Networked Readiness Index | Finlândia vira líder, Portugal mantém-se na 33ª posição

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Da autoria do Fórum Económico Mundial e da INSEAD, o “Global Information Technology Report” de 2013 mantém Portugal na 33ª posição de 144 economias globais. A Finlândia destronou a Suécia do primeiro lugar do pódio. Burundi e Serra Leoa situam-se no fundo do ranking.

 

O Networked Readiness Index, calculado pelo Fórum Económico Mundial (FEM) e pela INSEAD – The Business School for the World, classifica 144 economias com base na sua “capacidade para explorar as oportunidades oferecidas pela era digital”, de acordo com o FEM.

Esta capacidade é determinada pelo quadro político e regulamentar, ambientes empresarial e de inovação, o grau de preparação, a aceitação e o uso efectivo de Tecnologias de Informação [TIs] por governos, empresas e indivíduos, bem como os impactos sociais e económicos decorrentes das TIs.

Tal como no ano passado, Portugal encontra-se, agora, no 33º posto no Networked Readiness Index. Por áreas, situa-se no 38º lugar em duas categorias (Ambiente Político e Ambiente Empresarial), na 34ª posição no que diz respeito às Infraestruturas, na 32ª no uso corrente de TIs e no 35º lugar nos impactos social e económico.

A avaliação é baseada numa vasta gama de indicadores de acesso à Internet e de literacia dos adultos face às subscrições de telefone e o ganhos dos capitais de risco.

 

BRICs enfrentam riscos, países da Europa central e do norte lideram

Uma das principais conclusões da 12ª edição deste relatório anual, divulgadas no passado dia 10 de Abril, sugere que “as políticas nacionais de alguns países em desenvolvimento não conseguem traduzir o investimento em TIs em benefícios tangíveis em termos de competitividade, desenvolvimento e emprego”. Entre os últimos dez países avaliados estão Burundi, Serra Leoa, Chad, Haiti, Guiné, Iémen, Lesotho, Madagáscar, Suazilândia e Mauritânia (do 144º ao 135º).

Os próprios BRICs – Brasil, Rússia, Índia e China – não tiveram uma avaliação em linha com o epíteto de “países de economias emergentes” (60º, 54º, 68º e 58º). O rápido crescimento económico destas nações poderá ser ameaçado, caso não sejam efectuados os investimentos adequados em infra-estruturas, competências humanas e inovação na área das TIs, assinala o relatório.

No topo do “Network Readiness Index” encontra-se a Finlândia, que destronou a líder do ano passado, a Suécia, agora situada no 3º lugar. Singapura mantém a 2ª posição. Seguem-se à Suécia, no ranking, Holanda, Noruega, Suíça, Reino Unido, Dinamarca, Estados Unidos da América e Taiwan.

O relatório assinala ainda que aquelas nações que não conseguem implementar estratégias de banda larga nacionais abrangentes arriscam-se a ficar pelo caminho no que diz respeito à competitividade global e à obtenção de benefícios sociais das TIs.

“Nunca o papel das tecnologias da informação na sustentação do crescimento económico e criação de emprego de qualidade foi alvo de tanta análise. Não obstante as preocupações iniciais de que as TIs iriam acelerar a mobilização de recursos para os países em desenvolvimento, os benefícios das TIs são agora amplamente reconhecidos como uma forma importante de as empresas e as economias optimizarem a produtividade, libertarem recursos e impulsionarem a inovação e a criação de emprego” afirmou Beñat Bilbao-Osorio, economista, da Global Competitiveness and Benchmarking Network do Fórum Económico Mundial, e co-editor deste relatório.

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Europa em Debate | “Cinco Ideias Para Uma Europa Mais Jovem” a 18 de Março

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Desde o Outono de 2011 que dois representantes de instituições europeias têm vindo a visitar universidades, por toda a Europa, para se reunirem com os jovens, ouvi-los e registarem as suas ideias para uma Europa “mais jovem e melhor”. Na próxima segunda-feira, as propostas mais fortes serão discutidas num evento especial, transmitido em “livestreaming”, que encerra este périplo de audição que aproximou delegados institucionais e agentes informais. Fonte: Debating Europe

 

Das ideias recolhidas ao longo dos últimos meses, foram seleccionadas cinco, que vão ser remetidas ao Parlamento Europeu – a única instituição da União Europeia eleita directamente pelos cidadãos Europeus – e ao Comité Económico e Social Europeu, que representa a sociedade civil Europeia. No evento da próxima segunda-feira, estarão presentes precisamente o primeiro Vice-presidente do Parlamento Europeu, Gianni Pittela, e a Vice-Presidente do Comité Económico e Social Europeu, Anna Maria Darmanin.

Entre as propostas concretas estão a criação de um Presidente da União Europeia, elegido por todos os cidadãos da União, um serviço de emprego público Europeu, um Programa de Graduação Europeu ou mesmo o alargamento dos direitos aprovados num Estado-Membro aos restantes.

Democracia, Emprego, Direitos, Educação e Esfera Pública Europeia estarão no centro do debate. “Ajudarão estas cinco ideias a construir uma Europa melhor?”, eis a questão lançada no site “Debating Europe”, uma plataforma de discussão em torno de Assuntos Europeus, que será responsável pela transmissão em “livestreaming” e “liveblogging” do evento “Cinco Ideias Para Uma Europa Mais Jovem”, agendado para a próxima segunda-feira às 13h30 (GMT).

Siga o debate no Twitter, via hashtag #5ideas.

 

Cinco ideias: De um presidente da UE a uma companhia pública de radiodifusão europeia

 

Abaixo seguem as principais directrizes do debate da próxima segunda-feira, de acordo com o canal “Debating Europe”:

 

Democracia: “A criação de uma verdadeira união política Europeia. Este processo implica a existência de um Presidente da União Europeia, eleito directamente por todos os cidadãos da União Europeia.”

Emprego: “Implementar um serviço de emprego público Europeu. Tendo em vista não apenas facilitar a correspondência de empregadores e das pessoas que procuram trabalho. Desenhado para orientar as escolhas dos jovens na sua procura de emprego, para sugerir soluções de formação profissional ou educação aptas para servir as necessidades do mercado de trabalho.”

Direitos: “A estandardização dos direitos humanos, sociais, cívicos, políticos e económicos na União Europeia. Qualquer direito aprovado por um Estado-Membro da União deve ser automaticamente alargado aos cidadãos de todos os Estados-Membros. Isto evitará que alguns direitos se tornem os privilégios daqueles que podem pagar por eles.”

Educação:Estabelecer um Programa de Graduação Europeu: um curso de 4 anos; 4 universidades; 4 países europeus. A ser concertado com o desenvolvimento do ensino à distância e das universidades virtuais, e o estabelecimento de embaixadores da União Europeia em todas as faculdades de todas as universidades da União Europeia: estudantes que irão ajudar outros estudantes a estarem informados sobre os seus direitos, oportunidades de mobilidade, emprego e estágios oferecidos pela União Europeia.”

Esfera Pública Europeia: “De acordo com o Eurobarómetro, a televisão é de longe a fonte de informação líder para os Europeus (2012); Neste sentido, a União Europeia deve apoiar a criação de uma companhia pública de radiodifusão europeia.”

Estratégia da União Europeia de Luta Contra a Droga 2013-2020

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A Estratégia da União Europeia de Luta Contra a Droga, para o período 2013-2020, já está disponível, em Língua Portuguesa, no Jornal Oficial da União Europeia. Com base em dois planos de acção consecutivos (de quatro anos cada), esta Estratégia tem como objectivo primordial “contribuir para uma redução quantificável da procura da droga, da toxicodependência e dos riscos e danos sociais  para a saúde por elas causados”.

Em linha com a Carta de Direitos Fundamentais da União Europeia e o direito internacional (incluindo a Declaração Universal dos Direitos Humanos), este documento sublinha que a EU, com estes planos, pretende seguir, em relação ao fenómeno da droga, “uma abordagem equilibrada e integrada, a partir de dados concretos”. O preâmbulo da Estratégia refere ainda que com esta se pretende “valorizar as estratégias nacionais”.

Se a redução da procura e da oferta são os domínios de intervenção europeia para os próximos anos, os eixos centrais para cumprir estes objectivos assentam em três temas: coordenação; cooperação internacional; e investigação, informação, controlo e avaliação.

Para já, a Comissão Europeia compromete-se a apresentar relatórios semestrais intercalares a fim de avaliar a execução dos objectivos e prioridades estabelecidos na Estratégia de Luta Contra a Droga e respectivos planos de acção. Nesta tarefa, entrarão em acção organismos europeus como o Observatório Europeu da Droga e  da Toxicodependência (OEDT), a Europol e a Eurojust e organismos externos como a Organização Mundial de Saúde e o Grupo Pampidou.

 

Acção e coordenação: O que a União Europeia conta fazer?

 

Prevenção: Aumentar a disponibilidade e a eficácia dos programas de intervenção (desde o impacto inicial à sustentabilidade a longo prazo) e lançar campanhas de sensibilização para o risco do consumo de drogas ilícitas e de outras substâncias psicoactivas e para as suas consequências.

 

Tratamento: Alargar aos toxicodependentes e aos consumidores problemáticos, incluindo os consumidores de drogas não opiáceas, a disponibilidade, acessibilidade e cobertura de tratamento eficaz e diversificado em toda a União.

 

Reintegração social: Desenvolver e alargar modelos integrados de cuidados que cubram as necessidades relacionadas com problemas de saúde mental e/ou física, a reabilitação e o apoio social. O objectivo é melhorar e promover a situação social e o estado de saúde, bem como a reintegração social e a recuperação dos toxicodependentes e consumidores problemáticos. Nos estabelecimentos prisionais serão intensificados o desenvolvimento, a disponibilidade e cobertura de medidas de redução da procura de droga.

 

Sociedade Civil: Promover e incentivar a participação e o envolvimento activos e significativos da sociedade civil, designadamente de organizações não-governamentais, dos jovens, dos consumidores de drogas e dos clientes de serviços associados ao consumo no desenvolvimento e na implementação das políticas de combate à droga a nível nacional, internacional e da União Europeia.

 

Formação: Assegurar e intensificar acções de formação dos profissionais envolvidos em questões associadas ao combate à droga, no que diz respeito à redução da procura e da oferta de droga.

 

Investigação: O Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência deverá consolidar a infra-estrutura de conhecimentos, continuando a desempenhar um papel central como principal facilitador, fomentador e prestador de informações e de actividades de investigação, controlo e avaliação das drogas ilícitas em toda a EU. Deverá continuar a proceder a uma análise atempada, holística e exaustiva da situação na Europa em matéria de droga.

 

Coordenação e Cooperação: Assegurar que, entre os 27 Estados-Membros, as instituições, organismos e iniciativas relevantes, haja coerência e se criem sinergias e metodologias de trabalho eficazes com base no princípio da cooperação leal.

 

Novas Tecnologias da Comunicação: Prestar especial atenção às novas tecnologias da comunicação, que desempenham um papel importante enquanto facilitadoras do fabrico, comercialização, tráfico e distribuição de drogas (inclusive de novas substâncias psicoactivas sob controlo).

 

Justiça e crime organizado: Para prevenir a criminalidade, evitar situações de reincidência e aumentar a eficiência e eficácia do sistema de justiça penal. Sempre que necessário, reforçar, a nível da União Europeia, a cooperação judiciária e no domínio da aplicação da lei associada à luta contra a droga, bem como do intercâmbio de dados e informações. A Europol deverá continuar a envidar esforços no que respeita à recolha e análise de informações do crime organizado associado à droga facultados pelos Estados-Membros.

 

Terceiro Sector | 5 tendências tecnológicas para 2013

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Mark Tobias, presidente da Pantheon – empresa especializada em tecnologia, com conhecimentos profundos nas áreas da saúde, da educação e do impacto social –, destaca, num artigo para a Stanford Social Innovation Review, dez tendências tecnológicas para 2013. As organizações sem fins lucrativos, alega Tobias, devem considerá-las, quando estiverem a desenvolver a sua estratégia tecnológica para o ano que se aproxima. Mas, defende, “é importante distinguir o que está na moda do que é verdadeiramente útil”. A Dianova dá, nesta peça, “voz” a cinco das dez tendências alistadas.

 

Avaliação e transparência: O que é medido, pode ser melhorado. O relatório “2012 NCQA ‘State Of Health Care Quality” revela que quanto mais as pessoas conhecem a qualidade do sistema de saúde, mais poder têm para fazer escolhas informadas e apoiar os sistemas que funcionam.

As organizações sem fins lucrativos não devem apenas  registar os dados sobre o seu próprio desempenho para reflectir internamente. Partilhar esses dados com quem recorre aos seus serviços pode afectar positivamente as suas áreas de trabalho.

 

Dispor de dados para responder a dúvidas mais urgentes: Pensem além do vosso painel de web analytics. Em vez disso, respondam à pergunta ‘quais são as questões centrais a que a nossa organização quer responder?’. Um exemplo: O Google queria saber se os gestores faziam realmente a diferença e utilizou “métricas” para concluir que, de facto, faziam. A partir daí, a empresa decidiu investir em procurar saber o que faz um bom gestor.

Uma investigação revela que as organizações sem fins lucrativos recolhem toneladas de dados, mas que não estão a utilizá-los. Na próxima reunião de equipa, concluam as discussões sobre como fazer aumentar a retenção de membros, que palavra usar no e-mail de angariação de fundos, e qual a melhor altura para fazer um Tweet. Deixem os dados ajudar-vos a decidir.

 

Telemóvel “Plus”: Cada vez mais organizações estão a criar sites “telemóvel-friendly”, mas o futuro do telemóvel está a encontrar maneiras de as pessoas realizarem [conexões] quando estão longe dos seus computadores.

Uma grande inovação é a aplicação “State of the Air”, da American Lung Association, que permite aos utilizadores terem acesso a informação acerca da qualidade do ar corrente em qualquer ponto dos Estados Unidos.

Estes dados ajudam as pessoas com asma ou com uma função do pulmão comprometida a descobrirem onde é que o ar está mais limpo e os defensores do ambiente limpo a terem métricas tangíveis para fazer aumentar a consciencialização acerca da poluição.

 

Conferências sem grilhões: Ao reconhecer que o mundo e os orçamentos para viajar estão a mudar, as organizações sem fins lucrativos serão perspicazes o suficiente para repensar e reformular as conferências.

A Faster Cures, uma organização que procura melhorar a investigação médica, tem um modelo de conferência excelente. A que chamaram ‘Paretening For Cures’, uma conferência que recorre à P4C Connect –  uma plataforma semelhante ao LinkedIn, que permite os participantes fazerem uma análise dos perfis dos participantes e agendar reuniões com potenciais parceiros, através de um computador ou de um dispositivo móvel. O P4C Connect faz o ‘networking’ antes, durante e depois da conferência muito mais eficiente e valioso.

 

Uma “food-ification” integral: É orgânico! As organizações sem fins lucrativos estão a aprender lentamente a não tratar o seu site e a tecnologia como o fazem com os relatórios anuais – projectos que são refinados e completos.

Cada vez mais organizações estão a adaptar-se confortavelmente às reconfigurações da rotina e ao teste permanente. Mudanças e aperfeiçoamentos graduais baseados no feedback e na experiência são uma abordagem significativamente melhor do que um pedido de proposta a cada cinco anos para fazer um ‘redesign’ do site dispendioso.”

Ler artigo integral (em inglês) aqui.

Tendências | Esta sopa é saudável? A resposta à distância de um clique ou de um telemóvel

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Gostaria de conhecer o impacto para a saúde das sopas, de champôs, de certas bebidas ou dos queijos que a/o seduzem das gôndolas do hipermercado ou da mercearia da esquina, quando vai às compras?

Uma organização francesa disponibiliza, desde a semana passada, um serviço gratuito que permite fazê-lo, auxiliando-a/o no momento de decidir. Para isso, precisa de ter uma aplicação específica no telemóvel ou visitar o site da entidade que presta o serviço… e de estar em França. Esta novidade é-nos apresentada pelo portal Euractiv.

 

“O nosso objectivo principal é lançar uma luz sobre as escolhas dos consumidores e descodificar a informação”, afirmou Baptiste Marty, o presidente e fundador do instituto Noteo, a entidade por detrás deste serviço. E na era da globalização, este conceito expandir-se-á por toda a Europa e por todo o mundo? Esta é uma pergunta para a qual, para já, a Noteo ainda não deu resposta.

O sistema foi lançado em França no passado dia 27 de Novembro e permite aos consumidores avaliarem o impacto para a saúde e para o ambiente dos produtos que compram, atribuindo uma classificação “verde” ou menos verde a cada artigo. Ao efectuarem a leitura do código de barras, através de uma aplicação de telemóvel ou da visita ao site da Noteo, os consumidores podem aceder à listagem de químicos presentes em cerca de 45 mil produtos diferentes.

Em França, já existiam sites que permitiam medir o impacto ambiental de determinados produtos domésticos, mas este serviço vai mais além: mede também os efeitos para a saúde do seu consumo.

No portal Euractiv são avançadas reacções e traçados cenários. De um lado, os ambientalistas esperam que serviços como os da organização Noteo constituam um incentivo às empresas para se tornarem mais “verdes”, agora que os componentes dos produtos são colocados a nu. Do outro lado, as empresas, cujos produtos tiverem uma pior classificação, “estarão preocupadas que o serviço afugente os consumidores”. Mas a Noteo diz que “ter uma lista de compras mais verde não significa necessariamente mudar de marca [caso um produto tenha uma má classificação], apenas de produto”.

Este serviço surge no mercado após mais de 5 anos de recolha exaustiva de informações sobre os artigos e contemplou uma média de 400 dados informativos para determinar a decisão sobre a classificação para cada produto. A equipa da Noteo inclui um toxicologista, um nutricionista e um especialista para analisar o ciclo de vida dos produtos, apoiados por um comité científico.

 

O mesmo dinheiro, uma saúde melhor

De acordo com o jornal Le Monde, a Noteo assegura que é possível para um comprador médio melhorar a sua saúde e o impacto ambiental dos produtos que compra, mantendo em simultâneo o mesmo orçamento.

É dado um exemplo, para sustentar esta ideia: o instituto comparou dois cestos de compras, cada um com 7 produtos de higiene e beleza – entre os quais champô, gel de banho, pasta de dentes e um desmaquilhador, todos do mesmo fabricante. Um cesto leva a classificação de 1,5/10 para a saúde e 3,4 para o ambiente, devido a componentes químicos “menos desejáveis”. O outro recebeu 7,1 e 7,4, respectivamente. O preço dos produtos em cada um dos cestos era igual.

 

A importância do “impacto ambiental” para os Europeus

De acordo com o Eurobarómetro de 2009 sobre as atitudes dos Europeus rumo a um consumo e a uma produção sustentáveis, 83% dos consumidores disseram preocupar-se com o impacto ambiental dos produtos que compram. Ainda assim, na hora de decidir a compra, a “qualidade” e o “preço” do produto pesam mais do que o “impacto ambiental” (97% e 89%, respectivamente).

Com a crise económica a não dar tréguas na Europa, a Comissão Europeia acredita que os consumidores vão ainda estar mais atentos à questão do “preço” no futuro.

 

Estudo: O que sabem e o que fazem os altos quadros das empresas americanas com os media sociais?

 

 

Entre 184 directores executivos, gestores de topo e outros membros de direcções de empresas norte-americanas, a maioria tem consciência do potencial dos media sociais como plataforma de vendas e de marketing, segundo um estudo realizado nesta Primavera. Mas há um “mas” nas conclusões desta investigação: grande parte dos inquiridos não solicita ou, na hora de tomar decisões, não tem em conta a informação recolhida a partir destas novas plataformas.

 

“Está uma empresa condenada [ao fracasso] se não usar os media sociais?”. É este o mote, em forma de ponto de interrogação, de uma análise dos resultados de um estudo realizado entre Maio e Junho de 2012, pelo Conference Board e o Rock Center for Corporate Governance da Universidade de Stanford, junto de 184 directores executivos, gestores de topo e outros membros de conselhos de administração de empresas norte-americanas.

Esta pesquisa tinha como objectivo nuclear “avaliar a sofisticação das direcções e da gestão de topo relativamente à utilização dos media sociais nos negócios” e ser o reflexo do que vêem nestas plataformas os decisores das áreas da Produção, Banca, Serviços e Retalho – situados no topo das hierarquias organizacionais, com uma média de idades de 55 anos.

O estudo revela que os inquiridos assinalam como oportunidades de estar nas redes sociais “melhorar a colaboração e a comunicação entre trabalhadores, fornecedores, accionistas e outros stakeholders”. Como riscos, percepcionam “a perda potencial do controlo da reputação e da informação da empresa”, cita o relatório publicado em Outubro.

 

Mais consciência do impacto dos media sociais do que acções concretas

 

O Facebook e o Twitter são os serviços de social media mais reconhecidos pelos inquiridos (a taxa de reconhecimento é superior a 90%), embora seja no LinkedIn – uma rede social para contactos profissionais – que mais contas abertas têm os entrevistados (80,4%). Mas ainda há 13% que não têm qualquer conta numa rede social.

Entre os media sociais menos reconhecidos estão o Wikipedia, o Klout e o ShareThis, sendo que uma das conclusões deste estudo é que o reconhecimento destes meios decresce com a idade.

Por sua vez, 56% dos sondados alegam ter um bom entendimento do impacto que estas plataformas podem ter nos seus negócios. Os directores e os executivos apreciam a oportunidade que os media sociais oferecem para granjear novos clientes e interagir com eles de um modo pessoal e directo, tendo também a noção do risco potencial desta presença nas redes sociais, em termos de marca de produto e de reputação corporativa.

Outro dado relevante: Apenas 14,2% destes profissionais assinalaram que a sua empresa recolhe informação como “chave” para medir o sucesso dos seus negócios, considerando-a nos indicadores de performance. “As empresas parecem ser relativamente pouco sofisticadas quanto à recolha de dados dos media sociais e à sua incorporação na estratégia corporativa, planos operacionais e gestão de risco”, observam os autores do relatório.

Por sua vez, o estudo salvaguarda que os que o fazem, consideram-no “útil para prosseguir objectivos corporativos”, monitorizando os potenciais riscos relacionados com a reputação corporativa e a satisfação dos clientes. Para este último grupo de profissionais, os riscos organizacionais – como as ameaças da concorrência ou a violação de legislação governamental – são relegados para segundo plano, acrescenta o estudo.

 

Que uso fazem as empresas da informação emanada dos social media?

 

Na introdução do relatório “What Do Corporate Directors and Senior Managers Know About Social Media?”, os investigadores começam por enquadrar a sua pesquisa. Pode ler-se, no documento, que vários estudos (da Edelman à BRANDFog) sugerem que estes meios de comunicação  – entendidos como “uma plataforma em rede para partilha de informação e interacção entre utilizadores” – alteraram profundamente a relação entre os consumidores e as empresas.

Este estudo vem, por sua vez, corroborar a ideia de que “as empresas estão a sentir uma dificuldade considerável em destilar a informação coligida nos media sociais para um formato utilizável”. E a própria formação sobre o tema ainda não foi generalizada: apenas 32,2% dos entrevistados fizeram notar que a sua empresa contratou um consultor ou um perito para apresentar o tema dos media sociais.

E com que fins as empresas estão presentes nas redes sociais? Aproximadamente três quartos das empresas onde os inquiridos trabalham (76,4%) recorrem a estas plataformas sociais para apoiar actividades de negócio, revela o estudo. Usam-no sobretudo para comunicar e interagir com os clientes e para publicidade ou vendas junto dos clientes. Menos importância é dada à pesquisa sobre os clientes e concorrência ou para comunicar com os stakeholders e os trabalhadores.

Outro dado relevante a reter: os directores tendem a não se envolver nos media sociais das suas empresas. Só 10,3% dos entrevistados afirmaram recorrer a estas plataformas para fazer um comunicado público ou abordar os stakeholders. Também só 23,6% afirmaram que os gestores de topo recebem relatórios com dados métricos sumários dos media sociais, que consideram “úteis”, embora sem saber muito bem o que fazer com eles.

O relatório alerta para o facto de “informação potencialmente importante” não estar a ser recolhida para “fins de análise de performance corporativa”, não entrando nas contas dos que tomam decisões, nem nos programas de gestão de risco.

A fechar o relatório, a equipa do Conference Board da Universidade de Stanford dedica algumas linhas a “Recomendações para a Acção”, salientando que os líderes organizacionais ainda não estão a agir no sentido de implementar uma estratégia de social media que se articule com a estratégia corporativa e as práticas de gestão de riscos.

Entre as sugestões defendidas, estão “determinar como os social media casam com a estratégia e o modelo de negócio”, “implementar um sistema de ‘audição’ para capturar dados dos media sociais e transformá-los em dados métricos” e “desenvolver políticas formais e directrizes para empregados, executivos e directores”.

 

Segurança Alimentar | AESA nega ligação à indústria de Biotecnologia

A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (AESA) reiterou a sua independência relativamente à indústria de Biotecnologia. Esta posição acontece depois desta agência da União Europeia ser acusada pelos ambientalistas de ignorar provas de potenciais riscos para a saúde humana dos organismos geneticamente modificados (OGM). A directora da AESA disse ao portal Euroactiv que este organismo não tem que tomar partido na questão dos OGM. 

“Somos todos cobaias humanas?”. Assim se chama o documentário estreado no final de Setembro, em França, sobre os riscos para a saúde dos alimentos transgénicos. Este filme debruça-se sobre um estudo do biólogo francês Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen, que durante dois anos alimentou ratos com uma das mais populares variedades de milho transgénico – o NK603, tolerante à aplicação do herbicida Roundup. O que aconteceu a estes animais? Sofreram de tumores mamários, bem como de danos graves nos rins e no fígado, de acordo com o estudo publicado no mês passado no jornal Food and Chemical Toxicology. 50% dos ratos masculinos e 70% das fêmeas sob estudo morreram prematuramente, comparado com apenas 30% e 20% no grupo de controlo, respectivamente.

As críticas ao estudo não tardaram em chegar, inclusive do campo da indústria biotecnológica. “A investigação de Gilles-Eric Séralini usou uma espécie de rato que tem alta probabilidade de desenvolver aquele tipo de tumores, na ordem dos 70%”, chamou a atenção Carel du Marchie Sarvaas, director do departamento de Biotecnologia Agrícola da Europabio.

Também a AESA questionou a “qualidade dos dados científicos”, considerando a análise contida no estudo de Séralini insuficiente, o que levou a agência da União Europeia para a Segurança Alimentar a pedir provas adicionais.

“Os dados que se utilizam devem respeitar um bom padrão científico. O debate tem sido às vezes um pouco emocional demais”, afirmou em Bruxelas, na sexta-feira, Catherine Geslain-Lanéelle, a directora executiva da AESA, que lembrou que a divulgação pelos investigadores da Universidade de Caen de imagens de ratos com tumores e de órgãos anormais pode ter inquinado a discussão.

O autor do estudo foi chamado, entretanto, ao Parlamento Europeu, no passado dia 19 de Setembro e já reagiu às críticas. “Fico sempre espantado como cidadão quando vejo que começam imediatamente a criticar o estudo. Embora seja uma primeira reacção normal, penso que deveriam tentar saber se há realmente algo grave, o que é que de facto se passa”, afirmou Séralini à Euronews.

 

AESA rejeita conflitos de interesses, mas não opina sobre OGM

A directora executiva da AESA, por seu lado, defende-se da acusação dos ambientalistas de dar mais ouvidos à indústria da biotecnologia do que a outras vozes da sociedade civil e do mundo científico: “Gostaria de dizer que não há provas disso. Nós temos regularmente reuniões com ONGs e com organizações como a Friends of Earth. Nós convidamo-los. Algumas organizações podem querer fazer passar essa impressão, mas não é verdadeira”, disse Geslain-Lanéele ao portal Euractiv.

Lanéele lembra a impossibilidade de alguém que trabalhou na indústria dos pesticidas poder candidatar-se a um emprego na AESA como exemplo das regras “muito restritas” desta agência no que toca ao recrutamento de peritos, conselheiros e assistentes, de modo a assegurar que não há qualquer conflito de interesses.

A AESA “não tem senão que proteger a saúde pública”, mas esquiva-se a tomar uma posição oficial sobre os transgénicos: “Não é nosso papel dizer se gostamos de OGM ou não”, defendeu a directora-executiva da AESA, que acrescenta que este organismo está “aberto” a reconsiderar uma avaliação dos estudos científicos prévios, através de novas provas científicas.

Apenas a produção de organismos geneticamente modificados MON 810 – uma variedade de cereal resistente ao ataque de insectos – está a aumentar actualmente na Europa, especialmente em Espanha. No mundo inteiro, 160 milhões de hectares de produção de OGM está a crescer, inclusive variedades de algodão, soja e milho.

À Euronews, Paola Testori Coggi, directora-geral de Saúde e do Consumo da Comissão Europeia (entidade que pediu à AESA para analisar o estudo de Séralini), garante que os OGM disponíveis no nosso mercado foram avaliados e são “seguros e saudáveis”. “Além disso, somos os únicos no mundo que informam os consumidores sobre a presença de OGM nos produtos que compram”, conclui.