OCDE: taxa de desemprego em Portugal recua para 10,8%

País manteve-se no quarto lugar do grupo com números de desemprego mais elevados em Julho, depois de Espanha, República Checa e Irlanda

A taxa de desemprego estimada pela OCDE para Portugal recuou em Julho para os 10,8%. Ainda assim, o país manteve-se no quarto lugar do ranking da organização no grupo dos países com os números do desemprego mais elevados.

O recuo verificado foi de 0,2 pontos percentuais face a Junho. Portugal surge depois de Espanha, que subiu para os 20,3%, da República Checa (15%) e Irlanda (13,6%).

Os valores mais baixos foram observados na Coreia do Sul, com uma taxa de desemprego de 3,7 por cento e na Áustria (3,8%), escreve a agência Lusa.

No conjunto dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, a taxa manteve-se em Julho nos 8,5%(o mesmo valor observado em Junho), com o número de desempregados a manter-se nos 45,5 milhões de pessoas.

As taxas de desemprego médias dos países da União Europeia e da Zona Euro mantiveram-se estáveis nos 9,6% e nos 10%, respectivamente, segundo as estimativas daquela organização.

No mês analisado, a taxa de desemprego caiu em 9 países para os quais a OCDE tem valores disponíveis, subiu em 8 e manteve-se inalterada noutros 5. Agência Financeira

+ler notícia: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/desemprego-ocde-taxa-de-desemprego-trabalho-emprego-agencia-financeira/1191465-1730.html

Burocracia e rigidez laboral tornam Portugal menos competitivo

Portugal caiu três posições, para o 46.º posto, no ranking da competitividade do Fórum Económico Mundial, mais conhecido como o Fórum de Davos.

 Mais inovador, mas pouco eficiente. O retrato de Portugal pintado pelo Índice Global de Competitividade (GCI) do Fórum Económico Mundial (FEM) é o de um país onde a inovação e a sofisticação dos negócios têm vindo a melhorar, mas onde critérios como a flexibilidade laboral e a qualidade das instituições públicas e privadas – como as dificuldades para constituir uma empresa – se têm deteriorado.

Neste quadro de constrangimentos, Portugal caiu três posições no ranking da competitividade do FEM, ou Fórum de Davos, como é mais conhecido, situando-se agora no 46.º posto.

O nível da competitividade nacional está entre o da Eslovénia e o da Lituânia e é o 18.º se olharmos para o conjunto dos 27 países da União Europeia.

Este ranking em que Portugal participa há quatro anos reflecte essencialmente as opiniões dos empresários e gestores de empresas dos países avaliados (139 na edição de 2010/2011) e por isso não se livra das críticas de quem o considere enviesado. Mas Esmeralda Dourado, a presidente executiva da SAG que também preside ao Fórum de Administradores de Empresas (FAE) – entidade parceira do FEM -, não tem dúvidas que deve ser um instrumento fundamental de análise para o Governo. Até pela “imagem que transmite do país”.

E Portugal fica bem ou mal na fotografia? Confessando ao PÚBLICO que “estava à espera que o resultado fosse pior”, Esmeralda Dourado destacou “pela positiva” a subida no índice de inovação, mas não deixou de estranhar que Portugal pontue melhor num item que seria “à partida mais complexo”, deixando-se ficar para trás em questões que, “apesar de serem mais estruturais, são também mais fáceis de nelas intervir e resolver”. Os “problemas sistémicos” na saúde e educação, a qualidade das instituições ou a burocracia do Estado e a rigidez do mercado laboral são problemas que afectam a capacidade do país de captar investimento e impedem as empresas de serem competitivas, salientou a gestora. E pegando no exemplo da legislação laboral, Esmeralda Dourado salientou que no critério relativo à eficiência do mercado de trabalho Portugal ficou na 117.ª posição (em 139), o que só “reforça a necessidade de reformar as leis laborais”.

Governo avalia

“O Governo está atento” a estes resultados, garantiu a presidente do FAE. Ao longo dos quatro anos de participação de Portugal no ranking houve um “trabalho de sensibilização” que vai começar a dar frutos. É que o executivo deverá “arrancar em breve” com um projecto de “estudo e diagnóstico destes resultados, para que sejam tomadas as medidas adequadas a um melhor posicionamento” no índice.

Para já, o ministro da Economia vai dizendo que a queda de Portugal no GCI é consequência da crise global. “Temos que analisar com detalhe para ver o que se passou, mas tanto quanto sei é um movimento que é alargado a outros países europeus”, disse ontem o governante, citado pela Lusa.

Mas se para o FAE a rigidez do mercado laboral é um dos principais calcanhares de Aquiles da economia portuguesa, os sindicatos têm naturalmente uma visão oposta.

Um relatório “totalmente desfasado da realidade e ao arrepio de relatórios mais exigentes” – é assim que o secretário-geral da UGT classifica o trabalho ontem apresentado pelo FEM, em Pequim.

João Proença prefere destacar os dados da OCDE, que indicam que a flexibilidade laboral melhorou em Portugal com o novo Código do Trabalho”. O sindicalista lembrou, em declarações à Lusa, que o FEM é uma organização de carácter empresarial, pelo que “a sua análise não é isenta”.

“A legislação laboral está sucessivamente a ser flexibilizada e a competitividade não melhora”, disse, por sua vez, Arménio Carlos, da CGTP, sustentando que é preciso acabar com um “modelo de crescimento baseado nos baixos salários e alterá-lo para um modelo de crescimento, onde o emprego estável e bem remunerado é valorizado”.

Esmeralda Dourado revelou que “é quase uma luta corpo a corpo” fazer com que os executivos portugueses respondam aos inquéritos, uma situação que espera ver alterada quando o Governo iniciar o seu projecto. “Se for dada ênfase a este trabalho, a vontade de intervir [na elaboração do índice] também aumentará”, disse. Pese a relutância, os empresários e gestores portugueses lá revelaram que os principais entraves à competitividade da economia portuguesa são a ineficiência e a burocracia das instituições públicas (20,6 por cento das respostas), a rigidez da legislação laboral (19,2 por cento), a instabilidade das políticas seguidas (13,5 por cento) e a carga fiscal (10,3 por cento).

O acesso ao crédito (9,9 por cento), a legislação tributária (9,5 por cento), a falta de qualificação profissional (7,7 por cento) e a corrupção (4,4 por cento) são outros dos principais motivos de descontentamento. Público

+Ler notícia: http://economia.publico.pt/Noticia/burocracia-e-rigidez-laboral-tornam-portugal-menos-competitivo_1455175

+Ver site WEF / FEM: http://www.weforum.org

+ Ver site WEF GCI: http://www.weforum.org/en/initiatives/gcp/Global%20Competitiveness%20Report/index.htm

+Ver Relatório Global Competitiveness Report 2010-2011: http://www3.weforum.org/docs/WEF_GlobalCompetitivenessReport_2010-11.pdf

Investimento de Portugal na educação é inferior ao de há 15 anos

Relatório da OCDE coloca Portugal em antepenúltimo lugar no que toca à percentagem da população que completou o ensino secundário e revela uma diminuição no investimento em educação.

Na véspera do novo ano escolar, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apresenta um retrato preocupante da educação em Portugal, com um relatório que indica que a percentagem de investimento em educação diminuiu em relação ao que se registava há 15 anos.

Do total da despesa pública portuguesa, 11,6% vai para a educação, um valor abaixo da média da OCDE (13%) e, curiosamente, mais baixo do que há 15 anos (11,7%).

No que toca à percentagem da população que completou, em 2008, o ensino secundário, Portugal está muito abaixo da média dos países da organização – por exemplo, na Coreia é 100%, enquanto em Portugal não chega aos 50%, isto na faixa etária dos 25 aos 34 anos.

Na última década, houve mudanças no acesso ao ensino superior e Portugal está no grupo dos países que teve um crescimento acima dos 5%. Mesmo assim, Portugal é um dos três países da OCDE que ultrapassam os 10% de matrículas no ensino privado (a par do Brasil e do México).

Quanto à despesa com os salários dos professores, o relatório aponta que Portugal é o país da OCDE que gasta mais dinheiro do orçamento das escolas: mais de 92% do dinheiro vai para vencimentos; apenas cerca de 8% para outras despesas.

O documento indica ainda que ter um curso superior em tempo de crise pode não ajudar a encontrar emprego em Portugal. O “canudo” pode, de resto, tornar-se uma desvantagem em 10% dos casos. Rádio Renascença

+Ler notícia: http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=119111

+Ler Relatório OECD: http://www.oecd.org/dataoecd/1/28/43654482.pdf

Relatório Transparência Internacional 2010 OECD

Portugal com 600 mil desempregados

A taxa de desemprego voltou a subir em Maio em Portugal, contrariando a tendência de redução patente entre os países membros da Organização para a Cooperação e do Desenvolvimento Económico (OCDE).

Segundo o relatório divulgado ontem, Portugal tinha, em Maio, uma taxa de desemprego de 10,9%, uma décima de ponto percentual acima do apurado para Abril. No conjunto dos países que integram a OCDE, aconteceu o contrário – uma quebra de 0,1% face aos 8,7% que tinha sido registados em Abril.

A organização estima que existiam, em Maio passado, 600 mil pessoas sem trabalho em Portugal, o que compara com os 560 mil desempregados reconhecido no início do ano.

No ranking da OCDE, os números de Portugal só são superados pela Irlanda (13,3%), pela Eslováquia (14,8%) e pela Espanha. O país vizinho viu a taxa crescer para 19,9%, o que equivale a 4,547 milhões de desempregados. Este valor absoluto é apenas superado, dentro da organização, pelos Estados Unidos, com quase 15 milhões de desempregados.

No conjunto da OCDE há 45 milhões de desempregados, segundo os dados que ontem foram revelados em Paris. Público

+Ler notícia: http://jornal.publico.pt/noticia/13-07-2010/portugal-com-600-mil-desempregados-19814215.htm

Portugal perdeu 170 mil empregos

Criação de postos de trabalho tem que crescer 4% até ao final de 2011 para regressar a níveis do último trimestre de 2007.

Portugal precisa de 170 mil novos empregos para anular os efeitos da crise no mercado de trabalho. Segundo o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) ontem divulgado, o emprego terá que crescer 4% em Portugal até ao final de 2011 para regressar a níveis do último trimestre de 2007. Para atingir o mesmo objectivo na União Europeia, o emprego terá que acelerar 2,7% e 3,1% na Zona Euro. No conjunto dos países da OCDE será necessário criar nada menos de 17,8 milhões de postos de trabalho, 4,6 milhões dos quais na UE.

Dos 31 países da OCDE, é a Irlanda que necessita fazer o maior esforço de criação de emprego (19,8%), seguida de Espanha (10,7%) e Grécia (7,1%). A Islândia surge em quarto lugar, tendo que subir o emprego em 7%, seguida dos EUA (5,5%), Dinamarca (4,7%), Suécia (4,2%) e só depois Portugal.

Os autores do relatório “Perspectivas de Emprego 2010” constatam que a recessão foi apenas um dos factores para a degradação do mercado de trabalho nos países da OCDE. Diário Notícias

+Ler notícia: http://dn.sapo.pt/bolsa/emprego/interior.aspx?content_id=1613018