Maré negra no Golfo do México é a maior da história

No dia em que a BP se prepara tapar de vez o poço de petróleo danificado no Golfo do México, novas estimativas da comunidade científica norte-americana garantem que este não foi só o maior derrame da história dos Estados Unidos, mas o maior de que há registo a nível mundial.

Segundo as últimas estimativas, quase cinco milhões de barris de petróleo, 780 milhões de litros, o que ultrapassa o derrame da plataforma mexicana Ixtoc em 1979, até aqui o maior registado.

“Nunca tivemos um derrame desta magnitude no oceano profundo”, diz Ian R. MacDonald, professor de oceanografia da Universidade do Estado da Florida, citado pelo The New York Times. O especialista fala de um acontecimento que ressoa em todo o ecossistema, e garante que os ecos do acidente do passado dia 20 de Abril serão ouvidos até ao final da sua vida.

Hoje a BP, proprietária da plataforma danificada, espera levar a cabo a primeira de duas operações que irão travar o vazamento de petróleo. A estratégia é injectar fluidos de perfuração, o material utilizado para dar estabilidade aos poços.

Além do enorme impacto ambiental, estima-se que o acidente leve a BP a vender 30 mil milhões de dólares em activos nos próximos 18 meses para fazer face à despesa. Estão também a ser investigadas suspeitas de “Insider trading”. O regulador norte-americano do mercado de valores procura apurar se funcionários da BP venderam informação privilegiada a investidores sobre a estratégia no Golfo do México para minimizar as perdas em bolsa provocadas pela maré negra, que chegaram a atingir os 13%. Jornal i

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Termina prazo para BP controlar derrame de petróleo

Obama acusa petrolífera de pouco ter feito para evitar a catástrofe ambiental que já afecta as costas de vários estados norte-americanos.

Termina este domingo o prazo dado pela administração norte-americana à BP para que consiga travar a fuga de crude para as águas do Golfo do México.

Numa carta enviada sexta-feira à petrolífera britânica, mas que foi divulgada ontem, os Estados Unidos deram um prazo de 48 horas à BP, acusando ainda a gigante petrolífera de pouco ter feito para evitar a catástrofe ambiental que já afecta as costas de vários estados norte-americanos.

Amanhã, a administração da empresa vai discutir o que fazer com os lucros, havendo a hipótese de não serem distribuídos pelos accionistas devidos aos prejuízos causados pelo derrame de crude. Renascença

+Ler notícia: http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=93&did=108102