VIDA DE JOVENS: EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL E INSERÇÃO SÓCIOPROFISSIONAL NO SUBÚRBIO

INTRODUÇÃO

A demanda por mão-de-obra mais escolarizada e mais qualificada é uma das exigências da economia mundial que, desde fins da década de 1980, é regida pelo neoliberalismo. Outros fatores considerados pelos estudiosos, como a redução do papel do Estado nas áreas sociais (a educação é um exemplo), a reestruturação do trabalho, o desemprego estrutural e o aumento do emprego informal vieram afetar dramaticamente a juventude dos setores mais empobrecidos da sociedade. Certamente, os reflexos produzidos a partir da articulação desses fatores mostram-se mais perversos nos países de economia periférica tal como é o caso do Brasil.
No país, os jovens representam um contingente significativo, aproximadamente 34.081.330 de pessoas na faixa etária de 15 a 24 anos (IBGE, 2000). No entanto, mais de três décadas distanciam o Brasil dos países ricos no que tange a políticas públicas destinadas a este segmento.
À luz dessas considerações, a educação é fator estratégico na inserção sócioprofissional do jovem, tanto nos países ricos quanto pobres (DELORS, 1996; ESCOT, 1999). No caso brasileiro, o aprofundamento do caráter dual do financiamento do sistema de ensino (público e privado) evidencia o fortalecimento do binômio educação pública / baixos padrões de qualidade. Tal fato acentua as desigualdades na formação dos jovens das camadas mais pobres da população (CHARLOT, 2000; FREIRE, 2002; KUENZER, 2000).

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A Era dos Talentos

Chegou o tempo em que o talento transformado em competência de excelência é o principal diferencial para se destacar profissionalmente e viver uma vida feliz e próspera. O método Maksuri de Gestão de Talentos prepara as pessoas e organizações para aproveitarem essa grande oportunidade e formar equipes de alto desempenho.

De acordo com Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, estamos no início da “Era dos Talentos”. Força física, dinheiro, tecnologia e informação já ficaram obsoletas como fator decisivo para o sucesso de qualquer empreendimento. Até mesmo o controle de qualidade e a atenção ao cliente já são considerados requisitos “normais” para as empresas. O maior diferencial competitivo atualmente (e nos próximos anos) é o talento humano e sua capacidade de inovar!

Mas o que são os talentos? Como descobri-los, despertá-los e desenvolvê-los ao máximo? Todo mundo tem ou só alguns privilegiados?

Segundo o médico e consultor em Gestão de Talentos, Mauro Press, “Existem centenas de tipos de talentos já classificados e, ao que parece, todo mundo tem, apesar da maioria o desperdiçar. São capacidades inatas para manifestar paixão e facilidade no desempenho de determinadas atividades, atitudes e comportamentos. Os talentos são ativados por certos ambientes, temas e circunstâncias favoráveis. Quando se desenvolvem através do conhecimento, técnica e experiência se convertem em talentos de alto desempenho, produzindo excelência, plenitude e inovação.”

Por tanto a gestão dos talentos inatos é o grande diferencial competitivo e sustentável atualmente. Passamos a maior parte do nosso tempo útil no trabalho. Imagine passar esse tempo como se carregasse um grande peso nas costas!

A organização Gallup investigou durante 40 anos dois milhões de funcionários das 101 maiores companhias do mundo, em 63 países, e descobriu que apenas 20% deles afirmaram estar desenvolvendo seus principais talentos inatos. O que dizer então das empresas que não são reconhecidas como as maiores?

O novo paradigma do trabalho é multifocal e altamente desafiante: o trabalho precisa ter significado, produzir motivação e prazer (como se fosse seu maior hobby), gerar prosperidade, fortalecer a auto-estima, produzir reconhecimento autêntico, sinergia com os talentos das outras pessoas da equipe, equilibrar realização pessoal e profissional, ser uma oportunidade de fazer amizades, usar a criatividade, servir à organização, à humanidade, à natureza, etc. Enfim, como aprendizagem contínua e missão de vida!

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O mundo da Droga nas festas electrónicas e raves

Há cada vez mais festas de música trance, em Portugal, onde menores misturam drogas químicas como o MD e o LSD. A situação, que se vive em muitos outros países europeus, está a preocupar a União Europeia que, numa conferência realizada no mês passado, alertou para o perigo da mistura de substâncias psicoactivas. Em Portugal, as autoridades também estão em alerta com estes eventos que, com a chegada do bom tempo, se multiplicam de Norte a Sul.

Aliás, um estudo da Organização Mundial de Saúde, apresentado na última semana, sobre comportamentos de risco entre os jovens portugueses, dos 11 aos 16 anos, revela um padrão no aumento do consumo de todas as drogas entre 2006 e 2010: 1,8% para 2% no LSD, 1,6% para 1,9% na cocaína e 1,6% para 1,8% no ecstasy. «É preocupante porque revela um padrão nos aumentos de consumo», diz Margarida Gaspar de Matos, que coordenou o trabalho em Portugal.

Quanto à entrada de jovens nas festas trance, a investigadora considera que «as autoridades deveriam monitorizar estas situações junto dos organizadores». Os 15, 16 anos, explica Margarida Gaspar de Matos, são precisamente «as idades em que os jovens começam a experimentar substâncias químicas». Isto, refere, «apesar de serem sobretudo os universitários» a fazê-lo.

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O conceito de Condutor 100% Cool

Queres descobrir como podes ser um Condutor 100% Cool e quais as vantagens que isso te traz? Com tantos sítios onde tu e os teus amigos gostam de ir à noite, é normal que muitas vezes tenham de levar o carro. Mas isso nem sempre dá bom resultado, já que se continuam a registar vários acidentes relacionados com o consumo de álcool.

O objectivo é que possam continuar a fazer tudo aquilo que gostam, mas de uma forma mais segura. Para isso tu e os teus amigos só têm de escolher quem vai ser o condutor 100% Cool do grupo. Este não pode tocar numa gota de álcool e a sua missão é conduzir os outros em segurança, desde que saem de casa até voltarem. E se num dia não puderes beber porque foste o escolhido, não te preocupes. Da próxima vez será um amigo teu a levar-te. O importante é que todos se divirtam. E voltem para casa em segurança.

O conceito de “Condutor 100% Cool” foi lançado em Portugal em 2002 pela Associação Nacional de Empresas de bebidas Espirituosas (ANEBE), com o objectivo de reduzir a sinistralidade rodoviária decorrente do consumo de álcool junto dos mais novos. Desde então, os números mostram-nos que a adesão ao conceito “Condutor 100% Cool” tem sido bastante positiva, chegando a uma grande parte dos jovens.

Segundo os dados disponíveis, 26% dos inquiridos já se propuseram a ser “Condutores 100% Cool.”os quais 22% foram eleitos e 35% foram transportados por condutores designados. O uso de brigadas que estão presentes na noite e de campanhas publicitárias para comunicar esta missão, continuam a fazer do conceito “Condutor 100% Cool” um verdadeiro caso de sucesso.

Consultar o site desta iniciativa aqui.

Dianova at Ecoblogy First International Forum on Environmental Citizen Journalism, Moscow 2011

15,6% dos jovens portugueses auto-mutilam-se

Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) a que o jornal Público teve acesso revela que 15,6% dos jovens portugueses, com uma média de 14 anos e alunos do 6º, 8º e 10º ano, auto-mutilam-se. Mais de metade fá-lo nos braços, mas quase sempre em sítios não visíveis.

A investigadora Margarida Gaspar de Matos, coordenadora do estudo para Portugal, explicou ao jornal que estes adolescentes o fazem «como forma de auto-regulação emocional», porque se sentem «tristes, irritados e desesperados».

Estes jovens são também aqueles que apresentam mais comportamentos de risco: fumam, bebem, têm dificuldade em fazer amigos, mas, por outro lado, são também aqueles que mais provocam.

Trata-se de uma «minoria preocupante» e uma realidade escondida já que são os pais destes jovens pouco ou nada sabem sobre a vida e os amigos dos filhos, segundo a investigadora.

O trabalho, que envolveu 5050 adolescentes de 136 escolas públicas, conclui ainda que mais de metade assistiu a brigas no recreio e, destes, dois terços não fez nada. Margarida Gaspar de Matos descreve este comportamento como «uma forma de violência pela passividade».

Fonte: Diário Digital

Terceiro Sector e Economia Social e Solidária: algumas pistas para reflexão.

Este texto sobre Economia Social e Terceiro Sector é consequência e exercício reflexivo, sustentado em vivências como animador de proces­sos de desenvolvimento local, na participação e discussão em grupos de trabalho e ainda da necessária leitura. É, em si, um exercício de apren­dizagem, de actividade construtiva a partir de experiências reflec­tidas e de múltiplas interacções com pessoas mais capazes. Escrevendo, agudiza-se a reflexão e processa-se uma organização interna que, para um animador, poderá (?) contribuir para uma melhor intervenção e com­preensão dos processos onde a Economia Social (e Solidária), emer­ge ou se pode fazer emergir.

Assim neste trabalho, gostaria de perceber se falamos do mesmo quan­do empregamos a designação “Terceiro Sector”, “Economia Social”, Economia Solidária” ou melhor, “Economia Social e Solidária”.

Se o “social” está na agenda da actualidade, se as grandes empre­sas introduzem nas suas estratégias conceitos como responsabilidade social e responsabilidade ambiental (negócio e biodiversidade), será que estamos na presença de uma preocupação baseada em valores hu­manos, éticos e de desenvolvimento sustentável? Ou será que as em­presas tendem a encontrar formas de responder às exigências dos consumidores, cada vez mais esclarecidos, e se modelam ao mercado num esforço de constante inovação, continuando com a sua visão de lucro, rentabilidade, eficácia produtiva, criando novas necessidades de consumo ou impondo o seu crescimento exponencial?

O que representa este apelo ao social, esta entrada numa área que, durante muito tempo, foi espaço e experiência alternativas?

Esta aproximação ao social terá alterado o conceito de Trabalho/Emprego como expressão de actividade e realização humanas, dando um novo sentido ao conceito Trabalho, ultrapassando a ideia de simples factor de produção de bens, nem sempre necessários ou úteis

Apesar desta aproximação, irá a Economia continuar como o su­premo princípio e fim de toda a actividade produtiva, acentuando a con­flitualidade com o Homem e com o Ambiente, associando o acto pro­dutivo a uma relação de destruição “…que se manifesta sob a forma de atentados aos seres vivos, quer se trate do Homem (fadiga, stress, acidentes de trabalho, desemprego, pobreza, exclusão) ou da Biosfera (re­tiradas maciças, poluições contínuas e acidentais)” – Maréchal, 1999: p. 178)?

Poderemos simplesmente compreender o Terceiro Sector na pura acepção do conceito, ou seja como o Terceiro, porque existem outros dois: o Público e o Privado?

Ler o texto integral em ANIMAR