Um ‘apartheid’ conformado impõe-se na praia do Tamariz

Vigiados por mais de 50 polícias, cerca de duas dezenas de membros do PNR foram ao Estoril exigir mais segurança nas praias, sob o olhar espantado dos turistas

A fronteira não se vê. Mas ela está lá, bem definida, na areia da praia do Tamariz, no Estoril. É uma espécie de linha de apartheid que separa. Para um lado, brancos, turistas e portugueses. Para o outro, negros, certamente portugueses, a maior parte. Visto do paredão, do lado de cá do areal, é esta a paisagem assustadoramente definida que se observa. “Já é assim há muito tempo, já todos sabem para que lado devem ir”, atira com um encolher de ombros o empregado de uma das esplanadas.

Mas para Michael e Julia, turistas alemães, de 21 e 23 anos, é “chocante” a imagem. “Nunca tínhamos visto nada assim noutros países da Europa onde passamos férias”, afirmam. Michael e Julia desconheciam os distúrbios do fim-de-semana passado naquela praia (ver caixa) e mostram-se surpreendidos com o aparato policial bem visível. DN Online

+Ler notícia: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1615643&seccao=Sul

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Portugal será o primeiro país com passagens de nível digitais

Refer gastou 1,4 milhões de euros em indemnizações às vítimas de acidentes em passagens de nível.
Só em 2009, a Refer gastou 1,4 milhões de euros para pagar indemnizações e custos hospitalares às vítimas de acidentes em passagens de nível: 49 casos, que causaram 17 mortes, penalizaram o trajecto de 419 comboios e causaram 9 847 minutos de atraso na circulação. Números que serão “melhorados” até 2015, garantiu ontem a Refer.

Quando se assinalou em 45 países o dia internacional para a segurança em passagens de nível, o director-geral de planeamento estratégico, António Vieira, adiantou que o objectivo é chegar a 2015 com uma taxa de menos de 29 acidentes por ano. Para isso, está prevista a introdução, em Portugal, de passagens de nível digitais (ver infografia), sistema pioneiro na Europa. O protocolo para a instalação da nova tecnologia foi assinado ontem, numa sessão que contou com a presença do secretário de Estado dos transportes, Correia da Fonseca. Ainda não há data prevista para a implementação do sistema, mas a Refer adiantou ao i que “o sistema será testado em passagens de nível com maior circulação e que representem maior perigo, seguramente na linha do Norte”.

Nos últimos dez anos, foram suprimidas 1350 passagens de nível, o que custou à Refer 290 milhões de euros. “Mesmo assim, a sinistralidade continua a ser alta e a redução no número de mortes não tem acompanhado a diminuição do número de acidentes”, reconhece António Vieira. No final do ano passado, ainda havia 1191 passagens – 107 guardadas e 335 automatizadas.  Jornal i

+Ler notícia: http://www.ionline.pt/conteudo/65837-portugal-sera-o-primeiro-pais-com-passagens-nivel-digitais

Hospital admite que medicamentos “nunca se devem cruzar”

Regras impedem que sedativo e ácido sejam armazenado no mesmo local. Crianças saíram dos cuidados intensivos.

O hospital Garcia de Orta, em Almada, admite que as regras de boa prática impedem o ácido (erradamente administrado em duas crianças, na quinta-feira) de ser guardado no mesmo local do sedativo (o produto que devia ter sido administrado). “São medicamentos que se utilizam em situações diferentes e que nunca se cruzam”, disse ao i fonte oficial do hospital. Então, como dois produtos semelhantes na embalagem, mas com finalidades tão diferentes, acabam armazenados no mesmo local? Na resposta a esta pergunta está a solução para o mistério da troca de tratamentos às duas crianças internadas naquela unidade.

Um eventual erro no armazenamento é o ponto-chave do inquérito em curso para apurar responsabilidades. A investigação deverá ser “rápida”, e a administração conta chegar a conclusões no prazo de três semanas. O circuito interno de transporte dos medicamentos será reconstituído para perceber como é que o ácido tricloroacético, usado para as hemorragias nasais, foi dado a duas crianças que deviam ter tomado um sedativo. Ambos estariam guardados no frigorífico do serviço de otorrino quando a médica que seguia as crianças pegou num pensado estar a usar o outro. Terá confirmado o prazo de validade, mas não percebeu a troca de embalagens. Jornal i

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