Tratar a sida custa por ano 200 milhões

Os tratamentos dos doentes com sida são dos mais caros para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), representando uma despesa anual de 200 milhões de euros – cerca de 10 mil euros por cada paciente, segundo a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida.
Os custos com estes doentes são totalmente suportados pelo Estado. Os medicamentos são gratuitos para as pessoas infectadas com o vírus da imunodeficiência humana (VIH), assim como os cuidados de saúde – actualmente estão em tratamento cerca de 22 500 doentes com sida.
O elevado custo das terapêuticas deve-se ao investimento que a indústria farmacêutica faz na procura de novos fármacos para combater a infecção, que na maioria das vezes é fatal. Em todo o Mundo, há apenas um genérico do AZT, um dos primeiros anti-retrovirais que surgiram no mercado internacional, que só pode ser administrado nos hospitais.
“A crise económica que o País atravessa pode levar as administrações das unidades de saúde a cortar a despesa nos medicamentos.” O alerta é feito pelo especialista em sida, Eugénio Teófilo, do Hospital dos Capuchos, em Lisboa. “Poderá haver o risco de quererem cortar na despesa com os medicamentos, mas depois teremos mais internamentos. Não se pode fazer cortes cegos, a vida humana não tem preço”, sublinha o médico.

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