Empresas controlam acesso ao Facebook

O Ikea é uma das empresas que já monitoriza o acesso dos seus colaboradores à Internet.

O ritual repete-se todos os dias. Chega ao escritório, liga o computador, descarrega os ‘emails’, abre a internet… e liga-se ao Facebook. O gesto faz parte da rotina de milhares de funcionários, que perdem pelo menos meia hora por dia nas redes sociais. Só que a falta de produtividade custa dinheiro: em concreto, cerca de 1,5 mil milhões de euros por ano só no Reino Unido, segundo conclui um estudo da consultora Morse.

Na Europa ainda não se chegou à tendência de cortar o acesso às redes sociais no local de trabalho, como já acontece em países como os Estados Unidos, mas algumas empresas estão a começar a limitar o uso do Facebook ou Twitter no local de trabalho ou a monitorizar o tempo que os seus funcionários – produtivos ou improdutivos – passam nas redes sociais. Diário Económico

+Ler notícia: http://economico.sapo.pt/noticias/empresas-controlam-acesso-ao-facebook_96831.html

+Ler notícia “Twitter and social networks cost UK businesses” (Morse): http://www.morse.com/press_20.htm

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Europa 2020: Uma estratégia de crescimento inteligente, sustentável e inclusivo

Nos últimos 2 anos, enfrentámos a maior crise económica desde 1930. Esta crise fez regredir muitos dos progressos alcançados na Europa desde 2000. Estamos actualmente a lidar com elevados níveis de desemprego, crescimento estrutural lento e níveis excessivos de endividamento. A situação económica está a melhorar, mas a recuperação é ainda frágil. Simultaneamente, o mundo está a mudar rapidamente e os desafios de longo prazo – globalização, pressão sobre recursos, mudança climática, envelhecimento – a intensificar-se.

A Europa apenas poderá ser bem sucedida se agir colectivamente como, União. A Estratégia Europa 2020 http://ec.europa.eu/eu2020/index_en.htm levada a cabo pela Comissão define uma visão de economia de mercado social da Europa para o século XXI. Demonstra como a EU pode sair reforçada desta crise e como tornar-se numa economia inteligente, sustentável e inclusiva. Para mais rápidos resultados de longo prazo, será igualmente requerida uma mais forte governança económica.

+Ler Europa 2020 http://ec.europa.eu/eu2020/pdf/1_PT_ACT_part1_v1.pdf

De repente as empresas passaram a ser as salvadoras da pátria

“Em Novembro de 2000 a revista britânica The Economist dedicou a Portugal um extenso trabalho para apresentar ao mundo uma história de sucesso. “A economia está a crescer mais de 3,5 por cento ao ano. O desemprego está abaixo dos cinco por cento. Os padrões de vida aumentaram muito rapidamente”, lia-se. Sete anos depois, Portugal tinha perdido o fascínio e a revista lastimava “O novo doente da Europa”. O que tinha acontecido ao país vibrante de 2000?

Quando a euforia do gasto público e privado abrandou, a economia estagnou e o país empobreceu. O rendimento per capita passou de mais 80 por cento da média da União Europeia a 25 para 70 por cento. Portugal foi ultrapassado pela República Checa, Grécia, Malta e Eslovénia em termos de riqueza. Em 2003, já depois da entrada no euro, foi o primeiro país a violar o pacto de estabilidade e crescimento, que impõe limites para o défice e a dívida pública. O Governo de José Sócrates tentou responder a alguns desses problemas, aprovando um novo modelo de financiamento das pensões ou tentando travar o crescimento dos custos da função pública.

Mas as causas que limitam a capacidade de as empresas poderem ser mais concorrenciais não se alteraram. Apesar dos avisos, os custos laborais, empurrados pelo sector público ou pelas empresas que não se sujeitam à concorrência internacional, como a PT ou a EDP, continuaram a aumentar. As exportações permanecem abaixo dos 30 por cento do PIB, um valor muito reduzido para economias com a dimensão da portuguesa.

Nada será feito num estalar de dedos. O “ajustamento” do consumo e a redução dos gastos públicos serão “penosos e ainda se vão prolongar no tempo”, avisa o académico António Figueiredo. Desta vez, porém, não parece haver alternativa. Sem contenção nos gastos, sem que a subida dos salários seja compensada pelo aumento da produtividade, não há criação de riqueza. Os alemães sabem isso há muito. Os portugueses acabam de o aprender.”, Público

+ Ler notícia integral http://economia.publico.pt/Noticia/de-repente-as-empresas-passaram-a-ser-as-salvadoras-da-patria_1438508