Projecto Solis pode fechar em Oliveira de Azeméis

O Centro de Alojamento Temporário CAT de Oliveira de Azeméis, a funcionar nas antigas instalações da Casa Azul (Dianova) em Cesar que durante anos acolheu toxicodependentes em reabilitação, poderá encerrar caso a Segurança Social não dê continuidade ao projecto (de desenvolvimento sócio-comunitário) SOLIS que termina em Agosto deste.

O CAT foi criado no ano âmbito de uma candidatura aprovada em 2005 ao programa Progride e entrou em funcionamento em Abril de 2006 para dar resposta a situações de emergência social. Neste momento, o espaço acolhe 16 pessoas adultos e crianças vítimas de violência doméstica, em situações de pobreza ou exclusão social desalojados entre outros casos.

A câmara local promotora do projecto social está preocupada com o destino dos inquilinos do CAT e já deu conhecimento do assunto ao presidente do Instituto da Segurança Social Edmundo Martinho em Março deste ano. Seguiu-se uma exposição por escrito e outro contacto com a responsável pela Segurança Social de Aveiro há mais de um mês. Até ao momento não há respostas e a autarquia está apreensiva.

Caso o apoio não chegue, a alternativa poderá passar por a autarquia apoiar a Dianova Portugal, entidade executora do projecto social, para que o SOLIS não termine. Público

+Ler notícia: http://www.mynetpress.pt/pdf/2010/junho/20100614209d9d.pdf

Não é desgraça ser pobre

No Ano Europeu da Pobreza e Exclusão Social em que se pretende mudar percepções sobre discriminição relacionada com estas questões, um tributo a Amália pela Mariza “Não é desgraça ser pobre” (…) “desgraça é trazer o fado (destino)no coração e na boca”. Olhar para a problemática da pobreza requer igualmente uma mudança de atitude – empreendedora – por parte das Pessoas que se encontram (ou passaram a encontrar-se) em risco ou no limiar da pobreza… contribuindo para a melhoria das suas condições de vida e, consequentemente, da diminuição da despesa social. Basta ver os exemplos seguidos eg por milhares de mulheres no Bangladesh ou países africanos que recorrem ao microcrédito como solução para o seu problema e providenciar educação aos filhos visando quebrar o ciclo vicioso da pobreza.

Ponha fim à Pobreza: o site oficial da União Europeia

Aproximadamente 84 milhões de europeus vivem em risco de pobreza, significando que enfrentam insegurança e deixam de aceder ao que a maioria das pessoas toma por garantido.

2010 é o Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social, assinalando a Comissão Europeia – Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades a efeméride com um site onde poderá encontrar informação diversa e calls-to-action enquanto Pessoa e/ou Organização (pública, privada e do terceiro sector).

A comemoração deste Ano visa desafiar estereótipos e percepções sobre pobreza. Através dos princípios europeus de solidariedade e parceria, 2010 representa uma chamada de atenção para combater as causas da pobreza e assegurando que todos possam desempenhar um papel activo e integral na sociedade.

+ Ver site http://www.2010againstpoverty.eu/?langid=en

Lisboa teme os seus bairros

“Lisboa é a cidade do País com mais crimes graves e violentos” – 44 roubos a bombas de gasolina, 35 por cento dos assaltos no País a carrinhas de tabaco, no distrito com mais participações de crime em 2009: 108 735. A frase repete-se a cada ano, nas apresentações de relatórios de segurança interna, e marca a vida de quem lá vive. É a capital onde o medo invade os comerciantes que somam roubos e lutam para manter seguros; onde os corações aceleram quando se abre a porta do autocarro ou do comboio; onde automobilistas e taxistas se trancam à noite. É a capital formada e cercada por bairros, dominados pelo tráfico, de onde saem os grupos de assaltantes armados e onde muito poucos ousam entrar.

O cheiro nos corredores não afecta quem lá vive. Com orgulho. “Isto não é mau. Tem algum mal fumar ganzas? Até as cotas da mercearia o fazem”, diz ‘Mamad’. Provocador, faz soltar gargalhadas entre os amigos. “Não temos oportunidades. Queremos um lugar para nos divertirmos e não conseguimos nada”, continua, assumindo-se vítima do estigma de viver num bairro problemático. “É o trauma que leva ao crime, ao ódio, à desigualdade”, numa cidade de excessos. E sobra para a polícia. O alvo predilecto da fúria e do flagelo social. Somam-se agressões, injúrias à porta dos tribunais, na rua, transportes e até à porta das esquadras. “É uma vergonha. Já todos levámos com garrafas, pedras. Já perdemos colegas e quando saímos de casa não sabemos se voltamos a entrar”, lamenta um polícia, sem esconder algum embaraço. Todos os dias são agredidos entre quatro a cinco agentes da PSP. “Temos medo. Não há nenhum polícia que não tenha. Mas sobretudo da Justiça, que faz pouco por nós.” Correio da Manhã

+Ler notícia na integra http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/capital-teme-os-seus-bairros