[Apresentação | Livro] “Resgate das famílias e empresas do sobreendividamento crónico”, 2/5, Teatro do Bairro

Capa livro Resgate Sobreendividamento 2013

 

CONVITE | apresentação e lançamento oficial pelo Frei Fernando Ventura e pelo autor João Gil Pedreira do livro “Resgate das famílias e empresas do sobreendividamento crónico”, Teatro do Bairro | Lisboa, 2 de Maio de 2013 – 18:00 (Rua Luz Soriano, 63, Bairro Alto), e que conta com a colaboração da Dianova.
Sinopse:

Partindo do entendimento de que famílias, empresas e Estados defrontam um adversário comum que responde pelo nome de dívida, o autor propõe ao longo deste livro uma mudança de perspetiva e de abordagem à problemática do sobreendividamento.

A pergunta-chave dessa mudança poderá ser sintetizada da seguinte forma: porque estaremos nós a resgatar bancos e Estados, reestruturando a economia para servir os interesses da dívida, e não estaremos antes a resgatar a economia (leia-se famílias e empresas), reestruturando os Estados e os bancos para servir o bem comum?

Centrado nesta questão, João Gil Pedreira propõe um plano sistémico e integrado para resgatar as famílias e empresas do sobreendividamento crónico, que não constitui apenas uma forma de libertar e relançar a economia do mundo ocidental, mas igualmente o caminho para se começar a inverter ciclos viciosos de endividamento estatal, com vista à solvabilidade, à sustentabilidade e ao desenvolvimento de todas as entidades que constituem o nosso vasto ecossistema económico.

Recordando, no entanto, como mote a afirmação proferida por Winston Churchill em Novembro de 1942: «Agora, isso não é o fim. Nem é o princípio do fim. Mas é, talvez, o fim do princípio».

Editorial: O álcool mata cada vez mais

Se exceptuarmos os acidentes com transportes, as doenças relacionadas com o álcool são a principal causa das mortes antes dos 70 anos em Portugal. E, se pensarmos que o consumo de bebidas também está na origem de boa parte dos acidentes de trânsito, então torna-se óbvio que o problema é enorme e merece uma abordagem frontal por parte das autoridades. Afinal não é possível ficar indiferente a dados como os revelados pelo INE relativos a 2009: os portugueses perderam 23 323 anos de vida devido ao consumo de álcool e entre consumidores a redução de esperança de vida é de 10 a 12 anos em relação ao que seria caso não bebessem.

É velho o dilema do consumo do álcool e muitas sociedades ao longo dos séculos tiveram de lidar com ele. No mundo islâmico é em regra proibido, na Índia existem províncias inteiras onde está interdito comercializar bebidas alcoólicas e nos Estados Unidos, em pleno século XXI, subsistem condados onde ainda reina a velha “lei seca”. Cada país procura a sua solução para manter o consumo dentro de níveis aceitáveis e são famosos os pesados impostos nos países escandinavos sobre tudo o que contém álcool, desde a cerveja ao whisky, passando pelo vinho. E na Rússia, onde o vodka é rei, as autoridades estão mesmo dispostas a aplicar um conjunto de regras – desde restrições à publicidade passando à perseguição implacável dos produtores ilegais – destinado a reduzir para metade o consumo de álcool até 2020. Num país que vê a sua população diminuir todos os anos, o Kremlin não pode ficar impassível a assistir a 23 mil mortes anuais por envenenamento alcoólico, mais 75 mil devido a doenças relacionadas com as bebidas.

A nível global, a OMS também tem lançado o seu alerta. Num relatório já deste ano, calcula que 4% das mortes a nível mundial se devem à ingestão exagerada de álcool, ou seja, mais do que as mortes causadas pela sida ou pela tuberculose. Em números absolutos estamos a falar de 2,5 milhões de mortes. E, se olharmos para o grupo etário entre os 15 e os 19, então as 320 mil mortes anuais correspondem a 9% do total dessa idade.

Fonte: DN