Estudo: O que sabem e o que fazem os altos quadros das empresas americanas com os media sociais?

 

 

Entre 184 directores executivos, gestores de topo e outros membros de direcções de empresas norte-americanas, a maioria tem consciência do potencial dos media sociais como plataforma de vendas e de marketing, segundo um estudo realizado nesta Primavera. Mas há um “mas” nas conclusões desta investigação: grande parte dos inquiridos não solicita ou, na hora de tomar decisões, não tem em conta a informação recolhida a partir destas novas plataformas.

 

“Está uma empresa condenada [ao fracasso] se não usar os media sociais?”. É este o mote, em forma de ponto de interrogação, de uma análise dos resultados de um estudo realizado entre Maio e Junho de 2012, pelo Conference Board e o Rock Center for Corporate Governance da Universidade de Stanford, junto de 184 directores executivos, gestores de topo e outros membros de conselhos de administração de empresas norte-americanas.

Esta pesquisa tinha como objectivo nuclear “avaliar a sofisticação das direcções e da gestão de topo relativamente à utilização dos media sociais nos negócios” e ser o reflexo do que vêem nestas plataformas os decisores das áreas da Produção, Banca, Serviços e Retalho – situados no topo das hierarquias organizacionais, com uma média de idades de 55 anos.

O estudo revela que os inquiridos assinalam como oportunidades de estar nas redes sociais “melhorar a colaboração e a comunicação entre trabalhadores, fornecedores, accionistas e outros stakeholders”. Como riscos, percepcionam “a perda potencial do controlo da reputação e da informação da empresa”, cita o relatório publicado em Outubro.

 

Mais consciência do impacto dos media sociais do que acções concretas

 

O Facebook e o Twitter são os serviços de social media mais reconhecidos pelos inquiridos (a taxa de reconhecimento é superior a 90%), embora seja no LinkedIn – uma rede social para contactos profissionais – que mais contas abertas têm os entrevistados (80,4%). Mas ainda há 13% que não têm qualquer conta numa rede social.

Entre os media sociais menos reconhecidos estão o Wikipedia, o Klout e o ShareThis, sendo que uma das conclusões deste estudo é que o reconhecimento destes meios decresce com a idade.

Por sua vez, 56% dos sondados alegam ter um bom entendimento do impacto que estas plataformas podem ter nos seus negócios. Os directores e os executivos apreciam a oportunidade que os media sociais oferecem para granjear novos clientes e interagir com eles de um modo pessoal e directo, tendo também a noção do risco potencial desta presença nas redes sociais, em termos de marca de produto e de reputação corporativa.

Outro dado relevante: Apenas 14,2% destes profissionais assinalaram que a sua empresa recolhe informação como “chave” para medir o sucesso dos seus negócios, considerando-a nos indicadores de performance. “As empresas parecem ser relativamente pouco sofisticadas quanto à recolha de dados dos media sociais e à sua incorporação na estratégia corporativa, planos operacionais e gestão de risco”, observam os autores do relatório.

Por sua vez, o estudo salvaguarda que os que o fazem, consideram-no “útil para prosseguir objectivos corporativos”, monitorizando os potenciais riscos relacionados com a reputação corporativa e a satisfação dos clientes. Para este último grupo de profissionais, os riscos organizacionais – como as ameaças da concorrência ou a violação de legislação governamental – são relegados para segundo plano, acrescenta o estudo.

 

Que uso fazem as empresas da informação emanada dos social media?

 

Na introdução do relatório “What Do Corporate Directors and Senior Managers Know About Social Media?”, os investigadores começam por enquadrar a sua pesquisa. Pode ler-se, no documento, que vários estudos (da Edelman à BRANDFog) sugerem que estes meios de comunicação  – entendidos como “uma plataforma em rede para partilha de informação e interacção entre utilizadores” – alteraram profundamente a relação entre os consumidores e as empresas.

Este estudo vem, por sua vez, corroborar a ideia de que “as empresas estão a sentir uma dificuldade considerável em destilar a informação coligida nos media sociais para um formato utilizável”. E a própria formação sobre o tema ainda não foi generalizada: apenas 32,2% dos entrevistados fizeram notar que a sua empresa contratou um consultor ou um perito para apresentar o tema dos media sociais.

E com que fins as empresas estão presentes nas redes sociais? Aproximadamente três quartos das empresas onde os inquiridos trabalham (76,4%) recorrem a estas plataformas sociais para apoiar actividades de negócio, revela o estudo. Usam-no sobretudo para comunicar e interagir com os clientes e para publicidade ou vendas junto dos clientes. Menos importância é dada à pesquisa sobre os clientes e concorrência ou para comunicar com os stakeholders e os trabalhadores.

Outro dado relevante a reter: os directores tendem a não se envolver nos media sociais das suas empresas. Só 10,3% dos entrevistados afirmaram recorrer a estas plataformas para fazer um comunicado público ou abordar os stakeholders. Também só 23,6% afirmaram que os gestores de topo recebem relatórios com dados métricos sumários dos media sociais, que consideram “úteis”, embora sem saber muito bem o que fazer com eles.

O relatório alerta para o facto de “informação potencialmente importante” não estar a ser recolhida para “fins de análise de performance corporativa”, não entrando nas contas dos que tomam decisões, nem nos programas de gestão de risco.

A fechar o relatório, a equipa do Conference Board da Universidade de Stanford dedica algumas linhas a “Recomendações para a Acção”, salientando que os líderes organizacionais ainda não estão a agir no sentido de implementar uma estratégia de social media que se articule com a estratégia corporativa e as práticas de gestão de riscos.

Entre as sugestões defendidas, estão “determinar como os social media casam com a estratégia e o modelo de negócio”, “implementar um sistema de ‘audição’ para capturar dados dos media sociais e transformá-los em dados métricos” e “desenvolver políticas formais e directrizes para empregados, executivos e directores”.

 

3º Sector | Mulheres mais satisfeitas com igualdade de oportunidades nas Cooperativas

 

O trabalho em cooperativas é mais favorável às oportunidades de promoção laboral das mulheres. E também à conciliação trabalho/vida pessoal, ao desenvolvimento profissional e a uma justa remuneração, defende um estudo apresentado ontem em Bruxelas, no âmbito da “SME Week”.

O emprego no feminino é um dos temas deste certame dedicado às pequenas e médias empresas, às quais se anexam as cooperativas [por empregarem menos trabalhadores do que as grandes empresas], numa iniciativa internacional, celebrada em 37 países e organizada pela Direcção-Geral das Empresas e da Indústria da União Europeia.

De acordo com o estudo apresentado ontem em Bruxelas pela cooperativa francesa CGS Coop, e que reporta a realidade em França, três quartos das mulheres inquiridas indicaram que estavam satisfeitas com as suas oportunidades de promoção dentro das cooperativas. E 72% responderam que não havia diferença nos níveis de remuneração entre mulheres e homens nos seus locais de trabalho.

“Embora 20% tenham registado que havia diferenças na tabela salarial, os resultados devem ser colocados no contexto da média em França, em que os homens recebem geralmente salários mais altos do que as mulheres por um trabalho equivalente”, perspectivou Catherine Friedrich, da CGS Coop ao site informativo da União Europeia Euractiv.

Também os estudos vindos de Espanha e Itália, apresentados no âmbito deste certame, ilustram uma tendência semelhante à francesa: a maioria das mulheres empregadas em cooperativas estava satisfeita com o equilíbrio trabalho/vida pessoal e com as oportunidades profissionais.

 

Perfil das mulheres nas cooperativas

Têm 40 anos, são mais qualificadas do que as mulheres do sector não-cooperativo, têm em média duas crianças e famílias maiores do que a média dos seus países de origem. É este o perfil geral das mulheres que trabalham em cooperativas sociais, especialmente nos ramos da saúde, da educação e do turismo, traçado num relatório da COCETA – Confederação Espanhola de Trabalhadores de Cooperativas.

Em 2011 e 2012 aumentou o número de mulheres empregadas no sector. “É uma boa forma de criar empregos nos bons e nos maus períodos”, recordou Paloma Arroyo, directora da COCETA, que adianta que estas costumam ter um “papel de mediação, podem desfrutar de um melhor conciliação trabalho/vida pessoal e remunerações e oportunidades de educação semelhantes aos homens com funções congéneres”.

As cooperativas permitem às mulheres “ser parte da estrutura de gestão, e as mulheres estão, de uma forma impressionante, mais satisfeitas a trabalhar dentro destas cooperativas do que noutras empresas. Há um diálogo social forte que acontece fora das estruturas sindicais e, por isso, mais independente”, conclui Arroyo ao Euractiv.

 

Modelo cooperativo mais resiliente face à crise, defende estudo

No final de Junho, o relatório “A Resiliência do Modelo Cooperativo” – da autoria da CECOP (Confederação Europeia de Cooperativas de Trabalhadores, de Cooperativas Sociais e de  Empresas Sociais e Participativas) – dava conta de que o sector cooperativo provou ser mais durável e resiliente do que as outras empresas face à crise.

A investigação, que punha a tónica na salvaguarda de empregos e na inovação nas cooperativas, vai ser seguida de um estudo compreensivo da integração das mulheres no mundo do trabalho em países como Espanha, Itália e França, a apresentar em breve.

“Foi notado que a resiliência das cooperativas de trabalho e sociais face à crise é mais acentuada em países que efectuaram uma forte implementação deste tipo de cooperativas”, pode-se ler no relatório da CECOP.

“Mesmo quando as cooperativas estão presentes em mercados altamente competitivos elas têm sucesso, porque são orientadas por objectivos a longo-prazo e podem contar com os seus próprios recursos”, afirmou Benoît Hamon, deputado francês para a Economia Social e Solidária, no Parlamento Europeu, em Junho passado.

 

Entretanto, na Semana das Pequenas e Médias Empresas…

A SME Week – em curso, até 21 do corrente mês – pretende ser um fórum de discussão de empresários, investidores e legisladores para promover o sector empresarial e o empreendedorismo, e para informar os empresários acerca do apoio disponível para eles a um nível local, regional, nacional e europeu.

As pequenas e médias empresas representam 99% dos negócios a Europa. “O seu desenvolvimento e crescimento é essencial para melhorar a competitividade e fortalecer a atractividade da Europa como um lugar para o investimento e produção”, lembra o portal Euractiv.

Entre as 1500 iniciativas a decorrer em 37 países, destaca-se o Dia das Mulheres na Roménia, na Hungria e na Polónia, e uma cimeira sobre programas e fundos, que tem lugar hoje em Bruxelas.

“Nonprofit Answer Guide” para profissionais do terceiro sector disponível online

 

É um serviço “tira-dúvidas”, que dá respostas a perguntas que frequentemente ocorrem a executivos, gestores e profissionais do sector não lucrativo. Chama-se Nonprofit Answer Guide e promete respostas concisas a questões operacionais e de gestão. Em destaque estão ainda as novas tendências do segmento não lucrativo.

“O nosso sector [o não lucrativo] está a mudar constantemente e é cada vez mais escrutinado. E quando se está focado na missão, nem sempre é fácil manter-se a par das últimas tendências de liderança ou dos requisitos legais”. É assim que é apresentado o site Nonprofit Answer Guide, um projecto da autoria do Center for Nonprofit Management & Cause Communications, que estima que a leitura de cada resposta demore dois minutos. Aliás, o “site-guia” faz gala desse número redondo: “2-Minute Answers for Busy Nonprofits”.

O portal dispõe de respostas a perguntas mais frequentes (as famosas Frequently Asked Questions – FAQ)  sobre “Liderança & Inovação”, Aspectos Legais”, “Conselhos de Administração e Governance”, “Finanças”, “Angariação de fundos”, “Tecnologias”, “Marketing e comunicação”, “Plano estratégico”, “Avaliação” e “Gestão de Pessoas”.

Na secção “Liderança”, por exemplo, o guia propõe-se a dar eco a uma “visão panorâmica maior” do sector não lucrativo ao gestor que ambiciona ser líder. Expondo boas práticas e tendências de liderança, esta secção debruça-se sobre como “injectar a visão [do líder] de modo a avançar com a missão na organização”, refere o guia.

Já o espaço reservado aos “Conselhos de Administração e Governance discrimina responsabilidades éticas e legais que devem orientar a actuação de um membro do conselho de Administração de uma organização do terceiro sector. De entre os conteúdos disponíveis, poder-se-ão ler “as melhores práticas relacionadas com operações do Conselho, recrutamento, angariação de fundos e comunicação interna”.

“Como pode esta secção ajudar [os profissionais deste sector]?” A resposta à questão inscrita na área alusiva ao “Marketing e Comunicação” desdobra-se num inventário de dicas relacionadas com planeamento estratégico de comunicação. O ‘cicerone’ virtual partilhará com os profissionais do sector orientações no sentido das organizações estabelecerem uma identidade corporativa e um posicionamento próprios, desenvolverem mensagens-chave e “contar ‘estórias’”.

O Nonprofit Answer Guide inclui ainda uma secção chamada “Ask Our Experts” (“Pergunte aos nossos especialistas”, em português), que inclui questões endereçadas pelos leitores do site. Entre os contributos mais recentes podem ler-se respostas às perguntas “O que precisam as organizações sem fins lucrativos de considerar numa economia volátil?” ou  “Onde podemos aplicar tecnologia na nossa organização e que tipos de ferramentas estão disponíveis?”

 

 

100 Portugueses mais influentes em 2012 – REVISTA do “Expresso”

Influência: “Acção que uma pessoa ou coisa exerce noutra; efeito; autoridade moral ou financeira; preponderância”. Influente: “Que influi ou exerce influência. Importante”. É assim que o Dicionário de Língua Portuguesa da Porto Editora define os termos em destaque na edição deste fim-de-semana da Revista do semanário Expresso: os 100 portugueses com maior inluência em 2012.

Elas e eles agitam, são consagradas e consagrados, criam, lideram. Há ainda os visionários e as revelações. Pelo menos, o crivo da revista do Expresso assim os escolheu e designou. Muitos deles são alvo de grandes ódios e paixões. Provêm de várias áreas: sociedade civil, cultura, ciência, política, desporto, banca e empresariado. São 16 mulheres ao todo em 100. E são todos portugueses, alguns deles portugueses internacionais.

O que liga Jerónimo de Sousa, secretário-geral do Partido Comunista Português, e Américo Amorim, um dos homens mais ricos do mundo segundo a revista Forbes? Por exemplo um título: ambos são “Líderes” influentes no país em ano de dieta austera e protestos sociais. Nesta lista na área da liderança, sem lugares nem pódio, encontram-se ainda Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra A Fome, Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud, Cristiano Ronaldo, jogador de futebol, o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, o presidente da República Cavaco Silva, ou Pedro Passos Coelho, Primeiro Ministro, e ainda António Mexia, presidente da EDP.

No campo das “Revelações”, destacam-se dois ministros da actual maioria PSD/CDS – os políticos estreantes Nuno Crato e Vítor Gaspar – e o novo líder da CGTP, Arménio Carlos. Intregam também esta categoria os ex-políticos Luís Marques Mendes e Jorge Coelho, opinion maker na TVI e gestor na Mota-Engil respectivamente. Outros nomes que sobressaem no top: Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República, e João Salaviza, realizador de curtas-metragens premiadas no Festival de Cannes e no Festival de Berlim.

A Revista chama-lhes “Visionários” influentes, título que não é para qualquer um: o investigador Sobrinho Simão, o filósofo Eduardo Lourenço, o padre e escritor José Tolentino de Mendoça e a economista Fátima Barros foram dados como vanguardistas com influência. Já o arquitecto Siza Vieira, a artista Joana Vasconcelos, a actriz Rita Blanco e o escritor Valter Hugo Mãe são colocados lado a lado da judoca Telma Monteiro, a jornalista Judite Sousa e o neurocirurgião João Lobo Antunes no lote de “Consagrados” eminentes.

O bastonário da Ordem dos Advogados Marinho Pinto, o sociólogo António Barreto, o empresário Alexandre Soares dos Santos, o comentador Marcelo Rebelo Sousa e o ex-Primeiro Ministro Mário Soares, bem como os humoristas Bruno Nogueira e João Quadros são “enquadrados” na classe dos “Agitadores” preponderantes em 2012.

Outra espécie de agitadores culturais – os “Criadores” – também têm espaço na lista dos mais influentes em 2012. São os casos da fadista Carminho, do actor e encenador Luís Miguel Cintra e da escritora Dulce Maria Cardoso, entre outros.

Conheça a lista integral aqui. Sábado, em destaque na Revista.

Jovens portugueses são dos europeus que mais defendem a liberalização de drogas

Os 502 jovens portugueses (entre 15 e 24 anos) inquiridos em Maio deste ano sobre consumo de drogas estão em quase todos os parâmetros próximos da média europeia. Mesmo no aparente consenso à volta da proibição da heroína, cocaína e ecstasy (com 90 pot cento a apoiar esta medida), os portugueses alinham na tendência geral.

Porém, Portugal foge da média se falarmos apenas em regulamentar o consumo de drogas. No caso do ecstasy só são ultrapassados pelos holandeses na defesa da regulação e para a cannabis o mesmo segundo lugar é conseguido quando defendem que deveria ser disponibilizada sem restrições. No caso da heroína e da cocaína, apesar da elevada percentagem que afirma que este consumo deve continuar proibido (média europeia é 96 e 94 por cento, respectivamente), os portugueses (logo a seguir aos holandeses) têm os números mais elevados (sete por cento no caso da heroína e oito por cento no caso da cocaína) na defesa, uma vez mais, da regulação que consegue uma média de (três e cinco por cento).

O inquérito Eurobarómetro que analisou o consumo de drogas dos europeus com idades entre os 15 e 24 anos revela ainda que quase cinco por cento dos inquiridos admitiram já ter consumido drogas sintéticas. Em Portugal, o resultado foi de 5,8 por cento e há um alinhamento com a tendência geral na resposta sobre as “fontes de abastecimento” destas substâncias que apontam para os amigos (54 por cento), os contactos nas festas ou discotecas (37 por cento), as lojas especiaizadas (33 por cento) ou a internet( sete por cento).

Estas substâncias são o tema de um relatório divulgado ontem pela Comissão Europeia que faz o aviso: “as novas substâncias psicoactivas têm vindo a tornar-se acessíveis na Europa a um ritmo sem precedentes”. São anunciadas como “novas e perigosas drogas” que incluem substâncias à base de plantas, derivados sintéticos de drogas tradicionais e as chamadas “designer drugs” e, de ano para ano, há cada vez mais notificações. Segundo o relatório da Comissão Europeia, em 2010 foram identificadas 41 novas substâncias psicoactivas, com efeitos semelhantes aos do ecstasy ou cocaína, que são vendidas legalmente no mercado.

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Conferencia Internacional de Desenvolvimento Comunitario

A SPPC – Sociedade Portuguesa de Psicologia Comunitária em parceria com a IACD – International Association for Community Development têm a honra de vos receber na Conferência Internacional de Desenvolvimento Comunitário de 2011 a ter lugar em Lisboa, Portugal de 6 a 8 de Julho na Fundação Calouste Gulbenkian com o tema Liderança Transformativa: Empowerment Comunitário.
O Desenvolvimento Comunitário pode desempenhar um papel crucial na promoção das interdependências entre os indivíduos e as suas comunidades locais ou à escala global. A Declaração de Hong Kong da IACD (2007) afirma como objectivo prioritário a necessidade “…de trabalhar numa parceria genuína na construção de comunidades, económica e socialmente inclusivas, sensíveis às questões de género e promotoras da diversidade, sustentabilidade e justiça… o que implica um compromisso com um desígnio e uma estratégia de liderança comunitária orientada para a capacidade de transformar os(as) cidadãos(ãs) em agentes de mudança.

A Liderança Transformativa cria espaços facilitadores à emergência de grupos da sociedade civil que até ao presente têm papeis limitados e uniformizados (IACD Newsletter, 2009), promovendo o seu empowerment e acessibilidade a processos de participação comunitária e de decisão, influenciando as políticas públicas a nível local, regional, nacional ou internacional.

O tema seleccionado para a Conferência, Liderança Transformativa e Empowerment Comunitário permitirá a participação de um vasto conjunto de profissionais, investigadores e todos os(as) interessados(as) em questões de liderança em contextos comunitários a apresentar os seus projectos, iniciativas ou experiências

Informações sobre alojamento estão disponíveis no website.

Contacto: info@cdconference.com

EAD estimula operação de despiste de drogas da GNR

A GNR vai ter uma operação especial em Abril para controlar a droga a bordo dos autocarros que seguem para as populares viagens de finalistas em Espanha. A iniciativa faz parte do programa de prevenção inscrito ontem na plataforma europeia contra a droga. O objectivo é garantir que os alunos portugueses não levam estupefacientes para estâncias como Lloret del Mar, depois de fiscalizações pontuais nas fronteiras terem apreendido centenas de doses de haxixe.

A iniciativa foi ontem apresentada formalmente no evento nacional da European Action on Drugs (EAD), uma plataforma que desde 2009 reúne iniciativas europeias contra o consumo e o tráfico de droga. José Marques Dias, adjunto da Direcção de Operações, apresentou os projectos da GNR, que ontem se tornou signatária da EAD, e explicou que o objectivo da operação da Páscoa é prevenir consumos entre os mais jovens mas também evitar que sejam apanhados com droga no estrangeiro. “São situações de grande constrangimento para os jovens e famílias, que muitas vezes não conhecem o enquadramento legal e precisam de apoio judiciário.” Nos planos da GNR nesta área estão ainda 50 acções de formação e sensibilização e reforçar a ligação às redes internacionais Europol e Interpol no policiamento do tráfico de estupefacientes.

Num balanço dos dois anos da plataforma de EAD, com mais de 750 compromissos aprovados – 34 em Portugal -, o representante da Comissão Europeia sublinhou que não faltam incentivos europeus para quem queira desenvolver projectos nesta área, não só para programas de prevenção e saúde pública, como de combate à criminalidade e investigação. António José Afonso, subcomissário na área de prevenção da PSP, um dos primeiros organismos nacionais a inscrever-se na EAD, há um ano, deu conta de mais de 280 acções em 2010. No último ano lectivo, a informação chegou a mais de 640 adolescentes e 292 adultos, entre pessoal docente e alunos das vias profissionais.

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