Máquinas inteligentes «não são ficção científica»

Colóquio «Controlo 2010» tem início na próxima quarta-feira, em Coimbra.

Os mais recentes avanços nas áreas da Domótica, da Robótica e do Controlo Automático serão apresentadas na conferência «Controlo 2010», que vai decorrer, a partir de quarta-feira e até sexta, na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Carros e casas inteligentes, fábricas do futuro e cirurgias feitas por robôs serão alguns dos temas abordados.

Norberto Pires, chairman do colóquio e docente do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) da UC, explica que a Domótica “é um exemplo recente de aplicação de equipamentos, já usados em automação fabril, nas casas e aos quais se associou um interface com as pessoas”.

A Domótica tem como finalidade substituir a actividade humana pela da máquina em algumas tarefas, como o controlo remoto do aquecimento, dos electrodomésticos, alarme ou fechaduras das portas.

O investigador acredita que “o futuro passa por máquinas que, de alguma forma, colaboram com as pessoas. Já não são máquinas que uma pessoa usa para fazer determinada tarefa. Num futuro próximo, as máquinas serão semi-inteligentes, capazes de interagir com o ser humano”.

A inteligência artificial está também cada vez mais presente na indústria. Norberto Pires considera que as “fábricas estão a caminhar para uma situação em que alguns dos colaboradores serão pessoas, outros serão máquinas”.

O docente universitário prevê um cenário em que máquinas e pessoas falam a mesma linguagem. “Isto não é ficção científica nem futurologia, esta evolução está próxima”, adverte Norberto Pires. Ciência Hoje

+Ver Programa: http://www.controlo2010.org/uploads/files/detailed_program.pdf

+Ler notícia: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=44906&op=all

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SNS: Ex-ministros defendem garantia de sustentabilidade

Os antigos ministros da Saúde Paulo Mendo e Correia de Campos defendem que o próximo Orçamento do Estado (OE) devia garantir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, preconizando mais verbas e a remuneração por objetivos, respetivamente.

«Eu gostava que o OE [de 2011] não fosse um orçamento cortado, que a crise não cortasse a progressão natural – cada vez com orçamentos maiores – do SNS. O fundamental é o seu financiamento», afirmou à Lusa Paulo Mendo, ministro da Saúde de Cavaco Silva.

Correia de Campos, ministro da Saúde dos socialistas António Guterres e José Sócrates, «gostaria de ver [no OE de 2011], em primeiro lugar, o conceito global de sustentabilidade do SNS», ou seja, manter o SNS com «as suas características universal, geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais da população, tendencialmente gratuito».

Paulo Mendo assume ter alguma dificuldade em apontar «objetivos pontuais», argumentando que «é todo o sistema que tem que ser pensado na sua forma global e ser orçamentado em função dessa globalidade, o que significa uma mudança da forma de ser orçamentado».  Dário Digital

+Ler notícia: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=467576

Ordem impedida de suspender médico de imediato

Inspecção-Geral encontra matéria criminal e disciplinar e pede suspensão preventiva

Os indícios apurados pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) sobre a clínica de Lagoa são graves ao ponto de merecerem um pedido de suspensão preventiva do médico holandês responsável pela unidade. Mas não há ninguém que possa ordenar esta medida cautelar, a não ser um tribunal. A Ordem dos Médicos está impedida de o fazer até que seja proferido um despacho de acusação relativo aos processos disciplinares internos que correm contra Franz Versteeg.

O Ministério da Saúde anunciou ontem que no inquérito da IGAS foram ” identificadas matérias susceptíveis de responsabilidade disciplinar e criminal” no tratamento dos quatro pacientes que cegaram e no atendimento posterior, quando foi identificada a infecção grave nos olhos na sequência dos tratamentos. As conclusões seguem para a Ordem dos Médicos e para o Ministério Público de forma a ser apurada a responsabilidade do médico. Mas, mesmo antes de estes concluírem os respectivos processos, a inspecção sugere à Ordem que o holandês fique suspenso da actividade em Portugal, a título preventivo.

“A senhora ministra está a pedir que a Ordem viole a lei”, acusa o bastonário da Ordem dos Médicos. Pedro Nunes lembra que solicita formalmente “há oito anos aos sucessivos ministros a alteração do estatuto disciplinar”. Mas lamenta que nenhum, incluindo Ana Jorge, o tenha feito. O bastonário admite que o estatuto disciplinar “não faz qualquer sentido”, mas refere que é um decreto-lei e a Ordem não pode ir contra a lei. “O estatuto da Ordem não é discricionário.”

De acordo com as regras em vigor, o organismo só pode suspender um profissional de exercer medicina no momento em que é proferido um despacho de acusação. Ou seja, quando o colégio disciplinar da Ordem concluir os processos em curso, e nunca a pedido da Inspecção. Para que haja suspensão, tem que se verificar outro pressuposto. A pena determinada pela conselho disciplinar tem que ser essa – estão previstas quatro punições, da advertência à expulsão. A suspensão é a segunda mais grave e está reservada a factos particularmente graves e/ou com reincidência. Jornl i

+Ler notícia: http://www.ionline.pt/conteudo/76733-ordem-impedida-suspender-medico-imediato

Medicamentos para cancro entre os 500 que desaparecem

 

Secretário de Estado Óscar Gaspar admite fazer em breve uma revisão excepcional de preços nos casos em que deixam de ter viabilidade económica e em que não haja alternativas para os doentes.

Quase 500 medicamentos desapareceram temporária ou permanentemente do mercado português em 2010, alguns deles sem terem uma alternativa. As falhas sentem-se em áreas como o cancro, cardiologia ou nas doenças raras e foram confirmadas ao DN por vários especialistas (ver textos ao lado). Uma das razões relaciona-se com o baixo preço de alguns remédios, que são retirados pela indústria. O secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, admitiu ao DN que “tem de ser feita rapidamente uma revisão excepcional de preços, mas temos de estabelecer critérios. Sabemos que há medicamentos que saem de mercado por estas razões”.

A falta de centenas de medicamentos – que podem ser apresentações e dosagens diferentes de um mesmo produto – verifica–se quando há ruptura de stocks no mercado ou quando um remédio perde autorização para ser vendido. Segundo a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), até Agosto registaram-se 175 casos de rupturas, muitas vezes com datas de reposição previstas, e já em 2009 houve 505 casos.

Outro caso envolve a revogação das autorizações de introdução no mercado (AIM), ou seja, licenças de comercialização. No primeiro semestre contabilizaram-se 310 apresentações de medicamentos, a pedido do laboratório ou do Infarmed. O organismo diz que, “na maioria dos casos”, se encontram soluções para garantir uma alternativa para o doente.

As revogações de autorizações de introdução no mercado podem surgir depois de o Infarmed detectar falhas na segurança. Mas há muitos casos, “a maioria”, em que a decisão é do laboratório. “Há situações inevitáveis”, diz fonte do Infarmed. O organismo pode de-senvolver contactos com produtores para incentivar a distribuição ou produção ou recorrer a autorizações de utilização especial (AUE) ou excepcional (AEX) para reduzir o impacto.

O preço é um dos maiores problemas. “Há casos de remédios com preços baixos que não são revistos há dez anos. Num mercado pequeno como o português, podem levar a retirar muitos”, diz Rui Ivo, director executivo da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma).

O mesmo acontece com as revisões excepcionais de preços, um mecanismo que o ministério usa quando reconhece haver um preço demasiado baixo. “Há anos que não é feito”, alerta. Óscar Gaspar admite que “muitos medicamentos possam não ter viabilidade económica. Temos um mecanismo mas não estamos autorizados a utilizá-lo. Vamos trabalhar com as Finanças para que se clarifique a situação e se avalie a subida nos casos em que esteja em causa a saúde pública. Ainda por cima, são casos de medicamentos que não têm custos elevados”.

Já as rupturas devem-se a problemas nos laboratórios que fabricam, ao transporte, ausência de matérias-primas, irregularidades nos lotes, entre outros. “As rupturas geralmente são pontuais e as empresas esforçam-se por ultrapassar as dificuldades”, afirma Rui Ivo.

Mais preocupante é a exportação paralela. “Continuamos a receber queixas de doentes e farmácias, porque as encomendas não chegam ou só de forma errática. A exportação paralela é legal, mas não pode pôr em causa o fornecimento aos doentes”, diz, realçando que esta é a causa de muitas rupturas. DN

+Ler notícia: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1651266

Despesa com medicamentos aumenta nos primeiros seis meses

A factura da despesa do Estado com medicamentos ultrapassava já os 1,2 mil milhões de euros no final do primeiro semestre deste ano, valores que não preocupam o Governo, frisando que a meta orçamental não está comprometida.

Nos primeiros seis meses do ano, as despesas do Estado com medicamentos aumentaram 11,9 por cento nos remédios vendidos nas farmácias e 5,4 por cento nos hospitais.
 
Os dados publicados no site do Infarmed mostram que a factura ultrapassava os 1,2 mil milhões de euros no final do primeiro semestre do ano.
 
Em declarações ao Diário Económico, o Secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, admitiu não estar preocupado com os números, frisando que a meta do Executivo para as despesas é para manter.
 
O responsável admitiu que o aumento poderá ser justificado com a maior comparticipação total dos remédios aos pensionistas mais pobres e com o congelamento das comparticipações, medidas que foram entretanto revistas e que vão contribuir para a poupança no segundo semestre. Portugalmail

+Ler notícia: http://noticias.portugalmail.pt/artigo/20100827/despesa-com-medicamentos-aumenta-nos-primeiros-seis-meses

Estado falha metas na obesidade

Doentes não estão a receber os vales-cirurgia após sete meses de espera, e ainda não há acordos com o privado

O Ministério da Saúde não está a cumprir os tempos de espera para a cirurgia da obesidade. Apesar de o Governo ter anunciado no final de 2009 um plano de choque em resposta aos casos mais graves, a verdade é que os doentes ainda não começaram a ser encaminhados para outras unidades nos casos em que o tempo legal não é cumprido, de acordo com as regras do Sistema de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC).

Os 19 hospitais públicos da rede não receberam indicação para transferir utentes; os privados estão à espera de assinar acordos para ajudar a resolver a lista de anos, que afecta milhares de doentes. Em Janeiro, entrou em vigor a lei que definia os critérios para o tratamento cirúrgico. A portaria definia que as consultas pré-operatórias teriam de ter resposta ao fim de dois meses de marcação. Já as cirurgias cumpririam as regras das restantes: no máximo teriam resposta nove meses após marcação.

Isto significa que, aos sete meses, os doentes deviam receber um vale-cirurgia para serem operados noutras unidades. Mas isso não se verifica. Há doentes que não têm resposta (texto ao lado) e as unidades confirmam a inexistência de vales. O DN não teve resposta da tutela nem do SIGIC, mas já em Abril, o coordenador, Pedro Gomes, temia atrasos no programa.

Helena Gomes, directora clínica do Hospital de Faro, disse ao DN que tem “mais de 300 doentes em lista de espera. Vai demorar anos até ser resolvida e ainda não há protocolos com entidades privadas”, conta. O caminho prioritário, definido pelo Governo, era esgotar a capacidade do SNS, transferindo doentes entre unidades. “Esse devia ser o o caminho”. Em espera estão doentes de 2007 e muitos de 2008/9. DN Online

+Ler notícia: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1647862

Venda de antibióticos desceu mas Portugal ainda é o sexto país com maior uso indevido

A venda de antibióticos em Portugal desceu 11 por cento no último ano, mas o país continua a estar na lista dos que fazem um uso mais indevido deste tipo de medicamentos e que têm mais bactérias resistentes, segundo dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças. A lista é liderada por países do Sul da Europa e os “melhores alunos” são os países nórdicos. Excesso de prescrição, venda sem receita médica e ingestão de antibióticos através dos alimentos são os principais responsáveis para os especialistas ouvidos pelo PÚBLICO.

O problema é comum à vizinha Espanha. Um estudo realizado na Catalunha publicado esta semana pelo El Mundo diz que 5 a 10 por cento dos inquiridos já compraram antibióticos sem receita e a situação é mais comum nas farmácias pequenas. Das 197 farmácias visitadas, 89 venderam antibióticos não prescritos.

“Não é preciso fazer um estudo para saber que esta situação é muito comum em Portugal”, disse ao PÚBLICO o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes. O responsável admite que os médicos “tendem a defender-se das acusações de negligência” pelo que às vezes prescrevem mais. O bastonário aponta o dedo às políticas que levam a trabalhar para estatísticas. “Não há prescrição a mais, há é medicina a menos”, alertou. Pedro Nunes refere também “o desvalorizar da receita como um acto médico”.

Uma acusação rejeitada pelo presidente da Associação Nacional de Farmácias. João Cordeiro diz que a situação representará uma parte “ínfima” das vendas. Em resposta escrita, a Autoridade do Medicamento (Infarmed), responsável por fiscalizar o sector, explicou que “não divulga as acções inspectivas realizadas”, mas confirma “a aplicação de coimas pela prática da infracção mencionada”.

Em Portugal, desde Agosto de 2009 foram vendidos às farmácias 9,8 milhões de embalagens de antibióticos, segundo dados disponibilizados pela consultora IMS Health. No ano anterior foram 11 milhões. Em Novembro, as vendas disparam e é nesta altura que os antibióticos são usados de forma errada para tratar gripes e constipações. Dados do Eurobarómetro deste ano mostram que 78 por cento dos portugueses acreditam que estes medicamentos destinados às bactérias também combatem vírus quando a média europeia fica nos 53. Público

+Ler notícia: http://www.publico.pt/Sociedade/venda-de-antibioticos-desceu-mas-portugal-ainda-e-o-sexto-pais-com-maior-uso-indevido_1451875