Protesto de alunos cala Sócrates e Gago

“Não há cerimónias porque nos últimos 15 anos as propinas aumentaram 400 por cento”, alegou um grupo de estudantes universitários, ontem, na recepção ao primeiro-ministro no Instituto Superior de Engenharia do Porto.

A cerimónia, que contava também com a presença do ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, foi mesmo interrompida quando os cerca de vinte alunos, da Academia do Porto, subiram ao palco com um cartaz de protesto contra o valor das propinas e o financiamento do Ensino Superior.

Sócrates e Gago ficaram sem palavras perante a inesperada manifestação que passou pela leitura de um comunicado e por algumas vaias. “Não há cerimónias enquanto a maioria dos 70 mil bolseiros receber de bolsa mínima apenas 100 euros por mês”, foi um dos doze pontos reclamados perante os governantes. Os alunos que protagonizaram o protesto acabaram por ser retirados do palco, mas um cartaz ficou à vista na sala. “Gago, quanto pagaste de propinas?”, lia–se. “Estamos aqui também em nome de alunos que deixam o Ensino Superior porque não podem pagar as propinas”, disse ao CM Nuno Moniz, aluno que liderou a acção.

José Sócrates sorriu, ignorou o protesto e fez o discurso oficial. Foi Mariano Gago a reagir aos contestatários. “Os apoios estão reservados para os que são verdadeiramente carenciados. Somos um País democrático, cada um pode exprimir a sua opinião”, disse.  CM Online

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Sócrates enaltece papel do Ensino Politécnico

José Sócrates salientou,ontem, terça-feira, no Porto, a importância do ensino superior técnico no desenvolvimento económico do país. O primeiro-ministro, que participava na  cerimónia de abertura do ano lectivo dos institutos superiores politécnicos, mostrou-se contra o preconceito existente em alguns sectores, que vêem aquele ramo do ensino como “de segunda”.

O chefe do Governo considerou que o país precisa do sistema binário de Ensino Superior (universitário e politécnico) para proceder à melhoria das qualificações da população activa.

Tal como o havia feito ontem, segunda-feira, na Madeira, na  cerimónia de arranque do ano lectivo no Ensino Superior, José Sócrates mostrou-se satisfeito com o facto de 36% dos jovens com 20 anos de idade estarem a frequentar o Ensino Superior.

“Atingimos a média da OCDE. Isto significa que nunca antes tivemos tantos jovens a frequentar o Ensino Superior. E isto deve-se quer à melhoria da oferta, quer ao aumento da procura”, realçou.

De igual forma, mostrou-se satisfeito com o facto de o Ensino Superior estar a ser frequentado por mais 20 mil estudantes do que no ano lectivo anterior. “Este é o nosso melhor indicador. Os portugueses perceberam que o Ensino Superior é um factor fundamental não só para o sucesso da economia, como também para a realização pessoal e das famílias”, frisou.

Tal como na Madeira, Sócrates voltou a mencionar a necessidade de atrair novos públicos para as instituições de Ensino Superior. “O Ensino Politécnico é o ramo que tem o papel mais importante para a captação de mais pessoas devido ao seu enraizamento regional – através da ligação com as autarquias e os tecidos empresariais – e porque é o ramo que mais tem atraído jovens graças aos cursos de especialização tecnológica”, sublinhou.

Durante a sessão, o primeiro-ministro defendeu a realização, anual, de cerimónias de abertura do ano lectivo, que, no seu entender, servirão para enaltecer o valor do Ensino Superior para o progresso do país.

Por seu turno, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) demonstrou a sua satisfação com o facto de os cursos de especialização tecnológica (CET) estarem a conquistar novos estudantes, na sua maioria jovens que haviam abandonado os estudos e iniciado uma actividade profissional.

Mariano Gago realçou a importância da criação de redes institucionais entre as autarquias e os institutos politécnicos. “Trata-se de um novo projecto de cooperação para a qualificação de activos”, referiu.

A vontade de melhorar a situação profissional, recuperar a auto-estima e a vontade de poder acompanhar os estudos dos filhos ditaram – segundo Mariano Gago – a aposta feita por muitos adultos no regresso à escola para obter melhores qualificações académicas. E aproveitou a ocasião para criticar as vozes – da Oposição – que subestimam, no seu entender, a política de desenvolvimento do Ensino Superior. Jornal Notícias Online:

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Sócrates pede agenda política que não ameace a economia

José Sócrates abre hoje o último acto da rentrée política em Matosinhos com um discurso centrado na indispensável estabilidade política e muitos recados sobre Orçamento do Estado (OE) e a revisão constitucional. Tentará tirar partido daquilo a que Vitalino Canas chama o “mau momento” do PSD, referindo-se às aparentes contradições do discurso “laranja” sobre aqueles dois temas e exortará os “partidos responsáveis” a seguir uma “agenda política que não ameace a recuperação económica”. “Esse é o dever das lideranças políticas nesta fase”, argumentará.

Passos Coelho responde amanhã, no encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, prometendo-se uma refutação firme às críticas esperadas de Sócrates. Um discurso que só será definitivamente pensado depois de ouvido hoje o do primeiro-ministro e que acentue as propostas do PSD em todas as matérias, nomeadamente no que ao processo de revisão constitucional diz respeito. E acusará mais uma vez os socialistas de estarem a falsear as questões, de serem eles quem estão a retirar regalias na área da saúde e da educação e se preparam para tirar ainda mais.

Os líderes dos dois maiores partidos fazem, assim, um regresso aos discursos dos comícios de Agosto, mas desta vez quem dá o mote é José Sócrates. “O tempo não está para aventuras nem para radicalismos, mas antes para uma governação séria, responsável e que dê confiança”, dirá hoje o secretário-geral do PS, adiantou em exclusivo ao PÚBLICO fonte da direcção socialista. “Escolhas difíceis exigem sentido de equilíbrio e justiça, responsabilidade e experiência”, afirmará, tentando atingir directamente o líder do PSD, que nunca ocupou cargos governativos.

Com a viabilização do Orçamento do Estado como pano de fundo, o primeiro-ministro repetirá a máxima de que “o país precisa de estabilidade e não de instabilidade” e apresentará o PS como referencial da estabilidade e progresso. E não só em relação à economia: José Sócrates irá ainda afirmar o PS como “a força do progresso” em muitos sectores: nos direitos e liberdades civis, no combate à pobreza, no Estado Social, na educação e na saúde, na ciência e tecnologia. Matérias em que fará o contraste com as propostas da direita, sobretudo a proposta de revisão constitucional do PSD, mas sem esquecer as do CDS-PP.

Sócrates obrigará, assim, Passos Coelho a responder em diferido, no domingo, com um discurso que nas hostes sociais-democratas se espera que seja uma continuação lógica do feito no Pontal, muito centrado nas questões sociais, mas já com propostas concretas para “fazer a consolidação da alternativa”.  Público

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Líderes europeus escolhem passar férias em casa

A mensagem para as grandes férias de Agosto é de contenção. Os líderes preferem destinos de proximidade para dar o exemplo.

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, cancelou as férias de Verão e foi à televisão apelar aos seus conterrâneos para fazerem férias dentro de portas. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, tenciona descontrair uns dias em Cap Nègre, na Riviera francesa – que continua a encabeçar as preferências das estrelas de cinema -, numa propriedade da família da mulher, Carla Bruni.

A chanceler alemã, Angela Merkel, optou por fazer férias na montanha, na região do Tirol, e por se dedicar às caminhadas na companhia do marido. No caso dos líderes britânicos a contenção é palavra de ordem. O primeiro-ministro, David Cameron, a braços com o maior défice da União Europeia, escolheu a Cornualha para a sua pausa de Verão, onde poderá encontrar Ed Miliband, potencial candidato à liderança dos Trabalhistas.

O presidente do governo espanhol, Rodríguez Zapatero, preteriu a residência real em Lanzarote, nas ilhas Canárias, onde passou as férias de Verão de 2009, pela moradia da família no Norte de Castela, onde ficará uma semana. Os restantes setes dias serão passados numa casa de campo, propriedade do Estado, a Sul de Madrid.

Os líderes europeus estão empenhados em fazer passar uma mensagem de moderação nestes meses de Verão escolhendo destinos de proximidade para dar o exemplo. “A política é feita de simbolismo e as férias não são excepção”, declara Frédéric Dabi, director do instituto francês de sondagens Ifop. Sarkozy aprendeu a lição há três anos quando foi alvo de duras críticas por ter passado as férias no iate de Vincent Bolloré, um dos empresários mais ricos de França.

Cavaco Silva no Algarve, José Sócrates em parte incerta

O apelo foi feito por Cavaco Silva, em Junho: “Aqueles que podem passar férias, devem fazê-lo cá dentro para ajudar Portugal”, chegando mesmo a dizer que se trata de uma “atitude patriótica”. Seguindo o seu próprio conselho, depois de umas mini-férias nos Açores o Presidente da República vai agora, como é habitual, passar uns dias em Agosto na sua casa na Praia da Coelha, em Albufeira. Já o primeiro-ministro José Sócrates prefere manter o secretismo e não considera “conveniente” divulgar o seu destino de férias, com o seu gabinete a dizer apenas que será na primeira quinzena de Agosto. Em 2005, com o país a arder, Sócrates foi fazer um safari no Quénia, sendo que desde então não voltou a cair no erro de optar por uma ausência de tão longa distância. No ano passado, o primeiro-ministro passou férias na ilha espanhola de Menorca. Como é habitual, o Algarve será o destino de eleição para a maioria dos políticos portugueses como o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, e os ministros Augusto Santos Silva, António Mendonça e Alberto Martins. Diário Económico

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Sócrates: o país “precisa de tudo, menos de uma crise política”

O primeiro-ministro José Sócrates disse ontem à noite haver políticos mais preocupados com a conquista do poder do que na resolução dos problemas do país. Portugal “precisa de tudo, menos de uma crise política”, considerou.

Esses políticos, acusou José Sócrates, orientam “a sua acção apenas com base no cálculo” e sem “pensarem em contribuir para resolver os problemas dos país”, só querem ver “qual é a melhor altura para provocarem uma crise”, para “substituírem o Governo”, para provocarem um problema ao país”.

José Sócrates, que falava em S. Pedro de Moel no âmbito da iniciativa “Geração activa, geração social” para um grupo de cerca de 200 militantes e simpatizantes socialistas, criticou assim, indirectamente, o líder do PP, Paulo Portas, que quinta-feira sugeriu a demissão do chefe do Governo para que fosse formado um Executivo de coligação entre PS, PSD e CDS-PP.

Portugal “precisa de tudo, menos de uma crise política”, acrescentou o secretário-geral do PS, que dedicou uma boa parte da sua intervenção com críticas à oposição sem nunca referir qualquer nome ou partido.

Portugal é “uma nação com oito séculos de história e é essa história que nos dá ânimo para avançar com confiança”, acrescentou o primeiro-ministro ao salientar que “gerir o país com base no medo é o primeiro passo para nada se resolver”.

Mas José Sócrates garantiu não ter medo do futuro. Reconhecendo as dificuldades que o país atravessa, que obriga a “medidas duras”, mas que “são necessárias e justas”, José Sócrates sustentou que também “não se deve esconder” o que de bom tem sido conquistado. Público

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Governação económica europeia deverá arrancar no próximo ano

Os líderes da União Europeia (UE) chegaram hoje a acordo, em Bruxelas, sobre a governação económica do bloco europeu, que deverá ser uma realidade já em 2011, segundo indicou o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. Entretanto, o primeiro ministro português, José Sócrates, mostrou-se satisfeito com o reforço da governação económica acordado pelos 27.

“Chegámos a acordo sobre algumas das mais importantes orientações” nesta matéria, disse José Manuel Durão Barroso, salientando que o sistema de governação bancária “deverá estar pronto” no próximo ano.

O líder do executivo comunitário comprometeu-se, na conferência de imprensa no final da cimeira, a apresentar linhas gerais de um programa até ao final do mês e propostas concretas em setembro.

Governação “pragmática e operacional”

A solução encontrada pelos 27 para a governação económica da UE é, no entender do presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, pragmática e operacional.

“Decidimos ser pragmáticos e operacionais”, disse Van Rompuy na conferência de imprensa final da cimeira, acrescentando que “não há necessidade e criar novas instituições”.

“É uma questão de trabalharmos melhor juntos”, sublinhou.

“A Europa avançou”, diz Sócrates. SIC Notíciais

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