Votos de um Inspirador 2011 Happy New Year by Abba

Revista EXIT n.25 Educação, Valores e Cidadania

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Ideia pioneira em reinserção social empregue em Leiria

Dez arrumadores vão trabalhar nos espaços verdes do município de Leiria no âmbito de um protocolo a celebrar brevemente entre a Câmara, Centro Distrital de Segurança Social, PSP e a Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, a iniciativa pretende “dar mais segurança e tranquilidade às pessoas que utilizam os parques de estacionamento” da sede do concelho que “se sentem incomodadas, muitas vezes, com o facto de, além de pagarem o “ticket” de estacionamento, terem também que dar uma moedinha com receio de que possa haver danos nas suas viaturas”.

“Queremos ter uma cidade livre, uma cidade onde o cidadão usufrua dos seus direitos, que não passam seguramente por este tipo de situações”, disse Raul Castro, adiantando que a autarquia tem recebido “muitas queixas” devido à presença dos arrumadores, cujo número total na cidade não está quantificado pelo município.

Para o autarca, a iniciativa é, também, uma “aposta na inserção” destes cidadãos: “É uma oportunidade que lhes estamos a dar e que deviam aproveitar”, referiu.

“Agora, dependerá da boa vontade deles”, anotou, adiantando que, numa abordagem já efectuada, houve reacções positivas, mas também o contrário ao projecto.

Neste último caso, segundo Raul Castro, o receio prende-se com o facto dos arrumadores entenderem que “o chamado pé-de-meia que arranjam com essas gratificações e que utilizam, nomeadamente, para a dependência das drogas poderá ficar em risco se tiverem de trabalhar”.

Os dez arrumadores, de ambos os sexos, já estão seleccionados. São pessoas sinalizadas pela Segurança Social, estando a receber o Rendimento Social de Inserção, explicou, por sua vez, a vereadora com o pelouro da Acção Social do município, Lurdes Machado.

Sete destes são utentes do Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência, diz Lurdes Machado, acrescentando que o grupo vai realizar trabalhos de jardinagem, durante um ano.

Fonte: jn.pt

Sociedade Rebelo de Sousa investe 52 mil euros em apoio jurídico a IPSS’s

A Sociedade Rebelo de Sousa Advogados (SRS) dedicou, ao longo deste ano, um conjunto de 350 horas a actividades de assistência jurídica em regime “pro bono”, o que, segundo a estimativa de responsáveis do escritório de Pedro Rebelo de Sousa, corresponde a mais de 52 mil euros. Os dados constam do Relatório de Responsabilidade Social de 2010 da SRS, esta semana tomado público. Ainda segundo o mesmo documento, o tempo de trabalho despendido neste âmbito registou um aumento de 34%, comparativamente a 2009.

O trabalho “pro bono” realizado em 2010 pela SRS, que envolveu advogados júnior, sénior e sócios – “de acordo com a complexidade da questão jurídica em causa” -, envolveu a prestação de serviços a um conjunto de 12 entidades, onde se inclui a União de Cidades de Capitais de Língua Portuguesa ou diversas instituições de solidariedade social, como a Amnistia Internacional, a Bolsa de Valores Sociais ou o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil.

De acordo com informação avançada pelo escritório de Pedro Rebelo de Sousa, “a actividade de responsabilidade social da SRS desenvolve-se dando resposta quer a pedidos ocasionais de acompanhamento de problemas jurídicos de pessoas menos favorecidas, quer assegurando um acompanhamento contínuo e permanente a diferentes entidades, através da celebração de protocolos, onde é disponibilizado um banco de horas de trabalho, em termos anuais e com renovações automáticas”.

Em 2010, e de acordo com o relatório já mencionado, foram dedicadas 350 horas de assessoria jurídica a estas causas, o que, em termos monetários, equivale a mais de 52 mil euros, tendo em conta que o valor médio de honorários indicados ronda os 150 euros por hora.

Ainda segundo o documento agora tomado público, a política de responsabilidade social desta firma de advogados não se esgota, porém, na realização de acções externas. Além do apoio “pro bono”, estão também entre os propósitos enunciados a promoção da responsabilidade ambiental e social no dia-a-dia do escritório, a valorização profissional e pessoal dos colaboradores e o incentivo à participação destes em iniciativas de âmbito cultural e no campo da formação profissional e escolar.

Fonte: Jornal de Negócios

EDP ajuda Fundação do Gil

Um postal por um sorriso é a proposta da EDP para este Natal. Através de um microsite as pessoas podem enviar um cartão de Natal digital e personalizado para os seus amigos ou familiares.

Por cada cartão enviado, a EDP contribui com 50 cêntimos para a Fundação do Gil, através da Bolsa Social de Valores/Euronext. Com o mote “Este Natal ofereça o seu sorriso”, a campanha pretende atingir os 50 000 sorrisos enviados, que serão convertidos em 25 mil euros para a Fundação.

A adopção deste conceito de cartão de Natal é mais uma iniciativa inserida na política de responsabilidade social e ambiental, que o Grupo EDP promove em todas as suas acti vidades e mercados.

Contribua para esta causa.

Organização de ideias TED implementa o seu segundo evento na cidade invicta

A cidade invicta vai receber a segunda edição do TEDx O’ Porto. No dia 21 de Março a Casa da Música cede o seu espaço e recebe oradores de todo o mundo para partilhar ideias que pretendem revolucionar a forma como se olha a realidade.

TED, parece o nome de uma personagem de série animada, mas está longe disso. É uma organização composta por pessoas que dedicam o seu tempo a encontrar indivíduos excepcionais e a promover conferências.

Esta já é a segunda edição de um evento TED na cidade Invicta. Distingue-se da primeira pela confirmação de alguns oradores internacionais como Julian Treasure, que esteve presente no TEDGlobal 2009.

Participar num colóquio TED é pedir para ser surpreendido. O orador é convidado partilhar, em apenas 12 minutos, uma ideia, visão ou experiência que revolucionou a forma como este encara o mundo.

Para William Uri acabar com os conflitos no Médio Oriente deixou de ser impossível e Zainab Salbi sabe que a resposta para qualquer guerra é colocar as mulheres na mesa das negociações.

Fonte: Lusa

Ted Independentes (TEDx)

As conferências começam nos EUA em 1984, mas o seu sucesso ultrapassou fronteiras e, assim sendo, têm vindo a ser promovidos eventos TED de forma independente. O TEDx O’ Porto é apenas um destes casos. A ideia original mantém-se, mas a organização está a cargo de um grupo de jovens portugueses.

Só em Janeiro de 2011 estão previstos mais de 40 eventos TEDx submetidos a temas como Mulher ou Juventude. O Pensar, materializado na escrita ou na fala é a expressão maior de liberdade, tal como George Orwell faz saber no seu livro “1984”. Portanto, é com curiosidade que se observa TEDx realizarem-se nos quatro cantos do mundo.

Em Portugal foram três jovens que abraçaram este desafio. Sob o tema “Oficina de Talento”, convidaram António Câmara (YDreams), Tiago Forjaz (Fundação Talento), Fred Oliveira (WeBreakStuff), Leo Xavier (Quodis), Miguel Martins (Instituto Empreendedorismo Social, entre outros.

Com expectativas mais modestas, no ano passado o evento realizou-se um espaço com 400 lugares, visivelmente insuficientes para as 4 mil candidaturas que a organização afirma ter recebido. Este ano, estão previstos 1200 lugares na Casa da Música e as inscrições já podem ser feitas, através do site http://tedxoporto.com/. Participar tem um custo de 100 euros (inclui almoço, lanches, ofertas e DVD com vídeos das palestras).

Oradores Confirmados TEDx O’Porto 2011:

Manuela Gonzaga foi Jornalista durante 30 anos, abandonou a profissão para se dedicar à investigação a tempo inteiro. Mestre em História, já publicou nove livros que variam da comédia de costumes à psicologia.

Julian Treasure foi baterista e actualmente estuda o som. Acredita que os sons que nos rodeiam influenciam o nosso estado de espírito e produtividade. Julian esteve no TEDGlobal 2009 e é autor do livro Sound Business.

Gmb Akash é um fotógrafo premiado que vê a fotografia não só como arte, mas também como uma poderosa ferramenta que lhe permite transmitir mensagens e produzir mudanças sociais.

Peter Joseph é produtor, cineasta, guionista e realizador dos seus próprios filmes (feitos no âmbito do Movimento Zeitgeist). O próximo filme de Peter debruçasse sobre o desenvolvimento de um novo sistema económico.

Bento Amaral ficou tetraplégico aos 25 mas não deixou que isso travasse a sua vida. Licenciou-se em Engenharia Alimentar e qualificou Portugal para os paralimpícos de Pequim na modalidade de vela. Actualmente participa de forma regular em debates sobre a integração completa de deficientes em todas as esferas sociais.

Mark Boyle – “The Moneyless Man” é um ex-empresário desiludido com o sistema económico e social. Decidiu mudar completamente e hoje vive numa roulotte e sobrevive dos recursos que ele mesmo planta, cria ou troca. Para Mark o consumismo é reflexo do desapego da sociedade aos bens essenciais materiais (sempre tão acessíveis) e esse consumismo.

Celso Grecco foi o criador da primeira Bolsa de Valores Sociais. Actualmente é consultor em Responsabilidade Social, Sustentabilidade e Investimento Social no Brasil.

Joaquim Borges Gouveia é Professor Catedrático do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro e vai estar no TEDx O’Porto a falar sobre o “Desabrochar das Ideias”.

A descriminalização elogiada pelo Mundo

É mais do que provável que da herança política de José Sócrates não venha a constar o papel determinante que exerceu na descriminalização da posse e consumo de droga em Portugal. Mas a verdade é que sem o então ministro adjunto do primeiro-ministro, com as tutelas da Toxicodependência, Juventude e Desporto, talvez ainda acreditássemos que o abuso de drogas se vencia dando as mãos e largando com regularidade uma razoável quantidade de endorfinas.

A descriminalização do consumo de drogas resultou de um processo único e irrepetível. Entre 1999 e 2001, uma comissão de peritos nomeada pelo Governo e dirigida por Alexandre Quintanilha elaborou, com base em fundamentos científicos e longe do moralismo que tanto tolhe o discurso ideológico, uma corajosa proposta de estratégia nacional de luta contra a droga.

A estratégia transformou-se em política aprovada em Assembleia da República e foi esta talvez a mais extravagante decisão do segundo Governo de António Guterres. Sócrates até tentou replicar o método no processo de co-incineração, mas essa ainda se revelou uma questão mais fracturante.

Consumo não disparou

Sim, é verdade: há um antes e um depois do dia 1 de Julho de 2001, data da entrada em vigor de uma lei que deixou de condenar a penas de prisão pessoas que consumiam substâncias que eram consideradas ilícitas. Sabemos hoje que as profecias de então não se concretizaram e que, a despeito do que muitos temiam, o país não se transformou numa Meca para os consumidores de droga.

Aprendemos nesta década que as políticas na área da droga não devem ser gizadas em função de posições preconceituosas e dogmáticas. Passámos a aceitar que a questão sanitária se sobrepunha à questão jurídica; que as prisões estavam repletas de pessoas que continuavam a consumir droga ao ritmo com que se propagavam as doenças infecciosas. Nas prisões e fora delas.

Em Dezembro de 2004, Hernâni Vieira, director do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira, dizia o que a avestruz se recusava a escutar: “O problema da droga nas prisões resolve-se quando se resolver o problema da droga fora das prisões.” E acrescentava, para desagrado dos mais irrealistas: é possível reduzir o seu consumo, mas acabar com a droga não passa de um sonho bem-intencionado.

Sim, aprendemos que o que mais valia era a expansão dos programas de substituição, após um conturbado período de diabolização da metadona; que as políticas de redução de riscos e de minimização de danos eram garantia de mais informação por parte dos consumidores e de menos custos para todos; que as políticas de prevenção deveriam ser cada vez mais sérias e profissionais.

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