Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância: Campanha nacional sobre rodas

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Abril é o Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância. Até dia 30, vários concelhos do país vão assinalá-lo, através de uma campanha de sensibilização, desdobrada em iniciativas culturais e educacionais e co-organizada pela Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco [CNPCJR], pelas autarquias e associações a trabalhar nesta área.

Consciencializar a comunidade para a importância da prevenção dos maus-tratos na infância, do fortalecimento das famílias no sentido de uma parentalidade positiva e ainda do fundamental envolvimento comunitário”. É este o objectivo da campanha que reúne mais de 70 Comissões de Protecção de Crianças e Jovens que, localmente, estão a promover actividades – entre ciclos de cinema, debates, caminhadas e produção de laços azuis, símbolo da causa. Trofa, Santo Tirso, Lisboa, Vizela estão entre outros municípios que se associaram à campanha a nível nacional.

Hoje, dia 5, por exemplo, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras, Lisboa, tem lugar a primeira sessão de quatro de um ciclo de cinema alusivo ao tema, com a projecção de “Jaime” [1999], um filme de António Pedro Vasconcelos. Destinadas à comunidade em geral, crianças e jovens, e técnicos da área da protecção da infância, estas sessões de cinema são sempre seguidas de um debate. Na abertura, esta noite, pelas 20 horas, estarão presentes, além do realizador de “Jaime”, a vereadora municipal Helena Roseta, Armando Leandro, da CNPCJR, e Margarida Martins, da Associação de Mulheres Contra a Violência.

“Laço Branco”, de Michael Haneke, e “Sangue do Meu Sangue”, de João Canijo, são os filmes que se seguem no âmbito deste ciclo de cinema, que termina a 23 de Abril com a projecção de curtas-metragens realizadas por crianças e adolescentes de várias escolas e outras entidades do país, no âmbito das oficinas de iniciação ao cinema orientadas pela Associação Os Filhos de Lumière. Durante o mês de Abril, haverá ainda tempo para uma “Semana do Filme nas Escolas”, destinada a alunos dos 2º e 3º ciclos das escolas do concelho de Lisboa.

A norte, em Santo Tirso, para este domingo, dia 7, está agendada uma Caminhada pela Prevenção, que consistirá num passeio pedonal pelas margens do Rio Ave. Acções de sensibilização nas escolas, eventos sociais e desportivos, bem como a divulgação na comunicação social de notícias e artigos sobre o trabalho desenvolvido no concelho na área da prevenção e acompanhamento das crianças em perigo, são algumas das várias iniciativas preparadas no âmbito do Mês de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância.

Em Vizela, também a nível curricular, este drama pessoal, familiar e social não será esquecido. Numa entrada do blogue da Biblioteca da Escola Básica Caldas de Vizela pode-se ler que “um panfleto informativo da CPCJ será lido e interpretado nas aulas de Educação Moral Religiosa e Católica, seguindo-se a visualização do filme ‘O Bom Rebelde’. Serão [ainda] produzidos laços azuis”. Todo o material produzido durante este mês será posteriormente divulgado pela CPCJ na Feira do Livro promovida pela Câmara de Vizela, acrescenta o blogue.

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Jogos Olímpicos de Londres | O desporto de alto nível e o doping

RTP transmite sessão de abertura, hoje, às 21 horas

 

A trigésima edição dos Jogos Olímpicos tem abertura oficial marcada para as 21 horas de hoje na capital britânica. Em competição, até dia 12 de Agosto, vão estar 10.490 atletas dos quatro cantos do mundo. Em resumo, o calendário, os protagonistas portugueses que entram em cena amanhã, sábado, e o doping como uma das sombras de um evento que acontece em Londres pela terceira vez.

 

A preparação da cerimónia inaugural – cujo custo foi estimado em mais de 34 milhões de euros – está a cargo do realizador inglês Danny Boyle, que mantém em segredo o nome do último portador da chama olímpica, entre outros pormenores do espectáculo. O cineasta que nos anos 1990 rodou Trainspotting (a partir do livro de Irvine Welsh) na Escócia, um exercício de estilo sobre uma espécie de “reino unido da toxicodependência e da auto-destruição”, dirigiu um número de dança protagonizado por enfermeiros e médicos do serviço nacional de saúde britânico, dispostos num cenário que inclui vacas e ovelhas vivas. Mundos díspares, os da saúde, das drogas e do desporto? Nem sempre, como dizem os números de casos de doping despistados na antecâmara do maior evento desportivo do globo.

Na quarta-feira, a Agência Mundial Anti-doping (AMA) noticiou que, até meados de Junho, pelo menos 107 atletas dos 71.649 analisados em todo o mundo nos seis meses anteriores à competição foram proibidos de participarem nos Jogos Olímpicos em Londres devido a casos de doping. “Tenho o prazer de dizer que não vão estar connosco”, ironizou John Fahey, presidente do AMA, avisando os eventuais prevaricadores que “as suas possibilidades de evitar a detecção são as mais pequenas de sempre”.

As federações dos países com atletas entretanto afastados dos Jogos Olímpicos deste ano já começaram a divulgar nomes dos excluídos. Entre os quais estão o grego Dimitris Chondrokoúkis, campeão do mundo de pista coberta, em 2012, no salto em altura, o lançador do disco húngaro Zoltan Kövago e os halterofilistas turcos Fatih Baydar e Ibrahim Arat. O primeiro acusou um controlo positivo a um esteróide anabolizante, o segundo recusou o teste de controlo anti-doping e os últimos foram eliminados por suspeita de doping.

Segundo a página oficial do certame London 2012, a equipa de despistagem presente nos Jogos Olímpicos de Londres levará avante “um número sem precedentes de testes para garantir a saúde e os direitos dos atletas e para que a integridade dos jogos seja preservada”,  no sentido de “assegurar uns Jogos justos”. Pelo menos cinco mil amostras de urina e sangue dos atletas vão ser recolhidas, antes e depois da competição, conforme a jurisdição do Comité Olímpico Internacional (COI). Um número que representa um aumento superior a 10% dos números anunciados nos Jogos Olímpicos de Pequim de 2008.

John Fahey afirmou que esta edição será a mais rígida da história para “oferecer uns Jogos Olímpicos tão livres de doping quanto for possível”. Para cumprir este objectivo, mais de 1000 pessoas irão trabalhar no processo anti-doping, entre os quais 150 cientistas. O laboratório anti-doping estará a operacional 24 horas por dia, 7 dias por semana.

A AFP avança que nesta edição os peritos anti-doping vão introduzir um novo teste para a detecção de substâncias proibidas – que distingue o hormônio de crescimento humano que o corpo produz naturalmente do sintético, inserido por meios artificiais. A nova técnica (teste “bio-marker”) alia-se à já existente desde 2004, sendo ambas “complementares, não iguais”, como explicou David Howman, director da AMA. A fraude pode ser apenas notada “semanas, não apenas horas” depois da inserção no corpo, acrescentou.

 

O calendário das provas

A cerimónia oficial de abertura acontece hoje – com a presença da rainha Isabel II e  mais de cem políticos internacionais, entre os quais a presidente do Brasil Dilma Rousseff e Cavaco Silva – coincide com o dia do arranque das provas de tiro ao alvo, mas as provas de futebol já tiveram início na quarta-feira. As competições na maioria das modalidades – do badminton à ginástica artística, passando pelo boxe e voleibol – arrancam amanhã. As disputas de medalhas no atletismo começam no dia 3 de Agosto.

Por sua vez as disputas de medalhas no judo, no halterofilismo e na natação podem ser vistas a partir de amanhã, conforme o calendário organizado pelo jornal Expresso.

Hoje, na abertura dos Jogos a delegação portuguesa, liderada pela porta-estandarte e judoca Telma Monteiro, vai ser composta por 30 atletas, dos 77 apurados para Londres 2012 (veja perfil dos atletas aqui). Entre os ausentes estão os atletas portugueses que amanhã entram em cena, como Telma Santos e Pedro Martins, que competem na modalidade badminton. Também amanhã Diogo Carvalho e Sara Oliveira vão nadar os 100 metros de mariposa. Manuel Campos vai tentar a qualificação na ginástica artística.

 

Inglaterra não repete “Jogos da Austeridade”, nem segue megalomania chinesa

Estes são os terceiros Jogos Olímpicos de Verão no “país que inventou o desporto moderno”, lembrou o presidente do COI numa conferência de imprensa no passado sábado. Os primeiros aconteceram em 1908. Os segundos, em 1948, foram mais mediáticos por serem os primeiros após a Segunda Guerra Mundial. Na altura foram designados de “Jogos da Austeridade”, numa Europa em destroços. A poupança, na altura, foi acompanhada de lucros. Em 2012, num período de crise europeia, as previsões dos gastos para esta edição apontam para os 12 mil milhões euros, um valor aquém dos 34,6 mil milhões apontados aos jogos de Pequim em 2008.

À edição impressa do PÚBLICO de hoje, Martin Polley, professor da Universidade de Southampton e especialista em história dos Jogos Olímpicos, afirma que é abusivo considerar que Londres vai viver a parte dois dos Jogos da Austeridade: “O plano original de construir um pavilhão de basquetebol foi abandonado, (mas) noutras áreas não vi um esforço significativo de poupança. O Comité Olímpico Internacional exige excesso em todas as áreas, especialmente no que diz respeito à sua própria hospitalidade”. Ainda assim, foram construídas menos três infra-estruturas permanentes do que as previstas – sete – e um pavilhão de basquetebol que foi edificado em Londres vai ser reutilizado nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016.

 

Seguem-se, também em Londres, os Jogos Paralímpicos de Verão de 2012, que se realizarão entre 29 de Agosto e 9 de Setembro.

Governo avalia fusão dos serviços do sangue e de transplantação

A fusão entre o Instituto Português do Sangue e a Autoridade para os Serviços do Sangue e da Transplantação (ASST) é uma das mudanças que estarão a ser estudadas na restruturação do Ministério da Saúde. O i apurou ontem que a união está em cima da mesa, sobretudo desde que se começou a pensar a concentração de alguns organismos tutelados pela Saúde.

A iniciativa não é inédita na Europa: em 2005, por exemplo, o serviço de saúde do Reino Unido, NHS, uniu os antigos organismos autónomos do sangue e da transplantação, com a previsão de poupar 15 milhões de libras no primeiro ano fiscal.

Contactado ontem pelo i, o gabinete do ministro Paulo Macedo não confirmou esta hipótese. Fonte oficial desmentiu as notícias avançadas ontem de que o Instituto Português do Sangue e o Instituto da Droga e da Toxicodependência estariam entre os organismos tutelados a eliminar na restruturação da orgânica do ministério, esclarecendo apenas que as mudanças serão propostas no Orçamento do Estado para 2012. “A proposta é passar de 22 para 15 organismos. Nada mais foi dito e de momento nada há a acrescentar.”

Nos sete organismos que desaparecem está contudo incluído o Alto Comissariado da Saúde, confirmou fonte oficial. A extinção desta estrutura já tinha sido anunciada no final do ano passado, mantendo-se em actividade até à finalização do novo Plano Nacional de Saúde, que já deveria estar concluído. No Orçamento do Estado para este ano estava também prevista a extinção da estrutura de missão Parcerias Saúde (EMPS), criada em 2001 para concretizar os processos de concurso público relacionados com parcerias público-privadas na rede hospitalar e outros planos relacionados com a capacidade de oferta do SNS.

Numa análise aos relatórios de actividade de 2010 dos organismos tutelados pelo Ministério da Saúde percebe-se que o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), estrutura em parte assimilada pela nova central de compras Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) mas que se mantém activa, é o que se encontra numa situação financeira mais precária No final de 2010 as actividades atingiram o resultado líquido de 62 milhões de euros negativos, resultado da diminuição do volume de vendas e prestação de serviços. Soma passivo de 86,6 milhões de euros. Em segundo lugar no passivo surge o Instituto Português do Sangue, que com 396 funcionários terminou o ano passado com um passivo de 25,6 milhões de euros, mais 17,7% que no ano anterior, o que é explicado pelo aumento da dívida a fornecedores.

Fonte:  Ionline

Infarmed desaconselha uso de cigarros eletrónicos

A autoridade nacional do medicamento (Infarmed) desaconselha o uso de cigarros eletrónicos alegando que estes, tal como os convencionais, podem induzir dependência, independentemente da quantidade de nicotina dispensada. Numa circular divulgada hoje na Internet, o Infarmed indica que, até ao momento, “não tem qualquer autorização ou registo para este tipo de produtos, nem como medicamento, nem como dispositivo médico”. Assim, é desaconselhada a utilização deste tipo de produtos, por não ser possível assegurar a sua qualidade, segurança e eficácia/desempenho.

O enquadramento do cigarro eletrónico enquanto medicamento, dispositivo médico ou produto de consumo geral, depende do seu conteúdo em nicotina, da sua indicação de uso, e se essa é, ou não, uma finalidade médica. E lembra que “os fins médicos devem ser devidamente fundamentados, com dados clínicos e científicos, e esses dados têm que ser submetidos às autoridades competentes para avaliação”.

Cigarros eletrónicos inúteis para deixar de fumar

Já no ano passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) havia esclarecido que não considera os cigarros eletrónicos como um sistema de ajuda ao abandono do tabagismo e que os mesmos contêm aditivos químicos que podem ser tóxicos. Os cigarros eletrónicos apresentados como uma solução para deixar de fumar “sabotam as estratégias da OMS” de luta contra o tabaco, segundo a organização. Os cigarros eletrónicos são “uma ferramenta para sabotar as estratégias destinadas a encorajar as pessoas a deixar de fumar”, defendeu Eduardo Bianco, diretor regional da Aliança para a Convenção Quadro da OMS pela luta anti-tabaco (CCLAT). Continuar a ler

13ª Conferência da Federação Europeia das Comunidades Terapêuticas

A Phoenix Futures e a Ley Community tem o prazer de anunciar que a 13ª Conferência da Federação Europeia das Comunidades Terapêuticas (EFTC), será realizada no Keble College, em Oxford, Inglaterra. Esta é a primeira vez, na sua história de 30 anos, que a Conferência bienal da EFTC será realizada no Reino Unido – o lar do movimento da comunidade terapêutica na Europa. A conferência vai-se concentrar em três temas centrais:

Comunidades Terapêuticas e Ciência – prestará a Comunidade Terapêutica (CT), um tratamento baseada em evidências?

Retenção e Eficácia de Tratamento – o que poderão fazer as CT’s para melhorar as taxas de conclusão?

Cuidados Posteriores e Integração – como deverão as CT’s interagir com outros grupos para garantir uma recuperação sustentada?

A conferência terá a duração de quatro dias a partir do dia 20, até 23 de Septembro de 2011. Para consultar o programa, pesquisar no blog do evento ou fazer o registo, diriga-se ao Website da Conferência.

O local foi escolhido para proporcionar uma atmosfera de comunidade durante o evento. Todos os delegados poderão permanecer nas salas da faculdade, todas as refeições serão servidas na sala de jantar e o entretenimento nocturno será no bar do colégio. A Keble foi fundada em 1870. É hoje uma das maiores faculdades de Oxford e comprometida com os mais altos padrões académicos. A Keble College abriu as suas portas para apenas trinta alunos, em 1870, e a Capela foi inaugurada no Dia de São Marcos, em 1876. O arquitecto foi William Butterfield, cuja impressionante alvenaria policromática, “o mais aprovado estilo zebra” aos olhos dos seus críticos, serviu como uma afirmação desafiadora de uma posição da igreja distintamente elevada. Clique aqui para fazer um tour virtual do Colégio.

Recortes Imprensa: Acção Europeia sobre a Droga mobiliza sociedade civil em Lisboa

3,5% dos alunos do 6.º ano fumam pelo menos uma vez por semana

Três em cada 100 alunos do 6.o ano ainda admitem fumar pelo menos uma vez por semana. O primeiro relatório sobre o impacto da lei do tabaco em Portugal, entregue ontem pela Direcção-Geral da Saúde na Assembleia da República, analisou as respostas dos jovens portugueses no âmbito do projecto HBSC Comportamentos de Saúde das Crianças.

Apesar de as amostras serem reduzidas e de o consumo estar a diminuir em todas as idades – desde 2002 caiu para metade entre os estudantes do 6.o ano ano – a quebra registada no 10.o ano é menos significativa. Nove em cada cem alunos com 15 anos admitem fumar todos os dias e 20,3% pelo menos uma vez por semana. Estes resultados fazem parte de uma análise da Organização Mundial de Saúde e retratam uma situação até melhor do que se pensava, afirmou ontem ao i o director-geral da Saúde, Francisco George.

Os últimos inquéritos nacionais em meio escolar do Ministério da Saúde e do Instituto da Droga e da Toxicodependência indicavam, em 2006, um consumo na ordem dos 15% no 3.o ciclo e 24% no secundário. “Estamos convencidos de que não há uma tendência de subida alarmante, mas é preciso continuar a trabalhar”, sublinhou Francisco George, adiantando que a DGS tem em curso uma parceria com a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, do Ministério da Educação, para reforçar os conteúdos de prevenção em saúde na sala de aula.

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