Mais queixas contra menores por violência sexual

Aumento das denúncias às autoridades é notório na área da Grande Lisboa

À Polícia Judiciária estão a chegar cada vez mais casos em que os agressores são menores de 16 anos, o que já obrigou a um reforço de meios.

O número de queixas relativas a agressões sexuais cometidas por menores está a aumentar e a preocupar os responsáveis da Polícia Judiciária (PJ). As participações deste tipo de crimes praticados por adolescentes são cada vez mais frequentes na directoria de Lisboa da PJ, diz o seu responsável, José Braz, em declarações ao PÚBLICO.

A grande maioria das situações verifica-se “no contexto familiar”, por vezes vitimizando crianças mais novas, esclarece. Braz afirma que o aumento das denúncias de agressões sexuais por parte de menores é notório na área da Grande Lisboa, salientando que o aumento de queixas não significa que haja mais casos mas sim uma maior visibilidade do problema.

Essa visibilidade é evidente nas estatísticas da Justiça relativas aos dois últimos anos, que registam um aumento considerável tanto de vítimas como de agressores com idade inferior a 18 anos nos crimes contra a liberdade e a autodeterminação sexual.

Os dados de 2009 provenientes de “polícias e entidades de apoio à investigação” revelam que o número de jovens com menos de 16 anos suspeitos de praticarem este tipo de crimes – que incluem, entre outros, a violação e o abuso sexual de criança – foi de 69, contra 44 em 2008. O número de vítimas menores de 16 anos também aumentou de 173, em 2008, para 282, no ano seguinte. No que respeita especificamente ao crime de violação, há registo de seis casos de adolescentes em 2008, aumentando para nove no ano seguinte.

Contextos de violência

A conhecida pedopsiquiatra Teresa Ferreira, em várias intervenções públicas, alertou por diversas vezes para o perigo do consumo de conteúdos eróticos ou pornográficos por crianças muito novas e sem maturidade. E chamava a atenção para os efeitos desastrosos que tal poderia ter.

Na opinião de Allen Gomes, a agressão sexual cometida por adolescentes é um problema que surge habitualmente noutros “contextos de violência e de exclusão social”. Famílias desagregadas, consumo de álcool e promiscuidade são, no entender de Allen Gomes, ingredientes que criam um “caldo” que gera comportamentos de violência, entre os quais o da violência sexual, às vezes até em grupo. A ideia de que quem foi vítima de abuso se tornará abusador também é relativizada por este psiquiatra. “É um factor de risco mas não determinante”, considera. Público

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Venda de fármacos para crianças hiperactivas continua a aumentar

João, Maria, José, tanto faz. São só miúdos irrequietos ou serão hiperactivos? São só muito distraídos ou têm um défice de atenção? Resolve-se com paciência e tempo ou é preciso também a ajuda de um químico? Há cada vez mais crianças com o diagnóstico de Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA) e, por isso, cada vez mais crianças são medicadas com psicoestimulantes, como a conhecida Ritalina.

João, Maria, José, tanto faz. São só miúdos irrequietos ou serão hiperactivos? São só muito distraídos ou têm um défice de atenção? Resolve-se com paciência e tempo ou é preciso também a ajuda de um químico? Há cada vez mais crianças com o diagnóstico de Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA) e, por isso, cada vez mais crianças são medicadas com psicoestimulantes, como a conhecida Ritalina. Público

+Ler notícia: http://www.publico.pt/Sociedade/venda-de-farmacos-para-criancas-hiperactivas-continua-a-aumentar_1450476

Manual para salvar crianças que se afogam

Levantar o queixo à criança para libertar as vias aéreas, fazer cinco insuflações para reactivar a respiração ou fazer respiração boca a boca são alguns dos conselhos que o Hospital de Faro dá no curso Aprenda a Salvar o Seu Filho, em casos de afogamento.

O primeiro minuto de suporte básico pode salvar a vida da criança e “por isso é essencial que seja iniciado ainda antes de ligar para o 112”, alerta José Neutel, o enfermeiro que iniciou o primeiro curso de suporte básico de vida ontem em Faro.

A mãe Isa Anselmo, que salvou há dois anos o próprio filho de 14 anos, vítima de um traumatismo torácico, com as manobras do suporte básico de vida, afirma que decidiu receber esta formação para perceber melhor o que já havia feito num momento de tensão e angústia.

“Senti necessidade de perceber bem o que fiz quando tive de fazer o suporte básico de vida para salvar o meu filho e quero aprender para poder ajudar a salvar em caso de necessidade”, afirmou Isa Anselmo, a viver em Quelfez, Olhão. A vigilância constante e a protecção das piscinas com barreiras são, todavia, os primeiros passos para prevenir afogamentos de bebés e crianças, frisou o enfermeiro. Diário Notícias

+Ler notícia: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1609986

Toxicodependentes afegãos são o dobro da média mundial

Já se sabia que o Afeganistão é o maior produtor do mundo de ópio fornecendo 90% do que é consumido globalmente e que a dependência de drogas estava a crescer. Mas um novo relatório mostra que os toxicodependentes afegãos já são o dobro da média mundial.

“Nunca vimos nada assim em nenhuma parte. É alarmante”, disse aos jornalistas em Cabul Sarah Walker do Gabinete da ONU contra a Droga e o Crime UNODC. Muitos viciados são mulheres viúvas e divorciadas e crianças, perto de 50% dos toxicodependentes nas zonas rurais dá droga aos filhos no que a ONU descreve como um fenómeno único de dependência imposta a menores.

As Nações Unidas consideram ainda especialmente preocupantes os níveis de consumo na polícia 12 a 41% dos testes entre os recrutas são positivos. Cerca de 8% dos afegãos é dependente de alguma droga, o dobro da média mundial. Público

+Ler notícia: http://www.mynetpress.pt/pdf/2010/junho/2010062220b6d0.pdf

Jovens de Aveiro Viana e Viseu já bebem aos 14

Os jovens de Aveiro, Viana do Castelo e Viseu começam a beber álcool pouco depois dos 14 anos e a fumar quando ultrapassam os 15 anos, revela um estudo efectuado pelo Instituto Europeu para o Estudo dos Factores de Risco em Crianças e Adolescentes, EFREA. O estudo efectuado em 2007 e apresentado recentemente em Aveiro abrangeu um universo de 150 indivíduos, em cada uma das cidades, que frequentam a noite. Jornal de Notícias

+Ler notícia: http://www.mynetpress.pt/pdf/2010/junho/20100602207be6.pdf

1 de Junho: Dia Internacional da Criança

Children’s voices — experiências e percepções de crianças sobre drogas e álcool

O EMCDDA (Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência http://www.emcdda.europa.eu) lança hoje uma colecção de narrativas de crianças sobre temáticas relacionadas com o uso de drogas, como forma de [pre]comemoração do Dia Internacional da Criança a 1 de Junho.

O consumo de álcool e drogas pode ter um profundo impacto na vida das crianças. A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (http://www.unicef.pt/docs/pdf_publicacoes/convencao_direitos_crianca2004.pdf) afirma que as crianças devem poder ser capazes de expressar os seus pontos de vista em temáticas relacionadas com as suas vidas.

O objectivo da colecção Children’s voices (http://www.emcdda.europa.eu/attachements.cfm/att_102555_EN_TP_ChildrenVoices.pdf) é disponibilizar um canal para essa expressão e oferecer significado e conhecimento sobre tópicos chave de drogas e álcool que afectam as crianças.

Actualmente na Europa à volta de 60.000 crianças deverão viver com pessoas que se encontram em tratamento de toxicodependência. E muitas mais viverão com pais que consomem drogas e não estão afectas a nenhum serviço de tratamento.

Creches: até crianças vão pagar a crise

Nem as comparticipações às Instituições de Solidariedade Social escapam este ano à crise que o país vive. Os apoios a crianças, idosos ou deficientes até podiam cair, tendo em conta a actualização à taxa de inflação, mas afinal ficam congelados. Ou seja, o cenário até podia ser pior mas mesmo assim as creches e lares terão um aumento zero. Os dirigentes das IPSS preparam-se agora para assinar, dentro de dias, com o Ministério da Solidariedade Social, os termos do protocolo de cooperação para este ano. Agência Financeira

+Ler notícia http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/creches-criancas-ipss-comparticipacoes-estado-agencia-financeira/1165265-1730.html