União Europeia: Grandes empresas obrigadas a relatório anual em nome da “transparência”

45397063

 

A sua empresa tem mais de 500 empregados? Se sim, a partir de agora terá que revelar, num relatório anual não exaustivo, informação ao nível de políticas, riscos e resultados em matérias ambientais, laborais e sociais. Uma proposta de Directiva Comunitária adoptada pela União Europeia no dia 16 de Abril exige-o a partir de então.

 

O objectivo desta medida – cuja implementação total está prevista para 2017 – é o “aumento da transparência das Empresas Europeias no desempenho ambiental e social”, segundo o comunicado de imprensa da Comissão Europeia que responde a eventuais “Perguntas Mais Frequentes” relativas a esta novidade legislativa. O Conselho Europeu e o Parlamento Europeu esperam, assim, contribuir para o “efectivo desenvolvimento do emprego e da economia a longo prazo”.

“A transparência leva a um melhor desempenho”. Eis o ponto de partida desta directiva, baseada na convicção de que a transparência é “parte da solução, não do problema”. As empresas que são transparentes têm melhor desempenho ao longo do tempo, custos financeiros mais baixos, atraem e retêm empregados talentosos e são, finalmente, melhor sucedidas, assinala o comunicado.

O respeito pelos direitos humanos, a corrupção, o suborno e a diversidade na administração de empresas são questões que vão estar em cima da mesa aquando da elaboração do relatório, agora obrigatório, que se pretende ser facilitador de informação e não um documento exaustivo.

Os mentores desta directiva comunitária defendem que esta não será um mero instrumento legislativo, mas que permitirá a adequação das políticas à realidade na qual a empresa intervém e que pode atrair mais investidores. “(Estes) estão cada vez mais interessados em informação não-financeira, com vista a terem um entendimento compreensivo da evolução da empresa, da performance ou do seu posicionamento, analisando exaustivamente esta informação nos seus processos de decisão de investimento”.

Para as empresas terem tempo para desenvolverem procedimentos internos, está previsto que a implementação total da medida ocorra até 2017. Até à adopção desta directiva, já havia cerca de 2500 empresas Europeias que reportavam informação social e ambiental regular e voluntariamente à Comissão Europeia.

De acordo com o comunicado da Comissão Europeia, estima-se que este relatório resulte para as grandes empresas num custo directo adicional de menos do que 5000 euros por ano.

“Programa Impacto Social” quer terceiro sector a “mostrar valor”

110675843

 

“Programa Impacto Social”. Assim se chama o desafio que a CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social e a Fundação Montepio vão lançar às organizações do sector social já na próxima segunda-feira, dia 25. O objectivo é apoiar até 10 projectos de avaliação e demonstração de impacto social provindos da sociedade civil e apresentar os melhores destes, numa conferência internacional, a potenciais parceiros e financiadores.

 

A frase-mote do programa é formulada como um edital provocador: “Procuramos ideias de valor”. A imagem, que se funde com a frase-desafio, inclui uma lâmpada a disparar luz em várias direcções, sobre um fundo amarelo-torrado.

São estes os principais elementos visuais do cartaz que publicita a apresentação da primeira edição do “Programa Impacto Social”, uma iniciativa que “selecciona ideias promissoras em várias áreas de intervenção social” e “capacita os seus responsáveis para demonstrar o seu potencial de impacto”, segundo a nota oficial da CASES, uma das duas entidades que estão a coordenar o programa.

E como podem as organizações do terceiro sector demonstrar esse potencial de impacto? Através da metodologia SROI [Social Return In Investment], uma análise custo-benefício do valor social gerado pela intervenção de uma organização, que compara o retorno social com a despesa necessária para o obter. Na Europa, esta ferramenta tem tido particularmente expressão no Reino Unido, país no qual o próprio governo lançou, em 2009, um Guia para o Retorno Social do Investimento.

“A medição e a demonstração do impacto social são elementos decisivos para quem pretende distinguir-se no actual contexto de escassez de recursos”, assinala a nota da CASES. E é neste sentido que a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social e a Fundação Montepio defendem que esta iniciativa “sublinha a importância da valorização dos projectos da economia social com maior impacto”.

Para a semana, a Dianova partilhará pormenores do “Programa Impacto Social”, que será apresentado na próxima segunda-feira em Lisboa.

Social Change Film Festival | Era uma vez a Mudança Social … com vozes indígenas

Até domingo, Nova Orleães [EUA] acolhe o Social Change Film Festival. “Água: Desafios e Soluções” é o tema central da segunda edição de um certame de cinco dias que pretende responder a desafios sociais e ambientais a nível global, através do cinema e do documentário. Este ano, entre os mais de 50 filmes enviados por realizadores indígenas, sobre identidade cultural, ambiente, suicídio juvenil e toxicodependência, dois foram seleccionados para exibição. Chamam-se “Cry Rock” e “March Point”.

 

Este festival é “uma rede internacional de realizadores que expressam a necessidade de mudança social através das suas obras”, segundo um comunicado da organização First Peoples Worldwide (FPW), que este ano organizou, neste âmbito, o painel “Traditional Storytelling Using Modern Technology”.   Ou seja, um apelo aos realizadores e argumentistas para contarem as suas histórias e as das suas comunidades, daquelas à moda antiga, mas com câmaras de filmar e gadgets na mão.

Foram seleccionados pela FPW, no âmbito deste painel, os filmes “Cry Rock” e “March Point”.

O primeiro documenta a luta da realizadora estreante Nuxalk [Banchi Hanuse] na Columbia Britânica, no Canadá, pela preservação da língua, cultura e identidade dos nativos, em resposta ao colonialismo e à infracção pela cultura não-indígena.

O segundo conta a história de três adolescentes da tribo ameríndia “swinomish” a despertar para os impactos negativos das refinarias de petróleo nas suas comunidades no oeste do Estado de Washington. A realizadora, Tracy Rector, é co-fundadora da Longhouse Media, uma organização que promove o crescimento artístico e comunitário dos jovens realizadores indígenas.

 

Cry Rock (Trailer)

 

March Point (Excerto do filme)

 

“Histórias poderosas”

Neva Morrison, moderadora deste painel e directora da FPW, diz que viu mais de 50 filmes realizados por indígenas que lhe chegaram às mãos e diz ter sido inspirada por cada uma das propostas enviadas: “As histórias que eles partilharam são fantásticas. Fiquei comovida, até às lágrimas, com alguns [filmes], e outros fizeram-me rir, mas todos inspiraram-me e, porque estas histórias foram contadas, realizadas e editadas por pessoas indígenas nas suas próprias palavras, isto tornou-as mais poderosas e mais rigorosas. As duas seleccionadas para exibição no Social Change Film Festival merecem todo o reconhecimento que estão a receber hoje”. Por exemplo, “Cry Rock” venceu oito prémios desde que estreou no All Roads Film Festival da National Geographic, em Washington.

Além da exibição de filmes e dos painéis temáticos, constam ainda do cardápio do Social Change Film Festival “workshops” e palestras de profissionais da indústria de cinema sobre realização, distribuição, angariação de fundos e media relacionados com mudança social.

“Este festival continuará a ser um modo poderoso de as comunidades indígenas partilharem as suas histórias, dando-lhes a oportunidade de partilhar as suas lutas, sucessos – e mais importante – as suas soluções para um mundo melhor”, pode-se ler no comunicado de imprensa da First Peoples Worldwide.

A FPW é uma organização criada em 2005 que se tem dedicado a financiar projectos de desenvolvimento local nas comunidades indígenas em todo o mundo, procurando “criar pontes entre as nossas comunidades e as empresas, governos, académicos, ONGs e investidores das suas regiões”.

 

 

Prémio Altran quer distinguir projectos tecnológicos para a inclusão social

Tem uma ideia inovadora para uma cidade? É um projecto de inclusão social que recorre à tecnologia e inovação? Será útil para a população em geral e aplicável a curto e médio prazo? Anuiu a cada uma das perguntas anteriores? Então, pode apresentar o que anda a magicar à Fundação Altran para a Inovação até dia 31 de Outubro. O prémio consiste em apoio tecnológico e científico durante seis meses para levar a cabo o seu projecto.

 

 

A primeira edição nacional do Prémio Altran versa sobre o tema “Tecnologia e Inovação ao serviço da Inclusão Social” e tem como objectivo o desenvolvimento e a aplicação de uma ideia de combate à exclusão, através de ferramentas que proporcionem oportunidades de acesso a bens e serviços a todo e qualquer cidadão.

Ao prémio poderão candidatar-se projectos nas áreas da comunicação, educação, mobilidade, saúde, higiene, formação e do emprego, alojamento e ambiente. Na área da educação, por exemplo, as ferramentas a desenvolver poderão centrar-se no combate ao insucesso escolar ou no acesso geral ao conhecimento. Por sua vez, na área da mobilidade, são valorizados projectos que garantam a autonomia de pessoas com limitações físicas e o acesso generalizado a infra-estruturas e transportes.

O concurso é destinado a pessoas de qualquer nacionalidade, ou a equipas provindas de escolas, universidades, empresas privadas, associações e centros de pesquisa públicos e privados portugueses ou cujo historial revele uma estreita colaboração com Portugal.

Entre os critérios de selecção, destacam-se a demonstração da viabilidade técnica e financeira do projecto, a prova da inovação e da utilidade do projecto para o público em geral, bem como da sua aplicação a curto e a médio prazo. Os candidatos devem ainda estabelecer um calendário provisório do projecto para os próximos três anos, e informar, no formulário de candidatura, qual o uso que pretendem fazer do apoio tecnológico dispensado pela Fundação Altran.

As candidaturas devem ser submetidas electronicamente até à meia-noite de 31 de Outubro, sendo que o seu envio não dispensa a apresentação oral dos projectos entre os meses de Novembro e Dezembro. No caso de dúvidas, durante a preparação do projecto e o processo de formalização da candidatura, os candidatos poderão recorrer ao apoio de um consultor da Altran, em regime de coaching. Uma das funções deste consultor é ajudar os candidatos a preparar a apresentação oral, servindo ainda de mediador entre o candidato e a fundação.

O júri é composto por especialistas independentes com competências no tema escolhido para a edição deste ano, provindos das áreas da investigação, política, ensino, indústria, sendo que nenhum colaborador da Altran poderá ser jurado.

A Fundação Altran para A Inovação, criada em 1996 pelo Altran Group, tem como objectivos centrais “apoiar e promover a inovação tecnológica para o benefício humano”. O apoio no desenvolvimento dos projectos inclui as áreas de especialidade da Altran, como o desenvolvimento tecnológico, o design, a propriedade intelectual, a gestão de projectos, a optimização de custos, a pesquisa de parceiros, o marketing e a comunicação.

Este é a primeira vez que o concurso é lançado a  nível nacional. Os vencedores de cada país a concurso terão oportunidade de participar na final internacional, a ser realizada em Paris.

Os países participantes são, além de Portugal, a Bélgica, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e o Reino Unido.

David Young, de consultor do BCG a líder no terceiro sector (Entrevista)

David Young foi director administrativo do Boston Consulting Group (BCG), empresa na qual trabalhou entre 1988 e 2005. Em 2006 decidiu mudar para o terceiro sector, abraçando o desafio de integrar a World Vision International, uma organização de desenvolvimento, apoio humanitário e advocacia, dedicada ao trabalho com crianças, famílias e comunidades, e ao combate à pobreza e injustiça social, por exemplo por via do microcrédito. Hoje é COO [chefe executivo de operações] desta ONG.

Oito anos depois da mudança pessoal, em entrevista recente ao BCG Perspectives Young explica como as competências adquiridas no sector empresarial têm valor acrescentado e podem ser aproveitadas no sector social. “Devemos reconhecer que o que construímos através da experiência de consultoria é uma ferramenta poderosa para enfrentar os problemas mais desafiantes e indefinidos”.

Consultar é “a arte de entrar numa organização. Ganhamos uma capacidade de entrar e ter empatia suficiente, disponibilidade para ouvir e o desejo de alcançar um entendimento profundo da situação antes de começarmos a actuar”. Pensar como um consultor, com a finalidade de resolver problemas de ordem global, foi esta a mais-valia e o desafio que viu na sua entrada no terceiro sector.

Na World Vision International  – que conta com o “envolvimento fenomenal” de 44 mil empregados em todo o mundo –, os problemas são “complexos”: Guerra, migração em massa, trabalho infantil, alterações climáticas, e crescimento económico produtivo e pujante “que deixa alguns para trás”. A missão da organização não é menos complexa e ambiciosa: Mudar as vidas de crianças que nasceram em ambientes pobres e fazer aumentar a consciência social sobre os níveis de injustiça e iniquidade que existem a nível macro.

A difícil mudança do sector empresarial para o social deveu-se, em parte, a uma visão racional do seu percurso profissional.“Chegas a um ponto em que precisas de dizer ‘O que é que o mundo à minha volta precisa? Dadas estas necessidades, estou a potenciar ao máximo os meus dons, as minhas competências, a experiência e educação?”. Mas também pesou nesta decisão, admite Young, o seu lado emocional. A consultadoria “é um bom lugar para as pessoas que têm uma paixão profunda e querem induzir mudança”.

Young considerava ter “habilidade para criar mudança” e viu no terceiro sector a plataforma apropriada para causar “um grande impacto nas vidas de muitas pessoas”. E que poderia tomar em conta as “lições directamente aplicáveis” do sector empresarial. “Senti que a mudança, boa e produtiva, que nós vimos nos clientes comerciais poderia ser trazida para o sector das ONGs”.

Além das suas “competências” e da “experiência”, julgava ter uma “perspectiva” que faria a diferença, a de pensar profundamente os problemas: “Consultar permite-te posicionares-te, de olhar mais profundamente para os assuntos. Também a experiência e a viagem permitem-te tornares-te mais consciente do mundo. Prepara-te para te confrontares com alguns dos problemas reais que estão lá fora, além dos muros de uma empresa”.

Na verdade, o ex-director administrativo do BCG não vê assim tantas diferenças entre um sector e outro, à excepção de não estar a trabalhar com mercados públicos e de não mensurar os resultados através do lucro. Outra diferença é de ordem financeira. Tanto que Young aconselha quem está a ponderar mudar do sector empresarial para o terceiro sector a fazer uma “apreciação holística pelas recompensas que irá receber”. Lembra que o foco não deverá ser colocado nas recompensas financeiras, mas nos efeitos e na missão.

Young ao longo da entrevista cita algumas recompensas que já teve nos últimos oito anos de sector social, como libertar uma criança vítima de trabalho infantil e dar-lhe uma oportunidade de ter uma educação, começar um negócio e mesmo empregar outros adultos. “Há crianças que estarão vivas amanhã pelo que a tua organização faz hoje”, acrescenta. Outras recompensas: conferir “dignidade e alívio num momento de grande dor” e perceber que “a mudança está realmente a acontecer” e que a sua organização contribuiu para tal.

 

Leia a entrevista na íntegra aqui.

 

Boston, uma cidade em modo “networking”?

Imagine que vive numa cidade com um terceiro sector omnipresente, altamente competitivo, onde cada organização se encontra sob a pressão constante de competir para aumentar a sua influência na comunidade, com financiamentos limitados e líderes hostis entre si.

Essa cidade pode ser Boston, a maior cidade do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. Ou melhor, esta cidade podia ser Boston, até a Barr Foundation – habituada a actuar nas áreas da educação e das artes – começar a propor, a partir de 2004, aos directores executivos de algumas destas organizações sem fins lucrativos um programa sabático de três meses com os seus próprios concorrentes, longe da sua área de acção. E “longe” pode significar o estado de Chiapas, no México, mas também Haiti, Brasil,  Zimbabué ou África do Sul.

O objectivo da Barr Fellows Network, através deste programa de transformação social, é reduzir o sentido de competição e desconfiança entre os líderes e respectivas organizações, de modo a potenciar a cooperação entre agentes de mudança da cidade e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida de Boston e da sua população.

Os executivos da Barr Foundation notaram, pela sua experiência e pelo estudo de outras iniciativas colectivas, que a maior barreira ao impacto social reside geralmente a nível individual. Apostaram, assim, num projecto para revigorar os líderes longe do seu habitat natural e alimentar relações individuais. Oito anos depois de lançado o Barr Fellowship, e apesar das reticências de vários participantes na fase inicial do período sabático, a ideia de que as redes de mudança social são animadas não pelas organizações, mas pelas pessoas, ganhou sustentação prática.

Em 2010 vinte e quarto líderes rumaram a Chiapas, México, zona montanhosa, rica em florestas tropicais e habitada por populações indígenas consideráveis. Desligaram-se das suas organizações por completo, dos seus telemóveis e dos seus papéis habituais. Inicialmente, as relações entre estes eram distantes ou nulas, noutros casos hostis. O plano de actividades incluiu encontros com activistas locais e líderes indígenas, que construíram escolas e clínicas para a população e governam 32 municípios sem apoio do governo mexicano. Os visitantes ocidentais foram inteirados de como é praticada a mudança social em situações de extrema pobreza e risco político, situação que faz rever as suas perspectivas de organizações sem fins lucrativos nos Estados Unidos.

Gibrán Riviera, mediador do Interaction Institute for Social Change, comenta o ambiente sentido nestas jornadas intensivas e disruptivas no hemisfério sul: “As relações mediadas por identidades organizacionais são frequentemente limitadas ao formal e ao transacionável. Esta jornada de aprendizagem [conduziu os líderes das organizações presentes] a uma ligação mais profunda e mais humana”. Os riscos desta operação eram elevados: relações que punham em causa crenças pessoais, questões ideológicas, de etnia e classe. Pat Brandes, consultor estratégico da fundação que engendrou esta rede, diz que esta experiência “contracultural” desbloqueou o desconforto. “O controlo foi substituído pela confiança. Os líderes estão a ultrapassar fronteiras (…). Esta é uma aprendizagem crítica para a nossa sociedade multirracial e multiétnica”.

Este “empurrão” dado pela Barr Foundation já teve alguns efeitos práticos, depois do programa ter abrangido, em oito anos, 48 participantes. As candidaturas a bolsas propostas pela administração Obama têm sido melhor coordenadas e preparadas, mais de duas dezenas atribuídas, porque as organizações conhecem-se melhor e cooperam mais. “O poder desta rede é o de fazer estabelecer relações profundas que fazem de Boston um melhor lugar”, afirma John Barros, director executivo da organizaçã0 Dudley Street Neighborhood Iniciative  e participante no programa sabático de 2007.

A monitorização e análise da evolução comportamental desta rede criada em 2004 têm sido realizadas regularmente por avaliadores externos e internos, por via da participação em inquéritos online e entrevistas. Nesta avaliação, os indivíduos que participaram nestes programas sabáticos reportaram que atiraram para trás das costas o ego, o conflito e a ideologia para gerar uma “coragem colectiva”. A nível geral, a influência junto do poder aumentou. A rede ultrapassa as preocupações iniciais das organizações. Um participante do programa da Barr Foundation de 2007, Meizuh Lui, conclui: “A solidariedade fez crescer a conectividade local, podemos perceber melhor as causas na origem da pobreza e da desigualdade”.

Texto escrito a partir de ““Networking A City” , artigo publicado na Standford Social Innovation Review

Presidente do INCB visitou Dianova

Raymond Yans (esq.) e Pavel Pachta (dir.)

 

 

 

 

 

 

 

 

No passado dia 20, o presidente do INCB (International Narcotics Control Board), Mr. Raymond Yans, e o Deputy Secretary of the Board, Mr. Pavel Pachta, visitaram as instalações da Dianova Portugal, na Quinta das Lapas.

Nesta visita paralela a uma Organização Social, no âmbito da Missão INCB 2012, os dois membros deste organismo auscultaram e registaram as preocupações sobre problemas sociais, saúde e económicos relacionados com abuso de drogas partilhadas pela equipa da Dianova.

Durante a manhã, e a anteceder uma visita à comunidade terapêutica, foram apresentados os resultados alcançados em 2011 em 3 áreas de intervenção: Prevenção e Promoção de Saúde, Tratamento das Toxicodependências e Reintegração Social. 

Galeria de fotografias ilustrativas da visita aqui.

Apresentação do Impacto Social 2007-2012 e resultados específicos de iniciativas/programas da Dianova aqui.

O ICNB é o órgão quasi-judicial e independente que monitoriza a implementação das convenções internacionais das Nações Unidas em matéria de controlo de estupefacientes.