSEAD Social Entrepreneurship Programme (Singapore); João Cotter Salvado, Director Financeiro e Investigação, IES, e Assistente Convidado FEUNL (Portugal); Isabel Lopo de Carvalho, Coordenadora Investigação, IES, e Assistente Convidada, Nova School of Business UNL (Portugal); Regina Leite, Professor Auxliar, Grupo OB-HRM, Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho (Portugal).
A revista pode ser consultada via ISSUU e Slideshare.

SIB quer conhecer melhor organizações da sociedade civil

O Social Investment Business (SIB) lançou um inquérito para conhecer as necessidades financeiras futuras das organizações da sociedade civil. O inquérito vai estar online pelo menos durante um ano. Os dados recolhidos servirão de apoio à criação de um plano de desenvolvimento de novos fundos, avança o portal Third Sector.

O objectivo do estudo é “assegurar” que o SIB está a “desenvolver os produtos certos para ajudar [as instituições] a atingir os seus objectivos” – pode-se ler na introdução ao inquérito online deste operador na área de gestão de fundos. E a quem se destina? A empresas sociais, instituições de solidariedade social, associações e cooperativas, mas também a empresas privadas com objectivos sociais que nunca tiveram acesso a investimento social.

“Da experiência de gerir mais de mil vínculos com investidores ao longo dos últimos dez anos, tivemos [noção] das suas necessidades de financiamento, mas para ter a certeza que os nossos fundos têm o máximo de impacto, precisamos de ouvir [a opinião] de mais organizações do sector sobre as suas necessidades de financiamento e que tipo de negócios lhes parecem apelativos”, avançou Jonathan Jenkins, director geral do grupo SIB, citado pelo portal Thirdsector.

O inquérito pergunta a líderes – sobretudo do terceiro sector – se há projectos específicos que desejassem desenvolver, caso tivessem mais acesso a financiamento, e que tipos de financiamento lhes interessam mais. No formulário há questões sobre a escala geográfica das organizações, os serviços e produtos que disponibilizam ou as facturações relativas aos anos 2011/2012 e 2010/2011.

De acordo com Jenkins, os inquéritos anteriores mostraram que cerca de 20% das associações tinham necessidades de financiamento superiores a 1 milhão de libras e que a maioria das organizações estava apostada em aumentar a escala de programas próprios já em curso.

O director geral do grupo SIB disse ainda que havia mais interesse por um financiamento do tipo “equity-like” – produtos que se assemelham a stocks e a acções, onde o nível de reembolso para o investidor depende do sucesso da instituição de solidariedade social.

O SIB é um organismo gestor de fundos especializado, que geriu até ao momento mais de 1300 investimentos em organizações da sociedade civil. A missão, de acordo com o site oficial do grupo, passa por “ter um efeito transformador no sector – dando poder ao sector quer a nível organizacional, quer a nível estratégico, de modo a que este seja mais sustentável e valorizado na oferta de serviço público” e  por “ser um líder no ramo do investimento social, baseado no sucesso demonstrável em auxiliar as organizações da sociedade civil de todas as dimensões a fazerem mais daquilo que elas fazem melhor”.

Bons Investimentos em Impacto Social: Oportunidade em uma classe de activos emergente

O relatório, Making Good in Social Impact Investment: Opportunities in an Emerging Asset Class, foi patrocinado pela TheCityUK e encomendado pela The Social Investment Business, com prefácio do Ministro Oliver Letwin.

O relatório sugere que o investimento em impacto social tem o potencial de evoluir de um mercado emergente para um mercado de investimento muito grande e maduro atraindo investidores mainstream. O relatório assegura que o Reino Unido está bem posicionado para ser um líder global no campo, assim como o investimento em impacto social se baseia no seu registo como o lar de um bem desenvolvido e sem fins lucrativos, sector de caridade e voluntariado e nas forças históricas em serviços financeiros desse país.

Os Autores Rupert Evenett e Karl H. Richter explicam a necessidade de um mercado de investimento de impacto social integrado com uma gama de produtos financeiros adequados para as diferentes fases de desenvolvimento das organizações do sector social. Eles concluiram que o investimento em impacto social tem todas as características de uma classe de activos distintos – melhor entendida como um mercado de capital intermediário com características da dívida e do capital próprio – o que, do ponto de vista de um investidor, pode oferecer um retorno financeiro sustentável, risco avaliável e um potencial de diversificação.

O relatório esclarece que o mercado de investimento em impacto social precisa ser construído em torno das necessidades de seus clientes – as organizações do sector social – em que suas vozes são ouvidas. Os autores solicitaram a opinião de peritos no seio das organizações que oferecem e buscam investimento social; as visões de baixo para cima dos líderes das organizações do sector social, e contribuições de figuras prestigiadas no investimento comercial e social.

Fonte: The City UK

Partilhar conhecimento sobre bom investimento social

Task force sobre Investimento Social: O seu contributo necessita de apenas 24 horas para fazer a diferença!

Euclid Network, juntamente com a FEBEA lançou oficialmente o nosso Taskforce sobre Investimento Social em Cracóvia, nos dias sete e oito de Septembro, durante a segunda conferência da Europe Active, em que banqueiros sociais e financiadores alternativos reunidos solicitaram o Mecanismo Europeu de Investimento Social (ESIF) para financiar os seus negócios sociais. Este Taskforce tem como objectivo coordenar os próximos passos no desenvolvimento dos princípios orientadores de um modelo de trabalho para ESIF.

Durante a nossa presença num evento paralelo à conferência, os princípios orientadores para a sua criação foram debatidos e concluídos num comunicado – que Karl Richter o nosso Coordenador de Projetos da Taskforce trouxe para comentários no final de semana! Este será submetido à Comissão Europeia no âmbito de consulta pública lançada pelo Comissário Barnier para explorar a forma como os fundos de investimento privados podem apoiar a Iniciativa Social das Empresas (prazo 14 de Septembro).

O comunicado está disponível aqui para os seus comentários e subscrição.

Acompanhe o resto da notícia no site da Euclid

Como nomear um Herói CNN?

A caminhada de um herói CNN para o reconhecimento global começa com uma indicação de alguém que foi tocado pelos seus esforços – alguém como você, que quer partilhar a sua história com o mundo.

A História tem mostrado que grandes coisas podem ser feitas por aqueles que foram selecionados como CNN Heroes:

  • Andrea Ivory quase dobrou a quantidade de mamografias gratuitas que oferecia a mulheres carentes no sul da Flórida;
  • Doc Hendley, de Boone, na Carolina do Norte, expandiu os seus sustentáveis ​​sistemas de água limpa em três continentes, bem como na devastação provocada pelo sismo do Haiti;
  • Dan Wallrath, de Houston, no Texas, e a sua organização, Operation Finally Home, dobrou o número de casas construídas para os veteranos feridos;
  • Anne Mahlum expandiu o seu programa de alojamento Filadélfia para desalojados em oito cidades diferentes pelo país.
  • Jordan Thomas de Chattanooga, no Tennessee, providenciou próteses para as crianças em três países.

Você conhece uma pessoa comum que esteja a mudar o mundo? É fácil nomeá-los como um herói da CNN. Aqui estão algumas sugestões que esperamos que ajudem na elaboração da sua nomeação.

Reflicta sobre o que faz do seu herói, alguém especial. Pergunte-se: O que faz o meu candidato de único? Que realização específica realmente notável, ele ou ela tem alcançado? Qual o impacto que o seu trabalho teve nos outros? Recomendamos que assista a alguns vídeos do CNN Heroes anterior, para se familiarizar com as realizações de indivíduos inspiradores que honramos como “pessoas comuns a mudar o mundo.”

Dê uma olhadela no nosso formulário de candidatura. Sugerimos que você revisione as informações solicitadas sobre si mesmo, o seu candidato e o seu trabalho antes de submeter o questionário.

Fale-nos sobre o seu herói! Leve o seu tempo e escreva com o coração. Lembre-se: O que você partilha – nas suas próprias palavras – é o factor mais importante na promoção de uma nomeação para uma análise mais aprofundada. Você pode digitar as respostas às perguntas de desenvolvimento diretamente no formulário, ou gravá-las primeiro num documento Word e “cortar e colar” em cada campo de resposta. Por favor, note que as informações fornecidas serão usadas de acordo com a nossa política de privacidade.

Clique em “Enviar”. Se a sua nomeação foi transmitida com sucesso, você verá um “obrigado” na mensagem da sua tela. Se nos forneceu o seu endereço de e-mail, vamos também enviar uma confirmação de que sua nomeação tenha sido recebida. E sim, nós lemos todas e cada uma.

E é isso! As nomeações para o CNN Heroes 2011 permanecerá aberta até 31 de agosto de 2011.

Para consultar as perguntas mais frequentes sobre este prémio, vá à página oficial da CNN

Um milhão de euros para recuperação social em bairros degradados

Um milhão de euros para ajudar a mudar os bairros mais problemáticos de Lisboa. O projecto é de Helena Roseta, vereadora com o pelouro da Habitação da autarquia lisboeta e cabeça-de-lista do movimento Cidadãos por Lisboa e pretende juntar a sociedade civil e as juntas de freguesia em projectos que possam simplificar a vida das pessoas que moram nos bairros mais complexos da capital. Único requisito: serem mais de duas entidades a apresentar o projecto. A vereadora identificou 61 bairros como estes espalhados pela capital, do Campo Grande a São Domingos de Benfica, passando pelos Prazeres, pelo Beato, pelo Lumiar ou por São João de Brito. São aqueles bairros onde se tenta passar ao lado, onde há rusgas, rixas entre vizinhos que acabam no hospital e tráfico de droga.

Porém, ali vivem também pessoas que têm os seus empregos no centro da cidade, gostam de paz, não conseguem conviver com a violência doméstica, não sabem como tirar os filhos da droga ou nunca aprenderam a ler. Muitos estão ali porque não têm alternativa, mas gostariam de viver numa envolvência diferente, com maior qualidade. E muitas vezes essa melhoria passa apenas por ter um autocarro que as deixe à porta de casa, porque também elas têm medo de percorrer as ruelas fora de horas.

Este inquérito, realizado o ano passado, dividiu estes bairros em quatro tipologias principais: a tipologia AUGI, os bairros históricos, os bairros municipais e os bairros de tipologia misto. Todos eles com uma característica comum: precisam urgentemente de uma intervenção que melhore o dia-a-dia dos seus moradores.

O projecto nasceu precisamente para tentar resolver grandes problemas com pequenas verbas, puxando à imaginação da sociedade civil e das juntas de freguesia. O objectivo era fomentar a cidadania activa, a capacidade de auto-organização e a procura colectiva de soluções, através da participação da população na melhoria das suas condições de vida. E contribuir para uma imagem positiva destes espaços, por forma a permitir e reforçar a sua integração harmoniosa na cidade, sem discriminações no acesso aos bens e serviços e por fim criar um clima favorável ao empreendedorismo e à iniciativa local.

Ler notícia completa no ionline.

Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas sem Abrigo

Quase todos os sem-abrigo em Portugal são homens e a maioria tem entre 30 e 49 anos e o sexto ano de escolaridade, de acordo com um questionário realizado no âmbito da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas Sem-Abrigo .

No final de 2009, altura em que foi levado a cabo um questionário a fim de ser criada uma base de dados dos sem-abrigo em Portugal, “foram identificadas 2.133 pessoas sem teto e sem casa, que dormem na rua, em carros, em casas abandonadas ou que pernoitam em Centros de Acolhimento Temporário”.

Segundo revelou à agência Lusa fonte oficial do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, trata-se de uma população maioritariamente masculina (84%), que tem entre 30 e 49 anos (60%) e com o sexto ano de escolaridade (54%).

A necessidade de definir uma Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas Sem-Abrigo decorre da tomada de consciência da existência de um problema e da insuficiência de conhecimento actualizado sobre o mesmo.

A Estratégia corresponde a um conjunto de orientações gerais e compromissos das diferentes entidades, cuja operacionalização deve ser implementada a nível local, no âmbito das redes Sociais locais (dos Conselhos Locais de acção Social), com base em planos específicos e adequados às necessidades locais identificadas.

Consultar a Estratégia Nacional no site da Segurança Social.