Boston, uma cidade em modo “networking”?

Imagine que vive numa cidade com um terceiro sector omnipresente, altamente competitivo, onde cada organização se encontra sob a pressão constante de competir para aumentar a sua influência na comunidade, com financiamentos limitados e líderes hostis entre si.

Essa cidade pode ser Boston, a maior cidade do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. Ou melhor, esta cidade podia ser Boston, até a Barr Foundation – habituada a actuar nas áreas da educação e das artes – começar a propor, a partir de 2004, aos directores executivos de algumas destas organizações sem fins lucrativos um programa sabático de três meses com os seus próprios concorrentes, longe da sua área de acção. E “longe” pode significar o estado de Chiapas, no México, mas também Haiti, Brasil,  Zimbabué ou África do Sul.

O objectivo da Barr Fellows Network, através deste programa de transformação social, é reduzir o sentido de competição e desconfiança entre os líderes e respectivas organizações, de modo a potenciar a cooperação entre agentes de mudança da cidade e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida de Boston e da sua população.

Os executivos da Barr Foundation notaram, pela sua experiência e pelo estudo de outras iniciativas colectivas, que a maior barreira ao impacto social reside geralmente a nível individual. Apostaram, assim, num projecto para revigorar os líderes longe do seu habitat natural e alimentar relações individuais. Oito anos depois de lançado o Barr Fellowship, e apesar das reticências de vários participantes na fase inicial do período sabático, a ideia de que as redes de mudança social são animadas não pelas organizações, mas pelas pessoas, ganhou sustentação prática.

Em 2010 vinte e quarto líderes rumaram a Chiapas, México, zona montanhosa, rica em florestas tropicais e habitada por populações indígenas consideráveis. Desligaram-se das suas organizações por completo, dos seus telemóveis e dos seus papéis habituais. Inicialmente, as relações entre estes eram distantes ou nulas, noutros casos hostis. O plano de actividades incluiu encontros com activistas locais e líderes indígenas, que construíram escolas e clínicas para a população e governam 32 municípios sem apoio do governo mexicano. Os visitantes ocidentais foram inteirados de como é praticada a mudança social em situações de extrema pobreza e risco político, situação que faz rever as suas perspectivas de organizações sem fins lucrativos nos Estados Unidos.

Gibrán Riviera, mediador do Interaction Institute for Social Change, comenta o ambiente sentido nestas jornadas intensivas e disruptivas no hemisfério sul: “As relações mediadas por identidades organizacionais são frequentemente limitadas ao formal e ao transacionável. Esta jornada de aprendizagem [conduziu os líderes das organizações presentes] a uma ligação mais profunda e mais humana”. Os riscos desta operação eram elevados: relações que punham em causa crenças pessoais, questões ideológicas, de etnia e classe. Pat Brandes, consultor estratégico da fundação que engendrou esta rede, diz que esta experiência “contracultural” desbloqueou o desconforto. “O controlo foi substituído pela confiança. Os líderes estão a ultrapassar fronteiras (…). Esta é uma aprendizagem crítica para a nossa sociedade multirracial e multiétnica”.

Este “empurrão” dado pela Barr Foundation já teve alguns efeitos práticos, depois do programa ter abrangido, em oito anos, 48 participantes. As candidaturas a bolsas propostas pela administração Obama têm sido melhor coordenadas e preparadas, mais de duas dezenas atribuídas, porque as organizações conhecem-se melhor e cooperam mais. “O poder desta rede é o de fazer estabelecer relações profundas que fazem de Boston um melhor lugar”, afirma John Barros, director executivo da organizaçã0 Dudley Street Neighborhood Iniciative  e participante no programa sabático de 2007.

A monitorização e análise da evolução comportamental desta rede criada em 2004 têm sido realizadas regularmente por avaliadores externos e internos, por via da participação em inquéritos online e entrevistas. Nesta avaliação, os indivíduos que participaram nestes programas sabáticos reportaram que atiraram para trás das costas o ego, o conflito e a ideologia para gerar uma “coragem colectiva”. A nível geral, a influência junto do poder aumentou. A rede ultrapassa as preocupações iniciais das organizações. Um participante do programa da Barr Foundation de 2007, Meizuh Lui, conclui: “A solidariedade fez crescer a conectividade local, podemos perceber melhor as causas na origem da pobreza e da desigualdade”.

Texto escrito a partir de ““Networking A City” , artigo publicado na Standford Social Innovation Review

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Parceria no combate ao consumo de substâncias psicoactivas, estabelecida em Caldas da Rainha

A formalização de uma rede de parceiros de combate ao consumo de substâncias psicoactivas teve lugar no passado dia 28, no auditório da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, com a assinatura de um documento denominado “compromisso de colaboração”.

Estabeleceram parceria o Instituto da Droga e da Toxicodependência, através do CRI Oeste – Equipa de Tratamento das Caldas da Rainha, a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, a Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Caldas da Rainha, a Associação Viagem de Volta, a Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens das Caldas da Rainha, Centro Distrital de Leiria da Segurança Social, o Centro Hospitalar Oeste Norte, o Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Norte, o Centro da Juventude das Caldas da Rainha, a PSP, os Bombeiros, o Ponto de Ajuda da Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha, a Escola Básica 2,3 D. João II, a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, a Escola Secundária Raul Proença, a Escola Básica Integrada de Santo Onofre e o Colégio Rainha D. Leonor.

O Instituto da Droga e da Toxicodependência preconiza o Plano Operacional de Respostas Integradas (PORI), que é uma medida estruturante ao nível da intervenção integrada, no âmbito do consumo de substâncias psicoactivas, a qual privilegia a existência de diagnósticos rigorosos que fundamentem a intervenção no território. A sua operacionalização obedece à implementação de fases sequenciais e é efectivada com a criação de Programas de Respostas Integradas (PRI) em cada território.

Ler a notícia integral em jornaldascaldas.com

Ibero-America certifica extradição simplificada

Os países latinos, Argentina, Brasil, Espanha e Portugal reúnem-se hoje à volta da mesa para concertar e agilizar medidas de extradicção simplificada confinadas à sua área judicial. Este acordo ibero-americano realizado na Galiza, em Santiago de Compostela, será corroborado pela assinatura do ministro da Justiça Português, Alberto Martins, pelo seu homólogo espanhol, Francisco Caamaño, pelo vice-ministro da Justiça do Brasil, Rafael Favetti, e pela coordenadora geral do Ministério da Justiça, Segurança e Direitos Humanos da Argentina, Adriana Alfonso.

Agilidade processual, facilidade procedemental e coordenação de esforços são os pressupostos levados a cabo por este acordo quadripartido em matéria de extradição e criminalidade transfronteiriça. O gabinete do ministro Alberto Martins adianta que “este instrumento jurídico visa facilitar o procedimento de extradição entre os quatro Estados, introduzindo uma agilização de procedimentos, mas garantindo sempre a audição dos interessados bem como, num futuro próximo, procurar que os restantes países ibero-americanos que integram a COMJIB — Conferência de Ministros de Justiça dos Países Ibero-americanos – possam também aderir a este acordo”.

Por sua vez, Alberto Martins finaliza, “O crime transfronteiriço, dada a mobilidade do agente criminoso, faz com que seja necessário agir com essa velocidade, e este acordo permite agir com essa velocidade. É um instrumento de grande importância no combate ao crime transfronteiriço”. O próximo passo será a inclusão da Venezuela. Os países em questão têm agora o limite máximo de 30 dias, para entregar um indivíduo detido ao parceiro que pediu a sua extradição.

Mais informações em:

Dianova incluída como membro da EFTC

A Dianova alcançou mais um objectivo organizacional a nível do estabelecimento de parcerias e alianças estratégicas materializado na adesão da Dianova como full member à European Federation of Therapeutic Communities (EFTC), cuja aceitação oficial foi-nos transmitida no decorrer da Assembleia-Geral da EFTC realizada em Génova a 15 Outubro, no decurso da conferência da World Federation of Therapeutic Communities, 14-18 Outubro, Itália.

Esta decisão foi tomada após a visita do Prof. Rowdy Yates, Vice-Presidente da EFTC, à Dianova e especificamente à Comunidade Terapêutica Quinta das Lapas a 26 de Fevereiro último, cujo Sistema de Gestão da Qualidade implementado e certificado satisfez plenamente as condições exigidas pela EFTC, e que nos coloca adicionalmente na liderança a nível da Qualidade em programas residenciais de tratamento de longa duração. Continuamos a ser ainda das poucas Organizações Sociais com Comunidades Terapêuticas certificadas a nível mundial, dando-nos uma “vantagem competitiva” interna e externa que vai para além da mera orientação a standards de qualidade que outras Organizações já ou também privilegiam.

Neste contexto, a Comunidade Terapêutica Quinta das Lapas viu confirmada a manutenção da Certificação/Transição para a norma NP EN ISO 9001:2008 relativa ao seu Sistema de Gestão da Qualidade pela SGS-ICS.