Festival Sudoeste começa hoje com boas-vindas de DJ

DJ Zé Pedro, o guitarrista dos Xutos & Pontapés, e os 2Many Djs são dois dos nomes que animam hoje a chegada dos espetadores para a 14ª edição do festival de música Sudoeste, perto da Zambujeira do Mar.

A partir de hoje é esperada a chegada de muitos dos festivaleiros dos espetadores para o festival, embora a organização tenha adiantado que, desde sábado, já estão instaladas mais de sete mil pessoas, na zona de campismo junto ao recinto do evento, na Herdade da Casa Branca.

O cartaz de atuações está guardado sobretudo para entre quinta feira e domingo, com perto de 70 atuações em quatro palcos.

Destacam-se na quinta feira os norte-americanos Flaming Lips e os Groove Armada, ambos de regresso ao Sudoeste, e a cantora britânica M.I.A., aguardada com um novo álbum, «Maya».

De regresso também ao Sudoeste estão Jamiroquai, que sobe ao palco na sexta feira, e a dupla francesa Air, que se apresenta no domingo.

Repetentes em Portugal são os britânicos Massive Attack que apresentam ao ar livre no domingo o álbum «Heligoland». Diário Digital

+Ler notícia: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=462831

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“Love Parade”: Responsáveis políticos locais estão “no fio da navalha”

A imprensa alemã não poupa a organização do festival de música electrónica da catástrofe, afirmando que o perigo era conhecido e que ninguém se preocupou com a segurança deste certame em que participaram 1,4 milhões de pessoas contra as 250 mil autorizadas. “Morto” o festival com um fim já anunciado, a tragédia promete incendiar a política local com a responsabilização dos dirigentes locais.

Os responsáveis políticos da pequena cidade alemã do Ruhr não escapam ilesos às acusações de responsabilidade pela tragédia que provocou dezanove mortos e 342 feridos, o fim o maior festival de música electrónica do mundo e a abertura de um inquérito judicial por homicídio negligente que por enquanto é dirigido contra pessoas desconhecidas.

“Duisburgo, o perigo era conhecido”, “os responsáveis estão na câmara?”, “em Duisburgo, questões sobre as regras de segurança” eram alguns dos títulos da imprensa germânica desta segunda-feira.

Os textos saídos à estampa nos quotidianos alemães revelam a cólera e a indignação de um povo, depois de um drama que provocou mais de 340 feridos para além dos dezanove mortos.

Acima de tudo, os textos dos jornais alemães revelam a subida de tom nas vozes que denunciam a falta de segurança do festival. O influente e poderoso Der Spiegel, por exemplo, publica documentos nos quais se baseia para afirmar que o desrespeito pelas regras básicas de segurança foi de tal ordem que a organização tinha obtido autorização para acolher 250 mil pessoas, quando, no sábado, a pequena cidade alemã viu 1,4 milhões de alemães acorrerem à velha e desactivada estação de comboios para assistir ao importante evento.

Outro jornal – o mais lido no país – o Bild intitula a sua edição desta segunda-feira com aquela que é uma grave conclusão. “19 mortos, 342 feridos, eles não tinham nenhuma chance”. O editorialista do Bild vai ao ponto de afirmar que “como foi raro em ocasiões anteriores, numerosos peritos tinham avisado contra os riscos de organizar uma manifestação de massas num espaço tão pequeno”.

“Porque é que ninguém reagiu?” pergunta o articulista alemão que avança com a resposta. “Porque para os responsáveis de uma cidade em dificuldades económicas como Duisburgo alguns títulos de jornais positivos são mais importantes que a segurança dos participantes”, acusa o jornalista.

Um dos mais importantes quotidianos do país, o “Frankfurter Allgemeine Zeitung” – jornal habitualmente moderado nas suas opiniões – considera na sua edição desta segunda-feira que “esta catástrofe é um escândalo porque todos tinham sido postos de sobreaviso: a cidade, a polícia, os organizadores, os peritos científicos”.

O tom dos artigos da imprensa é em geral de acusação aos organizadores e à falta de segurança.

O desrespeito ás mais elementares regras de segurança é o fio condutor de todas as reportagens, de todos os artigos, de todos os relatos. O quotidiano de Berlim, Tagesspiegel, ilustra bem essa ideia ao afirnar ” se bem que tivesse havido 1,6 milhões de participantes há dois anos em Dortmund (onde a Love Parade se realizava) Duisburgo não esperava mais do que algumas centenas de milhar de pessoas para a festa, o que é uma estimativa truncada grotesca”. RTP

+Ler notícia: http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Responsaveis-politicos-locais-estao-no-fio-da-navalha.rtp&article=362975&visual=3&layout=10&tm=7

Meco. Tudo o que quis saber e nunca ousou perguntar

Começa amanhã o festival Super Bock Super Rock, que promete arrastar multidões. Nós ajudamo-lo a não se perder

Não espere ver concertos com os pés de molho e prepare-se para respirar pó. O Super Bock Super Rock deixou o Parque Tejo, perto do Parque das Nações, para se instalar na Herdade Cabeço da Flauta, no Meco, mas o festival ainda fica a 15 minutos de carro do mar. A partir de sexta-feira, a pacata aldeia (que ficou na moda quando Pedro Miguel Ramos ali abriu um bar) será invadida por milhares de pessoas – o recinto tem capacidade para 30 mil pessoas por dia. Encontre as respostas para todas as suas dúvidas, para que não se perca na multidão.

O Meco é longe e não tenho como ir. Devo pedir boleia à entrada da ponte 25 de Abril?

Não vale a pena arriscar tal façanha. Na página oficial do Super Bock Super Rock no Facebook existe uma aplicação (a Super Boleia) que permite pedir boleia ou divulgar os lugares disponíveis no seu carro para partilhar os custos com vizinhos que ainda não conhece. Há festivaleiros que oferecem boleia de várias partes do país, desde Lisboa a Matosinhos, Coimbra, Águeda ou Torres Vedras. Se prefere viajar de auscultadores nos ouvidos sem ter de fazer conversa, apanhe um comboio até à estação de Coina e depois um autocarro até ao recinto, que fica no meio do nada, diga-se. Não tente ir em peregrinação. Embora possam lá tocar bandas que para si são sagradas, o Meco não é Fátima e há maneiras mais saudáveis de exercitar as pernas.

Recuso-me a (tentar) dormir no campismo gratuito do recinto e a esperar duas horas para tomar banho de água fria.

Pode sempre ignorar as placas de proibição nas praias e na Lagoa de Albufeira e ali erguer um acampamento ilegal – não nos responsabilizamos por problemas com as autoridades. Para tomar duche e ir à casa de banho, use os balneários na entrada da praia do Meco (das 9h às 21h), mas esteja preparado para água gelada. Na Aldeia do Meco, várias senhoras tentam alugar os seus próprios quartos à semelhança do que acontece na Nazaré, mas de uma maneira mais discreta. Não há velhotas de cartaz “Aluga-se” em riste à beira da estrada, mas se perguntar por quartos nos restaurantes e cafés do Meco e de Alfarim, talvez consiga alguns contactos. Os hotéis e pousadas das redondezas já estão esgotados desde Junho, grande parte deles “com técnicos de som e pessoas que vão trabalhar no festival”, dizem-nos na Quinta dos Amarelos, na Aldeia do Meco, com capacidade para alojar 18 pessoas. Se quiser pernoitar com todas as comodidades, vá até Sesimbra (a 30 minutos) e experimente o Hotel do Mar. Apesar de um quarto duplo custar 120€/noite, é dos poucos nas redondezas que ainda aceita reservas.

Ainda assim, não quero gastar muito dinheiro…

Então terá de optar por um dos dois parques de campismo do Meco. O Campimeco (7,2€/dia), mesmo em cima da praia das Bicas, tem água quente, piscina, campo de ténis e até uma peixaria. Mas o melhor peixe é o do restaurante Cabana do Pescador, em frente. O parque de campismo de Fetais fica a 800 metros da praia de nudismo, tem piscina, duche quente e um campo de futebol. Nenhum dos dois aceita reservas, por isso o mais aconselhável é ir para o Meco enquanto ainda há lugares e marcar território com a tenda.

À noite vou aos concertos. E durante o dia, o que se faz nesta terra?

Vai-se à praia. Do recinto do festival partem autocarros para a praia do Meco – que na verdade se chama praia do Moinho de Baixo – de 30 em 30 minutos. A praia é grande (o areal tem 4 km), mas se já é concorrida aos fins-de-semana, imagine em ocasiões festivas. Todos os parques de estacionamento perto da areia são pagos (1,50€) e têm sombra. Se quiser evitar a confusão, caminhe na areia grossa para a esquerda (do lado de quem está virado para o mar) até à zona de nudismo, onde além de algumas famílias despidas, não encontra mais ninguém. Nesta zona, tem de despir-se e rezar para não encontrar nenhum colega de trabalho. Há quem se besunte com a argila que cai da falésia porque, dizem, “faz bem à pele”. Se quer ter sossego mas não quer despir o fato-de-banho, tente a praia da Foz, a mais próxima do Cabo Espichel. Jornal i

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