Sida: ONU avança com dois ensaios para testar gel vaginal com capacidades de reduzir infeção por HIV

Dois ensaios clínicos estão planeados para testar um gel vaginal que mostrou potencial em reduzir o risco de contaminação do vírus HIV, “o que seria um grande avanço na proteção das mulheres”, informaram hoje as Nações Unidas.

Segundo um estudo feito pelo Centro de Investigação da SIDA na África do Sul (CAPRISA), um parceiro do programa da ONU na área dos estudos e combate do HIV/sida (UNAIDS), o gel reduz em 39 por cento o risco de infeção durante as relações sexuais.

O website oficial da ONU afirma que o estudo foi conduzido com mulheres entre os 18 e os 40 anos de idade, que usaram o gel durante 12 horas antes de praticaram relações sexuais. Diário Notícias

+Ler notícia: http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1654954#fechar_aniv

Acesso a tratamento da sida é parte dos direitos humanos

Terminou ontem, em Viena, a 18.ªa Conferência Internacional sobre Sida, em que a esperança maior se centrou no anúncio de um gel que destrói o vírus. O acesso ao tratamento está longe do prometido para 2010 e a doença grassa nas prisões de todo o mundo.

Foi uma voz autorizada a falar na conferência de Imprensa de encerramento da conferência que reuniu mais de 20 mil pessoas em Viena, nos últimos seis dias, para avaliar a situação da sida no Mundo: Manfred Nowak é relator das Nações Unidas sobre tortura e direitos humanos e tem visitado prisões de todo o Mundo.

“Nem imaginam as condições dos detidos”, disse, aludindo à sobrelotação dos estabelecimentos prisionais e à falta de condições vivida por dez milhões de pessoas. Acontece que aí não há acesso a cuidados de saúde e é muito elevada a incidência de VIH, com origem na partilha de agulhas e em relações sexuais sem protecção.

Elevadas taxas de incidência

Segundo Manfred Nowak, a taxa de infecção por sida é de 40% entre os detidos na África do Sul, na Índia de 21% e na Ucrânia poderá chegar aos 30%. “Sabemos o que fazer”, comentou, para citar o exemplo de Espanha, um dos 11 países (Portugal incluído) em que há programa de troca de seringas e distribuição de preservativos. O mesmo relator da ONU acusou a generalidade dos países de “não tomarem medidas, por falta de vontade política e por atitudes moralistas”. E lembrou uma realidade: se há dez milhões de detidos nas cadeias, são 30 milhões os que anualmente entram e saem. Ou seja: “um risco para a sociedade”, na medida em que ajudam ao avanço da infecção, na ausência de prevenção e tratamento. Jornal Notícias

+Ler notícia: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1625585

Confiança de doadores fundamental no combate à SIDA

O financiamento da luta contra a SIDA domina as conversações da conferência internacional que decorre em Viena.

Os activistas apresentam uma solução para aumentar a ajuda internacional. Querem que Bill Gates, multimilionário do império Microsoft e mecenas, apoie a chamada taxa “Robin dos Bosques”, um imposto sobre as transacções bancárias que pode ajudar no pagamento de iniciativas globais.

Apesar dos pedidos, Gates disse aos cerca de 20 mil delegados para se concentrarem na eficiência do tratamento e prevenção para recolher mais apoios em tempos de crise.

Palavras que vão de encontro ao pensamento de Bill Clinton, que reforça a importância monetária. A fundação do antigo presidente dos Estados Unidos está na linha da frente na luta contra a SIDA e quer mais programas de prevenção.

Expressão dessa necessidade é uma descoberta científica que foi anunciada à margem da conferência – a criação de um gel que durante os testes reduziu em 39 por cento a infecções com o vírus da SIDA em mulheres. Euronews

+Ler notícia: http://pt.euronews.net/2010/07/20/confianca-de-doadores-fundamental-no-combate-a-sida/

+Ver site AIDS 2010 XVIII International Conference, 18-23 Julho, Viena: http://www.aids2010.org/

Mais 1,2 milhões de doentes com Sida em tratamento

Cerca de 5,2 milhões de seropositivos estavam a receber tratamento contra o VIH no final do ano passado, um aumento de 1,2 milhões de pessoas relativamente a 2008, segundo a Organização Mundial de Saúde.

“É o maior aumento de pessoas em tratamento num único ano”, congratulou-se Hiroki Nakatani, vice-director geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a Sida, durante a Conferência Internacional dedicada à doença que decorre em Viena, na Áustria.

Os dados deste organismo indicam que no final de 2008 se encontravam em tratamento com antiretrovirais cerca de quatro milhões de pessoas.

Os antiretrovirais são medicamentos que tornam a Sida uma patologia crónica, permitindo aos doentes sobreviver à infecção, mas não matando completamente o vírus.

As novas directivas da OMS, divulgadas hoje, segunda-feira, numa conferência em Viena, recomendam que o tratamento comece mais cedo, mesmo antes de surgirem os sintomas, e que sejam usadas moléculas menos tóxicas. Jornal Notícias

+Ler notícia: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1621765

Incidência do HIV recua nos jovens entre os 15 e os 24 anos nos países mais afectados

A epidemia da sida recuou nitidamente nos jovens entre os 15 e os 24 anos para perto de metade nos 25 países mais seriamente afectados do mundo, particularmente na África Subsariana, anunciou hoje a Onusida.

“A prevalência do HIV entre os jovens está a baixar em vários países chave”, avança o relatório anual do Programa das Nações Unidas sobre o HIV. O documento recorda que 80 por cento dos jovens contaminados – ou seja, 4 milhões de pessoas – vivem na região da África Subsariana, e refere que a diminuição na incidência do vírus se deve ao aumento do uso de preservativos.

Estes países “atingiram ou esperam atingir o objectivo internacional de redução de 25 por cento da prevalência do HIV entre os jovens, estipulado pela Conferência Internacional [das Nações Unidas] sobre a população e o desenvolvimento, em 1994”, continua o relatório.

Entre os que conseguiram atingir o objectivo estão o Botswana, Costa do Marfim, Etiópia, Quénia, Malawi, Namíbia e Zimbabwe. E entre os países que esperam conseguir fazê-lo até ao fim deste ano estão o Burundi, Lesoto, Ruanda, Suazilândia, Bahamas e Haiti. O relatório adianta que isto é “essencial para inverter a trajectória da epidemia da sida”.

Adianta ainda que, pela primeira vez, a redução da prevalência do vírus coincide com a alteração de um comportamento sexual. “Houve uma mudança entre os jovens em todo o mundo, em particular em certas zonas da África Subsariana”. Público

+Ler notícia: http://www.publico.pt/Sociedade/incidencia-do-hiv-recua-nos-paises-mais-afectados_1446542

+Ver Site UNAIDS: http://www.unaids.org/en/KnowledgeCentre/Resources/FeatureStories/archive/2010/20100713_Outlook_launch.asp

+Ver Relatório UNAIDS 2010: http://data.unaids.org/pub/Outlook/2010/20100713_outlook_report_web_en.pdf

+Ver Microsite OUTLOOK UNAIDS: http://www.unaids.org/outlook/

Medo de infectar o parceiro é receio mais frequente entre portadores de HIV

O medo de infectar o parceiro durante o sexo é o problema mais comum referido pelos doentes com HIV/sida, situação que pode ser ultrapassada com informação sobre a doença, disse hoje a presidente da Fundação Portuguesa a Comunidade Contra a Sida.

Segundo a psicóloga Filomena Frazão de Aguiar, o receio de infectar o parceiro ou parceira durante a relação sexual é uma das dificuldades apresentadas com mais frequência pelos portadores do vírus HIV.

“A sida é uma doença crónica, não tem cura. É ainda muito discriminatória. As pessoas devem proteger os outros e a elas próprias. Com acompanhamento médico e psicológico podem ter uma actividade sexual e uma vida familiar normal”, sublinhou, alertando para a necessidade de educação e informação dos doentes.

Organizado pela Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM), em colaboração com a fundação, o congresso tem por objectivo principal “desmistificar a sexualidade num contexto de doença junto dos futuros médicos do país”, segundo a presidente da ANEM, Inês Laíns.

Compreende quatro fóruns, subordinados aos temas “O doente HIV e a sexualidade saudável”, “Dependências: impacto e consequências na sexualidade”, “Viver a sexualidade na neoplasia” e “Limitações físicas: Desafios para uma sexualidade activa”. Jornal i

+Ler notícia: http://www.ionline.pt/conteudo/25725-medo-infectar-o-parceiro-e-receio-mais-frequente-portadores-hiv

Sida. Novos anticorpos provam que o corpo é capaz de lutar contra VIH

Investigadores dos EUA assinam descoberta na “Science”. Vacina ainda está longe

O passo é importante, mas continua longe de dar uma previsão sobre quando será possível ter uma vacina eficaz contra o vírus da sida. Cientistas norte- -americanos apresentaram ontem na revista “Science” a descoberta de dois novos anticorpos capazes de neutralizar 91% das estirpes do vírus da imunodeficiência humana (VIH).

John Mascola, autor de um dos artigos na edição da revista científica, explicou ao i que a descoberta do VRC01 e do VRC02, que se junta à descoberta do ano passado de dois outros anticorpos capazes de neutralizar 70% a 80% das estirpes de VIH, “mostram que o sistema imunitário humano consegue fabricar anticorpos potentes contra o vírus”.

Mascola, do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, adianta que a importância destes dois anticorpos é serem capazes de actuar nas células que contêm a molécula CD4, a principal via de entrada do vírus no organismo. “Mostram um potencial sem precedentes e neutralizam muito mais estirpes do que os anticorpos que anteriormente se conheciam para este tipo de receptor celular”, diz. Outra vantagem é que, como tanto os anticorpos como a sua interacção molecular foram estudados a um nível atómico, os cientistas já têm ferramentas para fabricar proteínas do VIH, capazes de produzir anticorpos semelhantes, e que finalmente possam dar origem a uma vacina.  Jornal i

+Ler notícia: http://www.ionline.pt/conteudo/68448-sida-novos-anticorpos-provam-que-o-corpo-e-capaz-lutar-contra-vih