Crise obriga a corte nas verbas de 2011 do IDT

Com cerca de 40 mil utentes, o IDT está a viver uma situação de aperto orçamental, noticia a TSF. O instituto terá também de dispensar todos os trabalhadores com vínculos mais precários. Mas em contrapartida, segundo João Goulão, presidente do IDT, há 64 funcionários que vão passar para os quadros, deixando de ter um vínculo precário ao instituto. O concurso para estes funcionários arrasta-se há meses, sendo que o processo teve início ainda antes de arrancarem os programas de austeridade. João Goulão destaca, contudo, que já saíram 60 funcionários e que 140 também vão sair até ao meio do ano.

Sobre o encerramento de alguns locais de consulta, o responsável assegura que “na capital de distrito haverá sempre resposta”, e justifica que não tinham condições para continuar com tantos sítios abertos e com horários tão alargados.

Aliás, as despesas com o pessoal contratado a termo e precários foram as que sofreram maior rombo nos cálculos finais de racionamento económico. De quatro milhões de euros para licenças de parto e doença e para perto de 200 enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais contratados a termo, o valor baixou aos 938.309 mil euros.

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Droga miau miau a preços de saldo e prestes a entrar no filão das ilegais

A ‘droga legal’ mefedrona vai ser proibida brevemente em Portugal. Até lá, está a ser vendida em lojas com valores bastante baixos.
Apesar de ser comercializada sob a capa de produto para plantas ou incensos, a mefedrona é consumida para efeitos recreativos em todo o mundo e em Portugal por cada vez mais jovens que procuram efeitos semelhantes aos das drogas ilegais como a cocaína, ecstasy e LSD.

O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) confirmou à agência Lusa que esta substância está prestes a ser proibida em Portugal, tal como aconteceu em outros países, depois de o seu consumo ter sido associado a mortes e problemas de saúde graves.
João Goulão reconheceu as dificuldades de as autoridades europeias acompanharem com legislação adequada o aparecimento de novas drogas no mercado. Até lá, o vazio legal permite que uma substância cientificamente associada a problemas de saúde possa ser vendida legalmente.

Só a inclusão desta substância na lista de produtos controlados, como defende a autoridade que regula o sector do medicamento, impedirá a comercialização. O Infarmed confirmou à Lusa que está a «ultimar o projecto de proposta de lei, a apresentar pelo Governo à Assembleia da República», para incluir a mefedrona nessa lista.
«Após a aprovação e entrada em vigor da nova tabela, o Infarmed irá controlar todo o seu circuito legal e esta substância só poderá ser vendida pelas entidades por si licenciadas», adiantou este organismo do Ministério da Saúde.

Em Portugal há pelo menos oito lojas que vendem legalmente este tipo de substâncias, uma das quais está já a preparar-se para a proibição da mefedrona, fazendo promoções para quem comprar em grandes quantidades.
Nesta loja, situada no Bairro Alto, em Lisboa, há até um aviso que anuncia a iminência da proibição e convida os clientes a aproveitarem os saldos.

Com ou sem descontos, este e outros produtos são muito procurados por quem acredita estar a consumir uma droga que «não faz mal».
«Quando soubemos que existia uma loja que vendia estes produtos ficámos muito contentes, pois pensámos que esta droga não podia fazer mal e dava uma boa pedrada», contou à Lusa Francisca Alves, 21 anos.

Francisca só experimentou uma vez um produto, classificado como adubo. Ela e os amigos foram à loja e pediram um produto que desse «uma grande pedrada».

Fonte: Sol.pt

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Entidades patronais poderão rastrear consumo de drogas e álcool

Daqui para a frente, os médicos do trabalho estarão autorizados a realizar testes aos consumos de álcool e drogas a trabalhadores, submetendo para isso um regulamento específico á aprovação da Comissão de Dados. Em especial, as empresas que exerçam funções de risco, como, por exemplo, os que operam na área dos transportes ou construção civil.

Esta proposta foi dirigida por um grupo de trabalho liderado pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), definindo nesse sentido as regras e os princípios que grandes empresas devem seguir para prevenir e tratar problemas ligados ao consumo. Este documento denominado “Linhas Orientadoras para a Intervenção Social. Modelo de Intervenção em Reinserção” terá o aval dos ministérios do Trabalho e da Saúde, muito brevemente.

Calcula-se que “um milhão de portugueses tem problemas com o consumo de álcool e cem mil com drogas ilícitas. A maioria são pessoas activas”, conta Mário Castro, do departamento de monitorização, formação e relações internacionais do IDT. Razões suficientes para que durante um ano um grupo restrito tivesse negociado este documento, que será em breve divulgado em público. “Queremos pôr isto na agenda das empresas e organizações públicas e privadas”.

Apesar de as empresas não serem obrigadas a pôr em prática medidas como o rastreio, Carlos Ramos Cleto, do núcleo de reinserção do IDT, acredita que “as empresas maiores terão interesse em fazê-lo”, já que os custos do absentismo, sinistralidade e falta de produtividade são bem mais elevados. O enquadramento da política, as acções preventivas e de informação, as regras dos testes e o encaminhamento dos doentes para tratamento “têm de ser do conhecimento de todos “, mesmo que a data dos testes não seja divulgada.

Ler notícia completa em: dn.pt

PS: Como consequência 250 empresas já pediram testes ao álcool e o IDT incentivou a colaboração de outras tantas.

Cocaína tem sido adulterada na Europa com medicamentos veterinários

O número de mortes causadas pelo consumo de cocaína tem vindo a crescer nos últimos anos na União Europeia (UE). É no Reino Unido que a mortalidade associada à utilização de cocaína mais tem crescido, ao ponto de ter duplicado no intervalo de cinco anos (161 casos notificados em 2003 e 325 situações confirmadas em 2008). No total, morrem cerca de mil pessoas todos os anos devido à utilização daquela droga.

Cerca de 70 mil pessoas iniciaram tratamento, em 2008, devido ao consumo de cocaína nos 27 países da UE, o que quer dizer que estes consumidores constituem já 17 por cento dos novos utentes dos programas. A cocaína é a segunda droga mais consumida na Europa, estando a sua utilização mais concentrada nos países do Ocidente e Sul do continente.

A actual oferta de cocaína na Europa pode oferecer uma explicação plausível para estes dados. A esmagadora maioria de cocaína disponível em solo europeu é adulterada, devido aos chamados “agentes de corte”, de modo a aumentar o seu valor de mercado. O relatório do OEDT hoje divulgado dá vários exemplos de quais são os agentes de corte que podem ser empregues: dos açúcares ou amido até à fenacetina ou à cafeína…

Mas a substância mais detectada e a que mais prejuízos pode causar à saúde dos consumidores é o levamisol – um anti-helmíntico para as lombrigas. Aquela substância tem sido utilizada como agente anti-parasitário na medicina veterinária e anteriormente tinha sido igualmente empregue como imunoestimulante na medicina humana. O observatório nota que 70 por cento da cocaína analisada nos EUA, em Julho de 2009, tinha sido acrescentada com aquela substância e nota que uma percentagem muito significativa da droga apreendida e analisada na UE continha levamisol. Este tipo de químicos é adicionado à cocaína, ou a outras drogas em pó, de forma a aumentar o seu valor de compra e os seus consequentes lucros.

Em oito países europeus, incluindo Portugal, o consumo de cocaína ultrapassa o consumo de anfetaminas e ecstasy entre os jovens adultos, avança o relatório anual do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência, apresentado esta semana.

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