A mensagem que passou foi gastem e ninguém se lembrou do PEC

Cavaco Silva responsabiliza líderes europeus pela crise económica e financeira. Lembra que no auge da crise todos pediram para gastar e ninguém se lembrou do défice e da dívida.

Em entrevista ao programa Sociedade das Nações, da SIC Notícias, o Presidente da República diz que a Europa não estava preparada para a crise e que falharam todos os mecanismos de controlo e cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento.

Reiterou também que Euro seria um erro grave e dramático para Portugal e Grécia. “Seria uma situação dramática em Portugal, como na Grécia Espanha e Irlanda, se esses países saíssem da zona do euro”, afirmou.

Afirmou ainda que “quando surgiram as primeiras violações do PEC, aplicou-se o processo dos défices excessivos a Portugal, mas não se aplicou à Alemanha Fança” e tal originou “um processo de descredibilização do PEC”.

Recordando que até houve um ex-primeiro-ministro (o italiano Romano Prodi), que apelidou o PEC de “estúpido”, Cavaco Silva afirmou que “quando se concebeu o tratado de Maastricht nunca se imaginou que a Europa pudesse chegar a esta situação. Porque se pensou que havia uma monitorização permanente dos Estados membros e nunca nenhum país chegaria a uma situação de défice muito elevado e dívida muito elevado”.

“Esse processo de acompanhamento falhou e depois quando chega a crise, em 2008, a mensagem que passou foi: gastem, gastem, gastem para estimular a economia e ninguém se lembrou que existia um PEC. E ninguém pensou como é que os mercados iriam reagir quando constatassem que a dívida pública dos Estados-membros tinha passado dos 30% do PIB para 100%”, explicou.

Para o Presidente da República os culpados da crise são claros. “Por culpa dos líderes europeus e até da Comissão Europeia falharam os mecanismos de acompanhamento dos défices fossem excessivos”, adiantou. Jornal Negócios

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Cavaco Silva contesta Nobel sobre Zona Euro

Paul Krugman conhece mal a área da moeda única, critica o Chefe do Estado

O Presidente da República considerou ontem que o alerta do Nobel da Economia Paul Krugman, sobre uma possível saída da Grécia da Zona Euro, só se justifica por “uma certa falta de conhecimento do que é a Zona Euro” por parte do professor norte-americano.

“Estudei muito a Zona Euro, tenho livros publicados sobre a Zona Euro, não acredito que Portugal alguma vez saia da Zona Euro, nem acredito que a Grécia venha a sair”, afirmou Cavaco Silva, citado pela Lusa ao ser questionado sobre as declarações de Paul Krugman publicadas domingo pelo diário El País , à margem da IV jornada do Roteiro para as Comunidades Locais Inovadoras.

Paul Krugman sustentou que “há uma possibilidade plausível de a Grécia ser forçada a sair do euro” e, por arrastamento, contagiar os outros países da Zona Euro, com especial incidência para Portugal. Segundo o professor norte–americano, Atenas (sem capacidade de desvalorizar moeda e forçada a fazer cortes draconianos) não gerará receitas suficientes para sair da crise e, assim, os custos de deixar a Zona Euro serão menores do que aí permanecer.

Cavaco Silva, também economista, considerou a hipótese “totalmente improvável”. “Acho que é uma certa falta de conhecimento do que é de facto a Zona Euro, penso que seria um desastre para a Europa, não era para a Grécia, para Portugal, para a Irlanda ou para Espanha, seria um desastre para a Europa se por acaso este edifício que é a União Monetária Europeia viesse a ruir”, enfatizou o Presidente. Sublinhando que não se deve “ir por esse caminho”, por ser “totalmente improvável”, Cavaco Silva disse ainda acreditar na “sabedoria” dos líderes europeus para não o permitirem. DN Online

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Presidente defende: façam férias no País

Turismo no estrangeiro agrava dívida externa.

“Aqueles que podem passar férias devem passá-las cá dentro”, defendeu o Presidente da República, Cavaco Silva, num discurso hoje em Albufeira, no qual disse que férias “cá dentro” ajudam a criar emprego e férias no estrangeiro significam “agravamento da dívida externa de Portugal”.
Fazer férias em Portugal, afirmou Cavaco Silva, segundo um excerto da intervenção divulgado pela TSF, “é uma ajuda preciosa para ultrapassar a situação difícil em que o País se encontra”, enquanto “turismo no estrangeiro significa importações de serviços e, consequentemente, agravamento da dívida externa de Portugal, que é um dos nossos maiores problemas.” PressTur

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