Igreja alerta para riscos de violência por causa da crise e da desigualdade social

D. Carlos Azevedo, presidente da Comissão Episcopal católica da pastoral social, alertou ontem para a possibilidade de o agravamento da crise poder gerar violência e revolta por parte dos mais sacrificados. “Perante a perda do emprego, a ausência de ter que comer, pode haver situações de violência, de revolta”, afirmou o bispo auxiliar de Lisboa, no final da reunião do Conselho da Pastoral Social, que reúne as instituições católicas nesta área.

Num discurso duro sobre a situação do país, o bispo considerou necessária “uma contestação política organizada que questione estruturas financeiras, comerciais, culturais, políticas”, de modo a permitir “um pacto social mais sustentado e justo”.

Em conferência de imprensa após a reunião, Carlos Azevedo fez um apelo a que a actual situação seja ultrapassada com o empenhamento de todos: “A crise é tão grave que não poderemos superá-la uns contra os outros: empresários contra sindicatos, sindicatos contra patrões, Governo contra oposição, oposição contra Governo.” Posições “rígidas” e “enfrentamento de grupos de interesses” só provocarão mais vítimas, avisou.

Para socorrer as vítimas da crise, saiu da reunião a ideia de unificar os diversos fundos de solidariedade das dioceses. A Cáritas Portuguesa, que irá coordenar o fundo, avançará, para já, com 30 mil euros, recolhidos na operação Dez milhões de estrelas, no Natal do ano passado. A ideia é “congregar esforços” de modo a “rentabilizar os bens disponíveis”, explicou o seu presidente, Eugénio Fonseca. Dentro de “poucos dias” haverá um encontro entre diferentes responsáveis para decidir de que forma funcionará este novo fundo nacional. Público

+Ler notícia: http://www.publico.pt/Sociedade/igreja-alerta-para-riscos-de-violencia-por-causa-da-crise-e-da-desigualdade-social_1448402

Anúncios

PSP: Crimes violentos e graves diminuíram 7,9% já este ano

A criminalidade grave e violenta diminuiu 7,9% nos cinco primeiros meses do ano, revelou o diretor nacional da PSP, garantindo que nem sempre o número de crimes aumenta no verão.

Em entrevista à agência Lusa, por ocasião do 143.º aniversário da PSP, que se assinala na sexta feira, o superintendente chefe Oliveira Pereira avançou que a criminalidade geral desceu sete por cento nos primeiros cinco meses deste ano relativamente ao mesmo período de 2009, tendo também a grave e violenta diminuído 7,9%.

O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) disse também que nos cinco primeiros meses do ano as detenções efetuadas pela PSP aumentaram 3,5% face a igual período de 2009. Diário Digital

+Ler notícia: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=457913

Portugal é o 9º país mais pacífico da Europa

Portugal é o nono país mais pacífico da Europa e o 13º em todo o mundo. A conclusão é do Índice de Paz Global, que aponta o Iraque como o país mais violento do mundo. Este estudo foi elaborado pelo centro de estudos Instituto para a Economia e Paz, a partir de dados compilados pela Economist Intelligence Unit, utilizando 23 indicadores, como o nível de gastos militares ou relações com os países vizinhos, mas também a taxa de homicídios ou crimes violentos, como refere a jornalista Lurdes Dias. RTP

+Ler notícia: http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=8&t=Portugal-e-o-nono-pais-mais-pacifico-da-Europa.rtp&article=351034

+Ver site Institute for Economics and Peace: http://www.economicsandpeace.org/

+Ver Global Peace Index: http://www.visionofhumanity.org/

Lisboa teme os seus bairros

“Lisboa é a cidade do País com mais crimes graves e violentos” – 44 roubos a bombas de gasolina, 35 por cento dos assaltos no País a carrinhas de tabaco, no distrito com mais participações de crime em 2009: 108 735. A frase repete-se a cada ano, nas apresentações de relatórios de segurança interna, e marca a vida de quem lá vive. É a capital onde o medo invade os comerciantes que somam roubos e lutam para manter seguros; onde os corações aceleram quando se abre a porta do autocarro ou do comboio; onde automobilistas e taxistas se trancam à noite. É a capital formada e cercada por bairros, dominados pelo tráfico, de onde saem os grupos de assaltantes armados e onde muito poucos ousam entrar.

O cheiro nos corredores não afecta quem lá vive. Com orgulho. “Isto não é mau. Tem algum mal fumar ganzas? Até as cotas da mercearia o fazem”, diz ‘Mamad’. Provocador, faz soltar gargalhadas entre os amigos. “Não temos oportunidades. Queremos um lugar para nos divertirmos e não conseguimos nada”, continua, assumindo-se vítima do estigma de viver num bairro problemático. “É o trauma que leva ao crime, ao ódio, à desigualdade”, numa cidade de excessos. E sobra para a polícia. O alvo predilecto da fúria e do flagelo social. Somam-se agressões, injúrias à porta dos tribunais, na rua, transportes e até à porta das esquadras. “É uma vergonha. Já todos levámos com garrafas, pedras. Já perdemos colegas e quando saímos de casa não sabemos se voltamos a entrar”, lamenta um polícia, sem esconder algum embaraço. Todos os dias são agredidos entre quatro a cinco agentes da PSP. “Temos medo. Não há nenhum polícia que não tenha. Mas sobretudo da Justiça, que faz pouco por nós.” Correio da Manhã

+Ler notícia na integra http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/capital-teme-os-seus-bairros