Mapas interactivos: Veja o quão vulnerável é a sua cidade às alterações climáticas

 

A Agência Europeia do Ambiente (EEA) publicou hoje uma série de mapas interactivos, repletos de detalhes, que permitem aos utilizadores explorar dados de mais de 500 cidades europeias, que terão que se adaptar às alterações climáticas.

O aumento da frequência e da intensidade das cheias e episódios de temperaturas extremas estão na lista das alterações climáticas previstas para os próximos tempos no globo, recorda a EEA no seu site oficial. Com o objectivo de “obter uma impressão rápida de alguns dos desafios da adaptação nas cidades europeias”, a agência criou ferramentas visuais para a Europa conhecer melhor os seus desafios neste âmbito.

Se as chuvas intensas causaram a subida dos rios em cerca de um metro, que cidades europeias poderão correr maior risco de se inundarem? Que cidades com vastas áreas verdes nos podem proteger durante as ondas de calor? Quais são as capacidades das diferentes cidades europeias para tolerar os impactos das mudanças climáticas e para se adaptarem a mudanças futuras?

Estas são algumas das perguntas às quais os mapas interactivos – disponíveis a partir de hoje – tentam dar resposta visualmente. Isto depois do relatório da EEA “Urban Adaptation to Climate change in Europe” ter chamado a atenção para questões semelhantes.

 

Ondas de calor cartografadas

Um dos mapas, por exemplo, revela aspectos da vulnerabilidade face às ondas de calor. Nesse mapa há três tipos de informação a observar: as áreas urbanas verdes que podem servir de abrigo refrescante durante as vagas de calor; a densidade populacional por cidade, que está associada a variáveis como a falta de espaços verdes ou a produção de calor antropogénico que pode intensificar o efeito da “ilha de calor urbana”; e as projecções de alterações climáticas que indicam aumentos no número de noites tropicais e de dias quentes. O site Eye On Earth permite ainda cruzar um mapa de ondas de calor com informação acerca da quantidade de pessoas idosas que são geralmente mais sensíveis ao calor.

A Agência Europeia do Ambiente dispõe ainda, em parceria com a Comunidade Europeia, da Climate-ADAPT, uma plataforma de partilha de estatísticas e outras informações sobre as alterações climáticas.

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Um milhão de euros para recuperação social em bairros degradados

Um milhão de euros para ajudar a mudar os bairros mais problemáticos de Lisboa. O projecto é de Helena Roseta, vereadora com o pelouro da Habitação da autarquia lisboeta e cabeça-de-lista do movimento Cidadãos por Lisboa e pretende juntar a sociedade civil e as juntas de freguesia em projectos que possam simplificar a vida das pessoas que moram nos bairros mais complexos da capital. Único requisito: serem mais de duas entidades a apresentar o projecto. A vereadora identificou 61 bairros como estes espalhados pela capital, do Campo Grande a São Domingos de Benfica, passando pelos Prazeres, pelo Beato, pelo Lumiar ou por São João de Brito. São aqueles bairros onde se tenta passar ao lado, onde há rusgas, rixas entre vizinhos que acabam no hospital e tráfico de droga.

Porém, ali vivem também pessoas que têm os seus empregos no centro da cidade, gostam de paz, não conseguem conviver com a violência doméstica, não sabem como tirar os filhos da droga ou nunca aprenderam a ler. Muitos estão ali porque não têm alternativa, mas gostariam de viver numa envolvência diferente, com maior qualidade. E muitas vezes essa melhoria passa apenas por ter um autocarro que as deixe à porta de casa, porque também elas têm medo de percorrer as ruelas fora de horas.

Este inquérito, realizado o ano passado, dividiu estes bairros em quatro tipologias principais: a tipologia AUGI, os bairros históricos, os bairros municipais e os bairros de tipologia misto. Todos eles com uma característica comum: precisam urgentemente de uma intervenção que melhore o dia-a-dia dos seus moradores.

O projecto nasceu precisamente para tentar resolver grandes problemas com pequenas verbas, puxando à imaginação da sociedade civil e das juntas de freguesia. O objectivo era fomentar a cidadania activa, a capacidade de auto-organização e a procura colectiva de soluções, através da participação da população na melhoria das suas condições de vida. E contribuir para uma imagem positiva destes espaços, por forma a permitir e reforçar a sua integração harmoniosa na cidade, sem discriminações no acesso aos bens e serviços e por fim criar um clima favorável ao empreendedorismo e à iniciativa local.

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