Droga: quando o barato sai caro

Manuel Pinto Coelho – Presidente da Associação para um Portugal Livre de Drogas (APLD)

Na CND — Commission on Narcotic Drugs, nas Nações Unidas, ‘czar’ norte-americano das drogas declarou peremtoriamente “com uma abordagem bem sucedida de saúde pública em oposição à legalização das drogas comparada com muitos outros países europeus que apresentam elevadas subidas de consumo a Suécia é o país modelo para os Estados Unidos” (White House drug policy director kerlikowske meets with swedish counterdrug officials; cites sweden’s drug control policies as model for U.S.,Víenna, 21/03/n). Ao contrário de Portugal, que desde junho de 2001 viu a droga descriminalizada e que na abordagem ao problema da toxicodependência tem dado prioridade às estratégias de redução dos danos por ela provocados, a Suécia adotou desde há muito, com o apoio de todas as forças políticas com assento parlamentar, da direita à esquerda, uma política humana e restritiva visando uma sociedade livre de drogas.

Na mesma linha do seu conterrâneo democrata, o republicano Rudolph Giuliani, mayor de Nova Iorque quando do ataque às Torres Gémeas, protagonizou o maior caso de sucesso no combate à criminalidade, nomeadamente a associada à droga, tendo conseguido reduzi-la em cerca de 58%. Disse Giuliani: “Se o meu filho ou o vosso filho está dependente de drogas, de certeza que não se pretenderá que ele permaneça agarrado à metadona por 20 ou 30 anos. Pelo contrário o que quererá é que ele cumpra um programa onde terá a oportunidade de se livrar completamente das drogas. Precisamos de verdadeiros programas de tratamento, de programas livres de drogas. Estes são mais duros e difíceis do que os programas com drogas de substituição que trocam uma drogas por outras. Mas resultam.” (Giuliani, R.W. (1998) Rethinking Americas misguided drug policies. Archives of Rudolph Giuliani. October 22. North Carolina). Continuar a ler

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