86% de empresas portuguesas apostam na retenção de talento

A retenção de talento está a dominar as decisões das empresas portuguesas, para as quais aquisição de talento é, neste ano, “menos prioritária”. Eis uma das conclusões de um estudo mundial recentemente realizado pela consultora de recrutamento Michael Page. A conciliação entre trabalho e família está entre as estratégias de reter talento mais apreciadas pelos trabalhadores, revela o Barómetro Global de Recursos Humanos da Michael Page 2013. A partir de: Expresso Emprego

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Em Portugal, o cenário sócioeconómico não é animador: a taxa de desemprego subiu no país para um novo máximo histórico – no primeiro trimestre deste ano atingiu os 17,7%, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística. Apenas 58% das empresas nacionais – contra 76% a nível europeu e 86% a nível mundial – projectam recrutar em 2013, de acordo com o estudo da Michael Page, que em Portugal registou respostas de 236 líderes de Recursos Humanos e de 4348 gestores de várias empresas.

O facto de a aquisição de talentos ser, hoje, “menos prioritária” deve-se, segundo Álvaro Fernandéz, director geral do PageGroup em Portugal, a duas questões: “a actual conjuntura económica do país” e a “falta de capacidade de crescimento das estruturas”.

Pelo mundo, para minimizar eventuais quebras de produtividade, os líderes de Recursos Humanos estão apostados em reter mais talento. Portugal segue esta tendência: 86% das empresas portuguesas inquiridas estão a focar-se na retenção de talentos, mais do que o recrutamento de novos trabalhadores.

Medidas que facilitam a conciliação entre o trabalho e família, programas de saúde e fitness e o trabalho a partir de casa estão entre acções com peso idêntico à questão salarial para um número crescente de trabalhadores. A formação também tem um peso importante, segundo os cerca de 4000 gestores inquiridos.

62% dos inquiridos em Portugal referiram compensações e benefícios como principal prioridade dos recursos humanos. Seguem-se relação com colaboradores e gestão de mudança (52%).

37% das empresas portuguesas oferecem aos colaboradores programas de saúde e fitness e 26% permitem o trabalho a partir de casa.

Dianova e a Conciliação 

No Terceiro Sector, e fora das contas da Michael Page, a Dianova Portugal vai se destacando no ramo da conciliação.

Reconhecendo a crescente importância das temáticas de Gestão de Pessoas | Capital Humano relativas à conciliação e equilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar e pessoal, a Dianova Portugal implementou os seus Planos de Igualdade e Conciliação entre 2011 e 2012, materializados na adopção de um conjunto de medidas junto dos seus Colaboradores que integram as dimensões de estabilidade e qualidade no emprego, flexibilidade laboral, serviços de apoio e suporte à família.

Na sua sequência, e após uma extensiva auditoria realizada pela SGS e respectivo parecer favorável, foi atribuída pela Fundación Másfamilia à Dianova a Certificação EFR Economia Social (marca Entidade Familiarmente Responsável para as Organizações da Economia Social e Solidária | Terceiro Sector), de acordo com a Norma EFR 1000-2, edição 2, a 18 de Fevereiro último.

Para Cristina Lizarza, Presidente de Direcção da Dianova, a profunda modificação dos valores da sociedade, a alteração dos papéis no seio da família, o acesso da mulher ao mercado de trabalho, a dificuldade de atrair e reter talento, entre outros factores, transformaram a igualdade de oportunidades e a conciliação da vida profissional com a vida pessoal numa necessidade e num elemento estratégico para a competitividade organizacional“.

http://www.dianova.pt/imprensa/comunicados-de-imprensa/411-dianova-pioneira-em-portugal-com-certificacao-modelo-gestao-efr-economia-social

Conta Satélite da Economia Social (CSES) para o ano 2010 | Resumo

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Está inteirado/a do “estado da arte” do terceiro sector? Sabia que, em 2010, havia 5 022 Instituições Particulares de Solidariedade Social, tipo de organização a que a Dianova pertence? O Instituto Nacional de Estatística e a CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social uniram esforços para caracterizar o sector em 2010. Depois de, em Outubro, vos termos dado conta, neste blogue, dos resultados preliminares, partilhamos, agora, um apanhado dos principais resultados do Relatório sobre a Conta Satélite Economia Social“Melhorar a visibilidade”  das Organizações Sem Fins Lucrativos e/ou das organizações da economia social foi um dos objectivos que nortearam este documento.

 

O Relatório apresenta os resultados do projeto-piloto da Conta Satélite da Economia Social (CSES) para o ano 2010 e do Inquérito ao Trabalho Voluntário 2012. A caracterização da Economia Social em Portugal baseou-se na análise, por tipo de atividade, do número de entidades (universo) e dos agregados macroeconómicos das organizações da Economia Social (OES).

As principais conclusões, no que diz respeito à CSES, a destacar foram:

_ Em termos de dimensão relativa do sector, em 2010 o Valor Acrescentado Bruto (VAB) da Economia Social representou 2,8% do VAB nacional total e 5,5% do emprego remunerado (equivalente a tempo completo – ETC).

_ A remuneração média (por ETC) nas OES correspondeu a 83,1% da média nacional, embora apresentando uma dispersão significativa.

_ Das 55 383 unidades consideradas no âmbito da Economia Social em 2010, as Associações e outras OES representavam 94,0%, sendo responsáveis por 54,1% do VAB e 64,9% do emprego (ETC remunerado). As Cooperativas constituíam o segundo grupo de entidades da Economia Social com maior peso relativo, em termos do número de unidades, VAB e remunerações.

_ Perto de metade (48,4%) das OES exerciam actividades na área da cultura, desporto e recreio, mas o seu peso em termos de VAB e emprego remunerado (ETC) era relativamente diminuto (6,8% e 5,4%, respetivamente);

_ A acção social gerou 41,3% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) das OES, sendo responsável por 48,6% do emprego remunerado (ETC);

_ Em 2010, o sector da Economia Social registou uma necessidade líquida de financiamento de 570,7 milhões de euros. Contudo, as Cooperativas (fundamentalmente devido às que se integram na área financeira), as Mutualidades e Fundações da Economia Social apresentaram capacidade líquida de financiamento;

_ Os recursos das OES foram fundamentalmente gerados pela produção (62,8%) e por outras transferências correntes e outros subsídios à produção (23,8%). As despesas das OES consistiram, principalmente, em consumo intermédio (31,4%), remunerações (26,8%) e transferências sociais (24,3%);

_ Em 2010, existiam 5 022 Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Estas representaram 50,1% do VAB, 42,6% das remunerações e 38,2% da necessidade líquida de financiamento da Economia Social.

 

Europa: Médicos alertam para aumento de xenofobia nos Sistemas de Saúde

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As medidas de austeridade adoptadas na Europa em resposta à crise das dívidas públicas nacionais têm um impacto “devastador” nos serviços de saúde em países como a Grécia e Espanha, assinala a organização Doctors Of The World. Notícia do portal Euractiv.

 

O alerta dos Doctors Of The World – uma organização humanitária que presta assistência médica a populações afectadas pela guerra, desastres naturais, doença, fome, pobreza e exclusão – foi dado aquando da publicação do relatório “Acesso aos serviços de saúde na Europa em tempos de crise e a crescente xenofobia” relativo a 2012. Uma das suas principais conclusões é que aumento do desemprego e da pobreza na Europa tem gerado declarações da extrema-direita estigmatizantes para os migrantes.

Este documento abrange dados recolhidos em 14 cidades de sete países Europeus e sinaliza um aumento de actos xenófobos e das restrições no acesso aos serviços de saúde na Grécia e noutros países Europeus como resultado das medidas de austeridade.

81% dos pacientes que apareceram numa clínica dos Doctors of The World em 2012 não tinham possibilidade de aceder a cuidados de saúde a pagar o custo total e 49% tinham habitação temporária ou instável.

Entre os pacientes que falaram de violência, 27% relataram ter sido vítimas de actos violentos depois de chegada ao país de acolhimento. 20% referiram ter-lhes sido negado o acesso a assistência médica por um prestador de serviços de saúde nos últimos 12 meses (especialmente em Espanha, 62%).

“Isto tem a ver com dignidade e viver em segurança sem medo”, afirmou o doutor Nikitas Kanakis dos Doctors of The World da Grécia na apresentação do relatório no International Press Center, em Bruxelas.

“Com a crise social a crescer e a crescer a cada dia que passa, vemos outra vez, sobretudo no Sul, as pessoas que necessitam mais do Estado a serem acusadas mais frequentemente. Temos que falar sobre isto”, acrescentou Kanakis.

 

Irá o sistema de saúde universal desaparecer na Europa?

 

Na Grécia todo o sistema público de saúde está sobre uma enorme pressão devido às medidas de austeridade. Em Espanha, o governo restringiu, por via legal, o acesso à saúde de migrantes indocumentados.

Alvaro Gonzales, dos Doctors of The World do país vizinho, defende que o Estado-Providência e o sistema universal de saúde estão a ser desmantelados e que apenas podem aceder a este último se se está a trabalhar, activo ou se se tem um cartão de saúde.

Os grupos que já eram considerados vulneráveis antes da crise – migrantes ilegais, mas também sem-abrigo, refugiados, toxicodependentes, trabalhadores do sexo e indigentes com cidadania Europeia – têm assistido a uma redução nas redes de segurança social que lhes providenciam apoio básico, defende a organização mundial de médicos.

“É importante sublinhar o facto de isto [esta situação] ser uma questão ideológica, porque não pode ser apoiada de um ponto de vista dos direitos humanos. É completamente injusta e vai contra os tratados internacionais”, assinala Gonzalez.

A crise das dívidas da Zona Euro levou a que alguns governos cortassem drasticamente os seus orçamentos para a saúde pública com vista a conter os défices. Grécia e Espanha estão entre os países que tomaram as medidas mais duras. A França e a República Checa seguiram-lhe os passos.

“Embora muitos dos pacientes venham para a Europa para procurar protecção, eles não estão protegidos. Isto significa que reparar a saúde mental não é possível. Muitas destas pessoas estão isoladas. Têm fracas conexões sociais e vivem em situação precária com um futuro significativamente incerto“, lembra Thierry Brigaud, um representante da organização internacional de médicos em França.

 

 

Cameron critica “turismo social”, Doctors of the World lembram a ética médica

 

Fora da Zona Euro, mas na Europa, também Cameron no Reino Unido criticou e diz pretender atacar aquilo a que chama de “turismo social”, prometendo maior controlo de acesso dos migrantes aos serviços de saúde e à habitação. “O que temos é um Serviço Nacional de Saúde, não um Serviço Internacional de Saúde”, alertou Cameron recentemente, de acordo com a agência Reuters, numa referência aos migrantes provindos da Bulgária e Roménia.

Estará a ideia de Europa ameaçada com esta tendência? O doutor Kanakis tende a pensar que sim: “Estas pessoas [mais vulneráveis] que necessitam de um bom sistema de saúde têm medo de ir lá. As pessoas que mais necessitam da Europa, experienciam-na menos e não podem estar calados”.

Os Doctors of the World reclamam da União Europeia “uma política de saúde pública coerente para a prevenção e tratamento de doenças infecciosas”. De acordo com a ética médica, defendem o direito à assistência médica de todos os pacientes, independentemente do seu estado social ou origem étnica.

 

Exemplo de campanha de sensibilização contra xenofobia na Grécia dos Doctors Of The World:

“ENOUGH!”, um programa destinado a promover a tolerância e a prevenção da violência racista

DIANOVA pioneira em Portugal – Certificada com o Modelo de Gestão EFR Economia Social

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Quadro de 37 Colaboradores passa a beneficiar de forma sistematizada mais de 10 medidas de igualdade e conciliação visando incrementar a eficiência organizacional

 

Reconhecendo a crescente importância das temáticas de Gestão de Pessoas | Capital Humano relativas à conciliação e equilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar e pessoal, a Dianova Portugal implementou os seus Planos de Igualdade e Conciliação entre 2011 e 2012, materializados na adopção de um conjunto de medidas junto dos seus Colaboradores que integram as dimensões de estabilidade e qualidade no emprego, flexibilidade laboral, serviços de apoio e suporte à família.

 

Na sua sequência, e após uma extensiva auditoria realizada pela SGS e respectivo parecer favorável, foi atribuída pela Fundación Másfamilia à Dianova a Certificação EFR Economia Social (marca Entidade Familiarmente Responsável para as Organizações da Economia Social e Solidária | Terceiro Sector), de acordo com a Norma EFR 1000-2, edição 2, a 18 de Fevereiro último.

 

Sendo a primeira organização social em Portugal com este selo de qualidade de gestão do Capital Humano, a Dianova vê consagrado o seu pioneirismo no seio do Terceiro Sector, implementando as melhores práticas orientadas à eficiência e eficácia organizacionais, e especificamente aquelas que contribuam para o aumento da satisfação e produtividade dos seus Colaboradores, rumo à sua sustentabilidade. Até ao presente encontram-se certificadas em Portugal com o selo EFR Empresa em 5 entidades entre as quais o Banco Santander Totta.

 

Para Cristina Lizarza, Presidente de Direcção da Dianova, “A profunda modificação dos valores da sociedade, a alteração dos papéis no seio da família, o acesso da mulher ao mercado de trabalho, a dificuldade de atrair e reter talento, entre outros factores, transformaram a igualdade de oportunidades e a conciliação da vida profissional com a vida pessoal numa necessidade e num elemento estratégico para a competitividade organizacional.

 

É com este objectivo que a Dianova investe não só na melhoria contínua das competências dos seus Talentos (37 Colaboradores na actualidade), a alma mater da Dianova, mas sobretudo no incremento do seu desempenho e da sua qualidade de vida profissional-pessoal-familiar. Esta nova certificação é o corolário da nossa aposta nas políticas, processos, boas práticas nacionais | internacionais e resultados alcançados a nível da Gestão de Pessoas e Cultura Organizacional, revestindo-se como boa prática de benchmarking para outras organizações sociais nesta crescente fase de profissionalização e diferenciação no Terceiro Sector.”

 

Por sua vez Roberto Martinéz, Director da Fundación Másfamilia, afirma que “desde 2005 que estamos a trabalhar para uma nova cultura empresarial e de gestão de pessoas através da Iniciativa EFR. Algumas das suas principais características prendem-se com a eficiência e orientação a resultados, a utilização da tecnologia e a flexibilidade, sob um novo estilo de liderança e direcção. A nossa concepção de Conciliação vai mais além de uma interpretação restritiva como um tema de horários. Conciliação não como um fim mas como um meio. Uma ferramenta potente para transformar empresas, organizações sociais e entidades públicas. A Conciliação é, assim, uma fantástica oportunidade para mudar e melhorar.”

“Programa Impacto Social” quer terceiro sector a “mostrar valor”

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“Programa Impacto Social”. Assim se chama o desafio que a CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social e a Fundação Montepio vão lançar às organizações do sector social já na próxima segunda-feira, dia 25. O objectivo é apoiar até 10 projectos de avaliação e demonstração de impacto social provindos da sociedade civil e apresentar os melhores destes, numa conferência internacional, a potenciais parceiros e financiadores.

 

A frase-mote do programa é formulada como um edital provocador: “Procuramos ideias de valor”. A imagem, que se funde com a frase-desafio, inclui uma lâmpada a disparar luz em várias direcções, sobre um fundo amarelo-torrado.

São estes os principais elementos visuais do cartaz que publicita a apresentação da primeira edição do “Programa Impacto Social”, uma iniciativa que “selecciona ideias promissoras em várias áreas de intervenção social” e “capacita os seus responsáveis para demonstrar o seu potencial de impacto”, segundo a nota oficial da CASES, uma das duas entidades que estão a coordenar o programa.

E como podem as organizações do terceiro sector demonstrar esse potencial de impacto? Através da metodologia SROI [Social Return In Investment], uma análise custo-benefício do valor social gerado pela intervenção de uma organização, que compara o retorno social com a despesa necessária para o obter. Na Europa, esta ferramenta tem tido particularmente expressão no Reino Unido, país no qual o próprio governo lançou, em 2009, um Guia para o Retorno Social do Investimento.

“A medição e a demonstração do impacto social são elementos decisivos para quem pretende distinguir-se no actual contexto de escassez de recursos”, assinala a nota da CASES. E é neste sentido que a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social e a Fundação Montepio defendem que esta iniciativa “sublinha a importância da valorização dos projectos da economia social com maior impacto”.

Para a semana, a Dianova partilhará pormenores do “Programa Impacto Social”, que será apresentado na próxima segunda-feira em Lisboa.

Como “desafiar a angariação de fundos tradicional”?

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“As organizações sem fins lucrativos têm que se adaptar às dinâmicas em mudança” no terceiro sector, se querem ser “bem-sucedidas”, e essa adaptação passa por uma “transformação” no ramo da angariação de fundos, defende Jim Coe, num artigo de opinião no jornal britânico The Guardian. No mesmo diário, Nicolle Wilkinson, gestora na NESTA, explica, recorrendo a exemplos de projectos em marcha, como se pode “desafiar a angariação tradicional” com a ajuda de um fundo de inovação.

Segundo um relatório recente da Charities Aid Foundation, o terceiro sector enfrenta vários desafios. Um dos mais prementes é responder às quebras de receitas através da angariação de fundos. Uma das potenciais explicações para este estado da arte é que “na prática, a integração da campanha e do marketing é alvo de uma fraca estratégia, sendo mal implementada”, na opinião de Jim Coe, comentador versado em Campanhas e Mudança Social e Política, que em Dezembro de 2012 assinou, no The Guardian, o artigo As Tendências sociais, tecnológicas e políticas estão a transformar a Angariação de Fundos.

Nicolle Wilkinson, gestora de desenvolvimento em “Innovation in Giving” na NESTA, por sua vez, inicia o seu artigo As Instituições de Solidariedade Social de topo estão a descobrir formas inovadoras de Angariação de Fundos com perguntas. “Como podem [estas organizações] atrair novos doadores, manter o envolvimento dos actuais doadores e obter doações mais regulares?”. “Desafiando a angariação de fundos tradicional”, responde. O ponto de chegada das campanhas, esse, mantém-se intacto, de acordo com Wilkinson: “envolver mais pessoas” [e incitá-las] a contribuírem com o seu tempo, as suas competências, com dinheiro e recursos “com o objectivo final de escalar o seu impacto de beneficência.

 

Envelhecimento activo: Jardinar em troca de uma doação para a Age UK

Neste contexto, Wilkinson cita dez exemplos de instituições que estão a levar a cabo projectos de “inovação social”, com o apoio de um fundo da NESTA e do “cabinet office” do governo britânico.

Entre elas está a Age UK, que se aliou à plataforma de partilha Ecomodo para desenvolver uma nova plataforma de doação, com vista a responder a dois desafios: captar novos contribuintes para apoiar os seus serviços e encorajar as pessoas acima dos 50 anos a envolverem-se na prática da angariação de fundos. Uma prática possível: um jardineiro reformado pode oferecer algumas horas de serviços de jardinagem em troca de uma doação à Age UK pelo dono do jardim.

Também o “The Big Family Day Off”, projecto da National Trust, está a ser co-financiado pela NESTA e pelo governo britânico, como forma de dar resposta à já diagnosticada relutância dos britânicos em dispensarem o “tempo precioso da família” para o voluntariado. Em que é que consiste este “Grande Dia”? Os empregadores que aderirem a esta iniciativa dispensarão os seus empregados um dia por ano para fazerem voluntariado com a sua família num projecto de solidariedade social local. “Além de ajudar a instituição, e potencialmente outras, esta [acção] dá a oportunidade às famílias de passarem mais tempo de qualidade juntos e adquirirem novas competências”.

 

O poder de “adaptação” de novos movimentos sociais

“Várias ONGs estão atentas às tendências, algumas estão a trabalhar efectivamente com novos movimentos” e novos procedimentos, estando já a “operar segundo modelos mais adaptáveis”, defende Jim Coe, num artigo em que não poupa este tipo de organizações.

Por outro lado, o comentador cita, neste contexto, novas formas de comunicar e de promover campanhas, através de movimentos sociais ou plataformas onlineUK Uncut, Change.org e MoveYourMoney – que estão a “introduzir mudanças fundamentais no ‘quadro completo’ das campanhas, trazendo consigo desafios, mas também oportunidades”. Outro exemplo mencionado é o do movimento Occupy, que, segundo o autor, “opera de uma maneira diferente e mais convincente: pessoas à procura de soluções nas suas próprias mãos”.

O autor defende ainda uma atenção redobrada aos social media, que “oferecem possibilidades de respostas radicalmente diferentes, e formas de trabalhar mais rápidas e mais descentralizadas”. Entre outras virtudes destes novos meios estão, para Coe, a amplificação na difusão de ideias e a possibilidade de fazer novas conexões, que antes não eram comuns.

A fechar o artigo, é reforçada a ideia de que mantém-se “uma necessidade primordial” para o sector das ONGs: adaptar-se a novos modelos que permitam uma eficácia maior da campanha a nível interno e ligar-se mais efectivamente a novos movimentos [responsáveis por novas] campanhas”.

Terceiro Sector | 5 tendências tecnológicas para 2013

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Mark Tobias, presidente da Pantheon – empresa especializada em tecnologia, com conhecimentos profundos nas áreas da saúde, da educação e do impacto social –, destaca, num artigo para a Stanford Social Innovation Review, dez tendências tecnológicas para 2013. As organizações sem fins lucrativos, alega Tobias, devem considerá-las, quando estiverem a desenvolver a sua estratégia tecnológica para o ano que se aproxima. Mas, defende, “é importante distinguir o que está na moda do que é verdadeiramente útil”. A Dianova dá, nesta peça, “voz” a cinco das dez tendências alistadas.

 

Avaliação e transparência: O que é medido, pode ser melhorado. O relatório “2012 NCQA ‘State Of Health Care Quality” revela que quanto mais as pessoas conhecem a qualidade do sistema de saúde, mais poder têm para fazer escolhas informadas e apoiar os sistemas que funcionam.

As organizações sem fins lucrativos não devem apenas  registar os dados sobre o seu próprio desempenho para reflectir internamente. Partilhar esses dados com quem recorre aos seus serviços pode afectar positivamente as suas áreas de trabalho.

 

Dispor de dados para responder a dúvidas mais urgentes: Pensem além do vosso painel de web analytics. Em vez disso, respondam à pergunta ‘quais são as questões centrais a que a nossa organização quer responder?’. Um exemplo: O Google queria saber se os gestores faziam realmente a diferença e utilizou “métricas” para concluir que, de facto, faziam. A partir daí, a empresa decidiu investir em procurar saber o que faz um bom gestor.

Uma investigação revela que as organizações sem fins lucrativos recolhem toneladas de dados, mas que não estão a utilizá-los. Na próxima reunião de equipa, concluam as discussões sobre como fazer aumentar a retenção de membros, que palavra usar no e-mail de angariação de fundos, e qual a melhor altura para fazer um Tweet. Deixem os dados ajudar-vos a decidir.

 

Telemóvel “Plus”: Cada vez mais organizações estão a criar sites “telemóvel-friendly”, mas o futuro do telemóvel está a encontrar maneiras de as pessoas realizarem [conexões] quando estão longe dos seus computadores.

Uma grande inovação é a aplicação “State of the Air”, da American Lung Association, que permite aos utilizadores terem acesso a informação acerca da qualidade do ar corrente em qualquer ponto dos Estados Unidos.

Estes dados ajudam as pessoas com asma ou com uma função do pulmão comprometida a descobrirem onde é que o ar está mais limpo e os defensores do ambiente limpo a terem métricas tangíveis para fazer aumentar a consciencialização acerca da poluição.

 

Conferências sem grilhões: Ao reconhecer que o mundo e os orçamentos para viajar estão a mudar, as organizações sem fins lucrativos serão perspicazes o suficiente para repensar e reformular as conferências.

A Faster Cures, uma organização que procura melhorar a investigação médica, tem um modelo de conferência excelente. A que chamaram ‘Paretening For Cures’, uma conferência que recorre à P4C Connect –  uma plataforma semelhante ao LinkedIn, que permite os participantes fazerem uma análise dos perfis dos participantes e agendar reuniões com potenciais parceiros, através de um computador ou de um dispositivo móvel. O P4C Connect faz o ‘networking’ antes, durante e depois da conferência muito mais eficiente e valioso.

 

Uma “food-ification” integral: É orgânico! As organizações sem fins lucrativos estão a aprender lentamente a não tratar o seu site e a tecnologia como o fazem com os relatórios anuais – projectos que são refinados e completos.

Cada vez mais organizações estão a adaptar-se confortavelmente às reconfigurações da rotina e ao teste permanente. Mudanças e aperfeiçoamentos graduais baseados no feedback e na experiência são uma abordagem significativamente melhor do que um pedido de proposta a cada cinco anos para fazer um ‘redesign’ do site dispendioso.”

Ler artigo integral (em inglês) aqui.