Retrato dos jovens no nosso país vai ser apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian

Borbulhas que castigam a cara nos momentos mais inconvenientes, paixonetas não correspondidas, festas, música, roupa, amigos… Como se estas preocupações não fossem suficientes, os jovens adolescentes portugueses afligem-se ainda com os quilos a mais – aqueles que realmente têm e os que uma imagem corporal distorcida lhes diz existir. É que, embora a maioria não tenha excesso de peso, cerca de um terço considera-se «gordo».

Os dados são do estudo ‘Health Behaviour in School-aged Children’, um trabalho da Organização Mundial de Saúde que visa estudar os estilos de vida dos adolescentes, realizado também em Portugal e apresentado hoje, na Fundação Caloust Gulbenkian, em Lisboa. Inquiridos mais de cinco mil alunos dos 6º, 8º e 10º anos, concluiu-se que apesar de 66,7% apresentarem um peso normal, 35,4% não hesitam em dizer que estão gordos.

Haxixe a subir

Se é um facto, confirmado pelos números, que o consumo de tabaco diminuiu entre os mais jovens, assim como o consumo de bebidas destiladas, tendo aumentado o uso do preservativo, indicativo de que as políticas de prevenção estão a surtir o efeito desejado, os mesmo dados revelam, no entanto, uma subida no número dos que experimentaram haxixe – de 8,2% em 2009 para 8,8% no ano passado. «Precisamos de indagar a razão desta subida, ligeira mas significativa, e que se torna padrão em todos os outros produtos», avança a psicóloga.

«Pode ser ‘um pico’, mas a verdade é que a política do Instituto da Droga e Toxicodependência foi uma política eficaz, uma política que ganhou um prémio internacional de ‘boas práticas’ há um ou dois anos… E a resposta parece ter sido ‘se está bem, vamos investir noutra área’. Este é um erro técnico-táctico… As políticas de proximidade abrandam, os técnicos desmoralizam e baixam a capacidade interventiva e a população sofre», refere ainda.

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