Sócrates pede agenda política que não ameace a economia

José Sócrates abre hoje o último acto da rentrée política em Matosinhos com um discurso centrado na indispensável estabilidade política e muitos recados sobre Orçamento do Estado (OE) e a revisão constitucional. Tentará tirar partido daquilo a que Vitalino Canas chama o “mau momento” do PSD, referindo-se às aparentes contradições do discurso “laranja” sobre aqueles dois temas e exortará os “partidos responsáveis” a seguir uma “agenda política que não ameace a recuperação económica”. “Esse é o dever das lideranças políticas nesta fase”, argumentará.

Passos Coelho responde amanhã, no encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, prometendo-se uma refutação firme às críticas esperadas de Sócrates. Um discurso que só será definitivamente pensado depois de ouvido hoje o do primeiro-ministro e que acentue as propostas do PSD em todas as matérias, nomeadamente no que ao processo de revisão constitucional diz respeito. E acusará mais uma vez os socialistas de estarem a falsear as questões, de serem eles quem estão a retirar regalias na área da saúde e da educação e se preparam para tirar ainda mais.

Os líderes dos dois maiores partidos fazem, assim, um regresso aos discursos dos comícios de Agosto, mas desta vez quem dá o mote é José Sócrates. “O tempo não está para aventuras nem para radicalismos, mas antes para uma governação séria, responsável e que dê confiança”, dirá hoje o secretário-geral do PS, adiantou em exclusivo ao PÚBLICO fonte da direcção socialista. “Escolhas difíceis exigem sentido de equilíbrio e justiça, responsabilidade e experiência”, afirmará, tentando atingir directamente o líder do PSD, que nunca ocupou cargos governativos.

Com a viabilização do Orçamento do Estado como pano de fundo, o primeiro-ministro repetirá a máxima de que “o país precisa de estabilidade e não de instabilidade” e apresentará o PS como referencial da estabilidade e progresso. E não só em relação à economia: José Sócrates irá ainda afirmar o PS como “a força do progresso” em muitos sectores: nos direitos e liberdades civis, no combate à pobreza, no Estado Social, na educação e na saúde, na ciência e tecnologia. Matérias em que fará o contraste com as propostas da direita, sobretudo a proposta de revisão constitucional do PSD, mas sem esquecer as do CDS-PP.

Sócrates obrigará, assim, Passos Coelho a responder em diferido, no domingo, com um discurso que nas hostes sociais-democratas se espera que seja uma continuação lógica do feito no Pontal, muito centrado nas questões sociais, mas já com propostas concretas para “fazer a consolidação da alternativa”.  Público

+Ler notícia: http://jornal.publico.pt/noticia/04-09-2010/socrates-pede-agenda-politica-que-nao-ameace-a-economia-20141727.htm

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Economist: Mundo cresce mais do dobro da Europa até 2012

Estudo da Economist Intelligence Unit diz que a Europa vai marcar passos nos próximos anos.

As 16 economias da zona euro vão crescer 1,3% este ano e abrandar para os 0,9 em 2011, ficando sempre a menos de metade do ritmo mundial até 2012, prevê um relatório da Economist Intelligence Unit prevê (EIU).

No relatório sobre as “Previsões Mundiais” feito pela unidade de análise económica da revista ‘The Economist’, os especialistas antecipam um crescimento mundial de 3,2%, este ano, e de 2,4% no ano seguinte.

O abrandamento, no entanto, não deverá fazer com que a economia entre novamente em recessão, o que significa que deverá “muito provavelmente” evitar o chamado ‘double dip’ (crescimento a seguir a uma recessão, seguido de nova contracção da economia).

Para a zona euro, as previsões apontam para um crescimento de 1,3% este ano, seguido de um abrandamento para 0,9% em 2011 e de nova aceleração para 1,3% em 2012, o que contrasta com o ritmo de crescimento à volta dos 3% antes da crise, nos anos de 2005 a 2007 (com subidas de 3,6%, 3% e 2,7%, respectivamente).

De acordo com os analistas da EIU, “a recuperação económica mundial está a enfraquecer”, motivada pelo início da retirada dos estímulos orçamentais, que “estão a perder a força em muitos países”, e pelos “recentes acontecimentos em países como a China e os Estados Unidos [que] dão sinais de preocupação”.

Apesar da EIU prever um crescimento do Produto mundial de 3,2% em 2010, em 2011 este cairá para 2,4%, acelerando novamente em 2012 para os 2,9%.

As estimativas de crescimento para a zona euro são justificadas pelos analistas com o facto de a economia alemã ter apresentado um crescimento “espectacular” no segundo trimestre deste ano, de 2,2% em cadeia, o que impulsionou o crescimento da Zona Euro, mas “este ritmo não será sustentado”, afirmam.

A política de rigor orçamental seguida pela generalidade dos Governos ocidentais, aliada a um conjunto de medidas de austeridade para equilibrar os défices das contas públicas, está a motivar uma retracção do consumo, o que fará o crescimento económico abrandar, afirmam os economistas da EIU. Diário Económico

+Ler notícia: http://economico.sapo.pt/noticias/economist-mundo-cresce-mais-do-dobro-da-europa-ate-2012_97232.html

FMI revê em alta previsões de crescimento económico

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afastou, esta quinta-feira, a possibilidade de uma nova recessão mundial ao rever em alta o crescimento económico em 4,6%, mais 0,4% do que as previsões de Abril.

Algumas das grandes economias mundiais contam, também, com uma subida das suas perspectivas económicas, nomeadamente os Estados Unidos (3,3%), o Japão (0,5%), a China (10,5%).

«A retoma mundial prosseguirá, apesar das turbulências financeiras», refere o FMI, citado pelo i, numa actualização das previsões económicas publicada em Hong Kong. A BOla,

+Ler notícia: http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=213503

Receitas com impostos aumentaram 6,3%

 Crescimento contrasta com o agravamento do défice do subsector Estado e o aumento das despesas com apoios sociais.

A receita fiscal do Estado aumentou 6,3% nos primeiros cinco meses deste ano, segundo os dados do Boletim de Execução Orçamental. O documento, divulgado segunda-feira à noite pelo Ministério das Finanças, revela, contudo, que no mesmo período houve um agravamento do défice do subsector Estado e um aumento acima do esperado das despesas com a Segurança Social.

No capítulo das receitas fiscais destaca-se a subida de 18,2% na cobrança do IVA e uma melhoria de 13% no IRC. As receitas fiscais com o imposto sobre o tabaco duplicaram em relação ao mesmo período de 2009, tendo passado de 287,5 para 587,8 milhões de euros. Já a receita de IRS caiu 18,5% até Maio face ao período homólogo, uma situação justificada pelo Ministério das Finanças com a “significativa antecipação dos prazos de reembolso e a transferência para os municípios da participação variável deste imposto”. DN Economia

+Ler notícia: http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1600530

Portugal registou a segunda maior subida de PIB da União Europeia

O Produto Interno Bruto (PIB) português foi o que mais cresceu no primeiro trimestre de 2010 entre os países da União Europeia (UE), ao registar um aumento de 1% face ao trimestre anterior.

Portugal foi o segundo pais da UE, depois da Suécia na subida do PIB, após ter crescido 1% face ao trimestre anterior, de acordo com os dados hoje avançados pelo Eurostat.

A Suécia cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2010, em relação ao trimestre anterior, para uma média da UE de 0,2% no trimestre. Em termos homólogos, a maior subida foi registada pela Eslováquia, que avança 4,5%, enquanto que Portugal aumentou 1,7%.

O gabinete europeu de estatística revelou ainda que o PIB cresceu 0,2%, tanto na zona euro como na União Europeia. Jornal Digital

+Ler notícia: http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=22353

Europa 2020: Uma estratégia de crescimento inteligente, sustentável e inclusivo

Nos últimos 2 anos, enfrentámos a maior crise económica desde 1930. Esta crise fez regredir muitos dos progressos alcançados na Europa desde 2000. Estamos actualmente a lidar com elevados níveis de desemprego, crescimento estrutural lento e níveis excessivos de endividamento. A situação económica está a melhorar, mas a recuperação é ainda frágil. Simultaneamente, o mundo está a mudar rapidamente e os desafios de longo prazo – globalização, pressão sobre recursos, mudança climática, envelhecimento – a intensificar-se.

A Europa apenas poderá ser bem sucedida se agir colectivamente como, União. A Estratégia Europa 2020 http://ec.europa.eu/eu2020/index_en.htm levada a cabo pela Comissão define uma visão de economia de mercado social da Europa para o século XXI. Demonstra como a EU pode sair reforçada desta crise e como tornar-se numa economia inteligente, sustentável e inclusiva. Para mais rápidos resultados de longo prazo, será igualmente requerida uma mais forte governança económica.

+Ler Europa 2020 http://ec.europa.eu/eu2020/pdf/1_PT_ACT_part1_v1.pdf