Associação Sol acusada de infligir maus tratos a crianças

Segundo notícia divulgada hoje pela edição online do Expresso, três funcionárias da instituição apresentaram queixa na esquadra do Calvário da PSP por maus tratos infligidos a crianças internadas na instituição, entre os seis meses e os 15 anos.

De acordo com o Expresso, as queixosas são uma auxiliar de acção educativa, a motorista e uma empregada de limpeza, com vários anos de casa. As três funcionárias terão sido despedidas depois de terem denunciado a situação.

“Não foram despedidas, simplesmente terminam o contrato em Março, não o vamos renovar e entraram de férias”, diz Teresa Almeida, presidente da Sol, que nega quaisquer maus tratos às crianças: “São vistas regularmente por médicos e não foram detectados quaisquer indícios de violência. Quem quiser pode confirmar. As queixas não têm qualquer credibilidade”.

As acusadas são uma auxiliar de acção educativa, uma psicóloga e a directora da Casa Sol, que não sofreram qualquer sanção por parte da instituição até à data. Mas em Janeiro, uma outra auxiliar de acção educativa, denunciada pelas mesmas queixosas, foi suspensa sob suspeita de maus tratos. “Está a decorrer um processo interno de averiguações e se as suspeitas foram confirmadas será despedida”, diz a presidente da Sol.

Fonte: publico.pt

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Mais de 30 programas deverão ser extintos do Plano de Saúde

O Ministério da Saúde deverá manter apenas cinco ou seis dos 40 programas nacionais de prevenção e controlo de doenças. A redução do número de planos tem vindo a ser discutida no âmbito do Plano Nacional de Saúde 2011- -2016 e é um dos objectivos do Orçamento do Estado. Ao DN, a alta- -comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, confirmou que vai propor a manutenção de “um número reduzido, de quatro ou cinco”, que são as prioridades actuais.

É o caso da oncologia, doenças cardiovasculares, VIH/sida, diabetes, saúde materna e infantil ou a prevenção de acidentes. A proposta final vai depender de prioridades, “definidas através dos anos de vida potencial perdidos por cada doença”, que é o número de anos perdidos antes dos 70 anos devido a uma patologia evitável. Neste caso, doenças que possam beneficiar “do acesso a cuidados de saúde de qualidade ou de estratégias de prevenção da doença”.

Actualmente, o Alto-Comissariado da Saúde está a estudar os programas existentes, de forma a perceber as suas mais-valias: objectivos, metas e custos associados. Muitos dos programas nem sequer saíram do papel, não tiveram financiamento ou permanecem sem actualizações há vários anos (ver texto ao lado), uma razão para a sua eventual extinção.

Ler notícia completa em dn.pt

Entrevista a Celso Grecco, autor da Bolsa de Valores Sociais.

Nome: Celso Rocha Grecco. Nasceu: S. Paulo, Brasil. Viaja constantemente de lá para cá. Formação Académica Licenciado em Comunicação e Marketing Herança Humanitária «Do meu avô materno, um homem muito espiritual, natural de Lamego». Filhos: Dois rapazes, um estuda Psicologia e o outro Direito. Convicção: «O mundo está mais ruim, mas temos mais instrumentos para agir»

Como é que tudo começou?

Muito lá atrás comecei com jornalismo. Depois aceitei um convite para uma agência de Publicidade e Marketing, no departamento de relações públicas. Paralelamente estava envolvido, por convicções pessoais, em projectos sociais.

Diz que um dia se cansou de vender coisas de que as pessoas não precisavam…

Cansado já estava, mas a vida me abriu uma oportunidade. Ali por 98/99 o Brasil colocou na agenda das empresas a responsabilidade social, falava-se muito da importância das empresas darem o seu contributo para uma sociedade mais justa, e os meus clientes da agência diziam: «Olha, Celso, agora temos de fazer um projecto de apoio a organizações sociais, você gosta desses assuntos, nos ajuda nisso.» E aí percebi que havia uma oportunidade de fazer profissionalmente, com método e rigor, aquilo que eu fazia pro bono nos tempos livres.

Nessa altura fundou a Atitude?

Exacto. Uma consultora de comunicação para a sustentabilidade e responsabilidade social, ajudando clientes a criarem os seus projectos. Porque uma das críticas que faço aos programas das empresas é que eles são, ainda na sua grande maioria, periféricos ao negócio da empresa. A empresa trabalha na área da tecnologia, e na hora de fazer o seu programa de responsabilidade social resolve fazer uma coisa com educação, por exemplo. Então o que seria uma chance de um grande contributo torna-se algo marginal, um departamento, ou alguém dos recursos humanos ou do marketing que fica encarregado de distribuir cheques para umas organizações sociais, para causas, sem que isso tenha uma conexão lucrativa profícua entre a empresa e o que ela está fazendo.

Por isso a Bolsa do Brasil lhe pediu um projecto?

A Bolsa de Valores do Brasil queria um projecto, mas não sabia qual. E eu disse: «Olhem, vocês têm uma verba, digamos que seja de um milhão, e se forem escolher apoiar organizações o limite do vosso contributo vai ser ditado apenas pelo factor limite do dinheiro.» E isso é muito pouco. E aí sugeri-lhes a ideia da Bolsa de Valores Sociais, uma ideia nova, mas dentro do expertise deles.

Uma bolsa de valores sociais?

A Bolsa de Valores, seja de Tóquio, de Nova Iorque, ou de Portugal, é um ambiente de criação de um valor: de um lado junta empresas que precisam de angariar recursos financeiros, e para que isso seja possível assumem compromissos com transparência, com governância, com credibilização, e vão ao mercado e oferecem um pedaço das suas empresas, sob a forma de acções. Do outro lado, tem um investidor que diz «acredito nesta empresa, quero ser sócio desta ideia», e vai lá e compra. E a Bolsa zela por essa relação, estabelece as regras, se houver algum problema interfere, e cria valor para a empresa e cria valor para o investidor. E a minha ideia foi: «Vamos replicar isso que sabem fazer bem, com as organizações sociais, que também precisam de recursos.»

Ler entrevista completa em destak.pt

Empreendedorismo social em Vila Real

O Instituto de Empreendedorismo Social (IES), em parceria com o Governo Civil de Vila Real, a Fundação EDP e as Câmaras Municipais de Alijó, Boticas, Mondim de Basto, Montalegre, Murça, Ribeira de Pena e Sabrosa, apresentou no final de Desembro os resultados de uma pesquisa de iniciativas de Empreendedorismo Social.

Depois de Cascais, o IES rumou a Vila Real à procura de iniciativas que promovessem maior bem-estar social. Recorrendo à aplicação da metodologia ES+ (ver caixa), e contando com a colaboração de docentes da Universidade Católica, do ISCTE, da Universidade de Lancaster e do INSEAD, partiram para a “identificação de projectos inovadores na resolução de problemas sociais e ambientais, com elevado potencial de transformação social e escalabilidade.”

Esta iniciativa enquadra-se na missão do IES, que consiste em trabalhar com organizações e indivíduos excepcionais e determinados para identificar, apoiar, promover e relacionar iniciativas inspirando e potenciando um mundo melhor. Trata-se de um projecto inovador e ambicioso, focado numa missão social, que pretende a partir do conhecimento local ter um elevado impacto ao nível global.

Ao fim de vários meses de trabalho, o IES fez, no passado mês de Dezembro, a apresentação pública de resultados no Auditório das Geociências da UTAD em Vila Real. Entre a audiência contaram com a presença da Fundação EDP, da UTAD, das diferentes Autarquias e de organizações dos sectores público, privado e social. No final da sessão, o IES e a UTAD assinaram um protocolo de colaboração futura nas áreas da investigação e formação com o objectivo de dar continuidade ao trabalho realizado.

“Foi uma oportunidade de reconhecer boas ideias, boas iniciativas e óptimos resultados. Foi um momento de celebração.” comentou Miguel Alves Martins, Director Executivo do IES. Este evento marcou a consolidação de uma estratégia de apoio e desenvolvimento do Empreendedorismo Social em Portugal, que começou no município de Cascais em 2009, e que serve para detectar, apresentar, homenagear publicamente e apoiar 5 iniciativas de Empreendedorismo Social em Vila Real (5 ES+) e 3 iniciativas de Empreendedorismo de Desenvolvimento Local.

As 5 iniciativas de Empreendedorismo Social destacadas em Vila Real foram a Oficina Agrícola, a Equipa de Atletismo, Apoio Social, Bolsa de Voluntariado e Loja Eco (ver caixa). As 3 iniciativas de Empreendedorismo de Desenvolvimento Local apresentadas foram a Enoteca Douro, a MSS Douro Wine & Gourmet Products e o Pena Aventura Park.

Ler notícia completa em Impulso Positivo

Organização de ideias TED implementa o seu segundo evento na cidade invicta

A cidade invicta vai receber a segunda edição do TEDx O’ Porto. No dia 21 de Março a Casa da Música cede o seu espaço e recebe oradores de todo o mundo para partilhar ideias que pretendem revolucionar a forma como se olha a realidade.

TED, parece o nome de uma personagem de série animada, mas está longe disso. É uma organização composta por pessoas que dedicam o seu tempo a encontrar indivíduos excepcionais e a promover conferências.

Esta já é a segunda edição de um evento TED na cidade Invicta. Distingue-se da primeira pela confirmação de alguns oradores internacionais como Julian Treasure, que esteve presente no TEDGlobal 2009.

Participar num colóquio TED é pedir para ser surpreendido. O orador é convidado partilhar, em apenas 12 minutos, uma ideia, visão ou experiência que revolucionou a forma como este encara o mundo.

Para William Uri acabar com os conflitos no Médio Oriente deixou de ser impossível e Zainab Salbi sabe que a resposta para qualquer guerra é colocar as mulheres na mesa das negociações.

Fonte: Lusa

Ted Independentes (TEDx)

As conferências começam nos EUA em 1984, mas o seu sucesso ultrapassou fronteiras e, assim sendo, têm vindo a ser promovidos eventos TED de forma independente. O TEDx O’ Porto é apenas um destes casos. A ideia original mantém-se, mas a organização está a cargo de um grupo de jovens portugueses.

Só em Janeiro de 2011 estão previstos mais de 40 eventos TEDx submetidos a temas como Mulher ou Juventude. O Pensar, materializado na escrita ou na fala é a expressão maior de liberdade, tal como George Orwell faz saber no seu livro “1984”. Portanto, é com curiosidade que se observa TEDx realizarem-se nos quatro cantos do mundo.

Em Portugal foram três jovens que abraçaram este desafio. Sob o tema “Oficina de Talento”, convidaram António Câmara (YDreams), Tiago Forjaz (Fundação Talento), Fred Oliveira (WeBreakStuff), Leo Xavier (Quodis), Miguel Martins (Instituto Empreendedorismo Social, entre outros.

Com expectativas mais modestas, no ano passado o evento realizou-se um espaço com 400 lugares, visivelmente insuficientes para as 4 mil candidaturas que a organização afirma ter recebido. Este ano, estão previstos 1200 lugares na Casa da Música e as inscrições já podem ser feitas, através do site http://tedxoporto.com/. Participar tem um custo de 100 euros (inclui almoço, lanches, ofertas e DVD com vídeos das palestras).

Oradores Confirmados TEDx O’Porto 2011:

Manuela Gonzaga foi Jornalista durante 30 anos, abandonou a profissão para se dedicar à investigação a tempo inteiro. Mestre em História, já publicou nove livros que variam da comédia de costumes à psicologia.

Julian Treasure foi baterista e actualmente estuda o som. Acredita que os sons que nos rodeiam influenciam o nosso estado de espírito e produtividade. Julian esteve no TEDGlobal 2009 e é autor do livro Sound Business.

Gmb Akash é um fotógrafo premiado que vê a fotografia não só como arte, mas também como uma poderosa ferramenta que lhe permite transmitir mensagens e produzir mudanças sociais.

Peter Joseph é produtor, cineasta, guionista e realizador dos seus próprios filmes (feitos no âmbito do Movimento Zeitgeist). O próximo filme de Peter debruçasse sobre o desenvolvimento de um novo sistema económico.

Bento Amaral ficou tetraplégico aos 25 mas não deixou que isso travasse a sua vida. Licenciou-se em Engenharia Alimentar e qualificou Portugal para os paralimpícos de Pequim na modalidade de vela. Actualmente participa de forma regular em debates sobre a integração completa de deficientes em todas as esferas sociais.

Mark Boyle – “The Moneyless Man” é um ex-empresário desiludido com o sistema económico e social. Decidiu mudar completamente e hoje vive numa roulotte e sobrevive dos recursos que ele mesmo planta, cria ou troca. Para Mark o consumismo é reflexo do desapego da sociedade aos bens essenciais materiais (sempre tão acessíveis) e esse consumismo.

Celso Grecco foi o criador da primeira Bolsa de Valores Sociais. Actualmente é consultor em Responsabilidade Social, Sustentabilidade e Investimento Social no Brasil.

Joaquim Borges Gouveia é Professor Catedrático do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro e vai estar no TEDx O’Porto a falar sobre o “Desabrochar das Ideias”.

A descriminalização elogiada pelo Mundo

É mais do que provável que da herança política de José Sócrates não venha a constar o papel determinante que exerceu na descriminalização da posse e consumo de droga em Portugal. Mas a verdade é que sem o então ministro adjunto do primeiro-ministro, com as tutelas da Toxicodependência, Juventude e Desporto, talvez ainda acreditássemos que o abuso de drogas se vencia dando as mãos e largando com regularidade uma razoável quantidade de endorfinas.

A descriminalização do consumo de drogas resultou de um processo único e irrepetível. Entre 1999 e 2001, uma comissão de peritos nomeada pelo Governo e dirigida por Alexandre Quintanilha elaborou, com base em fundamentos científicos e longe do moralismo que tanto tolhe o discurso ideológico, uma corajosa proposta de estratégia nacional de luta contra a droga.

A estratégia transformou-se em política aprovada em Assembleia da República e foi esta talvez a mais extravagante decisão do segundo Governo de António Guterres. Sócrates até tentou replicar o método no processo de co-incineração, mas essa ainda se revelou uma questão mais fracturante.

Consumo não disparou

Sim, é verdade: há um antes e um depois do dia 1 de Julho de 2001, data da entrada em vigor de uma lei que deixou de condenar a penas de prisão pessoas que consumiam substâncias que eram consideradas ilícitas. Sabemos hoje que as profecias de então não se concretizaram e que, a despeito do que muitos temiam, o país não se transformou numa Meca para os consumidores de droga.

Aprendemos nesta década que as políticas na área da droga não devem ser gizadas em função de posições preconceituosas e dogmáticas. Passámos a aceitar que a questão sanitária se sobrepunha à questão jurídica; que as prisões estavam repletas de pessoas que continuavam a consumir droga ao ritmo com que se propagavam as doenças infecciosas. Nas prisões e fora delas.

Em Dezembro de 2004, Hernâni Vieira, director do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira, dizia o que a avestruz se recusava a escutar: “O problema da droga nas prisões resolve-se quando se resolver o problema da droga fora das prisões.” E acrescentava, para desagrado dos mais irrealistas: é possível reduzir o seu consumo, mas acabar com a droga não passa de um sonho bem-intencionado.

Sim, aprendemos que o que mais valia era a expansão dos programas de substituição, após um conturbado período de diabolização da metadona; que as políticas de redução de riscos e de minimização de danos eram garantia de mais informação por parte dos consumidores e de menos custos para todos; que as políticas de prevenção deveriam ser cada vez mais sérias e profissionais.

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Há mais alcoólicos a pedir tratamento

O álcool continua a ser uma das calamidades sociais mais preocupantes do país. Estima-se que existam 500 mil pessoas afectadas por este flagelo, um número que tende a subir até pelos efeitos sentidos pela crise. O número de internamentos nas Unidades de Alcoologia (UA) é proporcional a este fenómeno o que está a provocar uma sobre lotação nas três unidades que não geram capcidade de resposta para o volume de pedidos. A Unidade de Alcoologia de Lisboa é uma das vítimas desta redução de pessoal mas o presidente do IDT, João Goulão, assegura que não há risco de encerramento. “A solução é concentrar e optimizar os recursos pelas estruturas existentes”, rematou.

No total, o País conta com três Unidades de Alcoologia (Lisboa, Porto e Coimbra), que estão sob a tutela do Instituto Português da Droga e da Toxicodependência (IDT), hoje em fase de “emagrecimento” dos recursos humanos, devido aos cortes orçamentais que afectam o Ministério da Saúde. Duzentos profissionais precários, contratados a empresas de recursos e a trabalhar nas unidades de tratamento do IDT, não vão continuar a colaborar devido aos cortes orçamentais, o que representa uma poupança de dois milhões de euros. Os dispensados são médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e técnicos.

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