Empreendedorismo social em Vila Real

O Instituto de Empreendedorismo Social (IES), em parceria com o Governo Civil de Vila Real, a Fundação EDP e as Câmaras Municipais de Alijó, Boticas, Mondim de Basto, Montalegre, Murça, Ribeira de Pena e Sabrosa, apresentou no final de Desembro os resultados de uma pesquisa de iniciativas de Empreendedorismo Social.

Depois de Cascais, o IES rumou a Vila Real à procura de iniciativas que promovessem maior bem-estar social. Recorrendo à aplicação da metodologia ES+ (ver caixa), e contando com a colaboração de docentes da Universidade Católica, do ISCTE, da Universidade de Lancaster e do INSEAD, partiram para a “identificação de projectos inovadores na resolução de problemas sociais e ambientais, com elevado potencial de transformação social e escalabilidade.”

Esta iniciativa enquadra-se na missão do IES, que consiste em trabalhar com organizações e indivíduos excepcionais e determinados para identificar, apoiar, promover e relacionar iniciativas inspirando e potenciando um mundo melhor. Trata-se de um projecto inovador e ambicioso, focado numa missão social, que pretende a partir do conhecimento local ter um elevado impacto ao nível global.

Ao fim de vários meses de trabalho, o IES fez, no passado mês de Dezembro, a apresentação pública de resultados no Auditório das Geociências da UTAD em Vila Real. Entre a audiência contaram com a presença da Fundação EDP, da UTAD, das diferentes Autarquias e de organizações dos sectores público, privado e social. No final da sessão, o IES e a UTAD assinaram um protocolo de colaboração futura nas áreas da investigação e formação com o objectivo de dar continuidade ao trabalho realizado.

“Foi uma oportunidade de reconhecer boas ideias, boas iniciativas e óptimos resultados. Foi um momento de celebração.” comentou Miguel Alves Martins, Director Executivo do IES. Este evento marcou a consolidação de uma estratégia de apoio e desenvolvimento do Empreendedorismo Social em Portugal, que começou no município de Cascais em 2009, e que serve para detectar, apresentar, homenagear publicamente e apoiar 5 iniciativas de Empreendedorismo Social em Vila Real (5 ES+) e 3 iniciativas de Empreendedorismo de Desenvolvimento Local.

As 5 iniciativas de Empreendedorismo Social destacadas em Vila Real foram a Oficina Agrícola, a Equipa de Atletismo, Apoio Social, Bolsa de Voluntariado e Loja Eco (ver caixa). As 3 iniciativas de Empreendedorismo de Desenvolvimento Local apresentadas foram a Enoteca Douro, a MSS Douro Wine & Gourmet Products e o Pena Aventura Park.

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Cortes nos apoios e bolsas afectam mais de 1200 alunos universitários

Quase 750 estudantes cancelaram a sua inscrição nas universidades do Porto e de Coimbra desde o início do ano lectivo. Também na Universidade do Minho (UM) o número de abandonos ronda os 500. As associações académicas atribuem culpas às novas regras de atribuição de bolsas de estudo.

A maioria das desistências teve lugar na Universidade de Coimbra, onde 598 estudantes cancelaram a inscrição até sexta-feira passada. Este número é maior do que o registado durante todo o ano lectivo anterior, quando 515 alunos deixaram a instituição. Segundo a reitoria da mais antiga universidade portuguesa, não é expectável que as desistências aumentem muito nos próximos meses. Na Universidade do Porto, 145 alunos requereram o cancelamento da matrícula, mas este valor está ainda aquém do total de desistências do ano passado (217). As faculdades de Engenharia (69) e de Letras (21) são aquelas onde se regista um maior número de desistências.

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A Punição Corporal Doméstica de Crianças e Adolescentes

O presente estudo, originalmente uma Dissertação de Mestrado apresentada ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa. Dra. Maria Amélia Azevedo, investiga o problema da Punição Corporal Doméstica em Crianças e Adolescentes no Brasil, a partir de concepções de alguns autores “profissionais” de diversas áreas do conhecimento (Psicologia, Pedagogia, Medicina, Psicanálise, Jornalismo), que constrõem representações e práticas de educação familiar através da publicação de livros de orientação a pais e educadores.
Proponho-me a realizar uma análise de conteúdo sistemática sobre a literatura veiculada a pais e educadores no Brasil, no período de 1981 a 2000, afim de identificar o tipo de material informativo e formativo sobre as práticas de educação familiar com crianças e adolescentes, especificamente com o recorte sobre a questão da punição corporal doméstica, em suas diversas manifestações.
Busca também recuperar parte da História da Punição Corporal Doméstica de Crianças e Adolescentes no Brasil desde o século XVI, com a chegada dos colonizadores-educadores jesuítas e seus
métodos psico-pedagógicos. Como não trata-se de uma obra de historiografia, apenas alguns fragmentos da nossa história serão recuperados, conferindo portanto um caráter introdutório à História da Punição Corporal Doméstica de Crianças e Adolescentes no Brasil.
Baseados em fundamentações teóricas oriundas sobretudo das Ciências Psicológicas e Pedagógicas, oferecendo argumentos lógicos, morais, psicopedagógicos diferenciados, os autores dos livros pesquisados propõem práticas educacionais favoráveis ou desfavoráveis às punições corporais na educação familiar de crianças e adolescentes, no âmbito doméstico. Os argumentos e as proposições dos autores, suas enunciações discursivas, são minuciosamente analisados, visando aprofundar esse debate, contrapondo argumentos e reflexões teóricas afim de oferecer elementos e subsídios psicopedagógicos, seja para fomentar a discussão teórico-académica, seja para favorecer a formulação de políticas públicas na área da Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes no Brasil, seja para alertar sobre o tipo de conteúdo ainda veiculado em livros dirigidos a pais e educadores, que muitas vezes manifestam-se de maneira contrária aos Direitos da Criança e do Adolescente.

Ler o estudo completo em cesarkallas.net

Sarkozy e Merkel unidos pelo euro

O presidente francês Nicolas Sarkozy rejeitou hoje qualquer especulação sobre o futuro do euro, afirmando que nem ele nem a chanceler alemã Angela Merkel vão deixar o euro cair, quando a moeda única vive a sua maior crise.

«Quer a chanceler Merkel ou eu, nunca, nunca vamos virar as costas ao euro. Nunca vamos abandonar o euro, nunca vamos deixar cair o euro», disse Sarkozy, num discurso no encontro do Fórum Económico Mundial da estância suíça de Davos.

«O euro é um símbolo da Europa. O euro é a Europa e a Europa significa 60 anos de paz no nosso continente, por isso nunca vamos deixar o euro ser destruído», prometeu o presidente francês.

A crise de dívida soberana nos países periféricos da zona euro colocou sob tensão a moeda única, com diversos especuladores a apostar no fim da moeda única.

Diversos países da zona euro estão atolados em grandes níveis de dívida pública, o que tem levado diversos observadores a questionar se a zona euro se conseguirá manter unida.

«Para nós, não é simplesmente uma questão económica, tem a ver com a nossa identidade enquanto europeus. Para aqueles de entre vós que querem apostar contra o euro, tenham cuidado como investem. Nós estamos determinados a assegurar a força do euro», avisou Sarkozy, perante a assistência de Davos, que reúne a nata da banca mundial, entre líderes mundiais e altos executivos das maiores empresas do globo.

O presidente francês admitiu que existem dúvidas sobre o futuro da união de 17 países que constitui a zona euro – que aumentaram depois de a União Europeia e do Fundo Monetário Internacional terem prestado auxílio financeiro de emergência à Irlanda e à Grécia, mas prometeu prioridade política para a resolução dessas dúvidas.

O euro «é de importância tal que nós estaremos sempre prontos, sempre que seja necessário defendê-lo. As consequências do seu falhanço seriam tão catastróficas que a ideia nunca nos passaria pela cabeça», acrescentou Nicolas Sarkozy.

A questão da sobrevivência do euro e da crise de dívida soberana em diversos países da união tem estado em destaque no encontro de Davos, que começou na quarta-feira e decorre até sábado, com o tema ‘Normas Partilhadas para uma Nova Realidade’.

Davos recebe este ano cerca de 2.500 participantes, incluindo 27 chefes de Estado e de governo e 1.400 presidentes executivos e altos dirigentes de grandes empresas de todo o mundo.

Fonte: Lusa/Sol

MUITO PRAZER, SOU A EDUCAÇÃO AMBIENTAL, O SEU NOVO OBJECTO DE ESTUDO SOCIOLÓGICO

Esse estudo apresenta uma reflexão introdutória a respeito da relação entre educação ambiental e sociologia. Empreende inicialmente um levantamento preliminar sobre a consideração da educação ambiental como uma área de investigação científica da sociologia, especificamente da sociologia ambiental. Nesse sentido, apresenta evidências que permitem diagnosticar que a sociologia ambiental, tanto na vertente norte-americana como na brasileira, não tem assumido a educação ambiental como um objecto de estudo sociológico, desde sua fundação em meados da década de 70 até muito recentemente, em meados dos anos 90. Não pretendemos discutir aqui as causas da existência desse longo período de ausência da educação ambiental no espectro temático da sociologia ambiental, mas apresentar dois argumentos que justificam a importância da sociologia ambiental assumir essa tarefa. Assim, evidenciamos que não apenas é possível como também desejável que a educação ambiental seja definitivamente considerada um importante objecto de estudo científico da sociologia ambiental. Postulamos que somente assim será possível superar o caráter ingénuo que se cristalizou na educação ambiental, para que ela possa abrigar em sua meta não apenas a mudança ambiental, mas também a social.

Ler o estudo completo em anppas

A “Casa dos Vizinhos” nasce no Porto

Imagine-se uma cidade feita de ruas que são condomínios gigantes. De condomínios que servem de apoio a cidadãos sozinhos e de cidadãos sem apoio que encontram nestes espaços a âncora que lhes falta. Em traços gerais, foi este o sonho que ergueu a Casa dos Vizinhos, um projecto de cidadania participativa que abriu portas em Dezembro, na sede da Associação Filos, no Porto.

A ideia é simples: criar um movimento que privilegie a vizinhança em meio urbano, construindo, literalmente, uma casa de portas abertas a todos. A viagem do padre José Maia, responsável pelo projecto, à Colômbia mudou tudo. Foi lá para conhecer projectos de apoio a toxicodependentes e refugiados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e saiu de lá com uma certeza: “Todos os projectos podem ser concretizados. Há coisas que dizemos que são impossíveis e lá vi que tudo se pode fazer.”

Assim, há dois anos, no Dia Internacional de Luta Contra a Pobreza, arriscou o lançamento do Movimento Comunidades de Vizinhança, um projecto que constitui uma “mudança de paradigma” em relação a tudo o que se tem feito. É um projecto que tem nos voluntários um ponto de referência: foram eles que “traçaram um perfil das ruas” a intervencionar – Rua de Costa Cabral, Rua da Alegria, Rua de D. João IV e Rua do Bonfim -, que “sapatearam e radiografaram” os problemas que atormentam a cidade. E o “público-alvo” foi facilmente identificado: os idosos em situação de solidão.

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Carlos Caldas propõe o tratamento personalizado do cancro: “Cancro cairia 50% até 2030 se portugueses deixassem de fumar”

“Temos um grande navio e um iceberg gigante a deslocarem-se e o desastre está prestes a acontecer. A não ser que se faça qualquer coisa.” Esta é a metáfora encontrada por Carlos Caldas, professor de Oncologia da Universidade de Cambridge, para descrever a evolução do cancro. “É a primeira causa de morte no mundo ocidental”, afirma. Em comparação com outras doenças, como as cardiovasculares – em regressão -, o cancro está a avançar, “com custos elevadíssimos para os sistemas de saúde, já de si puxados até ao limite”.

Na sétima conferência da indústria farmacêutica, dedicada aos “Desafios da Inovação nos Sistemas de Saúde”, promovidas pela MSD e Diário Económico, Carlos Caldas advoga a mudança de paradigma, numa parceria entre as universidades e a indústria farmacêutica. Desde logo, o custo do desenvolvimento de drogas tem de baixar e o tempo de aprovação dos medicamentos devia ser mais reduzido. “A indústria investe mil milhões de dólares (cerca de 743 milhões de euros) para colocar um medicamento ao serviço da Medicina”, diz.

Para atacar este problema e responder às necessidades urgentes das pessoas e dos sistemas públicos, Carlos Caldas propõe a partilha de dados entre todos os envolvidos neste barco: cientistas universidades e indústria farmacêutica. Olhando para esta última, Carlos Caldas diz que é a indústria que acumula a maioria da informação que deve ser partilhada pela comunidade científica. Para tal, propõe a partilha de dados na Internet de forma a que seja viável construir um mapa de cancros que responda aos desafios do futuro. E até já tem uma plataforma comum: “Personalized Cancer Medicine 2.0”, aproveitando o princípio da plataforma Web 2.0. Continuar a ler