DIANOVA, Coordenadora para Portugal da nova campanha-concurso “MIGRANTES NA EUROPA” 2013

Dianova Portugal foi apontada como Coordenadora Nacional para Portugal junto da Comissão Europeia – Direcção-Geral dos Assuntos Internos (Comissária Europeia, Cecilia Malmstrӧm) da nova campanha-concurso multimédiaMigrantes na Europa” que será oficialmente lançada na próxima sexta-feira, dia 1 de Fevereiro, em todos os Estados-membro da EU.

O concurso dirige-se a estudantes com mais de 18 anos de idade a frequentar instituições de ensino de artes, jornalismo, audiovisual e comunicação da União Europeia e na Croácia. O trabalho deve descrever o papel que os migrantes oriundos de países não europeus desempenham nas sociedades europeias.

Brevemente serão disponibilizadas informações mais detalhadas sobre a campanha-concurso, endereço do website e da página Facebook “Migrantes na Europa”.

Como responsabilidades, competirá ao Coordenador Nacional – Rui Martins (Director de Comunicação da Dianova) –  desenvolver as seguintes actividades:

  • Gestão de criação de awareness da campanha junto de Públicos-alvo (Universidades e Estudantes) e outros Stakeholders de relevo (Governo, Sociedade Civil, Especialistas…),
  • Gestão de relacionamentos com públicos-alvo, desde a criação de base de dados e promoção – divulgação, passando pela gestão de esclarecimentos junto deUniversidades – Professores – Estudantes via Email | Telefone, recepção – entrega dos trabalhos, à organização da reunião do Júri nacional e da estadia dos vencedores em Bruxelas em Outubro 2013,
  • Gestão de actividades de Relações com os Media, (identificação e gestão de contactos com Media Imprensa | Radio |TV especializados em direitos humanos, migração, inclusão social, igualdade, diálogo intercultural, comunicação multimédia e marketing),
  • Gestão de comunicação Media Sociais, incluindo a página Facebook “Migrantes na Europa” e verificação – actualização de conteúdos PT no site “Migrantes na Europa”,
  • E monitorização, elaboração de relatórios de avaliação e report à Comissão Europeia.

O Coordenador Nacional deseja boa sorte a todos/as os/as candidatos portugueses!

Terceiro Sector | 5 tendências tecnológicas para 2013

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Mark Tobias, presidente da Pantheon – empresa especializada em tecnologia, com conhecimentos profundos nas áreas da saúde, da educação e do impacto social –, destaca, num artigo para a Stanford Social Innovation Review, dez tendências tecnológicas para 2013. As organizações sem fins lucrativos, alega Tobias, devem considerá-las, quando estiverem a desenvolver a sua estratégia tecnológica para o ano que se aproxima. Mas, defende, “é importante distinguir o que está na moda do que é verdadeiramente útil”. A Dianova dá, nesta peça, “voz” a cinco das dez tendências alistadas.

 

Avaliação e transparência: O que é medido, pode ser melhorado. O relatório “2012 NCQA ‘State Of Health Care Quality” revela que quanto mais as pessoas conhecem a qualidade do sistema de saúde, mais poder têm para fazer escolhas informadas e apoiar os sistemas que funcionam.

As organizações sem fins lucrativos não devem apenas  registar os dados sobre o seu próprio desempenho para reflectir internamente. Partilhar esses dados com quem recorre aos seus serviços pode afectar positivamente as suas áreas de trabalho.

 

Dispor de dados para responder a dúvidas mais urgentes: Pensem além do vosso painel de web analytics. Em vez disso, respondam à pergunta ‘quais são as questões centrais a que a nossa organização quer responder?’. Um exemplo: O Google queria saber se os gestores faziam realmente a diferença e utilizou “métricas” para concluir que, de facto, faziam. A partir daí, a empresa decidiu investir em procurar saber o que faz um bom gestor.

Uma investigação revela que as organizações sem fins lucrativos recolhem toneladas de dados, mas que não estão a utilizá-los. Na próxima reunião de equipa, concluam as discussões sobre como fazer aumentar a retenção de membros, que palavra usar no e-mail de angariação de fundos, e qual a melhor altura para fazer um Tweet. Deixem os dados ajudar-vos a decidir.

 

Telemóvel “Plus”: Cada vez mais organizações estão a criar sites “telemóvel-friendly”, mas o futuro do telemóvel está a encontrar maneiras de as pessoas realizarem [conexões] quando estão longe dos seus computadores.

Uma grande inovação é a aplicação “State of the Air”, da American Lung Association, que permite aos utilizadores terem acesso a informação acerca da qualidade do ar corrente em qualquer ponto dos Estados Unidos.

Estes dados ajudam as pessoas com asma ou com uma função do pulmão comprometida a descobrirem onde é que o ar está mais limpo e os defensores do ambiente limpo a terem métricas tangíveis para fazer aumentar a consciencialização acerca da poluição.

 

Conferências sem grilhões: Ao reconhecer que o mundo e os orçamentos para viajar estão a mudar, as organizações sem fins lucrativos serão perspicazes o suficiente para repensar e reformular as conferências.

A Faster Cures, uma organização que procura melhorar a investigação médica, tem um modelo de conferência excelente. A que chamaram ‘Paretening For Cures’, uma conferência que recorre à P4C Connect –  uma plataforma semelhante ao LinkedIn, que permite os participantes fazerem uma análise dos perfis dos participantes e agendar reuniões com potenciais parceiros, através de um computador ou de um dispositivo móvel. O P4C Connect faz o ‘networking’ antes, durante e depois da conferência muito mais eficiente e valioso.

 

Uma “food-ification” integral: É orgânico! As organizações sem fins lucrativos estão a aprender lentamente a não tratar o seu site e a tecnologia como o fazem com os relatórios anuais – projectos que são refinados e completos.

Cada vez mais organizações estão a adaptar-se confortavelmente às reconfigurações da rotina e ao teste permanente. Mudanças e aperfeiçoamentos graduais baseados no feedback e na experiência são uma abordagem significativamente melhor do que um pedido de proposta a cada cinco anos para fazer um ‘redesign’ do site dispendioso.”

Ler artigo integral (em inglês) aqui.

Estudo: O que sabem e o que fazem os altos quadros das empresas americanas com os media sociais?

 

 

Entre 184 directores executivos, gestores de topo e outros membros de direcções de empresas norte-americanas, a maioria tem consciência do potencial dos media sociais como plataforma de vendas e de marketing, segundo um estudo realizado nesta Primavera. Mas há um “mas” nas conclusões desta investigação: grande parte dos inquiridos não solicita ou, na hora de tomar decisões, não tem em conta a informação recolhida a partir destas novas plataformas.

 

“Está uma empresa condenada [ao fracasso] se não usar os media sociais?”. É este o mote, em forma de ponto de interrogação, de uma análise dos resultados de um estudo realizado entre Maio e Junho de 2012, pelo Conference Board e o Rock Center for Corporate Governance da Universidade de Stanford, junto de 184 directores executivos, gestores de topo e outros membros de conselhos de administração de empresas norte-americanas.

Esta pesquisa tinha como objectivo nuclear “avaliar a sofisticação das direcções e da gestão de topo relativamente à utilização dos media sociais nos negócios” e ser o reflexo do que vêem nestas plataformas os decisores das áreas da Produção, Banca, Serviços e Retalho – situados no topo das hierarquias organizacionais, com uma média de idades de 55 anos.

O estudo revela que os inquiridos assinalam como oportunidades de estar nas redes sociais “melhorar a colaboração e a comunicação entre trabalhadores, fornecedores, accionistas e outros stakeholders”. Como riscos, percepcionam “a perda potencial do controlo da reputação e da informação da empresa”, cita o relatório publicado em Outubro.

 

Mais consciência do impacto dos media sociais do que acções concretas

 

O Facebook e o Twitter são os serviços de social media mais reconhecidos pelos inquiridos (a taxa de reconhecimento é superior a 90%), embora seja no LinkedIn – uma rede social para contactos profissionais – que mais contas abertas têm os entrevistados (80,4%). Mas ainda há 13% que não têm qualquer conta numa rede social.

Entre os media sociais menos reconhecidos estão o Wikipedia, o Klout e o ShareThis, sendo que uma das conclusões deste estudo é que o reconhecimento destes meios decresce com a idade.

Por sua vez, 56% dos sondados alegam ter um bom entendimento do impacto que estas plataformas podem ter nos seus negócios. Os directores e os executivos apreciam a oportunidade que os media sociais oferecem para granjear novos clientes e interagir com eles de um modo pessoal e directo, tendo também a noção do risco potencial desta presença nas redes sociais, em termos de marca de produto e de reputação corporativa.

Outro dado relevante: Apenas 14,2% destes profissionais assinalaram que a sua empresa recolhe informação como “chave” para medir o sucesso dos seus negócios, considerando-a nos indicadores de performance. “As empresas parecem ser relativamente pouco sofisticadas quanto à recolha de dados dos media sociais e à sua incorporação na estratégia corporativa, planos operacionais e gestão de risco”, observam os autores do relatório.

Por sua vez, o estudo salvaguarda que os que o fazem, consideram-no “útil para prosseguir objectivos corporativos”, monitorizando os potenciais riscos relacionados com a reputação corporativa e a satisfação dos clientes. Para este último grupo de profissionais, os riscos organizacionais – como as ameaças da concorrência ou a violação de legislação governamental – são relegados para segundo plano, acrescenta o estudo.

 

Que uso fazem as empresas da informação emanada dos social media?

 

Na introdução do relatório “What Do Corporate Directors and Senior Managers Know About Social Media?”, os investigadores começam por enquadrar a sua pesquisa. Pode ler-se, no documento, que vários estudos (da Edelman à BRANDFog) sugerem que estes meios de comunicação  – entendidos como “uma plataforma em rede para partilha de informação e interacção entre utilizadores” – alteraram profundamente a relação entre os consumidores e as empresas.

Este estudo vem, por sua vez, corroborar a ideia de que “as empresas estão a sentir uma dificuldade considerável em destilar a informação coligida nos media sociais para um formato utilizável”. E a própria formação sobre o tema ainda não foi generalizada: apenas 32,2% dos entrevistados fizeram notar que a sua empresa contratou um consultor ou um perito para apresentar o tema dos media sociais.

E com que fins as empresas estão presentes nas redes sociais? Aproximadamente três quartos das empresas onde os inquiridos trabalham (76,4%) recorrem a estas plataformas sociais para apoiar actividades de negócio, revela o estudo. Usam-no sobretudo para comunicar e interagir com os clientes e para publicidade ou vendas junto dos clientes. Menos importância é dada à pesquisa sobre os clientes e concorrência ou para comunicar com os stakeholders e os trabalhadores.

Outro dado relevante a reter: os directores tendem a não se envolver nos media sociais das suas empresas. Só 10,3% dos entrevistados afirmaram recorrer a estas plataformas para fazer um comunicado público ou abordar os stakeholders. Também só 23,6% afirmaram que os gestores de topo recebem relatórios com dados métricos sumários dos media sociais, que consideram “úteis”, embora sem saber muito bem o que fazer com eles.

O relatório alerta para o facto de “informação potencialmente importante” não estar a ser recolhida para “fins de análise de performance corporativa”, não entrando nas contas dos que tomam decisões, nem nos programas de gestão de risco.

A fechar o relatório, a equipa do Conference Board da Universidade de Stanford dedica algumas linhas a “Recomendações para a Acção”, salientando que os líderes organizacionais ainda não estão a agir no sentido de implementar uma estratégia de social media que se articule com a estratégia corporativa e as práticas de gestão de riscos.

Entre as sugestões defendidas, estão “determinar como os social media casam com a estratégia e o modelo de negócio”, “implementar um sistema de ‘audição’ para capturar dados dos media sociais e transformá-los em dados métricos” e “desenvolver políticas formais e directrizes para empregados, executivos e directores”.

 

Relatório EURid/UNESCO | Uma Internet cada vez mais multilingue

 

Estão a crescer em número, por todo o mundo, os nomes de domínio internacionalizados – vistos como um “elemento essencial rumo à criação de uma Internet verdadeiramente multilingue” – de acordo com um relatório recente da European Registry for Internet Domains (EURid) e da UNESCO. Só a Rússia e a Coreia do Sul somam juntas aproximadamente um milhão de registos destes nomes de domínio.

O documento – designado “EURid-UNESCO World Report on Internationalised Domain Names Deployment 2012” – apresenta dados quantitativos sobre o desenvolvimento destes nomes de domínio internacionalizados (NDI) até à data, sendo que o lançamento do primeiro NDI, que tornou os domínios multilingues “completamente disponíveis”, remonta a 2010.

Janis Karklins, director-geral adjunto de Comunicação e Informação na UNESCO, refere, em nota de imprensa, que “a introdução de nomes de domínio internacionalizados a nível nacional foi um passo muito positivo em direcção à promoção do multilinguismo no ciberespaço, oferecendo novas oportunidades de aceder à informação àqueles que não usam o alfabeto latino na sua linguagem”.

A introdução de NDI permitiu, por exemplo, que todos os níveis de nomes da Internet também pudessem incorporar conjuntos de letras dos alfabetos chinês, árabe, russo ou qualquer outro alfabeto não latino.

O estudo apresenta dados de 90% dos nomes de domínio de topo registados em todo o mundo, concluindo que há uma correlação “significativa” entre os NDIs e os conteúdos locais. Revela ainda que a Rússia e a Coreia do Sul juntas registaram aproximadamente um milhão de nomes de domínio internacionalizados, e que, globalmente, foram efectuados nos últimos dois anos pelo menos 3,5 milhões de registos de NDIs.

O relatório – que se propõe a seguir o rasto e analisar “o crescimento do multilinguismo na Internet e os factores que contribuem para isso” – admite que a “funcionalidade e a experiência do utilizador de NDIs ainda estão na sua infância”. E identifica obstáculos a ultrapassar para atingir a universalidade destes nomes de domínio: o seu registo e uso “mantêm-se uma experiência inconsistente e insatisfatória para muitos utilizadores da Internet”.

Neste documento, são ainda dados a conhecer estudos de caso sobre o uso de NDIs no Egipto, na Coreia do Sul, na Rússia, na Arábia Saudita e no Qatar, nos quais se procura investigar os factores que podem determinar as disparidades entre estes países, desde a linguística e a homogeneidade cultural à taxa da população, passando pela penetração da Banda Larga. Também factores como os preços e as políticas menos ou mais liberais de registo são tidos em conta nesta análise. O Qatar, sendo um país povoado por uma sociedade linguisticamente heterogénea, acaba por recorrer ao Inglês para muitas transacções, exemplifica o estudo.

Por último, a EURid e a UNESCO reconhecem que “é necessária uma maior consciência sobre os NDIs e compreender a importância da Internet para gerar crescimento económico e desenvolvimento social”, pode-se ler no relatório apresentado esta terça-feira no Azerbaijão. “A UNESCO está a trabalhar com vários parceiros para tornar esta oportunidade em vantagem para as pessoas em todo o mundo”, acrescentou Janis Karklins.

 

Domínio .eu usado por 500 milhões

Entretanto, no velho continente, a Comissão Europeia defende o “respeito pela diversidade linguística como um valor nuclear da União Europeia”.

O domínio .eu está entre aqueles mais usados, conectando 500 milhões de pessoas em 27 países que partilham “uma identidade” na Internet. Companhias e marcas como o Fairtrade International, a Microsoft Corporation ou a Toyota usam-no. É uma “solução prática para transmitir uma identidade clara de Europa e as suas ambições de negócio”, defende o portal Euractiv, versado em notícias e debates sobre a União Europeia.

“Os scripts dos 23 idiomas da União Europeia estão sob o domínio .eu e, portanto, vemos a relação entre a língua local e a localização geográfica nos padrões de registo do NDI e compreendemos a sua importância”, defende Marc Van Wesemael, dirigente  da organização sem fins lucrativos EURid.

Teoricamente, a União Europeia está empenhada na promoção do multilinguismo e aspira a que cada cidadão de todos os Estados-Membros fale pelo menos duas línguas estrangeiras. Porém, na prática os sites de várias instituições e agências da União Europeia reduzem as opções de leitura apenas a uma ou duas línguas de trabalho.

A tentativa de criar uma Patente Europeia, que inclua apenas o Inglês, o Francês e o Alemão, tem tido a oposição de países como a Espanha e a Itália por a considerarem discriminatória. As críticas mais duras à predominância do Inglês na União Europeia têm vindo sobretudo associações francófonas.

 

Drogas | Estudo revela que mulheres são discriminadas em campanhas de prevenção

As campanhas de prevenção de consumo de drogas não estão pensadas para que cheguem de igual modo a mulheres e homens, o que pode levar a que a sua eficácia seja diferente. Esta é a principal conclusão de um estudo das campanhas publicitárias  difundidas em Espanha entre 2002 e 2011. Os resultados desta análise centrada na perspectiva do género foram divulgados ontem pela UNAD.

Estudo assinala invisibilidade da mulher nas campanhas de prevenção

A análise qualitativa de campanhas de âmbito estatal relativas à prevenção de consumo de drogas e a problemas associados foi realizada por um grupo multidisciplinar de especialistas nas áreas do Género, Droga, Prevenção, Publicidade e Comunicação, tendo sido coordenada pela Unión de Asociaciones y Entidades de Atención al Drogodependiente (UNAD).

E qual é o objectivo do estudo? “Melhorar a eficácia das campanhas de prevenção do consumo de drogas no colectivo de mulheres”, pode-se ler no site desta organização não-governamental sedeada em Madrid, numa altura em que há um incremento da “feminização do consumo de drogas e de adições de substâncias psicoactivas”, legais e ilegais.

Vários estudos recentes revelam que o consumo de drogas e álcool está a aumentar entre as mulheres. A UNAD lembra que, na última década, também cresceu o número de mulheres que recorrem a centros de atenção especializada por reconhecerem um problema de adição. Em 2011, nos centros da organização espanhola, 33,56% das pessoas atendidas eram mulheres.

Segundo a Encuesta Estatal sobre uso de Drogas en Enseñanzas Secundarias (ESTUDES), análise focada em estudantes dos 14 aos 18 anos em escolas secundárias, em 1994 o consumo de canábis entre estudantes do sexo feminino era de 18%, em 2008 de 32,8%. A mesma tendência se dá no caso do consumo de cocaína. Passou de 1,9% em 1994 para 3,8% em 2008. Já no consumo de álcool e hipnosedativos, as jovens ultrapassam os jovens.

A UNAD aponta, mesmo considerando que a questão do consumo associado ao género ainda foi pouco estudada, como uma das causas para estes números “a inadequação das campanhas de prevenção que se desenvolvem, tanto por parte das administrações públicas, como pelas organizações sociais”.

 

Metodologia do estudo

Sob avaliação nesta análise estiveram textos, imagens, grafismo, contextos, situações e relações incluídos em campanhas de marketing social estatais com a finalidade de inspirar a mudança de comportamentos e atitudes. “Reduzir o consumo de drogas e aumentar a idade de início do consumo” foram identificados pela UNAD como os objectivos das campanhas de “publicidade de prevenção” estudadas.

Numa primeira fase, foram recolhidas todas as campanhas de prevenção de consumo de drogas em suporte informático que iam ser objecto de estudo e envidas para cada profissional para avaliação. Após a aplicação de dois questionários – um para avaliar cada uma das campanhas e outro para fazer uma avaliação global – ocorreram reuniões com toda a equipa de peritos envolvidos, que fizeram uma análise exaustiva de cada campanha. Nestes encontros foram divulgadas as respostas aos questionários, debateram-se mensagens publicitárias e foram compiladas conclusões. Por fim, foram estudadas e elencadas em conjunto propostas para futuras campanhas de publicidade.

 

UNAD propõe linguagem inclusiva e monitorização das campanhas

Se a primeira conclusão destacada nesta análise reconhece que as campanhas de prevenção de consumo de drogas não estão pensadas para que cheguem de igual modo a mulheres e homens, a segunda – ligada à anterior – é que a linguagem utilizada nas campanhas reforça os papéis tradicionais do homem e da mulher.

Os resultados dos questionários respondidos por peritos das áreas dos media, dos estudos de género e das drogas apontam para a percepção consensual de que a maioria das campanhas não tem em conta a questão do género, e que, aliás, não é notada nenhuma “evolução positiva significativa” nesta matéria na década estudada. Por exemplo, nenhum dos intervenientes no estudo disse conhecer campanhas específicas para mulheres.

Outras notas dos especialistas: o consumo diferenciado entre homens e mulheres não está presente na maioria das campanhas e as campanhas parecem claramente realizadas por homens. A invisibilidade das mulheres neste tipo de publicidade não se coaduna com a realidade dos números, defende o estudo. As últimas campanhas contra o álcool dirigidas a jovens mostram sempre um rapaz com claros indícios de embriaguez, quando os últimos dados revelam que a prevalência de consumo de álcool nas raparigas supera a dos rapazes.

Os estereótipos, arquétipos e papéis sexuais e sociais são mencionados várias vezes ao longo do relatório. Foi notado que os vídeos mostram sempre a imagem da mãe sofredora, vulnerável, a acompanhar mensagens de culpa. Nas campanhas é ressaltado um “estereótipo determinado”, associando o consumo a rapazes e raparigas com bom ar e com nível económico. Os especialistas lembram que a voz off masculina, nos anúncios, transmite ideias de autoridade e credibilidade, enquanto a voz off feminina expressa angústia, ansiedade e preocupação.

Com vista à realização de campanhas mais inclusivas, o estudo aponta como propostas “pôr enfâse no consumo problemático de substâncias cuja adição é maior em mulheres”, como é o caso dos psicofármacos, e eliminar das campanhas publicitárias o cânone da beleza, que não corresponde à realidade.

Recomendar a utilização de linguagem não sexista, ter em conta novos modelos de família e criar um organismo específico responsável por realizar pareceres sobre o impacto do género na publicidade institucional são outras das sugestões do estudo divulgado ontem pelo UNAD. Bem como a coordenação entre a empresa publicitária, a instituição que põe em marcha a campanha e um organismo específico para avaliar se as campanhas contemplam a questão do género, e a influência junto do Ministério da Saúde, dos Serviços Sociais e da Igualdade para fazer cumprir a lei da igualdade na política da saúde.

 

Outros dados do estudo

– Muitas substâncias não são abordadas nas campanhas

– As campanhas mostram mensagens muito dramáticas

– É necessário diferenciar consumo esporádico do abusivo

– Existem muito poucas campanhas de prevenção dirigidas aos consumidores

“Nonprofit Answer Guide” para profissionais do terceiro sector disponível online

 

É um serviço “tira-dúvidas”, que dá respostas a perguntas que frequentemente ocorrem a executivos, gestores e profissionais do sector não lucrativo. Chama-se Nonprofit Answer Guide e promete respostas concisas a questões operacionais e de gestão. Em destaque estão ainda as novas tendências do segmento não lucrativo.

“O nosso sector [o não lucrativo] está a mudar constantemente e é cada vez mais escrutinado. E quando se está focado na missão, nem sempre é fácil manter-se a par das últimas tendências de liderança ou dos requisitos legais”. É assim que é apresentado o site Nonprofit Answer Guide, um projecto da autoria do Center for Nonprofit Management & Cause Communications, que estima que a leitura de cada resposta demore dois minutos. Aliás, o “site-guia” faz gala desse número redondo: “2-Minute Answers for Busy Nonprofits”.

O portal dispõe de respostas a perguntas mais frequentes (as famosas Frequently Asked Questions – FAQ)  sobre “Liderança & Inovação”, Aspectos Legais”, “Conselhos de Administração e Governance”, “Finanças”, “Angariação de fundos”, “Tecnologias”, “Marketing e comunicação”, “Plano estratégico”, “Avaliação” e “Gestão de Pessoas”.

Na secção “Liderança”, por exemplo, o guia propõe-se a dar eco a uma “visão panorâmica maior” do sector não lucrativo ao gestor que ambiciona ser líder. Expondo boas práticas e tendências de liderança, esta secção debruça-se sobre como “injectar a visão [do líder] de modo a avançar com a missão na organização”, refere o guia.

Já o espaço reservado aos “Conselhos de Administração e Governance discrimina responsabilidades éticas e legais que devem orientar a actuação de um membro do conselho de Administração de uma organização do terceiro sector. De entre os conteúdos disponíveis, poder-se-ão ler “as melhores práticas relacionadas com operações do Conselho, recrutamento, angariação de fundos e comunicação interna”.

“Como pode esta secção ajudar [os profissionais deste sector]?” A resposta à questão inscrita na área alusiva ao “Marketing e Comunicação” desdobra-se num inventário de dicas relacionadas com planeamento estratégico de comunicação. O ‘cicerone’ virtual partilhará com os profissionais do sector orientações no sentido das organizações estabelecerem uma identidade corporativa e um posicionamento próprios, desenvolverem mensagens-chave e “contar ‘estórias’”.

O Nonprofit Answer Guide inclui ainda uma secção chamada “Ask Our Experts” (“Pergunte aos nossos especialistas”, em português), que inclui questões endereçadas pelos leitores do site. Entre os contributos mais recentes podem ler-se respostas às perguntas “O que precisam as organizações sem fins lucrativos de considerar numa economia volátil?” ou  “Onde podemos aplicar tecnologia na nossa organização e que tipos de ferramentas estão disponíveis?”

 

 

European Communication Monitor 2012 – Síntese de resultados

Cerca de 2.000 profissionais da área da Comunicação – entre directores-presidentes de agências, responsáveis por departamentos de comunicação e consultores, oriundos de organismos públicos, empresas privadas e de organizações sem fins lucrativos – de 42 países europeus, incluindo Portugal, responderam ao repto lançado, online, durante o mês de Março de 2012, pela EUPRERA (European Public Relations Education and Research Association), em parceria com a EACD (European Association of Communication Directors), a revista Communication Director, e um grupo de investigação de onze universidades europeias de renome, sob a batuta do professor Ansgar Zerfass, da University de Leipzig, Alemanha.

 

O que pensam, hoje, da comunicação estratégica os profissionais do ramo na Europa? Era esta questão central de um inquérito proposto por estas entidades, desdobrada em trinta perguntas. Alguns resultados do European Communication Monitor 2012 – estudo empírico anual de tendências de referência na área de Comunicação – podem ser vistos neste vídeo-síntese:

 

 

Quatro tendências a registar e a acompanhar: 82% das organizações têm mais touch points com os seus públicos do que há 5 anos; questões éticas como as regras de transparência e a comunicação nas redes sociais são mais relevantes do qua há 5 anos para 58% dos profissionais sondados; 3 em 4 dos inquiridos concordam que a “voz corporativa” é criada por todos os membros das organizações em interacção com os stakeholders; 75% dos entrevistados assumem a dificuldade em provar o impacto das actividades alusivas à comunicação nos objectivos das organizações.