Há 33 mil milhões de euros a passar sob o radar em Portugal

Crise leva a novo aumento da economia paralela, mostra estudo. Há limites na vontade de reduzir a sua dimensão

Economia paralela, mercado negro, economia subterrânea, candonga, economia informal: nomes diferentes para uma realidade que voltou a crescer em Portugal após a recessão económica do ano passado, a maior em 34 anos. A economia paralela valerá este ano 19,7% do valor oficial do Produto Interno Bruto português, mostra um relatório do economista austríaco Friedrich Schneider, especialista mundial nesta área, citado pela agência Lusa.

Este peso equivale a um volume de cerca de 33 mil milhões que transita sob os radares do fisco, da Segurança Social e dos vários reguladores das actividades, fazendo de Portugal o quarto país com a maior economia informal entre os 21 países da OCDE analisados por Schneider, professor na Universidade de Linz, na Áustria, e investigador do IZA, em Bona, um dos mais respeitados thinktanks europeus. Grécia (25,2%), Itália (22,8%) e Espanha (19,8%) lideram a lista.

A tendência de quebra da informalidade económica em Portugal, entre 2000 (quando pesava 22,7% do PIB) e 2008 (18,7%) – explicada sobretudo com os esforços de cobrança do fisco – foi interrompida no ano passado pela crise. O agravamento é global: nas nove maiores economias do mundo, oito registaram aumentos na informalidade pela primeira vez em cinco anos (a China, a segunda maior do mundo, não divulga dados).

A economia paralela é uma realidade mista: além da fuga mais sofisticada de capitais, que aumenta com subidas de impostos, a informalidade funciona como uma rede para desempregados ou pessoas com salários baixos. E, apesar dos custos que implica para o Estado – 14 mil milhões em impostos perdidos, estima a CGTP -, há limites ao interesse do governo em reduzir a sua dimensão, sustenta Schneider. O ministro da Economia, Vieira da Silva, concorda parcialmente.

“[Um aspecto] que não pode deixar de ser positivo [é o facto de] a economia paralela dar emprego às pessoas”, admitiu Vieira da Silva, citado pela Lusa.

Para lá do impacto no emprego, Friedrich Schneider explica em estudos anteriores que há uma moderação das perdas fiscais, uma vez que dois terços dos rendimentos ganhos sob o radar são depois gastos na economia oficial. Schneider salienta ainda o papel de válvula de escape de tensão social que a economia paralela representa, ao ocupar as pessoas e aumentar o seu nível de vida.

Os economistas salientam, contudo, os efeitos negativos que o peso exagerado da economia informal tem no crescimento. Numa altura de aperto das contas públicas – com os rácios do défice e da dívida pública sob intenso escrutínio externo -, a redução do peso para níveis defendidos pelos economistas (menos de 15% do PIB) daria um contributo adicional, do lado da receita, para o esforço público. Por outro lado, como referiu Vieira da Silva, “o problema merece um combate porque distorce a concorrência”. Mas o combate é difícil num país em que a confiança dos cidadãos no Estado e o retorno percebido do pagamento de impostos são baixos. Jornal i

+Ler notícia: http://www.ionline.pt/conteudo/76910-ha-33-mil-milhoes-euros-passar-sob-o-radar-em-portugal

Portugal ainda é o 9.º mais pobre

Em 2009, portugueses voltam a marcar passo. Poder de compra mantém-se em 78% da média da UE.

Os portugueses estão há três anos a marcar passo no que respeita ao seu poder de compra. Pelo terceiro ano consecutivo, Portugal registou em 2009 um PIB per capita que corresponde a 78% da média da União Europeia (UE), de acordo com os dados ontem divulgados pelo Eurostat, relativos às primeiras estimativas sobre este indicador de riqueza europeu.

No entanto, 2009 foi um ano mau para ganhos de riqueza. A maioria dos países analisados pelo Eurostat perdeu ou manteve a posição do ano anterior. Apenas britânicos, austríacos, malteses e suíços registaram melhorias.

Portugal continua, assim, a ser o nono país mais pobre da UE (22 pontos abaixo da média), ficando atrás de Chipre, Grécia, Eslovénia e República Checa, e com o mesmo nível de Malta. Este país viu a sua posição melhorar dois pontos, de 2008 para 2009, equiparando-se a Portugal.

Em relação ao topo da lista, mantemos a 18.ª posição entre os 27. A liderança do PIB per capita cabe ao Luxemburgo, com uma riqueza que ascende a 268% da média europeia, ou seja, quase três vezes mais. Contudo, os luxemburgueses empobreceram face ao ano anterior, caindo oito posições. DN Economia

+Ler notícia: http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1599574

Portugal registou a segunda maior subida de PIB da União Europeia

O Produto Interno Bruto (PIB) português foi o que mais cresceu no primeiro trimestre de 2010 entre os países da União Europeia (UE), ao registar um aumento de 1% face ao trimestre anterior.

Portugal foi o segundo pais da UE, depois da Suécia na subida do PIB, após ter crescido 1% face ao trimestre anterior, de acordo com os dados hoje avançados pelo Eurostat.

A Suécia cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2010, em relação ao trimestre anterior, para uma média da UE de 0,2% no trimestre. Em termos homólogos, a maior subida foi registada pela Eslováquia, que avança 4,5%, enquanto que Portugal aumentou 1,7%.

O gabinete europeu de estatística revelou ainda que o PIB cresceu 0,2%, tanto na zona euro como na União Europeia. Jornal Digital

+Ler notícia: http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=22353