Primeiro comprimido que reduz risco de infecção por VIH aprovado nos EUA

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira a comercialização de uma pílula para proteger indivíduos em risco extremo de infecção pelo VIH. O medicamento chama-se Truvada, é de toma diária e não é para qualquer bolso. Um estudo publicado recentemente no New England Journal of Medicine conclui que o medicamento é eficaz. A Fundação Aids Healthcare considera a decisão “imprudente”.

Em nota à imprensa, o órgão governamental dos Estados Unidos responsável pela aprovação de novos medicamentos no país, confirma que será colocada no mercado a “primeira droga para reduzir o risco da infecção pelo VIH por via sexual”.

O Truvada é dirigido a indivíduos cujo parceiro esteja infectado, integrando, segundo a FDA, “uma estratégia de prevenção que inclui outros métodos, tal como as práticas de sexo seguro, o aconselhamento sobre a redução de risco e o teste regular ao VIH”.

Até aqui o Truvada já podia ser administrado em combinação com outros anti-retrovirais no tratamento de adultos e adolescentes de doze anos para cima infectados pelo vírus da imunodeficiência humana.

A FDA alerta, no entanto, que este comprimido de toma diária “apenas deve ser tomado por indivíduos confirmados como sendo VIH negativo antes da prescrição da droga”, sendo contraindicada a indivíduos com estatuto VIH positivo ou que desconhecem o seu estatuto serológico.

As reacções a esta aprovação não se fizeram esperar e a maior organização de apoio a pessoas seropositivas a operar nos cinco continentes – a Aids Healthcare Foundation – faz parte do coro das críticas, tendo chamado inclusive a atenção para provas que revelam que este medicamento pode danificar os rins.

Em comunicado de imprensa, o presidente desta fundação, Michael Weinstein, considera esta decisão “completamente imprudente e um passo que em última análise irá fazer-nos recuar anos nos esforços para a prevenção do VIH”, admitindo que o passo dado na segunda-feira “roça [a algo equivalente à] negligência médica, que resultará infelizmente em novas infecções, resistências [do vírus] ao medicamento e sérios efeitos secundários para muitas pessoas”.

A lista de efeitos secundários gerais do novo comprimido inclui diarreia, dores e perda de peso, mas a FDA considera que os benefícios para as pessoas com alto risco de serem contaminadas pelo VIH suplantam os danos colaterais.

Um centro de investigação clínica da Universidade de Washington recrutou a partir de 2008 no Quénia e no Uganda mais de 4700 casais – em que um elemento tinha sido infectado pelo VIH e outro não – para testar o medicamento. O estudo Partners PrEP (Profilaxia Pré-exposição) foi considerado um dos mais abrangentes da história das experiências de prevenção nesta área.

Publicado recentemente no New England Journal Of Medicine, o estudo conclui que o uso do Truvada foi eficaz, ao evitar a infecção em 75% dos casos analisados.

O Truvada deve ser tomado diariamente para uma prevenção eficaz, o que será um fardo pesado para os americanos sem seguro de saúde. A despesa anual com este medicamento rondará os 11,5 mil euros.

O novo comprimido resulta de uma combinação de dois medicamentos anti-retrovirais usados no tratamento de VIH – a emtricitabina e o tenofovir.

Teste de HIV positivo congela produção pornográfica nos EUA

A indústria pornográfica de Los Angeles, a mais importante do mercado norte-americano, está paralisada depois de um actor ter tido um resultado positivo num teste de HIV.

O diagnóstico inicial terá ainda de ser confirmado, mas nem por isso os intervenientes estão menos preocupados.

A representante da indústria pornográfica de LA, Diana Duke, fez já saber que as actividades só voltarão a decorrer com normalidade quando o resultado final de todos os testes for conhecido. Caso o diagnóstico venha a ser confirmado os parceiros com quem o homem actuou também vão ser testados.

Apesar desta paragem ser prejudicial a uma indústria que movimenta muitos milhares de milhões de dólares, as medidas que estão a ser tomadas são defendidas por todas as pessoas envolvidas.

Embora os participantes em filmes pornográficos sejam mensalmente testados quanto a doenças sexualmente transmissíveis, a utilização do preservativo não é obrigatória.

De acordo com a BBC, não é a primeira vez que o ramo enfrenta uma interrupção, já em 2010, o actor Derrick Burts foi diagnosticado como portador do vírus HIV.

Fonte: SOL

Entrevista: “Estão nesta actividade por vontade própria”

MARIANA SERRA é coordenadora da Equipa de Intervenção Directa da IPSS Florinhas do Vouga, Aveiro. A instituição dá apoio sanitário e psicossocial a prostitutas da região.

Que realidade encontram nas ruas?

Temos identificadas 19 trabalhadoras de sexo no concelho de Aveiro, mas sabemos que são muitas mais. Não se pode comparar aos grandes centros urbanos, como Lisboa e Porto, mas não foge muito ao panorama do resto do país. Esta realidade está muito escondida e, apesar do trabalho das instituições, é difícil ter uma noção real a nível nacional do que se passa. Em Aveiro, sabemos que está a aumentar a prostituição de interior. As mulheres, provavelmente devido à violência e assaltos, arrendam apartamentos e recebem em casa.

Escutam muitos relatos de violência?

As trabalhadoras sexuais com quem trabalhamos queixam-se sobretudo de roubos de carteiras e de dinheiro.

É possível traçar um perfil da mulher que cai na prostituição?

As que acompanhamos têm entre 20 e os 65 anos de idade e baixa escolaridade. Quatro são estrangeiras. Nove são consumidoras de drogas. Todas estão nesta actividade por vontade própria. Falamos sobre a possibilidade de saírem, mas não demonstram vontade.

Que motivos as levam a prostituir-se?

O dinheiro que ganham com “facilidade”, sem terem que prestar contas a uma entidade patronal. E, também, não terem horário rígido de trabalho.

Que tipo de apoio é prestado às prostitutas?

Desde Dezembro de 2010 fazemos trabalho a nível da redução de riscos – entrega de preservativos, acções de sensibilização para cuidados de saúde e de higiene pessoal – e apoio psicossocial. Temos três pessoas a trabalhar: uma psicóloga, um enfermeiro e uma assistente social. Fazemos uma ronda periódica pelos locais identificados e fazemos rastreios (HIV/SIDA), administramos vacinas e prestamos cuidados de enfermagem.

Fonte: Jornal de Notícias

Aventura Social promove questionário sobre a sexualidade juvenil


Se tens entre 13 e 21, este questionário é para ti.

Dirige-te a uma das lojas participantes do IPJ – todas as situadas nas capitais de distrito, incluindo também a Loja da sede do IPJ, em Lisboa, Av. da Liberdade, 194 – até 30 de Junho, participa no estudo e habilita-te a ganhar:

  • um carregamento de telemóvel e bilhetes para festivais de verão.
  • 10 dos bilhetes são para os Coldplay (6 de Julho, Optimus Alive).

Regulamento do concurso

Este questionário é uma extensão do estudo Health Behaviour in School-Aged Children/OMS e procura estudar, mais aprofundadamente, os conhecimentos, as atitudes e os comportamentos relativos à sexualidade nos adolescentes portugueses.

Preencher este questionário vai ajudar a compreender melhor os interesses e necessidades dos jovens entre os 13 e os 21.

Este questionário é feito exclusivamente online e está disponível em todas as Lojas Ponto JA acima referidas do Instituto Português da Juventude, até 30 de Junho. Sabe mais no site da Aventura Social.

Caso pretendas algum esclarecimento adicional, por favor, contacta o Projecto Aventura Social, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Técnica de Lisboa (Dra Lúcia Ramiro: lramiro@fmh.utl.pt).

Obrigado pela tua colaboração!