Novo indícios de Máfia Chinesa a actuar em Portugal

Entram com visto de turista e usam o comércio legal para ocultar negócios ilícitos de jogo e extorsão Chegam com um negócio na carteira e, com ajuda de outros cidadãos da comunidade chinesa em Portugal, conseguem montá-lo rapidamente. Em alguns casos aproveitam-se de um português – toxicodependente, alcoólico ou sem-abrigo – que, a troco de uma quantia em dinheiro insignificante, assina os documentos necessários para criar uma empresa, aparentemente gerida por ele, mas que na realidade é comandada por chineses. Embora se organizem numa comunidade fechada, dificultando a tarefa da polícia em matéria de investigação criminal, sabe-se que os comerciantes chineses integram normalmente associações que são vedadas a qualquer português. Ao que o i apurou, não há indícios que permitam falar numa máfia chinesa a operar em Portugal, mas algumas dessas associações estão ligadas a organizações criminosas. A polícia estima haver pelo menos 50 chineses em Portugal envolvidos em negócios ilegais de jogo, extorsão e falsificação de documentos, ao que tudo indica, com ligações às tríades chinesas.

Ler a reportagem integral em ionline.pt

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Desmantelado maior laboratório de cocaína da Europa

A Policia Nacional espanhola desmantelou, hoje, nos arredores de Madrid, em Espanha, o maior laboratório de cocaína da Europa, na sequência de uma operação de combate à droga, em que foram detidas 25 pessoas. Trata-se do maior e mais sofisticado laboratório de cocaína alguma vez visto na Europa, que as autoridades conseguiram selar, pouco antes do início do processo de cozedura da cocaína.

Na operação, que culminou dois anos de investigação, foram detidas, no total, 25 pessoas, de nacionalidade espanhola e colombiana.
Entre os detidos encontrava-se um empresário bastante conhecido da vida nocturna, Lauro Sanchéz, proprietário de diversos bares, restaurantes e ginásios.

Fontes consultadas pelo jornal “El Mundo” garantem que o empresário distribuía a droga que produzia neste laboratório, com a ajuda de dois irmãos, donos de uma loja, em Paracuellos del Jarama, e de contactos na Espanha, e utilizava os seus negócios como veículo de distribuição da cocaína.

Fonte: jn.pt

CDS quer penas mais duras para crimes nas escolas

O CDS volta a propor que a lei considere como mais graves os crimes praticados nas escolas e nas suas imediações, como o tráfico de droga e o uso de armas brancas, furtos, roubos e agressões. A proposta está incluída no projecto de lei sobre a criação do crime do bulliyng que esta semana é discutida no Parlamento, a par de uma iniciativa do Governo.

A proposta de endurecer as penas para os crimes cometidos nas imediações das escolas já tinha sido feita na anterior legislatura, mas foi chumbada pela maioria absoluta do PS de então.

O CDS quer que “os crimes cometidos em ambiente escolar ou estudantil sejam especialmente penalizados”, segundo o projecto de lei.

Na quinta-feira, o plenário discute também a proposta do Governo que cria o crime da violência escolar. Aos alunos com mais de 16 anos, as agressões são punidas com uma pena de prisão entre um e os cinco anos. Se forem graves, a pena prevista situa-se entre os dois e os oito anos. Em caso de morte,o crime é punido entre os três e os dez anos. Aos alunos com menos de 16 anos são aplicados programas tutelares educativos.

Uma das novidades da proposta do Governo é a possibilidade de os familiares do agressor também serem sancionados pelo bulliyng.

Além da criação deste crime, a bancada centrista propõe, através de projectos de resolução, a criação de equipas multidisciplinares nas escolas para trabalharem a prevenção da violência escolar e pretende que o gabinete de Segurança do Ministério da Educação informe mais regularmente o Parlamento sobre este tipo de situações. O CDS pretende ainda que sejam reforçados os meios do programa Escola Segura.

O BE também leva a plenário um projecto que recomenda ao Governo medidas urgentes na prevenção e na resposta à violência escolar.

Fonte: publico.pt

Testemunho de um correio de droga.

Era um correio experiente. Transportando cocaína, ganhou dinheiro para construir uma casa de madeira e pagar a entrada de um carro. Um dia, foi apanhada no aeroporto, como tantas outras – 84,5 por cento das estrangeiras presas em Portugal respondem por tráfico de droga. Maria de Lurdes Reis está a cumprir pena no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos

“Viajei com a minha amiga Eunice. Íamos para Madrid. Fizemos escala no Porto. As botas dela accionaram o detector de metais. Em vez de voltar para trás e de as tirar, deixou que a guarda a revistasse. A guarda tocou-lhe nos seios – sentiu qualquer coisa demasiado dura.

Eu já tinha passado. Teria fugido, se conhecesse o Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Tínhamos despachado as malas juntas. Quando revistaram a mala dela, perguntaram-lhe: “Onde está essa pessoa?” Ela não sabia dizer, mas eles consultaram a videovigilância e encontraram-me sentada junto à porta de embarque.

Tudo começara dois anos antes. Conhecera Maria ao fazer uns trabalhos para uma loja de costura de um centro comercial de São Paulo. Viu-me desesperada – o meu marido sem trabalho, eu sem trabalho.”

Ler reportagem completa em publico.pt

Cada vez mais mulheres entram no mundo do crime

As mulheres estão a afirmar-se no mundo do crime. A delinquência feminina, desencadeada sobre-tudo por raparigas jovens, está instalada em Portugal e de uma forma muito mais refinada do que a masculina, garante Maria João Leote de Carvalho, investigadora da Universidade Nova de Lisboa. A PSP diz que está a acompanhar a tendência.

É um fenómeno que tem de ser seguido e que está presente em várias ocorrência policiais que pude analisar”, diz a investigadora, salientando: “Trata-se de uma delinquência muito mais organizada, agindo sob outras formas de protecção e de organização criminal já adulta que acaba por levar ao afastamento das raparigas em idade da tutelar educativa (entre os 12 e 16 anos). Estas aparecem mais posteriormente.”

Estatisticamente é difícil saber se é um fenómeno com tendência a aumentar, até porque, segundo o Observatório Permanente da Justiça Portuguesa (OJP), a escassez e fraca fiabilidade dos indicadores estatísticos da justiça não permitem uma reflexão cabal sobre a temática da delinquência. Assim, afirma Maria João Leote de Carvalho: “Do ponto de vista estatístico não se pode dizer se está ou não a acentuar-se. Mas aquilo que percebemos quando contactamos com algumas raparigas é que se trata de uma linha perfeitamente instalada, de forma organizada, e de transmissão feminina.” Ou seja, “acontece no seio da própria família e abrange não só as gerações mais novas, mas também as gerações mais velhas. Em algumas famílias abrange avós, filhas e netas. É uma certa transgeracionalidade da criminalidade”.

Autora de uma tese de doutoramento sobre delinquência de jovens entre os 12 e os 16 anos, a investigadora adverte: “É um problema que existe. Se observamos algumas lojas de centros comerciais, percebe-se como há actuações diferentes de rapazes e raparigas e como algumas raparigas são iniciadas pelas próprias mulheres mais velhas. São percursos que pude detectar.”

Trata-se também de um aspecto da emancipação feminina? “Assim como há uma emancipação da mulher noutras áreas e há uma transformação do papel da mulher em todas as áreas do social, se calhar também temos de pensar na transformação do papel feminino na área da delinquência, por muito que nos custe enfrentar o lado negativo dessa emancipação”, afirma.

A delinquência feminina em Portugal está geralmente conotada com raparigas estrangeiras. Mas a investigadora adverte: “Percebemos que há fluxos de imigração organizada para prática de criminalidade – redes organizadas de crime transnacional. Mas está longe de ser um problemas dos estrangeiros. Não se pode fechar a análise nessa área”.

Ler artigo completo em: dn.pt

Rede de prostituição na Margem Sul é suspeita de associação criminosa e tráfico de droga

A PSP está a apurar provas incriminatórias contra uma alegada rede de prostituição conhecida como “Máfia da Margem Sul”, que já teve acusação num outro processo do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP). O processo que se encontra ainda numa faze inicial, está a ser relacionado pela Unidade Especial de Combate ao Crime Violento do DIAP que suspeita de associação criminosa e tráfico de droga.

Trata-se de um grupo muito violento e organizado ligado à segurança privada, que foi acusado de crimes de homicídio, extorsão, coacção, rapto e tráfico de droga. O líder seria Sandro Lima, conhecido como Sandro Bala, que fugiu para o Brasil com outro colega. Envolvido com o gang estará um repórter de imagem da RTP, que foi alvo de uma operação de busca da PSP, que o apanhou em meados de Outubro num estúdio a fotografar prostitutas para um site. Sem grandes certezas por parte da comunicação social, vão surgindo rumores sobre clientes VIP da alegada rede, que incluirão políticos, juízes e pelo menos um alto quadro da televisão pública.

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Ibero-America certifica extradição simplificada

Os países latinos, Argentina, Brasil, Espanha e Portugal reúnem-se hoje à volta da mesa para concertar e agilizar medidas de extradicção simplificada confinadas à sua área judicial. Este acordo ibero-americano realizado na Galiza, em Santiago de Compostela, será corroborado pela assinatura do ministro da Justiça Português, Alberto Martins, pelo seu homólogo espanhol, Francisco Caamaño, pelo vice-ministro da Justiça do Brasil, Rafael Favetti, e pela coordenadora geral do Ministério da Justiça, Segurança e Direitos Humanos da Argentina, Adriana Alfonso.

Agilidade processual, facilidade procedemental e coordenação de esforços são os pressupostos levados a cabo por este acordo quadripartido em matéria de extradição e criminalidade transfronteiriça. O gabinete do ministro Alberto Martins adianta que “este instrumento jurídico visa facilitar o procedimento de extradição entre os quatro Estados, introduzindo uma agilização de procedimentos, mas garantindo sempre a audição dos interessados bem como, num futuro próximo, procurar que os restantes países ibero-americanos que integram a COMJIB — Conferência de Ministros de Justiça dos Países Ibero-americanos – possam também aderir a este acordo”.

Por sua vez, Alberto Martins finaliza, “O crime transfronteiriço, dada a mobilidade do agente criminoso, faz com que seja necessário agir com essa velocidade, e este acordo permite agir com essa velocidade. É um instrumento de grande importância no combate ao crime transfronteiriço”. O próximo passo será a inclusão da Venezuela. Os países em questão têm agora o limite máximo de 30 dias, para entregar um indivíduo detido ao parceiro que pediu a sua extradição.

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