Dia Internacional de Luta Contra a Droga

 

Hoje é Dia Internacional de Luta Contra a Droga. A UNODC (Agência das Nações Unidas contra a Droga e o Crime) lidera a campanha global para aumentar a consciência acerca do grande desafio que as drogas ilícitas representam para a sociedade como um todo e especialmente para os jovens.

O objectivo da campanha é mobilizar, apoiar e inspirar as pessoas a agir contra o consumo de drogas. A UNODC convida indivíduos, organizações sem fins lucrativos, o sector privado e os Estados Membros a envolverem-se, passando a palavra sobre a campanha através da sua rede de contactos; utilizar o slogan da campanha (“Podemos Todos Desempenhar Um Papel na Promoção da Saúde nas nossas Comunidades”) e o logotipo em sites e redes sociais; doar fundos para ONGs locais que actuam na área da prevenção e tratamento de drogas e fazer contribuições em géneros para a campanha e para eventos relacionados.

Segundo a Agência das Nações Unidas contra a Droga e o Crime, cada ano estima-se que 210 milhões de pessoas consumam drogas ilícitas, sendo que cerca de 200 mil destas morrem anualmente. O uso e o tráfico de drogas não são apenas uma ameaça à saúde, mas também à estabilidade global e ao desenvolvimento socio-económico em todo o mundo.

As comunidades podem agir contra o uso de drogas ilícitas. Como pode fazer parte da mudança? A resposta da UNODC:

1) Mantenha-se informado e eduque os membros da comunidade, estudantes, pais e profissionais sobre as drogas e os seus efeitos negativos para os indivíduos e para a sociedade. Visite www.unodc.org/drugs  para dados factuais.

2) Envolva escolas, pais, polícia local, espaços comerciais, media, comunidades religiosas, profissionais da saúde e a sociedade civil para consciencializá-los sobre este assunto.

3) Apoie e patrocine encontros em câmaras municipais, centros desportivos, congregações e outros espaços comuns para sensibilizar as pessoas para o impacto negativo das drogas e a promover estilos de vida saudáveis.

4) Trabalhe com meios de comunicação social locais de modo a espalhar mensagens e a distribuir informação.

“Envelhecimento activo não é desporto, nem botox” (Kalache à VISÃO)

Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional do Envelhecimento, esteve em Oeiras, no dia 8 de Junho, no âmbito de um congresso sobre envelhecimento organizado pela Associação de Amigos da Grande Idade. Em entrevista à VISÃO, o especialista falou da discriminação a que ainda é votado o idoso, classificou a baixa da idade de reforma em França de “populismo barato” e acredita que “a cidade amiga do idoso é melhor para todos”.  

 

Segundo o médico e investigador brasileiro que durante doze anos esteve na linha da frente dos programas de apoio ao idoso na Organização Mundial de Saúde (OMS), o envelhecimento activo “não é desporto, nem botox”. Passa, antes, por “optimizar as oportunidades de saúde, participação e segurança, à medida que cada um envelhece”.

O investigador defende ainda a eliminação da discriminação assente numa imagem negativa do “envelhecimento passivo, calado, de pijama e chinelo, a fazer tricô”. “Envelhecer é muito bom”, acrescenta, porque um sénior “não tem mais amarras, não tem de fazer carreira e agradar ao chefe”.

Kalache veio a Portugal reflectir sobre o Projecto da Cidade Amiga do Idoso da OMS, numa altura em que o país regista uma esperança média de vida à nascença de 79,45 anos para ambos os sexos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística divulgados em Maio.

No congresso que ocorreu no Tagus Park, foram discutidas políticas e práticas autárquicas para o munícipe sénior em território nacional. À VISÃO, o especialista citou um dos resultados de um inquérito sobre cidades “amigas do idoso”: os idosos citadinos disseram que os seus melhores amigos eram os porteiros. E os inimigos? Os motoristas e o autocarro. “É alto e isso dificulta ainda mais a vida ao velho. Mas se for fácil para o idoso, vai ser fácil para as crianças, para o obeso, para a grávida… Vai ser melhor para todos”, concluiu o ex-director da Organização Mundial da Saúde para o envelhecimento populacional.

O valor social dos idosos é outra questão abordada por Kalache durante a entrevista. Nesta linha, o expert em envelhecimento considera a decisão do novo presidente francês, François Hollande, de baixar a idade da reforma para os 60 anos “um absurdo” e uma medida “insustentável”. “Se [os séniores] trabalharem, não serão um fardo, pagam imposto, consomem, até ajudam a criar emprego, porque estimulam a economia”.

Leia a entrevista na íntegra na VISÃO nº 1007  de 21 de Junho de 2012, pág. 16

Candidaturas ao “PRÉMIO CIDADES ACESSÍVEIS 2013” abertas até 5 de Setembro

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A Comissão Europeia deu início ao concurso para a terceira edição do “Prémio Access·City”, o Prémio Europeu para Cidades Acessíveis. O prémio anual reconhece e celebra as cidades que estão empenhadas em proporcionar um ambiente acessível para todos e em particular para as pessoas com deficiência. As cidades com pelo menos 50.000 habitantes têm até 5 de Setembro de 2012 (até às 16h00, hora de Bruxelas) para apresentar a sua candidatura ao prémio. No ano passado, duas candidaturas portuguesas chegaram à lista das 31 pré-seleccionadas: Viseu e Loulé.

“As portas das nossas cidades devem estar abertas a todas as pessoas”, afirmou a Comissária da UE responsável pela Justiça, Viviane Reding. “Existem fortes argumentos para a defesa da acessibilidade. Este prémio homenageia as cidades que demonstram como uma cidade pode ser acessível: através da partilha de experiências. Os sucessos de algumas cidades podem servir de inspiração para outras em toda a Europa”.

Cerca de 80 milhões de cidadãos europeus são portadores de deficiência. Com o envelhecimento da sociedade, o número de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida é cada vez maior. Proporcionar a todos o acesso aos transportes urbanos, espaços públicos e serviços, assim como às tecnologias, tornou-se um verdadeiro desafio. Contudo, a melhoria da acessibilidade também proporciona benefícios económicos e sociais e contribui para a sustentabilidade e capacidade de inclusão no ambiente urbano.

Em consonância com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, a acessibilidade é um dos pilares da Estratégia da UE para a Deficiência 2010-2020, que tem por objectivo criar uma Europa sem barreiras para todos.

O processo de selecção

O processo de selecção terá lugar em duas fases, com uma pré-selecção a nível nacional seguida de uma selecção final a nível europeu. Na fase do concurso europeu, um júri composto por especialistas em matéria de acessibilidade, incluindo representantes do Fórum Europeu das Pessoas com Deficiência, seleccionará entre os nomeados nacionais quatro finalistas para estarem presentes na cerimónia de entrega do prémio, em Bruxelas. A cerimónia coincidirá com a Conferência do Dia Europeu das Pessoas com Deficiência, de 3 a 4 de Dezembro de 2012. O vencedor do concurso será reconhecido como o “Vencedor do Prémio Access·City 2013”.

O Júri Europeu também atribuirá menções especiais a cidades que alcançaram sucessos e resultados notáveis em áreas ou aspectos específicos da sustentabilidade.

Critérios de atribuição do prémio

A acessibilidade tem de ser implementada de forma coerente e sistemática no que respeita a bens, serviços e infra-estruturas. As iniciativas serão avaliadas pela sua abordagem integrada em quatro áreas-chave:

  • ambiente construído e espaços públicos;
  • transportes e infra-estruturas relacionadas;
  • informação e comunicação, incluindo as novas tecnologias (TIC);
  • instalações e serviços públicos.

Em particular, o júri irá avaliar o impacto das medidas de acessibilidade na vida quotidiana das pessoas portadoras de deficiência e na cidade como um todo, e tomará em consideração a qualidade e a sustentabilidade dos resultados alcançados. As cidades terão também de demonstrar o envolvimento activo das pessoas com deficiência e das organizações que as representam no planeamento e implementação das políticas de acessibilidade da cidade.

Como apresentar a candidatura

As candidaturas podem ser apresentadas pela internet até 5 de Setembro de 2012 (até às 16h00, hora de Bruxelas) em inglês, francês ou alemão, através do site: http://ec.europa.eu/justice/access-city .

ANTECEDENTES

A primeira e segunda edições do Prémio Access·City

O Prémio Access·City foi lançado em 2010. Nessa primeira edição, o prémio foi atribuído à cidade de Ávila em Espanha. Em 2011, participaram como candidatas 114 cidades de 23 países da UE. O prémio foi atribuído à cidade austríaca de Salzburgo numa cerimónia em Bruxelas, realizada no dia 1 de Dezembro de 2011.

As três outras finalistas foram: Cracóvia (Polónia), Marburgo (Alemanha), Santander (Espanha). Em 2011, o júri atribuiu menções especiais às cidades seguintes: Terrassa (Espanha) pelo ambiente construído e espaços públicos; Liubliana (Eslovénia) pelos transportes e infra-estruturas relacionadas; Olomouc (República Checa) pela informação e comunicação, incluindo as novas tecnologias (TIC); e Grenoble (França) pelas instalações e serviços públicos. Relativamente a Portugal é de salientar que em 2011 duas candidaturas chegaram à lista das 31 pré-seleccionadas: Viseu e Loulé.

Política da UE em matéria de acessibilidade

A Estratégia da UE para a Deficiência 2010-2020 estabelece o enquadramento geral para as acções no domínio da deficiência e da acessibilidade ao nível da UE, complementando e apoiando as acções dos Estados-Membros. Neste contexto, a Comissão Europeia está a preparar uma proposta para um Acto Europeu para a Acessibilidade, a ser apresentada em Dezembro de 2012.

A legislação da UE contempla disposições específicas sobre a acessibilidade em áreas como os transportes e os serviços de comunicações electrónicas. A UE recorre a outros instrumentos para além da legislação e da política, tais como a investigação e a normalização, para optimizar a acessibilidade do ambiente construído, das TIC e dos transportes, entre outras áreas, e para fomentar a criação de um mercado europeu para produtos e serviços acessíveis.

A União também tem por objectivo melhorar o funcionamento do mercado de tecnologias de assistência, em benefício das pessoas portadoras de deficiência, e apoia a abordagem “Design para todos”, que beneficia uma parte mais vasta da população, como os idosos e as pessoas com mobilidade reduzida.

Para mais informações:

  1. Prémio Access·http://ec.europa.eu/justice/access-city
  2. Estratégia Europeia para a Deficiência 2010-2020 http://ec.europa.eu/justice/discrimination/disabilities/disability-strategy/index_en.htm
  3. Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência http://ec.europa.eu/justice/discrimination/disabilities/convention/index_en.htm

Contactos Coordenação Nacional para Portugal

Rui Martins, Dianova Portugal, Tel.: +351 261 324 900

Presidente do INCB visitou Dianova

Raymond Yans (esq.) e Pavel Pachta (dir.)

 

 

 

 

 

 

 

 

No passado dia 20, o presidente do INCB (International Narcotics Control Board), Mr. Raymond Yans, e o Deputy Secretary of the Board, Mr. Pavel Pachta, visitaram as instalações da Dianova Portugal, na Quinta das Lapas.

Nesta visita paralela a uma Organização Social, no âmbito da Missão INCB 2012, os dois membros deste organismo auscultaram e registaram as preocupações sobre problemas sociais, saúde e económicos relacionados com abuso de drogas partilhadas pela equipa da Dianova.

Durante a manhã, e a anteceder uma visita à comunidade terapêutica, foram apresentados os resultados alcançados em 2011 em 3 áreas de intervenção: Prevenção e Promoção de Saúde, Tratamento das Toxicodependências e Reintegração Social. 

Galeria de fotografias ilustrativas da visita aqui.

Apresentação do Impacto Social 2007-2012 e resultados específicos de iniciativas/programas da Dianova aqui.

O ICNB é o órgão quasi-judicial e independente que monitoriza a implementação das convenções internacionais das Nações Unidas em matéria de controlo de estupefacientes.