Prémio Altran quer distinguir projectos tecnológicos para a inclusão social

Tem uma ideia inovadora para uma cidade? É um projecto de inclusão social que recorre à tecnologia e inovação? Será útil para a população em geral e aplicável a curto e médio prazo? Anuiu a cada uma das perguntas anteriores? Então, pode apresentar o que anda a magicar à Fundação Altran para a Inovação até dia 31 de Outubro. O prémio consiste em apoio tecnológico e científico durante seis meses para levar a cabo o seu projecto.

 

 

A primeira edição nacional do Prémio Altran versa sobre o tema “Tecnologia e Inovação ao serviço da Inclusão Social” e tem como objectivo o desenvolvimento e a aplicação de uma ideia de combate à exclusão, através de ferramentas que proporcionem oportunidades de acesso a bens e serviços a todo e qualquer cidadão.

Ao prémio poderão candidatar-se projectos nas áreas da comunicação, educação, mobilidade, saúde, higiene, formação e do emprego, alojamento e ambiente. Na área da educação, por exemplo, as ferramentas a desenvolver poderão centrar-se no combate ao insucesso escolar ou no acesso geral ao conhecimento. Por sua vez, na área da mobilidade, são valorizados projectos que garantam a autonomia de pessoas com limitações físicas e o acesso generalizado a infra-estruturas e transportes.

O concurso é destinado a pessoas de qualquer nacionalidade, ou a equipas provindas de escolas, universidades, empresas privadas, associações e centros de pesquisa públicos e privados portugueses ou cujo historial revele uma estreita colaboração com Portugal.

Entre os critérios de selecção, destacam-se a demonstração da viabilidade técnica e financeira do projecto, a prova da inovação e da utilidade do projecto para o público em geral, bem como da sua aplicação a curto e a médio prazo. Os candidatos devem ainda estabelecer um calendário provisório do projecto para os próximos três anos, e informar, no formulário de candidatura, qual o uso que pretendem fazer do apoio tecnológico dispensado pela Fundação Altran.

As candidaturas devem ser submetidas electronicamente até à meia-noite de 31 de Outubro, sendo que o seu envio não dispensa a apresentação oral dos projectos entre os meses de Novembro e Dezembro. No caso de dúvidas, durante a preparação do projecto e o processo de formalização da candidatura, os candidatos poderão recorrer ao apoio de um consultor da Altran, em regime de coaching. Uma das funções deste consultor é ajudar os candidatos a preparar a apresentação oral, servindo ainda de mediador entre o candidato e a fundação.

O júri é composto por especialistas independentes com competências no tema escolhido para a edição deste ano, provindos das áreas da investigação, política, ensino, indústria, sendo que nenhum colaborador da Altran poderá ser jurado.

A Fundação Altran para A Inovação, criada em 1996 pelo Altran Group, tem como objectivos centrais “apoiar e promover a inovação tecnológica para o benefício humano”. O apoio no desenvolvimento dos projectos inclui as áreas de especialidade da Altran, como o desenvolvimento tecnológico, o design, a propriedade intelectual, a gestão de projectos, a optimização de custos, a pesquisa de parceiros, o marketing e a comunicação.

Este é a primeira vez que o concurso é lançado a  nível nacional. Os vencedores de cada país a concurso terão oportunidade de participar na final internacional, a ser realizada em Paris.

Os países participantes são, além de Portugal, a Bélgica, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e o Reino Unido.

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Máquinas inteligentes «não são ficção científica»

Colóquio «Controlo 2010» tem início na próxima quarta-feira, em Coimbra.

Os mais recentes avanços nas áreas da Domótica, da Robótica e do Controlo Automático serão apresentadas na conferência «Controlo 2010», que vai decorrer, a partir de quarta-feira e até sexta, na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Carros e casas inteligentes, fábricas do futuro e cirurgias feitas por robôs serão alguns dos temas abordados.

Norberto Pires, chairman do colóquio e docente do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) da UC, explica que a Domótica “é um exemplo recente de aplicação de equipamentos, já usados em automação fabril, nas casas e aos quais se associou um interface com as pessoas”.

A Domótica tem como finalidade substituir a actividade humana pela da máquina em algumas tarefas, como o controlo remoto do aquecimento, dos electrodomésticos, alarme ou fechaduras das portas.

O investigador acredita que “o futuro passa por máquinas que, de alguma forma, colaboram com as pessoas. Já não são máquinas que uma pessoa usa para fazer determinada tarefa. Num futuro próximo, as máquinas serão semi-inteligentes, capazes de interagir com o ser humano”.

A inteligência artificial está também cada vez mais presente na indústria. Norberto Pires considera que as “fábricas estão a caminhar para uma situação em que alguns dos colaboradores serão pessoas, outros serão máquinas”.

O docente universitário prevê um cenário em que máquinas e pessoas falam a mesma linguagem. “Isto não é ficção científica nem futurologia, esta evolução está próxima”, adverte Norberto Pires. Ciência Hoje

+Ver Programa: http://www.controlo2010.org/uploads/files/detailed_program.pdf

+Ler notícia: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=44906&op=all

A inovação (literalmente) na ponta dos seus dedos

Em terra de cegos, quem tem olho é rei. O que se pode dizer do mundo das “start-ups” portuguesas – e nos outros países, claro – é que quem tem olho para a inovação consegue afirmar-se entre os pares. A Proside é uma empresa de tecnologia na área da informação que, como tantas outras, vai tentando empurrar a parede, o limite, e trazer coisas realmente novas para o mercado.

Os produtos? Um sistema de senhas “inovador” para acabar com as esperas intermináveis nos hospitais ou nos organismos públicos. Tira-se a senha carregando num botão, onde através de uma tecnologia de previsão do tempo de espera fica a saber que precisará apenas de mais 5 minutos. Ou então os ecrãs interactivos em montras, onde poderá pesquisar por uma casa para arrendar ou por entre as diversas escolhas no menu de um restaurante – quer seja às 4 da manhã ou da tarde.

A inovação, “palavra gasta”, segundo um dos sócios desta empresa, instala-se mesmo assim no dia-a-dia de quem com ela convive.

A história começa da forma clássica: segundo Paulo Alves, 35 anos, um dos sócios fundadores da empresa e actual CEO, a Proside nasceu da insatisfação de três pessoas, Paulo Alves, Patrick Sardinha e Vítor Simões. A vontade de fazer diferente e de criar algo de novo fá-los criar a empresa, nascida a expensas do jogo de cintura habitual para quem se resolve atirar para este tipo de aventuras sem um “background” financeiro significativo: balançando de forma eficaz pelos dias a empresa, os cargos da altura e a vida familiar e pessoal lá pelo meio. Jornal Negócios

+Ler notícia: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=440979

Tecnologia inovadora quer aumentar segurança nas ruas

Luminosidade aumenta na presença de pessoas e veículos e reduz consumo energético.

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a desenvolver uma tecnologia que pretende reduzir o consumo de energia em iluminação pública em 75 por cento. Um outro objectivo é aumentar a segurança nas ruas, a partir de um sistema de luminosidade regulada através do reconhecimento de imagem e de som. A iluminação diminui em ruas desertas e aumenta na presença de pessoas e veículos.

Com o nome de “Neurocity”, o projecto pretende também garantir uma maior segurança nas ruas. Este sistema de iluminação centra-se “em zonas consideradas de elevado risco, onde será necessário garantir um melhor reconhecimento das formas, nomeadamente reconhecimento facial”, explica Aníbal Traça de Almeida, coordenador da iniciativa, em comunicado.

O sistema funciona com uma luminária com tecnologia LED (Light Emitting Diode), acompanhada por um sensor de som e por uma webcam. Com este projecto, resultante de uma parceria entre a FCTUC, a empresa Arquiled e a Direcção de Tecnologia e Inovação da EDP, prevê-se “uma poupança de cerca de 100 milhões de euros por ano”, segundo avança a equipa de investigadores. A iniciativa está em fase de experimentação em Coimbra e no Porto e terá também presença em Évora. Ciência Hoje

+Ler notícia: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=44259&op=all

Queixas contra iPhone 4 levam Apple a tribunal

 

Os consumidores estão a processar tecnológica liderada por Jobs por publicidade enganosa e por fraude.

A euforia em torno do iPhone 4 – que vendeu 1,7 milhões de unidades em três dias – pode tornar-se um pesadelo para a Apple. A tecnológica de Steve Jobs está com, pelo menos, dois processos em tribunal, por publicidade enganosa e fraude, apresentados por diferentes grupos de utilizadores do novo iPhone.

Na origem da queixa está a perda de sinal do iPhone quando o aparelho é segurado no canto inferior esquerdo. O “defeito” foi logo identificado no dia em que o novo ‘smartphone’ chegou às lojas, mas a Apple aconselhou o uso de uma capa – vendida pela empresa – ou, em alternativa, a empresa aconselha os consumidores agarrar o equipamento do lado direito.

“A Apple vende o equipamento com defeito sem o anunciar, o que, partindo do princípio que a empresa já tinha conhecimento do problema, se traduz em omissão de informação e fraude”, avança uma das queixas, citada pela Bloomberg. Diário Económico

+Ler notícia: http://economico.sapo.pt/noticias/queixas-contra-iphone-4-levam-apple-a-tribunal_93538.html