Bons Investimentos em Impacto Social: Oportunidade em uma classe de activos emergente

O relatório, Making Good in Social Impact Investment: Opportunities in an Emerging Asset Class, foi patrocinado pela TheCityUK e encomendado pela The Social Investment Business, com prefácio do Ministro Oliver Letwin.

O relatório sugere que o investimento em impacto social tem o potencial de evoluir de um mercado emergente para um mercado de investimento muito grande e maduro atraindo investidores mainstream. O relatório assegura que o Reino Unido está bem posicionado para ser um líder global no campo, assim como o investimento em impacto social se baseia no seu registo como o lar de um bem desenvolvido e sem fins lucrativos, sector de caridade e voluntariado e nas forças históricas em serviços financeiros desse país.

Os Autores Rupert Evenett e Karl H. Richter explicam a necessidade de um mercado de investimento de impacto social integrado com uma gama de produtos financeiros adequados para as diferentes fases de desenvolvimento das organizações do sector social. Eles concluiram que o investimento em impacto social tem todas as características de uma classe de activos distintos – melhor entendida como um mercado de capital intermediário com características da dívida e do capital próprio – o que, do ponto de vista de um investidor, pode oferecer um retorno financeiro sustentável, risco avaliável e um potencial de diversificação.

O relatório esclarece que o mercado de investimento em impacto social precisa ser construído em torno das necessidades de seus clientes – as organizações do sector social – em que suas vozes são ouvidas. Os autores solicitaram a opinião de peritos no seio das organizações que oferecem e buscam investimento social; as visões de baixo para cima dos líderes das organizações do sector social, e contribuições de figuras prestigiadas no investimento comercial e social.

Fonte: The City UK

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Cortes no apoio a pílulas por decidir

Foi mais um problema de expressão ou um airoso recuo? Afinal, a descomparticipação da pílula e das combinações de medicamentos para problemas respiratórios (no caso antiasmáticos e broncodilatadores), noticiada esta semana, não está decidida. “A realidade absoluta é que ainda estamos a analisar”, garantiu ao Expresso o secretário de Estado-adjunto do ministro da Saúde, Leal da Costa. Na mesa estão vários cenários. “Pode vir a ser equacionada uma redução do escalão de comparticipação e até se pode dar o caso de isso não acontecer”, afirma. Em causa estão as potenciais ‘reações adversas’ da decisão ministerial.

O governante explica que “é preciso ver se existem alternativas terapêuticas aos medicamentos”, por um lado, e ainda ter em atenção os aspetos do planeamento familiar. “Não podemos ignorar que os contracetivos envolvem muitas pessoas e é necessário ponderar que impacto é que as mudanças na comparticipação poderão ter em termos de saúde pública”. Ainda assim, a solução não vai demorar a ser encontrada. “É uma decisão que queremos tomar com alguma brevidade, mas que está dependente de outras medidas que vamos adotar na área do medicamento”, revela Leal da Costa, sem adiantar mais pormenores.

Plano de Vacinação revisto

Para já, a única descomparticipação confirmada é a das vacinas contra o vírus do papiloma humano (agente do cancro do colo do útero), hepatite B e hemophilus tipo B (bactéria na origem da meningite e da pneumonia). A tutela diz que a decisão de eliminar o copagamento público, de 37%, surge no âmbito de uma revisão do Plano Nacional de Vacinação (PNV). “Estamos a ponderar, a cada momento, adaptar e até ampliar o PNV, garantindo sempre que qualquer decisão de descomparticipação não deixará de ser salvaguarda pelo acesso gratuito através do PNV”.

A filosofia é que o Estado garanta gratuitamente, via PNV, as vacinas com mais-valia cientificamente comprovada, descomparticipando o seu consumo nas outras situações. Por exemplo, quando a criança está fora do limite de idade definido para a imunização ou a vacina não consta do PNV. Continuar a ler

Formação IES powered by INSEAD

INSCRIÇÕES ABERTAS até ao dia 19 de Setembro. Embora já com bastantes candidaturas de muita qualidade recebidas, o IES vai ao encontro dos inúmeros pedidos para alargar o prazo de candidaturas devido ao período de férias. Pode-se inscrever no ISEP até 19 de Setembro em www.ies.org.pt ou enviando o formulário para ester@ies.org.pt.

O ISEP Portugal vai realizar-se de 17 a 21 de Outubro em Cascais, para líderes ou gestores de projectos que visam o impacto social já implementados há pelo menos 2 anos e que querem aprender e praticar ferramentas para acelerar o crescimento, potenciar a escala, avaliar o impacto e desenvolver competências de liderança e inovação.

ISEP é o único programa de gestão adaptado a Empreendedorismo Social com qualidade INSEAD em Português.

A turma do I ISEP Portugal vai reunir um grupo de excelência de gestores e empreendedores de iniciativas já implementadas com forte missão social para acelerar o seu desenvolvimento e potenciar a transformação social. Podem também participar técnicos, investidores, gestores e pesquisadores que queiram entender a lógica do Empreendedorismo Social e como melhor podem apoiar e trabalhar com projectos sustentáveis.

A formação, capacitação e ligação em rede de Empreendedores Sociais é uma aposta do IES para transformar ideias, energia e projetos em soluções efetivas, inovadoras, escaláveis e com impacto social.

O ISEP Portugal é um programa dinâmico que alavanca competências e conhecimento em gestão do INSEAD e a experiência de terreno do IES para desenvolver a melhor formação em português para empreendedores e gestores sociais. Consiste numa semana intensiva com uma mistura equilibrada entre conhecimento académico e análise de casos práticos sobre a inovação de modelos de negócio, gestão de organizações híbridas, liderança, desafios e processos de expansão, crescimento e sustentabilidade.

Programas de Formação IES Powered by INSEAD

A relação de parceria com o INSEAD é, desde o início, um dos pilares da estratégia do IES de produzir e promover conhecimento de excelência em Empreendedorismo Social. O INSEAD, (escola de gestão no top 5 mundial) conta com uma larga experiência na área de Empreendedorismo Social, tendo criado o ISEP, um programa de formação de executivos pioneiro a nível mundial.

O IES tem acesso ao conhecimento de ponta do INSEAD e adapta programas já com histórico de êxito para o mundo português. Vai incluir casos de sucesso e boas práticas da CPLP que serão depois partilhados na rede do INSEAD. Levando também o que melhor se faz em português para o resto do Mundo.

Em 2011, com o apoio de Fundação EDP e Câmara Municipal de Cascais estão a ser desenvolvidos e realizados dois programas de Formação IES Powered by INSEAD, em Português: o ISEP (com uma edição em Outubro) e o Bootcamp para futuros empreendedores sociais (com edições em Junho e em Setembro). As primeiras edições do Bootcamp receberam nota máxima pela qualidade e relevância dos conteúdos e dinâmicas, e pela oportunidade única de fazer parte de uma rede de agentes de mudança.

Mais informações em: IES.org

Portugal lidera desigualdade

Portugal é o país da União Europeia (UE) com maiores desigualdades entre ricos e pobres. Numa altura em que se discute a possibilidade de taxar quem tem mais, os dados revelam que em Portugal os 20 por cento mais ricos auferem 43,2 por cento do rendimento disponível. É a percentagem mais alta dos 27 Estados-membros da UE.

No nosso país, os 10% mais ricos arrecadam 28% do rendimento total, a percentagem mais elevada na UE 27, com um rendimento 10,3 vezes superior ao dos 10% mais pobres, segundo o relatório do Observatório das Desigualdades que cita números do Eurostat. O Governo prepara-se para introduzir uma taxa especial sobre mais ricos, uma medida semelhante aos franceses que aprovaram um imposto transitório de 3% sobre quem ganhe mais do que 500 mil euros por ano.

Mas ao contrário de França, onde os milionários tomaram a iniciativa de se mostrarem disponíveis para ajudar, em Portugal a maioria dos detentores de grandes fortunas remete-se ao silêncio. O imposto em Portugal poderá entrar em vigor em 2012, apurou o CM, mas o Executivo não avança pormenores. O deputado do PSD Luís Menezes considera o prometo de lei do BE para taxar as grandes fortunas “meritório” mas argumentou que “a pressa é inimiga da perfeição” e que o PSD está a “estudar” a matéria.

É preciso pensar e concretizar numa medida legislativa com pés e cabeça. É assim que deve ser feito o processo legislativo, não deve ser uma corrida para estarmos na agenda mediática afirmou. O BE apresentou ontem o seu projecto para a criação de um “imposto de solidariedade sobre as grandes fortunas” incidindo no património global acima de dois milhões de euros. O imposto aplicar – se – ia sobre valores mobiliários, como quotas, acções ou obrigações, créditos, instrumentos de poupança e propriedade imobiliária.

Obrigações sociais britânicas

No Reino Unido, a contribuição para ajudar a combater a crise pedida aos milionários foi outra. O governo propôs a compra de “obrigações com impacto social” por filantropos e instituições de caridade, uma medida que pode reduzir a despesa do Estado neste sector. Segundo a ideia, os investidores recebem dividendos por cada iniciativa que resolva problemas sociais, como crime ou toxicodependência, por exemplo. O governo acredita que a iniciativa angarie fundos para combater estas situações.

Fonte: Correio da Manhã

Projecto «Janela Aberta à Família» aborda o tema «Afectos e regras na educação»

«Afectos e regras na educação» será o tema da segunda sessão de vídeochat promovida pelo projecto «Janela Aberta à Família», marcada para a próxima sexta-feira, 10 de Dezembro, pelas 21:30 horas.

Iniciado pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve e pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), em Setembro de 2007, este projecto visa o apoio continuado aos pais assente no pressuposto simples de ser a família o primeiro grande suporte afectivo e de aprendizagem social da criança.

O novo serviço em formato de videochat, apresenta-se como um serviço inovador, sobretudo na área da saúde, criando-se mais um canal interactivo onde os pais poderão pedir esclarecimentos e/ou apoio de profissionais de saúde relativamente à educação dos seus filhos.

Para esta segunda sessão, os técnicos convidados serão Mónica Mexia (psicóloga do IDT) e António Pina (médico do IDT e coordenador do projecto), que estarão disponíveis para responder e prestar esclarecimentos aos pais sobre esta temática.

A entrada no videochat é livre e não necessita de inscrição prévia. Para terem acesso ao novo serviço, os pais deverão obrigatoriamente entrar na sala denominada «JanelaAberta», para participar na sessão.

As famílias podem inscrever-se nos hospitais do Algarve ou através do site do projecto, sendo que o apoio é dado através de correio postal e electrónico, pela Web ou na rede social no Facebook.

Fonte: Diário Online.

Desafio à inércia é importantíssimo em Portugal

As palavras são de Jorge Sampaio, que encerrou a 1ª Assembleia Geral de Investidores Sociais, promovida esta 2ª feira em Lisboa no âmbito do aniversário da Bolsa de Valores Sociais. O projecto, que visa “converter” organizações sociais em “laboratórios” que produzam vacinas contra a pobreza e a exclusão social, actuando nas causas e não nas consequências, ficou aquém dos objectivos traçados para o seu primeiro ano de actividade em Portugal. Mas a meta para 2011 é duplicar todos os resultados

A Bolsa de Valores Sociais (BVS), iniciativa que replica o ambiente de uma Bolsa de Valores em benefício de Organizações Sociais, angariou 250 mil euros no seu primeiro ano de actividade. A iniciativa apoiada pela Euronext Lisbon, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação EDP e Caixa Geral de Depósitos não conseguiu, através das “acções sociais” adquiridas pelos doadores nos 22 projectos actualmente cotados, atingir a meta inicialmente traçada: angariar quinhentos mil euros em 2010.

Estes resultados ficam, pois, abaixo das expectativas desta que é a segunda Bolsa de Valores Sociais do mundo e a primeira da Europa (inspirando-se na original BVS criada em 2003 no Brasil, para a BOVESPA e constituindo um piloto para as demais Euronext, em Amesterdão, Bruxelas, Paris e Nova Iorque), o que não permitiu a nove das 22 organizações cotadas arrancarem com os seus projectos.

Ler o resto da notícia em: ver.pt

Novos capítulos nos índices de pobreza

Quase cinco mil famílias estão em lista de espera para receber apoio alimentar. O dado está contido num inquérito que o Banco Alimentar Contra a Fome divulgou ontem, no Porto. Segundo o estudo, 21,3 por cento das instituições que fornecem apoio, alimentar ou em espécie, têm listas de espera.
Entre os que recorrem às instituições de solidariedade social, metade vive com menos de 250 euros por mês, segundo o inquérito que abrangeu cinco mil utentes do Banco Alimentar. “Não estamos a falar de apenas idosos, mas também adultos, muitas vezes com crianças em casa, para quem 250 euros são manifestamente insuficientes”, destacou Isabel Jonet, do Banco Alimentar, falando aos jornalistas no final da apresentação do estudo, feita no âmbito da conferência Portugal Solidário promovida pela TSF.

Ler a notícia em: Publico.PT

Há 4827 famílias portuguesas em lista de espera para receberem alimentos, segundo um estudo do Banco Alimentar ontem divulgado no Porto, na conferência Portugal Solidário. No encontro, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, revelou que a Plataforma Europeia Contra a Pobreza vai avançar dentro de dias.
O trabalho realizado pela Universidade Católica para o Banco Alimentar revela ainda que são os de-sempregados os que mais recorrem à ajuda alimentar, se-guindo-se as famílias endividadas. Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar, considera que as instituições estão, contudo, no limite da ajuda aos mais necessitados. Um limite que se traduz, segundo o inquérito realizado pelo Banco Alimentar, com o facto de um em cada quatro pobres não comer pelo menos um dia por semana. Cerca de metade dos 240 mil portugueses que recorrem a instituições de solidariedade respondeu que por mês vivem com menos de 250 euros.

Ler a notícia em: Correio da Manhã

Cinco mil famílias em lista de espera para receber apoios. Um quinto das instituições de solidariedade social do país sem recursos para responder a todos os pedidos, e 76% a assegurar que estes aumentaram nos últimos três anos. Um estudo com 3279 instituições e 15 mil pessoas carenciadas apresentado ontem na conferência Portugal Solidário, no Porto, revelou o extremar da pobreza em Portugal: 41% nunca foram pobres, a maioria são idosos, só 19% têm um trabalho remunerado.
“As instituições estão no limite”, diz ao i Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome que realizou a análise em parceria com a Entrajuda, através da Universidade Católica Portuguesa. Os inquéritos às instituições foram realizados em Abril e as entrevistas decorreram entre Junho e Outubro, naquilo que se espera que venham a ser análises regulares para a criação de um Observatório da Pobreza em Portugal, anunciou a responsável.

Ler a notícia em: Ionline

O presidente da República, Cavaco Silva, desafiou hoje, domingo, os poderes públicos e a sociedade civil a assumirem como prioridade a resolução das situações de emergência social face ao aumento do desemprego e de novos tipos de pobreza.
“No nosso país, nos tempos que correm, a prioridade dos poderes públicos e da nossa sociedade civil não pode deixar de ir para os casos de emergência social. É uma questão de dignidade humana, de permitir que cada português tenha o mínimo de dignidade nas condições de vida do seu dia a dia”, afirmou o Chefe de Estado, numa intervenção no Palácio da Bolsa, no Porto.

Ler a notícia em: JN.PT